The Woods

8 A História dos Blackwood


Notas iniciais
Oi pessoal, boa leitura.

Esperei até tarde meus pais chegarem em casa mas eles não voltaram e eu fiquei preocupada, resolvi ligar para minha mãe e caiu na caixa postal, esperei ouvir a voz dela falando a mesma mensagem de sempre, só que a mensagem agora tinha mudado, ao invés de sua voz animada dizendo “olá, aqui é a Andrea, deixe o seu recado” agora estava “oi eu não posso atender agora” uma pausa “filha... se for você, eu e seu pai não vamos voltar pra casa hoje, estamos fora da cidade, mais tarde a gente se fala” e a gravação acaba. Não fazia sentido, onde eles estavam? O que estava acontecendo? Tentei ficar calma e resolvi ir dormir pra ver se na manhã seguinte eu estaria disposta a ir à escola.

~''~

Eram 5:30 da manhã e eu não tinha conseguido dormir quase nada a noite toda. Eu acordava o tempo todo e quando eu conseguia dormir, eu tinha pesadelos. Também passei a ter febre, eu definitivamente não conseguiria ir pra escola hoje. Levantei, ou só tentei mesmo porque quando eu fui apoiar meu pé no chão, lembrei que eu tinha o torcido e agora ele estava mais parecido com um pãozinho roxo. Saí mancando pela casa a procura de algum kit de primeiros socorros e achei alguma no banheiro do quarto dos meus pais, sentei na cama deles para enfaixar meu pé e deixei a faixa cair no chão em quanto eu tentava cortar um pedaço. Boa, to tão mal que eu não consigo nem mais segurar as coisas, pensava enquanto abaixava para procurar a faixa. Então eu vi uma coisa embaixo da cama deles que chamou minha atenção. Um livro, muito parecido com o que eu achei na biblioteca no dia anterior. Peguei o livro e quase o deixei cair também, eu não podia acreditar nisso. Na capa tinha o mesmo titulo do livro da biblioteca só que no subtítulo estava escrito “A História dos Blackwood”. Sentei na cama com o livro no meu colo e mil perguntas rondando minha cabeça. Alguns minutos depois o susto já tinha passado e eu tinha começado a pensar racionalmente, deveria ser só coincidência alguma daquelas autoras de best seller que escreve alguma historinha de anjos que coincidentemente tem o mesmo nome que o meu, aliás meu pais devem ter comprado justo pra fazer graça mesmo.

Peguei a faixa do chão, fiz o curativo no meu pé e desci pra comer alguma coisa, mas levei o livro junto comigo já que eu era curiosa demais pra simplesmente colocar o livro de volta no lugar onde o achei. Peguei uma maçã para comer enquanto eu lia o livro, sentei na mesa da cozinha e comecei a ler.

“ Para todos que querem saber o que aconteceu na batalha dos anjos caídos.

Ha muitos e muitos anos atrás, depois que os anjos caíram, eles se subdividiram em dois grupos: os da escuridão e os da luz...”

Eu teria que ter bastante paciência para ler isso, porque o livro aparentava ter umas 800 páginas e só a introdução não parecia mais ter fim. Passei os olhos rapidamente pela folha e entendi que havia o lado dos anjos maus que achavam que deveriam dominar a raça humana e os anjos bons que achavam que eles tinham o dever de proteger os humanos. Dentro do grupo de anjos do bem, tinha um anjo muito poderoso chamado Blackwood ( o que me fez rir, era uma coincidência de nome engraçada) que tinha descoberto o plano de um dos anjos do mau de escravizar os humanos, fazendo assim com que o lado dos anjos da luz travassem uma batalha contra os anjos da escuridão e ganhassem, salvando a humanidade.

Assim que eu ia começar a ler os capítulos meu celular começou a tocar e eu lembrei que tinha deixado ele la no meu quarto, o que significava que eu ia ter que subir escadas. Eu morava em uma casa de dois andares meu quarto e o do meus pais ficavam no andar de cima, enquanto a cozinha e a sala de estar ficavam no andar de baixo. Subi a escada reclamando a cada degrau e xingando meu celular que não parava de tocar até que finalmente o alcancei. Atendi.

— CADÊ VOCÊ?? – Era Cat, claro.

— Alô? – Respondi brincando. Ela riu do outro lado da linha.

— Por que você não veio hoje?

— Porque eu não tava a fim de andar até a escola com meu tornozelo ferrado.

— Ah seu tornozelo. – Ela tinha esquecido era a cara dela. – Então foi por isso, tinha me esquecido.

— Perdi alguma coisa importante?

— Não só entrou um cara novo na nossa série mesmo.

Fiquei um pouco surpresa. Não entrava muita gente nova na nossa escola.

— Interessante. – Hesitei. Não sabia se contava pra ela do livro ou não. Por fim achei melhor não contar já que eu mesma estava tratando como uma mera coincidência.

— Então eu vou pra aula, depois a gente se vê, melhoras.

— Obrigada. – Desliguei.

Eu estava realmente curiosa quanto ao cara novo que entrou na escola. Meus devaneios foram interrompidos quando eu me lembrei do que eu estava fazendo antes do telefone tocar e voltei pra cozinha para ler o livro. Passei o olho rapidamente pelo capítulo e só falava mais da história desse tal anjo, porque ele caiu quem ele era, essas coisas. Passei para o final do livro pra ver qual era o final e lá estava desenhada uma espécie de árvore genealógica. Aparentemente esse anjo caseou-se com uma humana e a família continuou. Olhei para todos os membros da família já mortos e cheguei ao último. Assim que vi quem era, senti minhas mãos ficarem geladas, meus batimentos cardíacos acelerarem e achei que podia desmaiar a qual momento.

Lucy Blackwood. Eu.

Notas finais
Eu de novo :) comentem se gostaram