The Witches
5 Capitulo 5
Notas iniciais
Quinn estacionou na frente da casa de Santana e buzinou duas vezes. O motor do carro ainda roncava baixinho quando a porta se abriu e Brittany saiu primeiro, pulando os degraus da varanda. Santana veio logo atrás, andando com a mesma confiança de sempre, como se o mundo inteiro estivesse à sua disposição.
Quinn tamborilou os dedos no volante enquanto esperava as duas se aproximarem.
— Eu ainda não acredito que concordamos com isso — ela comentou quando Santana entrou no carro.
Santana jogou-se no banco do passageiro com um sorriso de canto e olhou Quinn com uma expressão divertida.
— Uau, Quinn. Você conseguiu até parecer interessante hoje.
Quinn revirou os olhos, mas Brittany já se inclinava entre os bancos da frente, os olhos brilhando de expectativa.
— Acho que a gente precisava de um pouco de caos hoje. Faz tempo que não nos metemos em problemas de verdade.
— Só se for você. Eu nunca me meto em problemas. — Quinn ligou o motor novamente e lançou um olhar para Santana. — Eu só sou arrastada por vocês duas.
Santana abriu um sorriso satisfeito.
— E não é maravilhoso?
[...]
A cidade se transformava conforme o carro avançava pelas ruas menos iluminadas. As casas de tijolos aparentes e quintais bem cuidados ficavam para trás, substituídas por edifícios antigos com pichações desbotadas, postes piscando fracamente e vielas apertadas onde sombras se moviam rápido demais para serem distinguidas. Santana, no banco do passageiro, cruzou os braços e franziu a testa.
— Onde diabos nós viemos parar?
— Eu me pergunto a mesma coisa — Quinn murmurou, ajustando o espelho retrovisor enquanto olhava para Brittany no banco de trás.
Brittany, alheia à tensão crescente, apoiou o queixo na janela e observou as ruas com curiosidade. Havia grupos de adolescentes sentados nas calçadas, fumaça subindo de cigarros e algo mais forte, talvez incenso, que se espalhava pelo ar. Algumas pessoas se viravam para observar o carro, suas expressões variando entre desinteresse e desconfiança.
O GPS indicava que estavam próximas. O som grave do baixo já alcançava o veículo, reverberando dentro do peito das três. Conforme se aproximavam, a batida aumentava, misturando-se ao eco de vozes e risadas. Então, o galpão surgiu diante delas, uma estrutura imponente de metal desgastado, janelas altas quebradas e muros cobertos por grafites caóticos.
— Isso parece o cenário perfeito para um filme de terror. — Quinn comentou, desligando o motor.
Santana, impaciente, abriu a porta do carro e saiu, ajeitando a jaqueta de couro vermelha que caía solta sobre seus ombros. Debaixo dela, um top preto curto realçava sua barriga definida, combinado com uma calça skinny de couro tão justa que parecia pintada em seu corpo. Nos pés, botas de salto agulha completavam a imagem perigosa e selvagem. Seu cabelo estava solto, caindo em ondas perfeitas ao redor do rosto.
Brittany seguiu logo atrás, saltando do banco de trás com um sorriso animado. Ela usava um vestido curto e colado com estampa colorida, um toque divertido que combinava com sua personalidade vibrante. As mangas eram longas, mas o decote era generoso, revelando sua clavícula e uma corrente dourada delicada. O look era finalizado com meias-arrastão e coturnos pesados, que davam um contraste inesperado ao conjunto.
Por último, Quinn desceu do carro com a postura impecável de sempre, mas com um visual que equilibrava sensualidade e requinte. Ela usava um cropped preto de mangas curtas, justo o suficiente para realçar sua silhueta, deixando um pequeno espaço de pele à mostra entre a peça e a saia de cintura alta. A saia era curta, ajustada e de couro vinho, trazendo um toque ousado ao conjunto. Para completar, ankle boots de salto fino alongavam suas pernas, e o cabelo loiro estava solto em ondas suaves, levemente bagunçadas pelo vento da noite.
Santana abriu um pequeno sorriso ao ver Brittany girando sobre os próprios pés, testando o movimento do vestido.
— Eu juro que você parece saída de um videoclipe.
— Obrigada! — Brittany respondeu, piscando.
— Podemos focar na festa agora? — Quinn cortou, impaciente, ajeitando rugas invisíveis na saia
O trio começou a caminhar em direção à entrada do galpão. A porta de metal era iluminada por holofotes improvisados, lançando sombras estranhas nas paredes de ferro enferrujado. O que mais chamava atenção, no entanto, era o homem parado diante dela — um segurança enorme, musculoso, tatuagens subindo pelo pescoço e braços cruzados sobre o peito. Seu olhar escuro fixou-se nelas assim que se aproximaram.
— Onde vocês acham que estão indo? — ele perguntou com a voz grave.
Santana não hesitou.
— Somos convidadas da Rae-B — disse, fazendo uma careta.
O segurança levantou uma sobrancelha, examinando as três por um momento.
— Rae-B, huh? — Ele olhou mais uma vez para elas, quase como se estivesse pesando suas palavras. Finalmente, fez um gesto com a cabeça, permitindo a entrada. — Vai lá.
As três passaram, Quinn soltando uma respiração impressionada enquanto olhava para o interior do galpão. O lugar era um mundo completamente diferente. Luzes de néon iluminavam o espaço, refletindo em um chão de concreto polido. Um bar improvisado ao fundo servia drinks coloridos para adolescentes risonhos, enquanto um DJ em uma plataforma elevada comandava o ritmo da noite. A pista de dança pulsava com energia, corpos se movendo sob flashes de luz vermelha e azul.
Santana arqueou as sobrancelhas.
— Ok… Isso é muito melhor do que eu esperava.
— Mas ainda tem algo estranho aqui — Quinn respondeu, olhando ao redor.
Antes que pudesse continuar, uma nova batida começou, mais intensa, anunciando que o palco seria ocupado em breve. A festa estava prestes a ficar ainda mais interessante
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