The Witches
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Só queria fazer um aviso antes de começarem a leitura(se é que tem alguém aí). Todas as fics que li que tentavam misturar Glee e bruxaria, eram uma espécie de Crossover com Harry Potter, não é o caso dessa aqui.
N/A: O sobrenome materno da Santana nessa fic, é Adams.
Dito isso, divirtam-se! (sério, tem alguém aí?)
— Você já a viu? — Santana perguntou se aproximando de Quinn. Ela nunca admitiria, mas estava nervosa. O círculo estaria finalmente completo e elas teriam acesso a seu poder de direito. Tentando esconder a ansiedade, apoiou-se contra os armários numa pose que ela achava a fazia parecer legal.
— Ainda não — Quinn fechou o armário, virando-se para encarar a latina. — Isso é estranho. Ela sempre chega cedo, mesmo nos dias em que não temos prática pela manhã. — a loira não gosta quando as coisas não saem de acordo com o planejado. Agora ela estava se questionado se havia tomado a decisão certa ao esperar na escola. Será que ela devia ter ido até a casa da garota? Será que ela devia...
— Relaxe, Q — Santana disse despreocupada. Ela podia ouvir as engrenagens do cérebro de Quinn trabalhando. Ás vezes a loira se preocupava demais. — Hoje é o aniversario da garota. Vai ver, ela e o namoradinho bocó pararam no caminho pra fazer uma festinha particular. Se é que você me entende — acrescentou mexendo a sobrancelha e rindo da cara que a amiga fazia. Ela sabia que esse comentário distrairia a loira. Quinn é sempre tão austera. Santana já perdera as contas de quantas vezes aconselhou a amiga a ir dar uma boa foda pra desanuviar. Mas Quinn sempre ficava ultrajada e elas acabavam brigando.
— Você não tem ideia do quanto eu preferia não entender — falou pesarosa. Contrariando o que a maioria acreditava, as duas eram grandes amigas, e Quinn adorava Santana, ela realmente fazia. Mas há momentos em que a latina só é demais. — você simplesmente não tem ideia.
— Não seja tão puritana, Q — Santana pediu debochada.
— Não seja tão cadela, S. — a loira respondeu no mesmo tom.
— Oh, Quinn — a latina levou a mão ao peito em falsa ofensa. — sendo eu quem sou, como você pode me pedir uma coisa dessas? — disse exageradamente dramática. Rachel Berry ficaria orgulhosa se estivesse presente. — Você pediria a um pássaro para deixar de voar? A um peixe para deixar de nadar?
Quinn revirou os olhos, mas sorriu das palhaçadas da amiga. O que no final das contas era a intenção de Santana.
— Tanto faz. Onde está sua outra metade? — a loira perguntou mudando de assunto.
— Você sabe, não é porque estamos namorando que vamos andar por aí grudadas pelos quadris — Santana replicou em seu tom bitch habitual. Mas a loira não caiu nessa. Ela era a melhor amiga das duas desde sempre, e agora que Santana deixou de ser uma idiota e assumiu seus sentimentos para Brittany, elas estavam sempre unidas pelos mindinhos — Ok, — admitiu vendo o olhar cético no rosto de Quinn. — ela me pediu pra vir na frente enquanto conversava com Becky.
Alguns minutos depois a metade loira do casal veio saltitando pelo corredor. Parou ao lado da latina beijando-lhe na bochecha e deu olá a Quinn.
— Olá, Brit. Como vai?
— Não muito bem. Lord Tubbington voltou a fumar — respondeu olhando pro chão. Ela estava muito triste, essa era a sexta recaída só essa semana e hoje ainda é terça-feira. — Ele não quis conversar sobre isso, eu tentei convencê-lo a ir à reunião do grupo de apoio, mas ele ficou chateado e saiu. Hoje de manhã vi que ele me excluiu no facebook.
— Uhm... eu sinto muito, B. — Quinn tentou parecer solidária. Ela não entendia metade das coisas que a bailarina falava, mas aprendeu que essa era uma boa linha a dizer quando se tratava do gato. Ela já estava acostumada a ouvir sobre as estripulias do bichano.
— Não fique triste, Britt-Britt — Santana pediu. Ela não aguentava ver a namorada nesse estado. Ela precisava pensar em um meio de animar a loira. — O que você acha de irmos alimentar os patos mais tarde? — era batido, mas foi tudo no que ela conseguiu chegar.
— Eu não sei Sanny...
— Hoje de manhã passei pelo parque enquanto corria, e vi filhotinhos de pato — insistiu percebendo que devia ser mesmo sério. Brittany estava sempre entusiasmada pra ver os malditos patos.
— Sério? — perguntou abrindo o sorriso que a latina tanto amava. Santana assentiu. — então nós temos que ir — disse se animando. — Ai, Sanny, nós precisamos comprar fraudas pra eles.
— Claro, baby — Santana respondeu dando-se metafóricos tapinhas nas costas por ter feito Britt esquecer o gato gordo. Ela nem ligava que teria que pular a última aula pra ir atrás de filhotinhos pra colocar no lago.
Quinn sorriu ao ver o quanto Santana é dominada. Quem diria que a latina de fogo seria essa softy quando se trata da namorada?!
— Uhm... meninas? — Brittany chamou. — o que é mesmo que estamos esperando aqui? — ela sabia que era algo importante, só não lembrava exatamente o que.
— Não o quê, mas quem — Quinn respondeu sem olhar pra dançarina. Agora que seus pensamentos voltaram para o lugar onde deviam estar, ela ficou ansiosa novamente. — Amanda Davis, ela é a parte que falta do nosso círculo.
— Mas Q, se nós somos quatro, isso não seria um quadrado? — Brittany perguntou, confusa. Santana não se aguentou vendo o olhar incerto de Brittany e a cara pasma de Quinn.
— Ela tem um ponto lá, Q. Você tem que admitir. — a latina disse gargalhando.
— Sim, suponho que você tenha razão — Quinn respondeu devagar. Ela precisava lembrar que essa era Brittany no final das contas.
— Por que nós achamos que Amanda é a parte que falta no nosso?
— Você sentiu o poder despertando? — Quinn perguntou.
— Sim, foi incrível — os olhos de Britt brilhavam ao recordar. — Eu senti como se o meu corpo todo aquecesse. Estava debaixo da minha pele.
— É verdade, eu diria que envolveu meu coração se eu tivesse um — Santana comentou.
— Era como um orgasmo — Brittany concluiu feliz.
— É uma boa analogia, Britt-Britt — a latina colocou um beijo no pescoço da namorada. Brittany não sabia o que era uma analogia, mas se faria Santana beijá-la, ela ia querer analogias a toda hora.
— Ah, por favor, será que vocês duas podem parar com isso? — Quinn pediu levando a mão aos olhos. — Estou ficando enjoada. Ainda bem que não terei mais que aguentar vocês sozinha.
Ela não fala sério, baby — Santana falou quando viu Brittany ficando triste de novo. Às vezes ela só queria socar Quinn. A loira pode ser tão idiota — Certo, Fabray? — perguntou dando um olhar de: “É bom você dizer que sim ou eu vou chutar essa sua bunda branquela”.
— É claro, Britt — Quinn ignorou o brilho que a latina lhe enviava e se concentrou em concertar as coisas com a dançarina loira. — Eu só estava brincando. Você sabe que eu te amo e, durante a maior parte do tempo, eu nem sinto vontade de matar a Santana.
— Own, Fabray, estou lisonjeada — Santana pensou em uma nova forma de implicar com a loira. — Mas sinto muito, eu já tenho uma namorada incrível — pontuou dando uma piscadela pra Britt.
— Desculpe Q, mas a Sanny já é minha. Talvez você possa se arranjar com a garota nova — Brittany se empolgou com a ideia. Ela já podia ver, as quatro indo alimentar os patos, depois assistindo a pequena sereia, quem sabe elas poderiam cantar I Kiss I girl (da pequena sereia) pra prática de Glee.
— Britt, eu não... — Quinn começou, mas Santana interrompeu.
— Guarde pra si, Fabray. Eu realmente prefiro minha loira atual. — a latina adorava implicar com Quinn, ainda mais assim, quando conseguia fazer-se de inocente e Brittany não brigava com ela.
Quinn achou melhor deixar de lado e não responder as provocações de Santana. Ela tinha coisas mais importantes com as quais se preocupar.
— Como eu estava tentando explicar — falou voltando ao tema original. — Nós sentimos o poder despertar durante essa madrugada e Amanda é a única garota que faz 16anos hoje — Brittany abriu a boca pra fazer outra pergunta, mas Quinn já sabia qual seria e se adiantou. — Lembra quando pedimos pra você distrair a secretária da escola no ano passado?
— Sim, eu disse a ela que um pato precisava de ajuda para atravessar a rua.
— Isso — Quinn disse um pouco incerta. Ela não sabia que essa era a desculpa que a Britt havia usado. Da próxima vez seria melhor explicar-lhe exatamente o dizer. — Nesse dia Santana e eu copiamos as fichas de todas as garotas do primeiro ano. Depois fizemos algumas investigações e descobrimos que há muitos anos houve um boato de que a Sra. Davis tinha um caso com Jacob Corcoran.
Os Corcoran são uma das quatro famílias fundadoras de Lima. As outras três são: os Fabray, os Pirce e os Adams (sobrenomes adotados enquanto fugiam da Santa Inquisição por serem praticantes de bruxaria). As primeiras gerações residentes de Lima mantiveram suas tradições e praticavam magia apesar dos riscos, mas com o passar dos anos essa herança foi esquecida.
Cada família possui um livro, ele como é como um diário que conta sobre sua linhagem e contém milhares de feitiços. Há três anos, Quinn achou o livro de sua família e compartilhou seus segredos com Santana e Britanny. Desde então as três praticam pequenos feitiços e esperam pela quarta bruxa para completar seu circulo. Toda bruxa nasce em um círculo que é constituído por quatro pessoas.
Apenas as mulheres carregam a magia. Depois de completo, o círculo ganha quatro guardiões masculinos. Cada guardião é destinado a uma bruxa com quem desenvolve uma ligação inquebrável após fazer o Juramento de Guerreiro. Guardião e bruxa podem unir-se mesmo que não tenha havido o ritual para selar o circulo.
— O que não quer dizer muito, pelo que soubemos esse cara dormiu com metade da cidade — Santana interrompeu.
— Isso não vem ao caso — Quinn disse irritada com a interferência. — Fato é que desde o começo ela foi a candidata mais provável e isso se confirmou na noite passada.
— Então por que não vamos até lá falar com ela?
— É isso que estamos fazendo aqui Britt, esperando por ela para conversarmos — Santana explicou.
— Por que não perguntamos onde ela está à sua irmã gêmea?
— Brittany, Amanda é filha única.
— Ai meu Deus, Sanny! Clonaram ela! — Brittany falou se jogando nos braços da latina. Santana se surpreendeu. Não com a dançarina pulando em seus braços assim do nada, isso era recorrente, mas com ela conhecer a palavra clonagem.
— Do que você está falando, Britt-Britt? — perguntou tentando acalmar a namorada.
— Olha lá, Sanny — Santana e Quinn olharam pra onde o dedo da dançarina apontava. Ali, perto do bebedouro, estava Amanda. Santana e Quinn se espantaram ao notar que não sentiam nada vindo da garota. Não era ela quem as bruxinhas procuravam.
Mas isso era impossível, porque a única outra garota que fazia aniversario nesse dia era...
— Ai, meus olhos, meus olhos.
Os pensamentos de Quinn foram interrompidos por Karofsky chorando como um bebê. Ela virou-se para a fonte do barulho e viu o garoto no chão, encharcado de raspadinha. Acima dele pairava uma morena que olhava sem entender nada.
Notas finais
Pra quem estiver lendo minhas outras fics, não sei como vão funcionar as atualizações, mas vou tentar trabalhar nas três igualmente.
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