The Witch Diaries

5 Pegando uma Carona!


Após a aula terminar eu fui para casa sem Becka,já que ela estava na aula de teatro.Joguei a mochila no sofá e fui em direção a cozinha aonde minha vovó estava preparando o almoço.

–Como foi a escola?

–A senhora nunca vai acreditar no que aconteceu hoje. Tem um garoto novo na nossa turma-Não sei por que eu disse aquilo. Acho que ainda estava na minha cabeça.

–Acha que não sei sobre Peter Ramsey?

–É esse o nome dele?Peter?

Vovó empurrou um copo de suco em minha direção.

–É e não, e não é da sua conta. Você não devia se meter com coisas das quais não sabe,Haley.

Vovó sempre falava em código e nunca oferecia mais do que isso.O que sempre me deixava irritada.

Depois do jantar,subi para o meu quarto e me joguei na cama,eu estava tão cansada que nem ao menos sonhei.

[....]

Acordei com despertador tocando irritantemente ao meu lado,na cabeceira.Me levantei sem nenhuma vontade e fui em direção ao banheiro,após fazer minhas higienes matinais e tomar um longo banho eu coloquei essa roupa:

Antes que o sinal tivesse tocado Peter Ramsey era o único assunto sobre o qual todo mundo falava.Mesmo que não o tivesse visto,eu saberia que ele estava lá porque o corredor, que geralmente ficava cheio de gente correndo para seus armários e tentando chegar às aulas antes do segundo sinal,esvaziou em questão de segundos. Todo mundo deu um passo para trás quando ele andou pelo corredor.Como se ele fosse uma estrela de rock.

Mas eu só conseguia ver um garoto bonito vestido com uma jaqueta preta e um anel azul no dedo.Um garoto que não parecia pertencer a Brookline.Eu não conseguia tirar os olhos dele. O que havia de errado comigo?

Minutos depois, eu estava parado na porta da minha aula de inglês. Lá estava ele.Peter Ramsey.O garoto novo,que ainda seria chamado assim cinquenta anos depois. Ele olhou pra frente e me pegou observando-o.Olhei para o outro lado, mas era tarde demais. Tentei não sorrir, mas fiquei sem graça, e isso só me fez sorrir mais. Ele não pareceu perceber.

.....

Se passou uma semana e tinha chovido todos os dias.Era 18:00 da noite e eu estava na detenção,basicamente ajudando a Sr. Kami a arrumar os instrumentos para a aula de música amanhã. Depois de arrumar tudo,eu estava preparada para ir pra casa. A rua estava vazia e até um pouco sombria,o céu estava escuro,anunciando que iria chover. Estava andando normalmente,quando senti alguém atrás de mim.Era um homem e ele me olhava de um jeito estranho,apressei meus passos um pouco e quando menos percebi já estava correndo,mas não adiantava,quanto mais eu corria mas o tal homem parecia se aproximar.

–Não corre não,docinho.

Começou a chover,atrapalhando um pouco minha visão,mas eu não parei,quando finalmente parecia que eu o havia despistado eu vi alguma vindo em minha direção.Um carro,o tal motorista saiu do carro.Olhos negros,cabelos pretos.

Peter Ramsey.

–Você é maluco? Ou só é péssimo motorista?

–Foi você que apareceu do nada e correu pro meio da rua.

–Eu estava tentando salvar minha vida.

–Do que?

–Tinha um homem atrás de mim.Não que isso seja da sua conta.

–Aonde?

Apontei para uma rua atrás de mim. Ele foi na direção em que eu apontei,jurei ter ouvido alguma coisa,como um grito,sei lá,mas tratei de tirar logo isso da minha cabeça,ele voltou alguns minutos depois limpando as mãos na calça.

–Deixa eu te levar pra casa. Você não devia estar andando por aqui.

–Não, obrigada.Vou andando.

– Não posso deixar você ir pra casa com esse tempo.

–Não me importo.

–Vamos.

–O quê?

– Para o carro. Entre. Comigo.

–Acho que é mais seguro do que ir andando. Com você na rua, pelo menos.

Entrei no carro,sendo seguida pelo mesmo.A tempestade tinha um som diferente de dentro do carro, ao mesmo tempo mais alta e mais tranquila. Eu podia ouvir a chuva caindo no lado de fora mas o som quase desaparecia com o som do meu coração e dos meus dentes batendo. Mesmo sendo irritante,Peter era bonito,percebi que ele olhava para mim.

–Você está me encarando.

Ele olhou para o outro lado.

–Vou aumentar o aquecimento.

–Ob-brigada.

–Por acaso sabe para aonde está indo?

–Não exatamente.

–Vire a direita.

Em alguns minutos,estávamos de frente a minha casa.Ele começou a abrir a porta e eu toquei sua mão levemente,senti uma coisa estranha,tipo uma aura fria vindo dele,mas não liguei muito pra isso.

–Não precisa.

Minha porta estava meio aberta. A porta dele estava meio aberta. Nós dois estávamos ficando mais molhados, mas apenas ficamos lá sentados sem dizer nada.

–Acho que devo agradecer.

– Por não atropelar você?

–É, isso. E pela carona.

–Não foi nada.

–Então tá. Te vejo por aí.

Me virei e fui em direção a porta,parei na frente da mesma procurando a chave em minha bolsa,quando achei,me virei de novo para acenar.Ele tinha aberto a janela.

–Você não me disse seu nome.

–È Haley! Haley Montgomery.

Por um vi seu rosto ficar um pouco assustado e confuso,mas isso durou poucos segundos.

–Bonito nome.

–Obrigada.

Ele fechou o vidro e foi embora sem dizer mais nada. E eu que achava que nada poderia ser mais estranho que aqueles sonhos esquisitos. Pelo visto eu estava totalmente errada.