The Wiltshire' Mission

1 Capítulo 1 - Hermione Granger


Mais um dia completamente normal: escola, casa, amigas, compras, festas. Mas só que não. A minha ida era tudo menos isso. Os meus dias nunca foram normais desde que entrei em Hogwarts, escola super secreta. Os nossos pais pensam que é apenas um colégio interno, mas na realidade é uma organização secreta que nos prepara para sermos espias. As nossas aulas, além do que é normalmente ensinado em escolas convencionais, ensina como cumprir as nossas missões da melhor forma.

Hoje começa mais um ano em Hogwarts, é o meu sexto ano e não podia estar mais que entusiasmada e podia dizê-lo em todas as línguas que sei: inglês, francês, alemão, espanhol, mandarim, russo e português, claro. Os testes de admissão são difíceis para entrar naquela escola, lutei para entrar nela quando recebi o convite, saber falar no mínimo três línguas diferentes com fluência era uma dela. Temos de usar fardas, mas como são bastante fixes, não me importo, é apenas um detalhe.

Neste momento estou a dirigir-me para o Grande Auditório, ainda não avistado Luna, onde ela andará? Além de ser o primeiro dia, seria o dia que o sexto ano saberia que missões iriamos receber. Seria a primeira vez em campo, com uma missão real, fora daquelas quatro paredes da escola e sem ser teóricas. Eu estava preparada.

Vi Luna junto da porta como se aguardasse por mim.

— Luna!

— Hermione! – sorrindo abraçou-me assim que cheguei perto dela — Como estás? Como foram as férias?

— Correram bem, como deves imaginar, não é Hogwarts.

Ela riu quando entramos para dentro do auditório e seguimos para o nosso lugar junto com outras colegas do sexto e quinto ano, aí falavam pelos cotovelos, sobre férias, sobre aulas e sobre as missões que aí viriam para as alunas do sexto e sétimo ano.

— Eu estava desejosa de voltar — confessou Luna — voltar a sentir a aventura, adrenalina e...

— E conhecer rapazes — completei eu, com um sorriso no canto. Luna era uma louca apaixonada.

— Claro, e de preferência lindos e boas almas.

— Só mesmo tu para dizeres uma coisa dessas.

— Entram ou não? Tipo, estão a impedir passagem – viramo-nos para ver Lavender Brown, esta encarava-nos como se fossemos um bocado de queijo bolorento.

Luna afastou-se logo — Claro, vossa alteza, faça o favor!

— Este ano, tenho a certeza de que vou ficar com uma missão melhor que a tua – disse arrogantemente e continuou a caminhar — Não pode ficar tudo para a Miss Certinha.

Eu olhava para as costas de Brown — Aquela nunca vai mudar, pois não? — desde o primeiro ano que sempre houve intriga com ela. Eu não gostava dela e odiava ainda mais quando ela falava comigo e arrebitava aquele nariz.

— Podes crer, no dia em que ela no dia em que isso acontecer, teremos de ver se caiu algum santo do altar. Vá não lhe ligues, ela tem sérios problemas e adora picar-te — Luna puxou-me para sentar ao lado dela e Ginny sorriu para nós começando uma conversa sobre as férias com Luna.

Albus Dumbledore no seu fato com corte de 500 euros, ergueu-se na plataforma ao fundo do Grande Auditório, e pediu silêncio. Era um dos poucos homens nesta escola, um velhinho de que devia ter mais de 70 anos, completamente marado, perverso e super cómico.

Começou com as boas vindas, apresentação das novas alunas, regulamentos do Mr. Filch, horários, professores, até, chegar à parte que nos interessava — Tal como todos os anos, as alunas do sexto e sétimo ano terão oportunidade de ter as suas missões fora da escola. Devo lembrar que são reais as ameaças que colocam civis em perigo e estaremos lá para os ajudar, não são exercícios teóricos que aprenderam em livros e que podem corrigir caso se enganem. São vidas humanas que estarão nas vossas mãos — Olhei para Luna e Ginny que ouviam atentamente, mesmo ainda não sendo para elas que frequentavam o quinto ano. Eu queria ser uma das seleccionadas, eu tinha tudo para ser seleccionada. Eu preparei-me para aquilo — Mas eu não vos vou maçar mais com isso, teremos muito tempo para ver com vocês sobre as missões! Desejo-vos um bom ano, da minha parte, do corpo docente e não docente da escola — e com isso fomos dispensadas para o Salão Nobre. Seguia atrás das minhas amigas, que continuavam a falar das férias.

Estava tão cansada da viagem e daquele regresso, que assim que me senti satisfeita com o jantar, despedi-me delas e segui para os dormitórios. As minhas malas já ali estavam e os pertences que tinha deixado nas férias, maioria livros, encontravam-se do mesmo jeito que eu deixei. Partilhava o quarto com mais duas raparigas que ainda não tinham chegado, mas não me importei. Estava tão cansada mal dei por mim a ão me apercebi adormeci agarrada a um dos livros novos que tinha trazido comigo.

Acordei com Parvati a abanar-me, mal-humorada — Granger, se não desligas o estupor do teu despertador, eu... Nem sei o que te faça! Desliga apenas a porra do despertador ainda nem sete da manhã são!

Tacteei à procura do telemóvel em cima da minha mesa-de-cabeceira e suspirei. Nem tinha ouvido aquilo a tocar se não fosse Parvati a acordar-me, que ainda bufava enquanto voltava para a cama e murmurava palavras em indiano, que agradeci não saber o que se tratava.

Como todas as manhãs, eu corri uma hora, era um ritual que mantinha fielmente todos os dias desde que entrei naquela escola, e hoje não era exceção. Junto do Lago Negro, passando perto do limite da Floresta Proibida até à cabana do capataz Hagrib, eu corria com os phones nos ouvidos.

Quando cheguei ao Salão Nobre, depois de um banho e uniforme vestido, Luna e Ginny tomavam o pequeno-almoço olhando para o mapa de aulas, suspirando pelas longas horas que seguiriam naquele dia. Eu estava animada enquanto puxava um prato de panquecas e um sumo de laranja para mim — Bom dia, do que estão a falar?

— Primeira aula é com o Prof. Snape, porquê? — resmungou Ginny olhando para o teto do Grande Salão — Se está alguém desse lado por favor, eu peço ajuda, porque eu não quero começar todas as minhas segundas-feiras assim... Se existe alguma divindade ou força cósmica, ajudai uma pobre alma.

Eu engasguei-me e Luna revirava os olhos — Não devias brincar com essas coisas Ginny, forças do universo não devem ser perturbadas — murmurou. Luna tinha as suas teorias e quem era eu para me meter nelas.

— Eu tenho aula de Defesa, não me posso queixar e além disso, hoje saberei se fui escolhida para a missão – suspirei enquanto dava uma trinca na minha deliciosa panqueca.

— Eu não tenho dúvida que serás uma das escolhidas, és a melhor aluna do sexto ano, faz todo o sentido — disse Luna sempre crente no melhor das pessoas, ela sabia animar.

— Ela pode ainda não ser a melhor do sexto ano ainda nem sequer estamos no segundo dia de aulas como... — Ginny murmurou ainda de mau humor, eu olhei desagradada e Lunadeu-lhe uma cotovelada — Como é que não és a melhor aluna do sexto ano? Claro que és! A missão é tua! Está no papo.

— Obrigada Ginny, mas tens razão, posso não ser a escolhida — por mais que seja verdade, eu tinha que ter consciência que nem todas iriam ser escolhidas.

E não foi preciso esperar muito tempo, porque Lavender entrou no Grande Salão com o ar de quem tinha acabado de receber um pote de ouro e soube naquela hora que ela tinha sido escolhida para uma das missões.

— Eles vão chamar-te Hermione, não te preocupes, ainda é só de manhã. Provavelmente estão a dar as missões mais fraquinhas... — Mas eu já não ouvia, só conseguia ver Lavender a olhar para mim com um sorriso vitorioso e cheio de superioridade na minha direcção.

O dia foi passando e soube que mais seis colegas do meu ano receberam missões, e já tinha perdido a esperança de ser seleccionada. O mundo não estava assim tão mal que necessitasse de muitas pessoas para proteger umas às outras. Foi enquanto caminhava para o quarto, que aceitei a derrota, e nesse momento senti o meu relógio a vibrar com uma mensagem que o Director me queria ver na sala dele. Devia ser para informar o porquê de não ter sido escolhida.

Ginny e Luna mandaram mensagens para saber se tinha novidades, e simplesmente ignorei-as, porque a minha cabeça não estava bem. Sentia-me derrotada.

Olhei para a grande porta de carvalho do escritório do Director inspirei fundo, empurrando porta para entrar.

O Director teclava freneticamente no seu pequeno computador quando me viu e sorriu — Entre, entre menina Granger estávamos mesmo à sua espera — foi quando os meus olhos foram ao encontro de uma das cadeiras que já estava ocupada por Pansy Parkinson. Pior que Lavender Brown, só mesmo Pansy Parkinson: com esta é que eu não podia mesmo. Fechei a porta atrás de mim e segui para a cadeira vaga em frete à secretária do Director que olhava para nós duas com um sorriso enorme — Ainda bem que se pode juntar a nós porque estou mesmo ansioso para falar com as duas.

Passou-me tudo pela cabeça para tentar entender o que ele poderia querer connosco, visto que não tínhamos nada em comum a não ser um ódio mútuo.

Ainda com um sorriso, passou um tablet para cada uma e encostou-se no grande cadeirão -Peço desculpa pela demora, sei que estiveram a aguardar por este momento o dia todo, mas como esta é uma missão muito importante, deixei para último.

As palavras foram como música para os meus ouvidos. Eu tinha sido seleccionada, não fora esquecida. O meu coração começou a bater a mil e sem aguentar carreguei no ecrã, vendo apenas um nome então olhei para o Director à espera de uma continuação.