The Wicked Games
7 Capítulo 7 — Rhaenna — I Just Got To Get You Out Of The Cage

Be careful making wishes in the dark, can't be sure when they've hit their mark, besides in the meantime , I'm just dreaming of tearing you apart, I'm in the details with the devil, so now the world can never get me on my level, I just got to get you out of the cage, I'm a young lover's rage, gonna need a spark to ignite. My songs know what you did in the dark, so light them up, up, up, light them up, up, up, light them up, up, up, I'm on fire, so light them up, up, up, light them up, up, up , light them up, up, up, I'm on fire, woah woah woah woah , in the dark, dark, woah woah woah woah, in the dark, dark. All the writers keep writing what they write, somewhere another pretty vein just dies, I've got the scars from tomorrow and I wish you could see, that you're the antidote to everything except for me, a constellation of tears on your lashes, burn everything you love, then burn the ashes, in the end everything collides, my childhood spat back out the monster that you see. — Fall Out Boy — My Songs Know What You Did In The Dark — Click Here! — Notes! — Clothes¹– Clothes²– Clothes³ — As pessoas são hipócritas, dizem que querem a verdade, mas vivem em constante mentira por terem medo de mostrar suas reais verdades. — House
Ela ouviu o barulho de espadas. As espadas eram ágeis e ela via Aion lutando contra um homem alto. A Martell apenas observava, quando o Targaryen a mandou fechar os olhos, ela não fez, então viu Aion chutar um homem e o viu desmaiar, mas antes, o homem cortara o braço de Aion. Rhaenna sentiu o pânico em seu corpo. Suspirou e fechou os olhos. Ela ouvia passos que eram apressados. Então ouviu que podiam sair, não tinha nada. Ela abriu os olhos um tanto nervosa. Suspirou e puxou a mão de Aion de modo para gesticular que queria sair de lá. Murmurou apenas 'Tommen Baratheon'. O Targaryen concordou com um aceno de cabeça. Ambos andavam com calma para fora dos aposentos do mesitre, enquanto Aion a guiava para os aposentos do Lannister.
Rhaenna sentia medo. Seu corpo queria correr dali e nunca voltar, mas sua mente e seu coração lhe diziam para ficar e pela a primeira vez, ela tinha dúvidas. Apertou a mão do noivo com um pouco de força, de modo que pudesse mostrar seu medo. No meio do caminho, Rhaenna foi puxada por seu noivo para um canto isolado, ele a colocou contra a parede.
— O que você tem? — Aion estava preocupado.
— Eu... Estou com medo. Tentaram me matar, quase conseguiram... Parte de mim quer ir para Dorne, me trancar lá e nunca mais sair.Uma parte de mim me diz para ficar aqui com você e outra parte... Me diz para ficar por Tyrion.
— Se você quiser ir para Dorne, avise seu pai, seu tio. Eu irei com você. Eu não voltarei para Essos, segundo meu irmão e meu pai. Eu vou com você para qualquer lugar. E sobre Tyrion. Se quer mesmo ajudar, eu ajudo. E não tenha medo. Não vou deixar nada de ruim lhe acontecer de novo.
— Aion. Seu braço. — Rhaenna levou a mão ao braço do noivo que estava ferido. Rasgou um pedaço da cortina e amarrou em volta do ferimento. — Você trate de cuidar desse ferimento. Não posso imaginar lhe perder. Não de novo.
— Não vai.
Rhaenna abriu sorriso, abraçando seu noivo e beijou sua testa. Então pegou novamente sua mão. Assim que finalmente chegaram ao quarto de Tommen Baratheon, ela abriu a porta e viu Tommen, seu pai, Tywin Lannister, Mace Tyrell e seu tio, Doran. A dornesa encarou o pai que estava surpreso. Ela o abraçou forte e sorriu murmurando várias vezes que estava bem. Correu como conseguiu depois de se soltar de seu pai, para perto de seu tio Doran. Abraçou seu tio com força, o soltando em seguida.
— Rhaenna, que bom que veio. Íamos mandar lhe chamar, você foi ver Ellaria quando acordou?
— Sim, e Alyssanne, Adela, Bailee, essa menina é estranha, Rowena. O que deseja tio?
— Eu e seu pai conversamos com Tywn Lannister. Achamos que deve presidir o julgamento. Alguém que não conhece muito Tyrion Lannister, mas sabe como ele é. Porém a lei exige que um homem seja julgado por 3 juízes masculinos. Eu e Tywin Lannister a supervisionaremos enquanto seu pai será um dos juízes.
Rhaenna assentiu com um gesto de cabeça. Se sentou em um espaço qualquer da cama de Tomen, ao lado do noivo, enquanto ouvia a conversa. Colocou a cabeça no ombro do Targaryen enquanto percebia seu tio preocupado com algo. Levantou se de imediato. Andou para perto do tio e se ajoelhou, apoiando as mãos nas pernas do tio.
— Tio, você está bem?
— Minha querida, não se preocupe com seu velho tio. A gota está incomodando.
— Você já mentiu melhor para mim, tio. Mas não vou insistir. Vai ficar bem?
— Seu pai te educou bem demais... Sim, eu vou ficar bem querida. Se eu precisar, lhe procurarei.
A dornesa suspirou. Sentou se em uma cadeira que foi colocada para si por uma aia ao lado do tio. Viu o noivo sair do quarto de Tommen Baratheon. Ela se sentiu não muito forte, um pouco fraca, mas suspirou. Sua mente estava distante, ouvindo a conversa. Para ela, aquilo não a interessava, mas sempre que se dirigiam a ela, ela sorria. Não falava nada. Deixava seu tio falar por ela, já que seu tio a conhecia melhor do que o pai e sabia exatamente o que a dornesa ali faria. Como a boa esposa que foi criada para ser, apenas disse calmamente.
— Milordes. Sei que eu irei presidir o julgamento, o julgamento será amanhã, correto? Meu tio me instruirá corretamente para como presidir tal evento corretamente. Sei que todos aqui temos coisas importantes para fazer do que se preocupar se eu falharei ou não, e eu garanto. Mesmo que tenha sido vista conversando com lorde Tyrion no dia do casamento de Joffrey, isso não influenciará meu julgamento. —Ela fez uma pausa. — Eu já presidi audiências em Dorne, sei como se faz. Eu não trapaceio nessas coisas. — Disse de modo rude e seco.
Doran abriu um sorriso e concordou com um aceno de cabeça, segurando a mão da sobrinha e a apertando com orgulho.
— Minha sobrinha tem toda razão. Vamos, milordes. Mais tarde retomamos este assunto. Rhaenna querida, me leve para algum lugar, temos muito o que conversar. Ah, hoje a noite lorde Aegon estará chegando Westeros. Você irá receber lo com o garoto Targaryen e aquela bravosi, Adela.
— Sim, vossa graça. — Fez um gesto de silêncio para o tio antes que ele o repreendesse e apontou para o quarto ainda cheio, simultaneamente. O homem assentiu.
Enquanto Rhaenna ajudava seu tio com a cadeira de rodas, viu seu pai se aproximar. Ele sorria e parecia orgulhoso. Ela limpou o vestido rapidamente, antes de continuar guiando a cadeira do tio. Cada passo que dava, pensava na quase morte. Enquanto andava, pensava no que iria fazer. Apenas suspirou.
— Vou me banhar para ir receber Aegon. Com licença.
Rhaenna saiu correndo, depois de deixar o tio com Oberyn e foi direto para seu quarto, sem falar com ninguém, onde se isolou no quarto. Sua mente estava conturbada. Quase morrer, acabou com o psicológico da Martell. Ela chorou. Ouviu batidas na porta, até que a porta foi aberta. No quarto, entravam duas pessoas: Rowena e Alyssanne. Rhae se abraçou as duas e as lágrimas caíram mais fortes.
— Vamos lá, mocinha. Não chore. Você é a mais forte. — Rowena sorriu.
— Ser quase morta acaba com tudo sabia? — A Martell retrucou com o rosto molhado.
— Rhaenna, ninguém vai encostar em você. Você acha que seu tio, seu pai, seu noivo vão deixar que aconteça de novo? — A Stark arqueou a sobrancelha.
— É fácil falar, Rowena. Não foi você. E pelos Deuses, não sorria. Me faz me sentir pior.
Rhaenna esfregou seus braços. Alyssanne suspirou e fez a dornesa se deitar e colocou a cabeça da morena em seu colo. As três conversavam sobre coisas aleatórias como festas, namoros, até finalmente Rowena confessar que beijara seu irmão.
— Você beijou o gostoso seu irmão? — Alyssanne gritou.
— Isso, Aly. Espalhe para toda Westeros. — Rowena retrucou.
— Eu tenho culpa que Jon Snow é gostoso? Não, então fica quietinha aí Rowena.
— Gente! Se a Rowena beijou o Snow, problema dela. Mas aposto que em duas semanas eles transam. — Rhaenna deu de ombros sorrindo divertida.
— Ah, vai se ferrar, Martell. E você? Por que não levou o Aion pra cama ainda? — Rowena dera o troco na mesma moeda.
— Mas já transamos, mas isso faz algum tempo. Sim, eu não sou virgem mas meu pai não sabe. Se ele descobrir eu terei a cabeça de vocês em espigões. — A dornesa dizia casualmente. — E também nesses seis anos, eu e Aion apenas tivemos sexo casual, depois que... Bom, a história daquela puta. Transávamos mas eu ia embora no dia seguinte ou ele. E eu nunca ouvi ele reclamando para a Alyssanne.
— Na verdade ele reclamou uma vez. — Aly confessou.
— O que?! — A Martell e a Stark gritaram.
— Lembra da viagem as Ilhas Verão? — Ambas concordaram. — Aion disse que aquela transa foi muito ruim. Você estava muito distraída. E que você estava um pouco gorda.
— Eu vou matar aquele filho da puta. — A dornesa dizia com raiva enquanto Rowena se acabava de rir. — Você pare de rir, Rowena se não quiser se juntar a ele nos infernos!
— Ui a princesinha está nervosa porque descobriu que não deu uma foda decente para o noivo?
—Também te amo, Rowena. E você, quando vai dar uma foda decente para o Jon?
Rowena se calou. Aly e Rhaenna começaram a rir baixo, quando ouviram a porta sendo aberta. Rhaenna fechou os olhos rezando para não ser seu pai, mas suas ideias provavelmente loucas foram destruídas, ao ouvir uma voz familiar.
— Estão aí e nem me convidam?
— Droga Naerys! Você quer me assustar, vadia? — As três gritaram.
— Vocês me adoram, calem a boca. O assunto não é tão... Bom. Rhaenna, Arianne. Ela foi morta em Dorne há dois dias. Os corvos chegaram hoje. Seu tio está arrasado.
— Não Ari... — A dornesa impediu as lágrimas de cair. Arianne era sua prima favorita, depois de Trystane. Ela suspirou.
— Se ela chorar você vai ser empalada Naerys! Foi um custo fazer a Rhae parar de chorar! — Aly gritou.
— Alyssanne! — A Martell repreendeu. — Depois eu falo com meu tio. Enfim, onde estávamos? Ah! Sobre a Rowena foder com o Jon.
— Wow! Que história é essa? Me atualizem! — Naerys disse quase gritando.
— Jon e Rowena se beijaram. — Aly e Rhae disseram ao mesmo tempo.
— Isso, espalhem para Westeros suas putas. — Rowena retrucou. — Afinal vocês duas não deviam se arrumar para buscar seu irmãozinho, Aly?
— Eles que se fodam, não são responsabilidade minha.
— Ei, temos a noite toda para isso, vão logo suas putas. — Naerys revirou os olhos.
— No quarto de Aion. Eu vou dormir lá e se ele não deixar problema dele. — A Martell deu de ombros. — Seu vestido está aqui já. Aly? — A Targaryen assentiu. — Naerys ajude Aly a se arrumar enquanto tomo banho, depois me ajude. Rowena sua puta, para você não ficar aí sem fazer nada me ajude com o banho.
Naerys e Alyssanne saíram enquanto a nortenha acompanhava a dornesa para o aposento onde ficava a banheira. Rhae tirou o vestido e entrou na banheira. A água estava gelada, mas ela não se importava. Assim que Rhae acabou seu banho, Rowena a ajudou a sair da banheira enquanto Naerys aparecia com um vestido alaranjado em mãos e um corpete, junto com um sapato prateado e um colar, um brinco e o anel tradicional de Rhaenna. Rowena e Naerys a ajudaram a se vestir, até Aly aparecer em um vestido vermelho sangue. Ambas sorriram satisfeita para si mesmas e saiam do quarto com passos calmos.
Enquanto andavam e conversavam, encontravam Adela e Aion conversando sobre algo. O Targaryen riu de algo que Adela disse, então abraçou a dornesa beijando sua testa e apenas disse que tinham de conversar. Rhae segurou em sua mão e suspirou continuando a andar. Assim que chegaram a frente da Fortaleza Vermelha, ela sussurrou.
— Meu pai te contou ou meu tio?
— Os dois. Por que saiu do nada?
— Experimente ser quase morto, ter que ficar a espreita se não estão satisfeitos e tentarão de novo. Eu estou em pânico, Aion. Lá em Essos, pelo que vi não tem muito disso, mas você não está mais em Essos. Bem vindo a Westeros. — A dornesa disse com frieza, voltando a atenção para a estrada.
A espera da caravana em que Aegon Targaryen viria, fazia Rhaenna, Adela e Alyssanne ficarem entediadas. O julgamento seria amanhã Ainda daria tempo para ela pensar um pouco sobre o que iria fazer. Aos poucos, eles viam a carruagem se aproximar. Rhaenna suspirou aliviada, tendo as costas acariciadas por seu noivo. Ele não parecia bravo pelas palavras que ela tinha dito, mas preocupado. Quando a caravana chegou próximo o suficiente, dois homens desceram dos cavalos.
— Você é muito lento, Aegon. Acalme se. Essos não vai explodir. — O primeiro homem disse.
— Vá se ferrar Daemon. Estamos aqui a trabalho. — Aegon disse friamente.
— Ei! Será que os viados aí podem parar com tanto afeto? Tem pessoas que precisam ir dormir o mais rápido possível. — Rhae revirou os olhos. — Que desprazer te ver, Aegon. Olá, Daemon. Quanto tempo.
— Você só piorou, Martell. — Aegon revirou os olhos. — Ainda nisso Adela? Pelos Deuses. Cresça garota. Eu não irei amar-lá nunca. O amor é para os fracos. Amar te faz fraco. O amor é irrelevante para pessoas como nós, devia saber.
— Peça desculpas a ela, Aegon. — Rhaenna se soltou de Aion, dando um tapa forte no Targaryen a sua frente. — O que vai fazer?
— Eu vou te matar sua puta! Você não pode me bater! Eu sou um rei!
— Ah, eu posso. — Rhaenna bateu nele de novo. — Aqui, você não é rei de nada. Eu devo obediência a meu tio, não você. Eu bati em um rei e minha mão não caiu. Peça desculpas, agora.
— Rhaenna! Pare, por favor. — Adela sussurrou.
— Esse babaca precisa te respeitar, não te tratar como uma vaca.
— Pare. — Adela se manteve firme.
Adela aproximou se com passos calmos de Aegon Targaryen e da dornesa, o olhando com uma raiva que Rhae jamais imaginou ser possível. Se concentrou, então deu um chute forte na genitália de Aegon que caiu no chão e começou a se contorcer de dor, fazendo todos os presentes rirem.
— Isso, vossa graça, foi pela a carta da puta de Asshai que chegou para mim há dois dias por engano.
— Tá brincando, Adela? — Aegon esbravejou.
— Oras! Eu não brinco. Vamos, eu tenho que dormir. Amanhã temos um dia cheio, Tyrion Lannister será julgado.
No momento seguinte, Aegon se levantou ainda com dor e Rhaenna se controlou para não rir. Aproximou se de seu noivo e segurou em sua mão, enquanto andavam de volta para a Fortaleza Vermelha. Aegon e Daemon se separaram do grupo, indo levar os cavalos aos estábulos, enquanto o restante voltava ao castelo. Rhaenna seguiu para seu quarto, onde se preparou para dormir, com ajuda de Naerys, e desceu para o quarto de seu noivo, onde ouvia risos e um grupo de pessoas. Abriu a porta, vendo Alyssanne, Rowena, Adela. Chegou com Naerys e se sentou entre a criada e o noivo.
— Foi você quem inventou isso, Rhaenna? — Aion arqueou a sobrancelha.
— Está bravo?
— Não.
Ela sorriu minimamente, enquanto ouvia Adela falar de homens de Braavos. Falava que os homens de Braavos eram mais atraentes. Contou também sobre as festas em Braavos, até Rhae gritar.
— Eu já fui para Braavos e é mentira isso aí de que toda vez que você vai a Braavos você consegue uma foda decente! Nada contra você, Aion. Mas reclamar e me chamar de gorda? Eu devia te matar.
— Alyssanne sua puta encarnada! Não era para ela saber! — O Targaryen disse com raiva. — Eu vou confessar. Nesses seis anos, além da Rhae, eu tive apenas umas 10 fodas decentes.
— Eu deveria te matar. — A dornesa suspirou. — Mas meu saldo foi maior. — Ela mostrou a língua. — 20 decentes. E aí, Rowena. Já sabe quando vai dar uma foda decente para o Snow?
— Ok. Me contem isso. — Rhae cochichou para Aion a história que concordou. — Dê logo uma transa decente para o cara, Rowena.
— Targaryen, pegue aquele candelabro e enfie naquele lugar. — Rowena disse quase vermelha. — Depois, vá foder Rhae.
— Primeiro. Isso seria muito doloroso. Segundo, isso ainda vai acontecer, mas vai demorar um pouco. — O Targaryen disse satisfeito.
— Como se eu não fosse ouvir gemidos de vocês. — Naerys reclamou.
— Naerys, sabe o que pode fazer para não ouvir? — Adela perguntou. — Se masturbe. Isso ajuda, te distraí e te alivia a tensão seuxal.
— Você faz isso? — Rhae e Aly gritaram.
— Não né, mas já vi minha tia fazendo. — A bravosi deu de ombros.
Rhaenna começou a rir, assim como o restante das pessoas ali presentes. Enquanto ambos se recuperavam do surto de risos, até Alyssanne se ajustar melhor na cama do irmão e erguer as mãos.
— Isso da reclamação da foda só veio a tona porque a Rowena perguntou quando a Rhae ia pra cama com você, irmãozinho.
— Sério? — O Targaryen arqueou a sobrancelha.
— Só digo uma coisa! Se a Rhae engravidar antes do casamento não me assusto. — Rowena gritou.
— Rowena sua encarnação de puta, eu vou te matar! — Rhae disse com raiva. — Eu tenho algo importante para contar. Se saírem contando eu mato vocês, eu me arrependo depois mas mato. — A Martell suspirou. — Eu. Eu vou presidir o julgamento de Tyrion Lannister com a supervisão de meu tio e Tywin Lannister.
Aion suspirou e ergueu o olhar para Alyssanne que entendeu. A Targaryen fez um sinal para as outras moças para que saíssem do quarto. Rhae observou as amigas sairem do quarto e se deitou na cama do noivo, assim que Naerys e Adela que estavam sentadas lá, saíram. Eu estou muito ferrada. Ela observou o quarto vazio e o noivo se deitando ao seu lado.
— Como?
— Foi ideia de meu tio. Eu não pedi. Mesmo que eu tenha tentado ajudar Tyrion... Não posso mexer meus pauzinhos para Tyrion sair livre. Os deuses estão me vigiando. Seria fácil se eu não presidisse o julgamento, mas eu estou. Não me deixe sozinha nisso, agora que preciso de você.
— Eu já te deixei por seis anos. Não vou fazer isso. Não importa o que aconteça. Eu te amo.
— Posso dormir aqui? Não quero ficar sozinha e preciso sentir que não estou sozinha.
— Pode. Sempre que precisar, sabe que estarei aqui.
Rhaenna sorriu, apenas foi abraçada e dormiu. A dornesa dormiu tranquila, sem sonho por horas, até acordar no dia seguinte, primeiro que Aion. Tirou o braço do noivo de seu corpo e subiu para seu quarto, onde deitou na cama. Viu Naerys entrar em seu quarto e a dornesa sorriu. Naerys pegou algumas roupas no baú de Rhaenna. enquanto ela ia para a área da banheira e tirava suas vestes. Quando Naerys apareceu para lhe ajudar, a dornesa pensava algumas coisas para o julgamento de Tyrion. Quando acabou o banho, a dornesa saiu da banheira e Naerys a ajudou a se vestir. A saia do vestido era prateada com detalhes florais, a blusa era preta com detalhes em prateado e dourado e tinha se um cinto, além de um colar, um brinco e uma tiara. Limpou as mãos na roupa e suspirou. Com Naerys ao seu lado, seguiu para o café da manhã. Assim que tomou seu café da manhã, seguiu com a criada para um aposento privativo, onde um empregado disse que seu tio a encontraria com seu pai, lorde Tywin, lorde Tommen e lorde Mace. A dornesa não bateu. Apenas entrou.
— Bom dia senhores, podemos começar logo?
— Está apressada, serpente? — Mace Tyrell se pronunciou.
— Eu só não o mato agora, rosinha maldita porque é um momento importante. — Rhaenna disse com frieza. — Enfim, tio, quando iremos começar?
— Em poucos minutos. Vamos deixar as pessoas quebrarem o jejum. Senhores, nos deem licença. — Doran Martell disse seriamente. Oberyn, Tommen, Tywin e Mace saíram do quarto. — Minha querida, o que aconteceu ontem?
— Eu estava em pânico, tio. Ainda estou. Ser quase morta não me fez muito bem.
— Quer que lorde Tywin presida esse julgamento? Precisa se recuperar?
— Não. Eu quero fazer isso, tio. Eu estou pronta. Vou te orgulhar.
— Sempre me orgulha, menina.
— Tio... Sinto muito por Ari.
— Eu também, minha menina.
Rhaenna sorriu triste para o tio, vendo Naerys ao lado de fora do quarto. Enquanto levava o tio, passaram pela a sala onde quebrava se o jejum. Vazia. Rhae suspirou fundo e continuou andando até a sala mais imponente da Fortaleza. A antiga sala do trono. A sala estava como sempre foi. O trono de ferro, uma cadeira feita por espadas, estava lá. Era o antigo símbolo de reis, até que a Capital de Westeros passasse para Dorne. Rhaenna suspirou ainda andando, até chegar no palco onde lá estava o trono de ferro e mais oito cadeiras estavam dispostas. Estavam sentadas nelas Cersei Lannister, Margaery Tyrell, Olenna Tyrell e lode Varys. Tommen estava sentado no trono de ferro.
O salão estava cheio e com a ajuda de Varys e seu pai, a dornesa subiu a cadeira de seu tio para a posição devida e a jovem se colocou ao lado de Tommen Baratheon. Naerys estava sentada ao lado de Aion, Rowena, Valyra, Alyssanne, Adela e sua mãe. A visão de Tyrion Lannister em seu palanque de madeira, não muito afastado do palanque das testemunhas, doía o coração de Rhaenna, ela o olhou com tristeza e um sorriso forçado. Tommen então se levantou.
— Eu, lorde Tommen da Casa Baratheon me abstenho desse julgamento e para meu lugar, nomeio lady Rhaenna da Casa Martell, sobrinha de nosso rei, Doran Martell e futura senhora de Dorne. Que os deuses lhe julguem com sabedoria, tio Tyrion da Casa Lannister.
Tommen saía com movimentos calmos, sendo cercado por membros de sua guarda. Rhaenna se sentou no trono de ferro, ajeitando seu vestido. Resmungou baixo e suspirou, olhando para Tyrion com um olhar duro. Ela tinha de manter a postura adequada para a situação.
— Tyrion Lannister, você está sendo acusado da morte de Joffrey Baratheon, seu sobrinho e lorde protetor. O que declara em sua defesa? — A dornesa disse seriamente.
— Bom minha senhora, se me acusam, eu gostaria de ver as provas. Ou vai me acusar sem ter prova? Aposto que seu querido tio iria adorar isso.
— Já que é assim, a coroa chama a primeira testemunha. Acredite ou não, lorde Tyrion, você tem testemunhas de defesa. Eis a ordem de como serão apresentadas as testemunhas: Uma de oposição, uma de defesa, é claro?
O Duende acenou um sim com a cabeça e Rhaenna revirou levemente os olhos, vendo uma garota loira se aproximar. A postura da garota era nobre e a garota suspirou se sentando no palanque reservado as testemunhas, onde Rhaenna a encarou. Ela fez o juramento de dizer apenas a verdade e a dornesa a observou.
— Como soube os planos de lorde Tyrion de assassinar Joffrey Baratheon, lady Katherine? — Doran Martell assumiu a palavra.
— Eu ouvi em uma das passagens pelo o quarto de lorde Tyrion o Duende planejando tudo com aquela mercenária dele, Valyra Prior. Na véspera do casamento eu estava passando pelo o quarto de lorde Tyrion quando eu o ouvi dizer que os toques finais para o plano já estava pronto e que bastava apenas conseguir chegar perto da taça de vinho de Joffrey. Ser feito de copeiro de Joffrey lhe foi útil. — A Lannister disse.
Rhaenna suspirou dispensando a testemunha e chamando a seguinte. A moça era morena. Droga, Adela por que você tinha que estar fazendo isso? Ela suspirou. Adela fez todo o julgamento de dizer a verdade, então começou.
— Eu não vi nada no casamento de Joffrey. Ele poderia estar como copeiro, mas por mais que lorde Joffrey fosse um garoto insolente, eu não vi Tyrion colocando veneno na taça de Joffrey.
— Lady Adela, como pode ter certeza? Você mesma disse, não viu nada. Lorde Tyrion pode ter posto algo, isso não...
— Calado lorde Tywin! — Rhaenna gritou furiosa para espanto dos presentes. — Pare de tentar induzir a testemunha ou lhe expulsarei dessa sala, fui clara?
— Sim, milady.
— Continue, Lady Adela.
Adela contou brevemente os fatos que tinha presenciado no casamento, então a dornesa a dispensou. A próxima testemunha fora chamada. Era uma criada qualquer. Ela falara sobre como Tyrion tinha planejado tudo aquilo com Valyra enquanto Rhaenna fazia algumas perguntas simples como: Como ouviu? Como descobriu? Ela suspirou pesadamente. Ouviu a criada falar mais algumas coisas, então fora dispensada. A próxima testemunha, era Aion para a surpresa de Rhaenna. O Targaryen fez o juramento de dizer a verdade. Rhaenna o encarou.
— Qual a relação com lorde Tyrion, milorde?
— Amizade, senhora.
— Certo. Diga nos o que viu no casamento de Joffrey Baratreon.
— Bom eu vi Tyrion Lannister conversando com a senhora, ambos encostaram na taça, mas não vi nenhum dos dois colocando nada no cálice de Joffrey, se bem que vi alguém tirando uma das pedras do colar de Sansa Stark, que ela usava, mas não vi quem.
— Milorde, talvez esse seja o ponto crucial. Você tem certeza que não viu nada? — Rhaenna parecia desesperada, mas sabia esconder isso.
— Minha senhora, estou jurado pelos deuses de não mentir. Não vi nada.
— Está dispensado. — Rhaenna suspirou pesadamente. — A Coroa chama a sua próxima testemunha.
Uma criada qualquer falara o mesmo que a criada e Katherine Lannister falavam, Rhaenna estava curiosa. Dispensou a criada e chamou a próxima testemunha. Uma garota morena, de cabelos cacheados, mais para ondulados, um sorriso venenoso e uma expressão séria aproximava se do palanque das testemunhas. Rhaenna suspirou. A garota fez o juramento de dizer a verdade, então a dornesa perguntou.
— Diga nos seu nome.
— Diga nos o que sabe, lady Baratheon.
— Bom, eu cheguei em Porto Real no dia do casamento. Fui direto para lá, quando cheguei, cheguei na apresentação dos anões. Vi toda a humilhação que Joffrey, meu primo, fez Tyrion passar. Vi também alguém tirar uma pedra do colar de Sansa Stark, e reforço o que o Targaryen disse. Não vi quem foi.
— Está dispensada. — Ela viu a morena sair. — A coroa chama a próxima testemunha.
Uma garota ruiva. Ela tinha traços delicados e um sorriso esnobe nos lábios, parecido com o de Cersei Lannister em seus lábios, aproximava se do palanque das testemunhas. A dornesa a observou com cautela, ela fez o juramento de dizer a verdade. Uma Tully, claro. Mas se bem... Ela não parece com a mãe de Lysa Arryn... Apenas deu de ombros, e sorriu.
— Diga nos seu nome.
— Ivanna Tully. Bom, eu vi o que a criada e a senhora Lannister viu. Tyrion Lannister poderia ter a oportunidade perfeita para tirar a pedra do colar de Sansa Stark, porque bem se lembra milady que Sansa Stark estava próxima ao Lannister.
— Certo... Está dispensada. — Rhaenna disse um tanto cansada. — A coroa chama a próxima testemunha.
Uma garota loira. Ela tinha traços leves e um sorriso sereno em seus lábios enquanto andava até o palanque. Apresentou se após fazer o juramento de dizer a verdade, como Karlienne Frey, falando praticamente o mesmo que Aion.
— Por mais que Joffrey Baratheon fosse um completo maluco Tyrion Lannister seria esperto o bastante para matar Joffrey com ele o encarando, não o envenenando.
Rhaenna a dispensou, então outra criada apareceu, após fazer o juramento, falando praticamente o mesmo de todas as testemunhas de oposição, mas o seu diferencial, era que tinha ouvido o próprio Tyrion se gabando em seu quarto do dia em que mataria Joffrey. Rhaenna a dispensou. Alyssanne Targaryen então vinha em direção ao palanque de testemunhas, falando o que quisesse, a favor de Tyrion, mas disse por fim.
— Eu adoraria ter visto quem matou Joffrey Baratheon e lhe parabenizar, mas Tyrion Lannister? Ele pode ser um anão, mas não tem cara de matar alguém envenenado.
Rhaenna soltou um suspiro fundo, um tanto cansada. Dispensou Alyssanne e chamou a última testemunha daquela parte do julgamento. Sor Meryn Trant. O guarda prestou todo o juramento de apenas dizer a verdade e a dornesa fez algumas perguntas, mas sor Maryn falou praticamente o mesmo que Katherine Lannister e todos que falaram contra Tyrion, enfatizando o ódio do Lannister para o garoto Baratheon. Assim que sor Meryn Trant foi dispensado, Rhaenna encarou o tio que assentiu com um aceno de cabeça.
— A sessão entrará em recesso. Nos reuniremos novamente em uma hora. Guardas, podem ir comer algo, mas deixem um guarda com o prisioneiro, Jamie Lannnister, você é encarregado de proteger o prisioneiro durante o recesso, entendido?
— Sim milady. — Jamie Lannister concordou.
Rhaenna então com a ajuda de seu pai, levava seu tio Doran para a sala dos juízes. Esse vai ser um longo dia... A Martell suspirou fundo, então quando saíram finalmente do estrado onde ficava o trono, andaram com calma para a sala dos juízes, com Oberyn levando Doran. Rhaenna então entrou na sala e fechou a porta.
aaa
Fale com o autor