The Wicked Games

6 Capítulo 6 — Aion — Never Let Me Go, Never Let Me Go...


Dizem que o tempo cura todas as feridas, mais quanto maior é a perda mais profundo é o corte. E mais difícil é o processo pra ficar inteiro novamente. — Klaus Mikaelson — Looking out from underneath, fractured moonlight on the sea, reflections still look the same to me, as before I went under. And it's peaceful in the deep, cathedral where you cannot breathe, no need to pray, no need to speak , now I am under. And it's breaking over me, a thousand miles onto the seabed, , found the place to rest my head. Never let me go, never let me go, never let me go, never let me go. And the arms of the ocean are carrying me, and all this devotion was rushing out of me, and the crashes are heaven, for a sinner like me, the arms of the ocean deliver me. Though the pressure's hard to take, it's the only way I can escape, it seems a heavy choice to make, now I am under — Never Let Me Go — Florence and The Machine — Click Here!Notes!

Aion não ouvia mais nada, a partir do momento em que um dos guardas de Oberyn disse que havia algo de errado com Rhaenna. Ele se desesperou, mas não demonstrou. Suspirou fundo, apenas encarando o guarda.

— Onde ela está?

— Com o Grande Meistre Pycelle, milorde. Seu pai não saiu do lado de lady Rhaenna.

— Me leve até ela. — Aion dizia furiosamente. — Envenenaram Rhaenna, Tyrion. Eu preciso ver lá. Eu volto depois.

— Mande meus votos de melhora a Oberyn Martell. Eu gosto de Rhaenna, ela é esperta e não é tão burra quanto Allyria.

Rhaenna não poderia morrer. Se a dornesa morresse, Aion mataria cada Lannister que encontrasse. Saiu das masmorras com passos largos e rápidos em direção aos aposentos de Oberyn. Ele precisava ver Rhaenna naquele momento. Em pouco tempo, chegou aos jardins, onde via Rowena Stark preocupada e esfregando a mão, se controlando para não chorar, ao lado de sua irmã, Alyssanne.

— Quem fez isso com ela? — A nortenha sussurrou.

— Eu vou descobrir e farei questão de acabar com a vida da pessoa. — Aion dizia com uma frieza que não era incomum aos Targaryen.

— Se você não a salvar, vingue a. — Rowena dizia friamente, com Alyssanne assentindo.

— Rowena, controle Alyssanne para ela não matar ninguém, ainda.

Rowena assentiu, enquanto Aion continuava a andar mais rápido, até se ver perto do trono de ferro. Abriu um sorriso pequeno. O Targaryen então andou até um septo interno da fortaleza, com sorte, os deuses poderiam salvar Rhaenna. Os passos ainda eram largos, mas parou no Septo ao ver Bailee. Sorriu para a menor e pegou suas velas na mesa que no septo estavam disponíveis e as acendeu para os deuses, começando a rezar em voz baixa. Se vocês sete são bons não a tirem de mim. Soltou um suspiro, observando Bailee.

— Você não se cansa de rezar, Bailee? — Aion percebia que a garoa estava distante demais. — Bailee!

— Droga garoto, eu estava rezando. E não, eu não me canso de rezar. Afinal fiz isso minha vida toda.

— Você vai fazer o que eu disser sem questionar, porque sou seu irmão mais velho, entendeu? — Bailee assentiu sem pestanejar. — Saia desse septo, irmãzinha. Vá conhecer as pessoas, vá viver. Você viveu trancada tempo demais. E isso não é aberto a discussão.

— O que houve?

— Envenenaram minha noiva...

— Ela entrará em minhas orações. Vá ver lá, irmão.

Aion concordou com um aceno de cabeça, saindo do septo. Os passos agora eram pouco mais curto. Ele queria chegar ao quarto logo, mas ouviu algo que o alertou. Esgueirou se pela a parede como pôde, ouvindo apenas duas vozes. Uma, era mulher. 'A dornesa, ela...?' 'Não senhora, não morreu ainda Eu vou fazer o possível'. Aion tampou a boca para segurar o grito ou um xingamento qualquer e se afastou do local como conseguiu sem fazer barulhos. Andou para finalmente, o quarto de Oberyn. Lá estava apenas Ellaria silenciosa.

— Ellaria. Onde está Rhaenna?

— Oberyn a levou para o Grande Meistre Pycelle. Ele está desesperado... O mesitre não está em seus aposentos.

— Que os Outros o peguem...

Aion saiu correndo do quarto de Oberyn, para os aposentos do meistre sempre pedindo desculpas quem esbarrava. No quarto do meistre, o silêncio reinava. Ele viu um guarda de Oberyn na porta e suspirou fundo encarando o homem. Era alto, então poderia ser lento. Não era magro, mas poderia ser forte. Pensou nas possibilidades, até pegar a mais prática.

— Vim ver Rhaenna.

— Lorde Oberyn não deixa ninguém entrar a não ser o meistre.

— Eu sou o noivo dela, aposto que ele pode abrir uma exceção.

— Deixe o garoto entrar, Olyvar! Ele não pode fazer Rhaenna piorar mais do que ela já piorou.

Aion arqueou a sobrancelha, esperando que Olyvar saísse de sua frente. Assim que Olyvar saiu da frente, o rapaz andou até próximo de Oberyn Martell que o olhou com desespero. O Targaryen soltou um suspiro fundo, olhando para o corpo desmaiado e inconsciente de Rhaenna. O corpo pálido e fraco da jovem o fez sentir medo. Aion suspirou, alisando os cabelos da jovem e sussurrou a Oberyn.

— Eles não vão parar, Oberyn. Isso não é o final. — Aion sussurrou em voz baixa.

— Como assim, moleque?

— Quem fez isso com Rhae, não a quer viva. Sugiro que abra o olho com Pycelle. Eu, vou fazer algo útil e tentar descobrir quem fez isso e você milorde, protegerá sua filha.

— Quem é você para me dar ordens moleque?

— Eu estou tentando salvar sua filha! — Aion gritou com raiva. — Você está aí apenas no leito de sua filha! Largue de orgulho e faça ao menos uma vez em respeito a sua filha o que eu digo e não me faça repetir, Lorde Oberyn!

Aion observou Oberyn atônito, então saiu do quarto do mesitre, batendo a porta com força. Andou para seu quarto, onde estava 'hospedado'. No momento em que chegou no quarto, passou as mãos no rosto preocupado. Abriu a porta, então viu uma mulher loira seminua. A mulher tinha seios fartos e seu corpo era curvilíneo. Ela estava coberta com uma peça mínima em volta da genitália com um tecido branco.

— Quem é você e como entrou aqui?

— Sou Alesha. Lorde Tywin me mandou para o senhor.

— O que exatamente Tywin Lannister lhe disse?

— Ele me disse: Acho que o príncipe Aion está precisando de um pouco de diversão. Por que não vai visitar lô, querida? Aposto que o envenenamento da noiva o preocupa. Ele precisa relaxar. — A loira pronunciou com exatidão. — Meu senhor ainda deseja que eu vá embora?

— Sim, eu preciso relaxar. Mas não é sexo que vai resolver meu problema. Sim, desejo que vá embora, minha querida. Se lorde Tywin lhe procurar, diga que fez um bom trabalho, mas garanta que mais ninguém ouça. Não quero ter problemas com minha noiva e meu 'sogro'. E diga ao lorde Tywin também que se ele quiser mesmo me ajudar que ele me entregue a cabeça ou o braço de quem envenenou Rhaenna. — O príncipe andou até seu baú tirando um saco de moedas, dando dez moedas para a jovem loira. — Pelos os seus serviços, milady.

A loira abriu um sorriso, fazendo uma reverência para Aion e saiu do quarto com passos rápidos, ao encontro de que ele supunha ser Tywin Lannister. Viu por fim, seu escudeiro, um garoto de 14 anos, entrar no quarto.

— Milorde, precisa de ajuda em algo?

— Não Ronan. Aliás! Há algo em que pode me ajudar. Esgueire por aí como você sempre faz e veja se consegue descobrir algo sobre quem envenenou Rhaenna Martell, assim que descobrir algo relate apenas a mim. Mas me conte amanhã, eu vou dormir.

— Sim milorde.

Aion via Ronan Payne, seu escudeiro, sair de seu quarto um tanto apressado. O Targaryen suspirou, trocando suas vestes comuns e colocando as de dormir. Reforçava agora, seu pedido pela a vida de Rhaenna, então deitou se na cama e se cobriu, então dormiu.

Aion estava em uma floresta próxima do castelo em Essos. Os Targaryen estavam mais alegres. O garoto corria atrás de algo, até o loiro tropeçar e cair de cara no chão, fazendo com que Aion corresse parasse. A pessoa se virou, revelando se uma criança de lindos cabelos castanhos levemente ondulados com seus olhos violeta o encarar.

Aion você está bem? Se machucou?

O Targaryen negou com um aceno de cabeça. A menina que o encarava vestia um vestido com mangas longas de seda, vermelho com detalhes em preto, o vestido a deixava mais bela do que nunca. Não era muito alta, mas seu corpo estava sendo formado, e até agora, era uma moça não muito voluptuosa, mas já era curvilínea. A menina andou para próximo do rapaz que se esparramou no chão, fingindo um desmaio, para o pânico da menina que não percebera, ela correu desajeitada para perto do garoto, e começou a sacudir e gritar seu nome, até as mãos de Aion acharem a cintura da menina e a fazer girar, ficando embaixo dele e o sorriso vitorioso do príncipe surgir.

Te peguei.

Aion sorriu para a menina, que riu baixo. Ela se ajeitou por baixo do rapaz, levando as mãos ao peito dele e sussurrou.

Não faça mais isso. Não quero ficar viúva antes da hora.

Nunca.

Aion levou os olhos aos lábios da menina, a beijando. O beijo era carinhoso mas simples, já que ambos não estavam em um lugar muito confortável. Quando separaram se, o príncipe se levantou, ajudando a menina a se levantar. A garota limpou o vestido, enquanto andava, até que pararam novamente.

Rhaenna... Eu...

Sh. Não fale. Me fale no dia em que me tomar por sua. Porque eu sei já. A dornesa tinha um dedo nos lábios do príncipe e os tirou.

Você é minha. Não preciso de casamento nenhum para me dizer o contrário. Posso falar ou vai me matar agora? O garoto arqueou a sobrancelha, Rhaenna fez um sim com a cabeça. Eu te amo, minha dornesa teimosa e impaciente.

Eu... Também te amo, meu príncipe teimoso e ciumento. O Targaryen tinha as mãos no rosto de Rhaenna e a beijou.

Esses tempos parecem muito longe. Longe demais... Aion Targaryen acordava em sua cama em Porto Real esfregando o rosto com as lembranças ecoando em sua mente. Seu escudeiro, Ronan já estava na soleira da porta trazendo as vestes do dia para Aion. Quando Aion recebeu as vestes de Ronan, começou a se trocar. O Targaryen se trocou e fez um gesto para que Ronan se sentasse.

— O que descobriu, Ronan?

— Não muito, milorde. O veneno que usaram na garota estava com uma empregada. O nome dela creio que é Thaella. Ela trabalha nas cozinhas.

— Ótimo. Vá nos aposentos de Thaella, após descobrir e me traga o frasco desse veneno. É crucial que não seja pego, Ronan. Consegue dar conta disso?

— Milorde. Assim me ofende. Sabe que nunca fui pego. Sim, até o por do sol terá o veneno.

— Ótimo. Caso não me encontre, dê o frasco na mão apenas de Oberyn Martell ou Ellaria Sand.

Ronan concordou saindo do quarto de Aion. O Targaryen deitou se na cama, depois de ver o escudeiro sair. Ele soltou um suspiro pegando sua espada. Assim que saiu, começou a andar com calma. Soltou um suspiro fundo, um pouco preocupado, mas não aliviado. Seus pés lhe levaram ao quarto do meistre que estava silencioso. Esperava encontrar Oberyn Martell ali, mas abriu a porta do quarto e observou um homem em cadeira de roda. O olhar do homem para a jovem ali, era preocupado.

— Vossa graça. — O Targaryen fez uma reverência. — Quando chegou?

— De madrugada, filho. O que houve com minha sobrinha?

— Oberyn não lhe contou? — Doran acenou um não com a cabeça. — Tentaram matar sua sobrinha, milorde. Ela foi envenenada.

— Sabem quem?

— Agiram através de uma criada, Thaella. Meu escudeiro foi tentar descobrir o veneno.

— Targaryen, você pode ter sorte de Oberyn não saber seu passado com Rhaenna. Eu sei de tudo. Rhaenna passa mais tempo comigo do que com Oberyn, bom um pouco mais. Rhaenna é como uma filha para mim e sei o quanto ela sofreu. Me diga, conseguiu resolver seus problemas?

— Sim milorde. Gostaria de passear? Tem uma pessoa que Rhaenna gostaria que conhecesse.

— Vamos.

Aion ajudava Doran Martell com sua cadeira de rodas, enquanto Doran lhe contava o que acontecia em Westeros. As guerras, rebeliões e coisas do gênero. Os passos de Aion foram contrastados por de duas pessoas que se aproximaram no meio do caminho, Oberyn Martell e Valyra. Oberyn cumprimentou a todos, e apenas perguntou.

— Quando chegou, irmão?

— De madrugada. Assim que saíram de Dorne, eu tive uma sensação de que um mal assolaria os Martell e parti dois dias depois, mas tive mais problemas e só cheguei de madrugada e não queria recepções. O jovem Aion me contou o que houve com Rhaenna. Quem teremos de matar, irmão?

— Ainda não sei.

Oberyn suspirou e pediu licença para Aion para que pudesse ajudar Doran. Alguns minutos depois, estavam no jardim. Valyra estava silenciosa e pensativa, quando esbarrou em uma garota loira. A garota tinha olhos azulados e a aparência era esbelta. Katherine, a filha de Lorde Tywin, Oberyn a reconheceu.

— Lady Katherine.

— Lo-lorde Oberyn. Vossa graça. Lorde Aion, senhora Valyra. — A Lannister fez uma reverência.

— Oras, você sabe onde está... Creio que seja Katherina Frey?

— Milorde ela morreu tem seis anos. A garota Frey não está viva. Com licença. Meu pai me procura.

Oberyn concordou com um aceno de cabeça. Doran riu baixo e Aion fez o mesmo. Valyra revirou os olhos e ergueu a mão.

— Onde estamos indo?

— Ver Tyrion Lannister. — O Targaryen respondeu prontamente.

Valyra não questionou. Continuou andando sendo cercada por Aion, Oberyn e Doren Martell em sua cadeira de rodas. Assim que finalmente chegaram as masmorras, o guarda abriu a porta e os guiou para a cela de Tyrion Lannister. Doran Martell encarou o anão.

— O que fazemos aqui, Aion?

— Sua sobrinha vossa graça, tentava me inocentar. — Tyrion se pronunciou revirando os olhos. — Ela é uma boa garota. Pena o que aconteceu com ela. Enfim, ela não acredita que matei meu sobrinho.

— E você matou?

— Olha, eu queria. Joffrey era um idiota, mas não tive o prazer de matar Joffrey Baratheon. O idiota apontou para mim enquanto pegava o cálice e ele morria. — Tyrion deu de ombros.

— Veja bem, Doran. Se Tyrion Lannister não o matou... — Obery se pronunciou.

— Mesmo eu sendo rei, não posso exigir a soltura dele, Oberyn. Ele deverá ser julgado perante aos deuses. Desculpe leão. Se minha sobrinha viu algo de bom para lhe ajudar, acredito em sua inocência.

— Pena que isso não me ajuda. — Tyrion retrucou. — Mil perdões, senhores poderiam me deixar com o príncipe Aion? Ficamos de resolver algumas pendências no dia em que a menina foi envenenada. Valyra, eu posso estar preso mas sei que é leal a mim. Ajude como puder a salvar a menina Martell e proteja ela e a família.

Valyra revirou os olhos e se sentou ao lado de Tyrion. Apertou sua mão com carinho e sorriu concordando com um aceno de cabeça.

— O que será de mim sem você, Lannister?

— Pouca coisa, mas se os deuses forem bons eu viverei. Agora vá, meus assuntos são importantes.

Valyra concordou colocando se de pé e começando a guiar a cadeira de rodas de Doran Martell. Aion se sentou onde Valyra estava sentada e observou o anão. Tyrion não era feio e muito menos uma companhia ruim. Suspirou novamente e fechou os olhos.

— E os preparativos?

— Não muito bem. Não achamos nenhuma testemunha viável. Se Rhaenna sobreviver ela pode ser uma.

— Não. Sem arriscar a garota. Esse envenenamento me diz que foi Cersei.

— Não. Ela não seria idiota em mandar alguém matar Rhaenna, seria óbvio demais.

Tyrion relaxou na cela. O Targaryen se endireitou e soltou um suspiro pesado. A preocupação com a noiva lhe atormentava, assim como a lembrança. Um garoto moreno de olhos azuis corria em direção a Aion com um frasco. O Targaryen se levantou de imediato.

— Milorde encontrei o que me pediu.

— Leve a Oberyn Martell. Ele deve saber o que é isso e procure Bennard Rivers, diga que as habilidades dele de medicina serão compensadas por mim. — O jovem disse firme.

O garoto assentiu e saiu um tanto apressado com o frasco em mãos. Tyrion arqueou as sobrancelhas enquanto Aion se sentava novamente. O Targaryen se ajeitou mais confrotável, até a voz do anão o acordar de sua distração.

— Aquilo era...

— O veneno usado em Rhaenna. — O Targaryen completou. — Joffrey Baratheon foi envenenado com o Estrangulador. Se eu não me engano o que está no frasco que meu escudeiro trazia é um pouco pior, é uma versão do Estrangulador só que mais forte. Uma víbora sabe de venenos. então deve saber dos antídotos. Sobre aquele julgamento em combate que disse...

— Valyra irá se oferecer. Não tenho dúvidas. Porém Oberyn é obcecado pela a vingança dele por Elia. Ele tomaria o lugar dela de qualquer jeito.

— Mas Rhaenna iria enlouquecer, não iria permitir. Eu irei lutar.

— Muito menos você, garoto. A Martell, se ela sobreviver, ela mataria você se descobrisse. Não, fora de questão. Veremos na hora. Vá garoto, não podemos levantar suspeitas sobre nossos planos.

— Vão pensar que somos como Loras e Renly, Tyrion. — Aion revirou os olhos.

Aion se levantou do chão e se limpou, começando a andar para fora das masmorras com calma. O Targaryen estava pensativo. Ele seguiu com seus passos para a sala do meistre, que tinha a porta já aberta, quando chegou. Não esperou ser barrado novamente, enquanto adentrava. Via Doran Martell acariciando o punho da sobrinha e Oberyn mexendo em seus cabelos, enquanto um ruivo fazia algumas misturas.

— Olá, Bennard. — Aion sussurrou.

— Targaryen. A poção para a garota está pronta. Afastem se, milordes. A menina demorou tempo demais para tomar o antídoto porque o Grande Meistre Pycele dava vinho. O mesmo. — Bernard apontou para uma jarra dourada.

— Ela vai sobreviver?

— Vai. Acalme se, Targaryen. Você não vai ser viúvo antes da hora.

— Que bom... Quando sair, peça a Ronan quando o achar seu pagamento habitual.

Aion suspirou, observando Bennard aproximar se de Rhaenna e levar uma mão ao seu rosto, abrindo levemente os lábios da garota e colocou o cálice que segurava perto dos lábios e a ergueu levemente vendo a dornesa beber, então fechou lhe os lábios. Bernard concordou com um aceno de cabeça.

— Ela acordará em algumas horas. Boa noite milordes. Vossa graça. — Bernard fez uma reverência antes de sair.

Doran olhou para Oberyn e murmurou um 'descanse' para ele. Oberyn suspirou fundo passando as mãos no rosto, então saiu. Doran encarou a sobrinha lá desfalecida e bocejou, em poucos minutos, Doran dormia e apenas Aion ficava acordado. O Targaryen se sentou perto de Rhaenna e começou a mexer em seus cabelos. Em pouco tempo, então Aion finalmente dormiu.

Aion estava montado em seu cavalo na manhã da noite anterior. Ele dormira abraçado a noiva, quando uma criada de sua irmã, Rhiannion o chamou e lhe disse a onde ela estava e o que ele precisava fazer. O Targaryen andou o mais rápido que conseguiu a cavalo, parando em uma estalagem próxima ao bordel, onde deixou o cavalo. Assim que saiu da estalagem, começou a andar para o bordel, até ver uma jovem caída. Era diferente de sua Rhaenna. Ela era loira, com os olhos mais azulados que os seus.

Ei moça, você está bem?

Eu pareço bem para você garoto?

Ér... Qual o seu nome?

Liesel Hollwer. Você?

Aion. Aion Targaryen.

Desculpe por não fazer uma reverência apropriada, alteza, mas eu estou morrendo aqui.

Ele agradeceu mentalmente por ser um pouco forte e pegou Liesel no colo, a levando para dentro do bordel e para um quarto, onde começou a tratar de seu ferimento. Aion não era muito bom nisso, mas sabia o básico, então colocou se por cima de Liesel que estava na cama e rasgou um pedaço da camisa, amarrando na perna ferida da loira, fazendo um torniquete e começou a pressionar de leve para estancar o sangramento, até gritar.

Alguém chame um meistre!

Aion! O gemido de dor de Liesel era alto.

Aion voltou a realidade, continuando a pressionar o ferimento de Liesel que mais uma vez gemeu seu nome, enquanto o príncipe virava a cabeça de leve para observar o lado de fora e a viu. Não Rhae, não... Xingou se mentalmente enquanto viu a dornesa indo embora. O meistre chegara e o príncipe deu uma explicação rápida do que tinha feito, então pegou um pedaço de papel com algumas palavras escritas. Ele apenas leu: 'Eu vi... Não me procure mais'. Ele saiu correndo atrás de Rhaenna, até ser parado por sua irmã, perto do cais.

Não vá atrás dela, Aion. Já não a fez sofrer demais?

Mas eu não fiz nada errado! Eu tento ser bom, ajudar e eu ganho o que? O ódio eterno... O príncipe suspirou fundo observando a dornesa chorar afastada de si e apenas murmurou.

Me perdoe...

Por que eu devia?

Aion então suspirou fundo, indo novamente ao bordel acordar seus irmãos. Naquele dia, seu coração se partia e talvez nunca seria refeito.

Nesse dia eu sempre soube que tinha a perdido... Aion coçou os olhos, e viu que os cabelos negros que acariciava enquanto dormia não estavam ali. Aquilo o apavorou de imediato, mas não demonstrou. Ele passou os olhos rapidamente pelo o quarto procurando Rhaenna, mas só voltou a si quando viu a porta se abrir e a jovem vestida ainda com o vestido vermelho de seda entrou. Aion suspirou aliviado e a abraçou.

— Achei que perderia você novamente. — O príncipe suspirou fundo.

— Não vai se livrar de mim tão cedo. — O habitual sorriso zombeteiro de Rhaenna apareceu, fazendo o Targaryen também sorrir. — Eu senti sua falta, meu amor...

— Eu também... E o que foi que você disse? — Ele estava confuso.

— Meu amor. — Repetiu em uma voz baixa porém mais firme. — Eu sou sua. Você é meu. Não preciso de casamento nenhum para me dizer isso.

Aion sorriu. Apenas abraçou a jovem novamente e beijou sua testa, então ouviu um grito.

— Ah meus Deuses uma das criadas está morta! — Naerys corria desesperada.

Por instinto, Aion colocou Rhaenna e Naerys atrás de si, segurando a mão de sua noiva, então esperou o que fosse lhes atingir, atingir logo de uma vez.