The Wicked Games
5 Capítulo 5 — Rhaenna — Like I'm Gonna Lose You

I found myself dreaming in silver and gold, like a scene from a movie, that every broken heart knows, we were walking on moonlight, and you pulled me close, split second and you disappeared and then, I was all alone. I woke up in tears, with you by my side, a breath of relief, and I realized, no, we're not promised tomorrow. So I'm gonna love you, like I'm gonna lose you, I'm gonna hold you, like I'm saying goodbye, wherever we're standing, I won't take you for granted 'cause we'll never know when, when we'll run out of time so I'm gonna love you, like I'm gonna lose you, I'm gonna love you like I'm gonna lose you — Like I'm Gonna Lose You — Meghan Trainor ft. John Legend — Click Here! — Notes! — Clothes! — Os céus estão chorando, eu estou assistindo. Pegando as lágrimas em minhas mãos. Somente silêncio, tem o seu fim. Como se nunca tivéssemos tido uma chance. Você tem que me fazer sentir como se não restasse nada de mim?Você pode pegar tudo o que eu tenho, você pode quebrar tudo o que eu sou, como se eu fosse feita de vidro, como se eu fosse feita de papel. Vá em frente e tente me derrubar, eu vou me levantar do chão como um arranha-céu. — Demi Lovato (Skyscraper — Tradução)
Rhaenna Martell estava encostada em uma parede de um dos bordéis de Petyr Baelish, enquanto observava o bordel e seu ávido movimento. Não sabia bem como seu 'noivo' reagiria ao saber que estava lá, mas aquilo não a interessava. Via um ruivo entrando pelo o bordel com passos calmos, acompanhado de sua prima, Lilith.
— É prima, já arranjou alguém para levar para a cama?
— Vá se ferrar, Rhaenna, que os Outros lhe peguem. Enfim. É Bernard Rivers, filho de Lysa Arryn e Petyr Baelish, priminha.
— Olá, senhorita. Bom lhe conhecer. — O ruivo estendeu a mão e lhe cumprimentou.
Rhaenna sorriu, estendendo a mão e cumprimentou Bernard. A jovem observava o bastardo, enquanto ouvia gemidos de um quarto. Alyssanne estava com uma prostituta. Não que Alyssanne fosse homossexual, e mesmo que fosse, quem era Rhaenna para julgar? A dornesa continuou andando pelo o bordel, observando Lilith em um em um quarto com Bernard, conversando. Ela abriu um sorriso sereno, achando um quarto vazio, mas com cheiro de sexo, mas para sua sorte, o cheiro não a incomodava mais. Apenas fechou a porta e dormiu lá.
Algum tempo depois, abriu os olhos e se viu em seu quarto na Fortaleza Vermelha. Naerys estava ao seu lado, sorridente. Ela bocejou um tanto cansada. Não perguntou quem a levara. Sabia que tinha sido Ayssanne. Tinha sido um dia um tanto entediante para a garota Martell, sendo acompanhada no casamento por Tyrion Lannister, que era boa companhia. Até que seu 'noivo' aparecera no septo. Rhaenna não poderia dizer que tinha gostado da companhia. Tinha sérios problemas com Aion e queria lhe evitar ao máximo. Deu de ombros, continuando a observar o casamento. Quando se sentou com Tyrion e contou a história, toda a dor que se esforçava para guardar vinha a tona. Ver a morte de Joffrey Baratheon a deixara feliz, para ser realista. Ela odiava o garoto e o achava muito chato. E isso piorou, quando viu Tyrion ser preso. A dornesa gostava do anão, era um amigo. Assim que saiu do casamento, acompanhada de Valyra, ordenou para a bravosi começar a pensar em meios para tirar Tyrion daquele problema com Naerys.
Enquanto Rhaenna andava pela a Fortaleza Vermelha, foi segurada pelos pulsos por um vulto que a puxava com delicadeza para um canto onde não pudessem ser ouvidos. O vulto tinha uma das mãos tampando a boca da dornesa o que lhe impedia de gritar por socorro. Assim que o vulto parou e a soltou, a encarou. Aion Targaryen observava a dornesa com uma expressão de fúria e de ódio. Rhaenna apenas suspirou fundo e começou a andar para fora dali, acenando um não para o rapaz antes de sair por fim. Seus passos eram leves e sua expressão era chorosa, quando encontrou o pai. Oberyn não falou nada, apenas abraçando sua filha e beijou o topo de sua cabeça. Aos braços de seu pai, Rhaenna sempre se sentia mais calma e relaxada.
— Você é a noiva de Aion!
— Hm... Sim. Eu sou. Quem... É você?
— Esqueci que não se conhecem. — O Martell suspirou fundo. — Rhae, ela é Adela Pieve, filha dos Pieve, amiga do filho mais velho do rei Louco, Aegon. Bom, vou deixar vocês conversando.
Oberyn beijou a testa da filha, fazendo uma reverência para Adela, enquanto a menina morena começava a acompanhar Rhaenna que andava para um lugar qualquer. Assim que Rhaenna parou de andar em um jardim, se sentou num banco de pedra deixando as lágrimas caindo, não se importando com Adela.
— Você está chorando por Aion não?
— O quanto você sabe?
— Tudo. Ao menos, o cara que querem que você case, ama você. Minha mãe está tentando me casar com Aegon Targaryen, o irmão de Aion. — Ela deu de ombros. — Todos os dias quando eu vou visitar Alyssanne, eu vejo Aion quase sempre abraçado com um lenço branco com um sol vermelho e uma lança atravessando. É o símbolo dos Martell, não? — Rhaenna assentiu e se lembrara do lenço que tinha perdido quando foi embora de Braavos. — Olhe, senhorita Rhaenna, posso não lhe conhecer muito bem, mas sei que Aion está constantemente magoado e quebrado por dentro, por causa disso. Se ele a ama o tanto que diz, não acho que ele trairia você. — Rhaenna parou de prestar atenção quando Adela disse 'Se ele a ama'.
"Se ele a ama." E se ele não me amar mais? E se ele me odiar? Droga, se isso acontecer... Rhaenna não teve medo de deixar as lágrimas caírem. Apenas sorriu.
— Obrigada, Adela. Você é um anjo.
Rhaenna abraçou a jovem morena e saía correndo pela a Fortaleza Vermelha. Foi para seu quarto, antes de fazer o que queria, realmente. Pediu para Naerys chamar as criadas para lhe ajudar no banho. Enquanto as criadas não chegavam, Rhaenna começava a tirar o vestido e as peças de baixo. Já nua, entrou na água da banheira. As criadas então apareceram e começaram a lhe ajudar. O banho não demorou muito, as criadas ajudaram Rhaenna a sair da banheira e a morena se secou e as criadas lhe ajudara a se vestir, quando acabou, pegou uma das adagas de sua coleção e a bainha e a colocou no 'coldre' de sua perna. Observou se. O vestido marrom com mangas lhe deixava confortável. Sorriu para si mesma, satisfeita. Então começou a andar pela a Fortaleza Vermelha atrás de Aion.
Os passos de Rhaenna eram apressados, e desesperados quase. Apenas parou quando viu o rapaz treinando com o arco em um canto perto do palácio. As flechas vinham velozes e certeiras. A dornesa sorriu.
— Está vendo a cabeça de um certo anão?
— Que ótimo, agora quer conversar?
— Seja grato, idiota. Depois do que aconteceu há seis anos não sou obrigada a te encarar, exceto quando nos casássemos. E também você me sequestrou, idiota.
— Sempre orgulhosa e guarda rancor...
Rhaenna tirou o arco da mão de Aion, pegando uma das flechas na alijava nas costas do rapaz. Ele era mais alto que ela. A dornesa sentia um arrepio em sua nuca por conta do contado e suspirou, preparando a flecha no arco. A jovem fez a mira com o arco e sentiu uma mão em sua cintura e outra perto da sua, a ajudando. Corou, erguendo a cabeça ao encarar Aion.
— Não se distraia com a minha beleza, Martell. Isso pode custar sua vida.
— Se isso te mantivesse salvo eu não iria me importar. — Rhaenna murmurou baixo, mas não era impossível ela não ser ouvida.
— O problema é que eu me importaria. Eu prefiro te ver bem e segura do que morta. — Retrucou, dando de ombros.
Rhaenna fechou os olhos e contou até dez, até abrir os olhos e soltar a corda do arco. Observou a flecha veloz, se firmar na testa do boneco de palha e se virar para Aion que exibia um sorriso simples.
— Conseguiu, hm. Tenho duas perguntas, seja sincera Rhaenna. O que sente por Tyrion Lannister? E por mim?
— Tyrion é como se fosse... Meu melhor amigo de infância. Eu não o conheço bem, mas o que o conheço, me mostra que ele é boa pessoa e capaz de tudo. — Ela mordeu de leve o lábio inferior. — Agora você, Targaryen... É meu amor de infância, o único que sou capaz de amar e precisar tanto que chega a rasgar meu coração de tanto que dói. Não precisa ter ciúmes de Tyrion Lannister, porque eu posso não gostar de você, ter raiva, mas meu coração sempre foi seu para machucar como quisesse. Se você quer mesmo que eu lhe perdoe... Me conte o que exatamente aconteceu naquele dia. Eu preciso saber. — A Martell sussurrou baixo.
— É justo. Veja bem, Rhae... Eu não estava naquele bordel horas antes. Eu estava dormindo. Meu irmão, Daemon, tinha ido para o bordel para as noites, por mais que ele seja responsável, todos precisamos de uma boa dose de sexo, e isso eu concordo plenamente. — O olhar de Rhaenna dizia: Você quer que eu te perdoe mas ainda fala bosta? Eu vou te matar se não reformular essa frase, seu idiota O Targaryen suspirou e riu da jovem. — Eu sou homem, Rhaenna. Até seu pai concordaria comigo. Bom, nesse dia Daemon e Rhiannion que foi uns minutos depois de Daemon, estavam tão bêbados que não conseguiram voltar para casa de manhã. A criada de Rhiannion me disse onde eles estavam e eu fui buscar los, porque meu pai estava surtado na hora e Aegon estava ocupado com os projetos para Essos. Fui até lá, no meio do caminho encontrei uma das empregadas do bordel sangrando e machucada, eu a levei para lá e cuidei dela, ela já estava desmaiada. Quando ela acordou, eu estava com minha camisa rasgada, minha blusa suja de sangue. Você não viu porque ela estava coberta e eu estava com ela pressionando o ferimento até o meistre chegar. Uma vez ou outra, a mulher, Liesel, dizia meu nome porque eu pressionava o ferimento com força demais... O meistre chegou logo depois que eu notei que você estava lá e vi o bilhete. Peguei uma camisa nova com o dono do bordel e fui te procurar, mas Alyssanne disse que não queria mais me ver. — Ele pegou uma das mãos de Rhaenna e beijou a palma. — Rhaenna, eu não trairia você nem que eu quisesse muito. Você é tudo que eu sempre quis e muito mais. Eu teria te contado tudo antes, mas você não me deixava chegar perto, não falava comigo, me ignorava e fingia que eu não existia, então entrei de cabeça nesse jogo, ficando com outras. Não vou negar que tentei te esquecer. Tentei, mas nem sequer um pedaço de você consegui esquecer, ainda mais que tinha o lenço que deixou. Rhaenna Martell, você é o único amor verdadeiro que tive. É a única que amo e vou querer para fazer feliz de qualquer modo que eu puder. Nós estamos bem? — Aion agora tinha as mãos na cintura da dornesa.
A dornesa sorriu, encostando a testa com o do príncipe e o encarou. Então seus olhos desceram aos lábios do rapaz. Rhaenna beijou Aion com calma, começava leve, até a dornesa permitir a língua do noivo invadir sua boca. Aquele contato fazia com que a dornesa não se lembrasse mais do que tinha de perguntar, mas foi parando o beijo aos poucos.
— Isso responde sua pergunta, Aion Targaryen?
— Muitas das perguntas. — Sua testa estava encostada com a de Rhaenna que sorria.
— Me ajude a salvar meu amigo, por favor. Eu não tenho ideia de como fazer isso e eu não quero que ele morra por algo que não fez. — As mãos estavam unidas e a dornesa observava as mãos.
— Por você? Faço qualquer coisa.
— Não exagere.
Rhaenna sorriu, andando com calma, com o Targaryen a seu enlace. Ambos andavam enquanto conversavam sobre o tempo em que passaram separados. O casal parecia feliz e assim que passaram por Oberyn Martell, o homem não tinha uma expressão triste mas também não era totalmente feliz. Ele observou até fazer um som com a garganta. Rhaenna virou a cabeça para o pai e corou. O dornês não disse nada, apenas abraçou a filha, dando um sorriso para ela. Aquele era o modo de Oberyn dizer que estava feliz por ela. Aion apenas sorriu para Oberyn e suspirou, Rhaenna se aproximou do noivo e continuou andando. Assim que chegaram próximos de uma ala, Rhaenna viu Valyra e fez um gesto para que ela a seguisse. Aion, Valyra e Rhaena seguiam com passos calmos para as masmorras verem Tyrion Lannister. Para Aion, a ideia não lhe agradava. Ele tinha ciúmes, mas por Rhaenna faria tudo. Assim que chegaram nas masmorras, Rhaenna se aproximou.
— Exijo falar com Tyrion Lannister.
— Você não tem poder de exigir nada aqui, garota. — O guarda disse furioso.
— Vai mesmo falar assim com a sobrinha de Vossa Graça? Eu tenho mais poder que você mesmo sendo bastarda. Saia da minha frente ou eu terei sua cabeça em um daqueles espigões, entendido?
— Sim senhora.
— Ah! Ninguém poderá saber que estivemos aqui.
Rhaenna andou para perto de seu noivo e de Valyra e voltou a andar em direção a cela. Assim que chegaram, viram um Tyrion não muito limpo, um pouco sujo, ela bateu na grade da cela, vendo Tyrion olhar para si e Valyra um tanto triste, mas a surpresa para ele, era Aion Targaryen. Rhaenna se sentou no chão, com o noivo ao lado e Valyra próxima a ambos.
— Você está bem, Tyrion?
— Estou e eu tenho uma pergunta. Por que o noivo com que você tem vários problemas está aqui?
— Nós nos acertamos, Tyrion. Eu não sabia o lado dele da história. — Deu de ombros e cochichou apenas para Tyrion. — Mas eu duvido de algumas coisinhas.
Tyrion Lannister fez uma expressão sofrida, abrindo um pequeno sorriso. Valyra estava sentindo um pesar, mas disse apenas para que não ficasse calada.
— Enquanto Rhaenna Martell se resolvia, segui a primeira ordem de nossa querida colega dornesa, mesmo eu tentando matar ela acidentalmente, abaixe essa adaga, seu Targaryen idiota, eu poderia lhe matar se quisesse, ela me perdoou. Voltando. Achei um modo que pode ser que lhe salve, Tyrion.
— Estou interessado agora. — Tyrion Lannister abriu um sorriso curioso.
— Julgamentos por combate são úteis, mas não muito eficaz. Teria de ser louco para lutar contra A Montanha. Tentaremos um acordo com Lorde Tywin, para que você viva em exílio em Essos, sobre a vigilância dos Targaryen ou de um homem que lorde Tywin nomeie. Pode parecer loucura, mas você não vai querer ir para a morte direta, quer?
— Vocês vão precisar de sorte para convencer meu pai a não me matar. — Tyrion dizia com sarcasmo. — Se Cersei não aprovar isso...
— Se Cersei não aprovar uma ova! — Rhaenna disse irritada. — Aquela vadia Lannister esquece que eu tenho mais influência em Westeros do que ela. Eu vou mandar um corvo para meu tio, Doran, para pensar em uma aliança um pouco mais... Vantajosa para os Baratheon do que essa atual que há entre Myrcella e Trystane. Lorde Tywin ganhou terras e manteve os títulos, eu pretendo conversar com meu tio para que ele, seu pai, Lorde Tywin, assuma uma alta patente no Exército Real e que a Casa Lannister tenha diminuição nos impostos que pagam ao meu tio, de uns 30 %. É o máximo que meu tio vai concordar, mas a diminuição vai ser gradativa.
— Pergunta! — Valyra tinha a mão erguida. — Como você firmaria uma aliança desse porte?
— Casamento. Mas eu já estou prometida a Aion, então é fora de questão. Sobra Arianne, Quentyn. Eu pensei em Katherine Lannister com Quentyn. O que acha, Tyrion?
Tyrion estava pensativo, assimilando as ideias de Rhaenna, concordando com um aceno de cabeça, olhando com carinho para Rhaenna e Valyra. Pensou em mais algumas coisas, e finalmente se pronunciou.
— Senhoras, queriam me deixar com o príncipe Aion, por favor.
— Vamos, Valyra. — Rhaenna se levantou e andou até seu noivo, lhe dando um beijo leve e sussurrou. — Assim que acabar aqui, vá aos meus aposentos. Temos muito o que resolver. E sim, é o que está pensando. — O sorriso malicioso de Rhaenna chamou a atenção do Targaryen.
— Eu irei. — Aion sorriu, beijando Rhaenna antes que ela se fosse.
Rhaenna sorriu, agora mais serena, se afastando dos homens ali presentes. Observava agora, novamente, o guarda das masmorras.
— Você me viu aqui?
— Não, senhora.
— Resposta certa.
Rhaenna saía das masmorras com Valyra a seguindo, enquanto seguia para seu quarto. No meio do caminho, Rhaenna se separara da bravosi, que tinha ido visitar o Grande Meistre Pycelle. A dornesa continuou andando para seu quarto, até se deparar com Naerys.
— Quero papel, pena e tinta, tenho um corvo para mandar para tio Doran. Vá rápido, nosso 'perturbado' reino não pode esperar.
Naerys concordou e saiu correndo do quarto, voltando com que sua senhora pedia cinco minutos depois. Rhaenna se sentou em uma mesa e suspirou fundo, batucando a pena na mesa, até ter uma noção do que escrever, então começou a escrever. Meia hora depois, o papel já tinha as palavras que a dornesa desejava. Uma criada loira batia a sua porta.
— Senhora Martell, deseja vinho?
— Sim, deixe a jarra de vinho aí, apenas se for vinho de Dorne. O vinho da Árvore parece suco de uva aguado. — A dornesa fez uma expressão de nojo.
Virou se para a criada sorrindo, então pegou um outro pergaminho, escrevendo mais uma carta, enquanto a criada loira lhe servia um cálice de vinho. A dornesa continuava escrevendo, até ver a taça de vinho ao seu lado e murmurar 'Obrigada' a empregada, que saía dos aposentos com cautela. Rhaenna pegou o cálice de vinho, cheirando a. O cheiro típico de vinhos de Dorne assolavam seu nariz. Ela sorriu satisfeita, pegando o cálice novamente e o levando aos lábios, bebendo um pequeno gole. Assim que acabou de escrever a carta, tomou mais um gole do vinho.
Rhaenna estava tonta. Vinho de Dorne não a deixava tonta, era aquilo que ela bebia constantemente em Dorne. Tem algo errado comigo... Merda! Me envenenaram... Ela já estava bastante tonta, se segurando em uma das vigas da cama para impedir-se de cair no chão. Ela tentou gritar por Naerys ou alguém, mas já respirava pesadamente, com o pulmão se fechando aos poucos, até finalmente cair no chão, e ser abraçada pela a inconsciência.
Naerys estava curiosa. Não era comum sua senhora demorar tanto com as cartas. Naerys entrou no quarto de Rhaenna, após alguns minutos fora e notou que as cartas que Rhaenna seguravam tinham sido escondidas. mas o que mais assustou a criada foi ver sua senhora desmaiada, caída no chão e roxa. Como se tivesse falta de ar. A plenos pulmões, Naerys então gritou.
— Socorro! Alguém me ajude!
Enquanto Naerys tinha a cabeça de Rhaenna no colo, a criada acariciava os cabelos da senhora, até finalmente ver uma pessoa que corria desesperado ao encontro de Naerys. Naerys via Oberyn Martell com uma expressão de pavor ao rosto e se controlando para não chorar.
— Naerys o que você fez?
— Eu não fiz nada, lorde Oberyn! Na hora que eu cheguei, Rhaenna já estava caída! Acha que eu mataria Rhae? Eu não ganharia nada com a morte dela!
— Certo... O que quer que Rhaenna estava fazendo, deve... — Oberyn então viu a mesa com os pergaminhos. — Onde estão as cartas, Naerys? Já as enviou?
— Não senhor, as cartas eu não achei. Eu só olhei superficialmente, mas assim que o senhor se retirar e levar Rhaenna ao meistre irei procurar as cartas. — Naerys garantiu.
Oberyn viu também a taça de vinho. Observou a com cuidado. Era vinho de Dorne, o cheiro era inconfundível. Pegou um pouco do vinho da taça e um papel, despejando um pouco do vinho no papel. Cheirou mais uma vez. Nada. Então observou o fundo da jarra, enquanto a segurava e sacudia o vinho.
— Acho que Rhaenna foi envenenada. — A víbora concluiu. — Se eu descobrir quem envenenou minha filha, matarei sem piedade. Naerys preciso que se ofereça para ajudar o Grande Meistre Pycelle para descobrir se foi um veneno dele e sugiro que use algo com decote. O mais decotado que tiver.
Naerys não discutiu. Oberyn apenas pegou o corpo da filha desmaiado e correu o mais rápido que conseguiu para que tentasse ao menos, salvar a vida de sua Rhaenna.
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