The Wicked Games
4 Capítulo 4 — You Make Me Wanna Die, I'll Never Be Good Enogh

You can live with dignity. You can't die with it. — House — Take me, I'm alive, never was a girl with a wicked mind, but everything looks better, when the sun comes down, I had everything, opportunities for eternity, and I could belong to the night. Eyes, your eyes, I can see in your eyes, your eyes. You make me wanna die, I'll never be god enough, you make me wanna die, and everything you love, will burn up in the light and every time I look inside your eyes, you make me wanna die. Taste me, drink my soul, show me all the things that I shoud'nt know, when there's a blue moon on the rise. — The Pretty Reckless — Make Me Wanna Die — Click Here! — Notes! — Clothes!
O dia que se seguiu após o café da manhã de Joffrey, para Tyrion Lannister poderia ser resumido a um borrão. As famílias mais importantes de Westeros e Essos vinham para a cidade e Tyrion por ser o menos importante dos Lannister, era quem recebia as comitivas. A última comitiva que chegara mais a noite, era uma diferente seu estandarte. Roxa, com uma espada prateada e um cometa, em forma de U e a ponta da estrela. Tyrion sorriu. Claro que os Dayne não perderiam isso, afinal uma deles está aqui... Tyrion não tivera a sorte de uma conversa com a filha de Oberyn, deixaria isso para o casamento. Uma mulher de cabelos negros e olhos tão violeta que chegava a impressionar Tyrion, desceu de seu cavalo e arrumou seu vestido, sorrindo irônica.
— Oras, Tyrion. Quanto tempo não o vejo. — A mulher a observava. — Minha filha chegou?
— Desculpe, Allyria, não sei lhe informar. — Ele disse, suspirando. — Diga para seus homens entrarem e faça companhia para esse nobre anão para esperar os Stark. Por favor?
— Como sempre galante, Lannister. O que eu não lhe nego? — Ela sorriu docemente. — Daemon, leve os homens para os nossos aposentos, diga a Valyra que Tyrion pediu que ela os leve e se encontrar Oberyn Martell, diga que Allyria Dayne está aqui e que quer conversar com ele sobre Rhaenna.
— Sim senhora. — Daemon fez uma reverência e fez sinal para os homens que os seguiram.
Allyria ficara ali, ela e Tyrion conversavam alguns assuntos que tinham pendentes. Tyrion pensava no que Allyria Dayne nunca a recusara. Sexo, ela sempre me negou sexo. Ela me nega mas fode a Víbora Vermelha de Dorne, impressionante... Revirou os olhos, pensando em qualquer coisa, além de foder Allyria Dayne. Comandou sua mente para que isso o abandonasse. Assim que viu o estandarte dos Stark, soltou um suspiro aliviado. Viu o tradicional lobo sobre o fundo branco e lá estava montada em um cavalo, uma jovem ruiva, com seus cabelos ondulados. Não parecia ter mais que quinze anos. Ao seu lado, tinha um homem alto, com uma postura séria, seus cabelos eram escuros e encaracolados. Ele decididamente era o Senhor de Winterfell, já que Eddard Stark fora mandado para a Muralha para garantias de não haver rebelião. Um dos motivos mais fortes, para que os Stark odeiem Cersei Lannister. Tyrion estava aliviado. Apenas sorriu.
— Boa noite meus caros. Bem vindos a Porto Real, esta é a senhora Allyria Dayne, a representante da Casa Dayne para o casamento de Joffrey. — Tyrion dizia polidamente.
— Lorde Tyrion, lady Allyria. Afinal, Rowena já chegou? Ou Jon?
— Eu só vi Rowena saindo com Alyssanne Targaryen.
— Ah claro, a maldita tradição do Bordel. — Robb Stark revirou os olhos, sentia falta de Rowena, queria ver a irmã, mas sabia que se impedisse a tradição ela o matava. — Não creio que elas ainda fazem isso, É ridículo.
Tyrion deu de ombros, ajudando Sansa com seu cavalo, enquanto Allyria ajudava Robb com o cavalo. Ambos andavam calmamente, enquanto a única pessoa que acompanhava os Stark, Jenny Poole, a melhor amiga de Sansa, os seguiam. Sansa e Jenny conversavam sobre coisas bobas, enquanto Tyrion observava o caminho até os estábulos. Assim que viu Podrick Payne, seu fiel escudeiro, o observou.
— Podrick, por que não guarda os cavalos dos nossos convidados enquanto nós entramos? Encontre me em meu quarto. Temos que discutir algumas coisas.
— Sim, milorde. — Podrick dizia em uma voz baixa, enquanto os convidados desciam.
Sansa e Robb deixaram os cavalos nas mãos de Podrick, assim como Jenny. Robb estava silencioso, assim como Allyria, enquanto Tyrion os guiava para os quartos. Robb e sua irmã junto com Jenny se separaram de ambos no meio do caminho, o que o Duende não entendia, mas também não questionava. Continuou andando com a lady ao seu lado, até esbarrarem em alguém.
— Desculpe me, milorde.
— Você é pequeno mas não cego. Cuidado, Lannister.— Oberyn dizia entre dentes, até observar Allyria Dayne ao seu lado. — Allyria Dayne, a maior vadia de Dorne.
— Como ansiei o doce som de sua voz, Oberyn. Não vim aqui para discutir, vim para conversar sobre nossa filha.
— Correção. Minha filha. Você nunca se deixou visitar, conhecer sua filha. Na primeira oportunidade expulsou Rhaenna de Tombastela.
Tyrion arqueou a sobrancelha. Então Allyria era a mãe de Rhaenna. Isso esclarecia muita coisa para o anão que observava a briga do casal. Ele suspirou e ergueu a mão. Foi ignorado.
— Ao menos eu não me deito com uma puta, Oberyn. E não vou fazer a menina se casar com uma família de putas, ou um membro dela.
— Calem as malditas bocas, vocês dois! — Tyrion revirou os olhos. — Sete infernos! Vocês parecem crianças disputando um prêmio. Desse jeito, EU conversarei com Doran para que a jovem Rhaenna fique sobre minha proteção e não tenha que aguentar a infantilidade de vocês. — Tyrion arqueou a sobrancelhas.
— Não ouse fazer isso, Duende ou eu terei sua cabeça em uma bandeja de prata cravejada em rubis. — Oberyn estava furioso, ninguém tiraria sua filha de si.
— Eu lhe dei permissão para falar? — Tyrion repreendeu Oberyn o puxando pela a camisa, depois pela a orelha. — Só falem os dois quando eu permitir, entenderam? — Allyria e Oberyn, de mal gosto da parte do dornês, assentiram. O duende o soltou e limpou a veste. — Rhaenna Martell não é mais criança! Não a tratem como uma ou um prêmio em disputa. Ela ama os pais, dá para perceber, principalmente você Oberyn. A menina não os deixaria, mas parem de achar que ela é um prêmio de consolação. — Ele dizia calmamente. — Agora um de cada vez pode falar, mas se algum de vocês me ameaçar ou ameaçar o outro, ou chamar de puta, vaca dornesa, vagabundo ou o que seja, trancarei os dois nas Masmorras o resto do ano.
Oberyn observava Tyrion Lannister. Aquele homem ousara mandar em si, mas não discutiu, sabia que o Duende tinha razão. Tyrion se deu por satisfeito, enquanto encarava Allyria com seu porte de uma dama e seu vestido em um tom roxo escuro. A mulher limpou o vestido e com toda a sua classe, disse apenas.
— Se Rhaenna quer me ver ou não, quem decide é ela, não eu ou você, Oberyn. Com licença, Tyrion. Me pegue para irmos ao casamento de Joffrey duas horas antes, por favor. Boa noite, príncipe Oberyn e lorde Tyrion.
Tyrion e Oberyn observavam atentamente enquanto Allyria saía do corredor e da vista de ambos. No momento em que a perderam de vista, os dois começaram a rir. O riso era baixo. Allyria é muito tola, pelos Deuses! Como eu deixaria a menina ficar com a mãe que mal a criou? Tyrion não pensava muito, mas continuou rindo, até que Oberyn o encarou.
— Acha que Allyria acreditou?
— Sem dúvidas, lorde Oberyn. Como fui? Muito duro?
— Sem dúvidas, mas foi ótimo, Tyrion. Devíamos fazer isso mais vezes. Boa noite milorde.
Tyrion sorriu calmamente, enquanto andava pela a Fortaleza Vermelha, com passos calmos. O céu de Porto Real, estava belo dessa vez. A lua brilhava com força e Tyrion sorriu satisfeito. Seu sobrinho se casaria amanhã e não lhe irritaria. Tyrion observava a mulher que se colocara ao seu lado.
— Não deveria dormir, Tyrion? — Valyra apoiou as mãos sobre as barras da varanda.
— Deveria, mas não estou. Checou nossos convidados?
— A vaca de Dorne, Allyria está dormindo já, a Víbora está fodendo sua amante, os Stark estão bem, Willas Tyrell deu um presente a Sansa Stark, depois foi dormir. Os Tyrell são um caso a parte, estão por aí o tempo todo. Então. não temos problemas se é isso que quer saber, milorde.
Tyrion concordou com um aceno de cabeça, observando ainda o céu. Ele conversou mais algumas coisas com Valyra sobre sua segurança no casamento de Joffrey, até Varys, o mestre dos segredos da 'corte' de Joffrey surgir, um tanto curioso com ambos. Ele estava recostado próximo, mas não tão próximo.
— Lorde Tyrion, senhora Valyra. Boa noite, meus caros. Afinal, o que fazem acordados?
— Observando algo, lorde Varys. — Valyra disse sem paciência. — O que você quer, eunuco?
— Deixar um enigma para ambos. Para... Pensarem sobre os 'encontros' escondidos. Posso? — Ambos assentiram. — Numa sala estão três grandes homens: um rei, um sacerdote e um homem rico com seu ouro. Entre eles está um mercenário, um homem pequeno, de comum nascimento e sem grande inteligência. Cada um dos grandes pede a ele que mate os outros dois. "Faça isso", diz o rei, "pois eu sou seu governante por direito". "Faça isso", diz o sacerdote, "pois estou ordenando em nome dos deuses". "Faça isso", diz o rico, "e todo este ouro será seu". Agora digam me. Quem sobrevive e quem morre? Bom, boa noite senhores. — Varys sorriu enigmático para ambos e se afastou.
Quando Varys se afastou, Valyra começou a pensar. Sua mente estava um tanto perturbada, com o enigma de Varys até que disse.
— O rico sobrevive, não? Nós mercenários valorizamos mais o ouro. A maioria.
— Talvez. Ou talvez não. Parece que tudo dependeria do mercenário. Vamos, vamos dormir, Valyra.
Tyrion saía da varanda acompanhado por sua protetora, em tempo integral.
— x —
A garota Stark andava com passos calmos, com Rhaenna Martell e Alyssanne Targaryen a seu lado com passos calmos, enquanto ambas observavam o que poderia ser o bordel da vez, onde as jovens iriam invadir. O dono do bordel era Petyr Baelish, ou Mindinho, o famoso mestre da moeda, que fazia moedas surgirem do nada, praticamente. Enquanto Rowena observava as amigas se divertirem, ela dormia, pensando em uma única pessoa. Deu de ombros, um tanto entediada, enquanto pensava em alguns aspectos de sua nobre e fútil vida. Ela deu de ombros, assim que se tocou que ela estava sendo observada por alguém. Virou a cabeça para trás, não notando ninguém a observando e isso, assustou Rowena consideravelmente.
A Stark suspirou, observando ainda. Onde você está Jon Snow... Impediu-se de chorar pelo o meio irmão, mas deu de ombros ao ouvir uma pergunta qualquer lançada para si. Respondeu um não, até dar de ombros para si mesma, observando Rhaenna. Assim que se afastou o bastante de suas amigas, começou a observar melhor o bordel, até ouvir.
— Rowena Stark, o que caralhos está fazendo aqui?
— Bom te ver, irmãozinho desde decidiu se juntar a papai e ir para a muralha. — Disse com deboche. — Há quanto tempo, Snow.
— Eu senti sua falta, pestinha.
— Venha comigo, senhor Snow.
Rowena começou a andar calmamente, para um dos quartos do bordel. Jon a seguia com calma, enquanto pensava em como dizer aquilo para Rowena. Assim que chegaram ao quarto, Rowena fechou a porta e se jogou na cama, soltando um bocejo. Ela observava o irmão com sua postura nova, seus cabelos castanhos cacheados. Sorriu serena.
— Também senti sua falta, Jon. — A morena abraçou o rapaz com força, sentindo o cheiro que ele exalava. — Como foi na Muralha?
— Foi legal. Conheci pessoas legais, vi coisas... Interessantes, mas acho que minhas cartas não chegaram. Como foi em Braavos?
— Legal, fiquei com Alyssanne e a família dela. Jon Snow, você é um homem morto.
— Vocês ainda fazem isso do bordel? Ah pelos Deuses. — Jon revirou os olhos levemente irritado. — Olhe só Rowena. Tem uma coisa que sempre quis fazer. Prometa não me odiar, primeiro.
— Eu, Rowena da Casa Stark, prometo não odiar você, Jon Snow, bastardo de Ned Stark. — A morena disse serena.
Jon suspirou fundo, se aproximando da irmã com passos calmos, até sentir sua respiração. Fechou os olhos e colocou as mãos no rosto da jovem, acariciando seu rosto de leve. Deu lhe um beijo leve e delicado no lábios da jovem Stark, que se afastou instantes depois, o encarando confusa.
— Não... Podemos. — Ela sussurrou baixo. — Desculpe, Jon.
Rowena saiu do quarto correndo, até esbarrar em uma morena que a segurou pelos ombros e a sacudiu, até ela dizer.
— Onde você estava, sua vadia?
— Com meu irmão... — Droga, eu amo meu irmão... Rowena queria se matar por pensar naquilo, mas seguiu Rhaenna. — Vamos embora.
— x —
A manhã seguinte para Tyrion, fora mais calma. As festividades do casamento de seu sobrinho logo começariam logo, o mais rápido possível já que ele queria ter alguém para... Fazer sofrer, por assim dizer. Valyra andava não muito atrás de Tyrion com sua espada escondida sobre o vestido vermelho que usava, que realçava seus olhos. Sorriu para Valyra, e continuou andando enquanto seguia para o Estrado. No casamento de seu sobrinho, se sentaria ao lado de Sansa Stark. Não que a Stark fosse uma companhia ruim, mas esperava que fosse Allyria. Enquanto andava, uma jovem se aproximava, ela estava entediada.
— Esse maldito casamento não vai começar logo? Eu estou entediada. Olá lorde Tyrion. — A jovem fez uma reverência. — Senhorita Prior.
— Você deve ser Rhaenna Martell. Muito prazer. — O Duende sorriu para a dornesa. — Começará em uma hora, vossa 'alteza'. Você é mais bela que sua mãe, permita-me dizer.
— Obrigada, milorde. Senhorita Prior, não pense que estou ressentida por você quase me matar. Afinal ninguém sabia que cheguei primeiro que meu pai. — Rhaenna abriu um sorriso doce.
— Mil perdões, senhorita. Realmente não foi minha intenção, e também não sabia que era a filha de Lorde Oberyn. — Ambas se cumprimentaram. — Sem ressentimentos? — Valyra sorriu aliviada.
— Sem ressentimentos. Lorde Tyrion, faça companhia para essa jovem e bela dornesa que tem sérios hm... Problemas passados com o noivo, sim? — A morena sorriu divertida. — Lorde Oberyn não dará minha falta. Ele estará com Ellaria.
— Vamos então, senhorita? — Tyrion cordialmente, lhe estendeu a mão. — Vá buscar a mãe da senhorita Rhaenna, enquanto levo a menina ao septo. — Disse a última frase apenas para Valyra que assentiu e saiu sem comentar nada.
Rhaenna aceitara sem pensar duas vezes, segurando a mão do anão. Enquanto ambos andavam para o septo, com passos calmos, enquanto conversavam sobre livros. Uma paixão que ambos tinham em comum. Tyrion gostava da garota Martell, até que ela disse.
— Meu tio precisa nomear uma nova Mão do Rei, já que o antigo morreu, lorde Florent. — A morena deu de ombros. Nunca gostara de Theon Florent, Tyrion e Rhaenna. — Talvez possa sugerir para tio Doran seu nome, lorde Tyrion. Seria bom ter você em Dorne nos ajudando. Você e eu, somos peças raras, assim diz meu tio.
— Será uma honra ser nomeado, lady Rhaenna. — Tyrion se ajoelhou perante Rhaenna que fez um sinal para que ele se levantasse.
— Assim que possível mandarei um corvo para meu tio. Quero que impeça quando eu mandar, de Cersei ou Pycelle colocarem as mãos, é possível?
— Sim, minha senhora, vamos.
Assim que chegaram no Septo, Tyrion e Rhaenna se colocaram em seus devidos lugares. Faltavam menos de 10 minutos para que a cerimônia começar, e Rhaenna via sua mãe com a bravosi. Deu de ombros ignorando a presença da mãe.
A cerimônia fora longa e extremamente tediosa, tanto que em um momento qualquer a garota Martell fez uma expressão falsa de nojo olhando para Tyrion que riu baixo. Enquanto assistia o casamento do sobrinho, notou um par de homens se aproximar de ambos. Oberyn Martell e Aion Targaryen que conversavam amistosamente sobre um assunto que lhes unia: lutas. Guerras por aquilo que amavam e vinganças. Assim que se colocaram entre ambos, Aion segurou a mão da dornesa enlaçando com a outra mão, sua cintura. Rhaenna olhava para Tyrion com medo.
Assim que a cerimônia finalmente acabou, Oberyn saiu por uns segundos voltando com Ellaria, Tyrion estava acompanhada da mãe de Rhaenna, Allyria e já a dornesa, tinha seu noivo ao lado, mas de todos ali, Rhaenna era a que mais estava infeliz. Todos foram para os devidos lugares para o banquete de casamento, Rhaenna ignorava a presença de Aion, e Tyrion a observava de longe.
— O que estava fazendo com a minha filha Lannister? — A Dayne disse entredentes.
— Pelo o que eu sei Allyria, isso só interessa a mim e a ela. E acalme se, mesmo que ela não estivesse noiva, nova demais para mim.
— Você está pedindo para ser morto, Duende. — Allyria dizia dando de ombros, e um tanto venenosa. — Afinal, descobriu ao que nunca lhe cedi?
— Não, não me importo. — Mentiu o mais convincente possível.
Claro que sei o que nunca me cedeu, Dayne maldita. Ele suspirou fundo, bebendo um gole da taça de vinho que lhe foi servido, até ouvir Joffrey.
— Todos silêncio! Saiam da pista! — O grito do garoto Baratheon lhe doía os ouvidos. — Teve muita diversão hoje. Um casamento não é diversão. Um casamento é história. Chegou a hora de todos contemplarem a história. Meu senhores, minhas senhoras. Trago a vocês, o lorde Robert, lorde Stark, lorde Tully, lorde Greyjoy e Rei Aegon Targaryen de Essos! Contemplem: A Rebelião!
Um grupo de cinco anões começaram a entrar, enquanto saíam da boca de um leão. Então lutavam entre si. Todos riam, e Tyrion tinha um semblante sério. Observou a mesa onde estava Aion Targaryen e seguiu o olhar até achar Alyssanne Targaryen. A garota que estava com Alyssanne, tentava lhe controlar, murmurando para ela um 'Acalme-se'. A diversão para muitos se davam para a desgraça de poucos. Muitos riam e assim que sobraram apenas dois anões, Joffrey prestava mais atenção. Quando oúltimo anão foi derrubado, Joffrey se levantou.
— Bem lutado. Bem lutado. — O garoto pegou uma bolsa de ouro e jogou para os anões. — Aqui está. A carteira do campeão.
Tyrion levantou se e começou a caminhar pelo o estrado, até se aproximar o bastante de Aion Targaryen que parecia furioso com Rhaenna e a peça, então ele ouviu.
— O que você fazia com Tyrion Lannister, Rhaenna?
— Eu não lhe devo satisfação, Aion. Nunca lhe devi, você deveria saber, maldito.
— Você não me perdoou, não é?
— Não, nunca lhe perdoei, e não vai ser agora que vou lhe perdoar, Aion.
Ah, esse problrema de Rhaenna e Aion parece interessante... Tyrion sorriu divertido, mas apenas fez um som com a garganta para chamar a atenção do casal.
— Com licença, interrompo?
— Não, lorde Tyrion, claro que não. — Rhaenna dizia docemente, ao mesmo tempo que Aion dizia sim. Com o olhar de Rhaenna em sua direção, ele lia um 'muito obrigada'.
Tyrion apenas sorriu, Aion não o encarava. Tinha apenas uma expressão fria. Ele não era desejado ali, principalmente pelo o loiro que o mataria se pudesse, apenas deu de ombros.
— Senhorita Rhaenna, depois do casamento conversaremos melhor, algum problema? — Rhaenna acenou um não, Aion se mexeu na cadeira desconfortável. — Algum problema, lorde Aion?
— Ah, muitos Duende. Mas não vamos importunar a adorável dama aqui, com eles, não acha?
— Tem toda a razão, milorde.
Tyrion se virou para se afastar da mesa do casal, até ver a morena correndo e se aproximar do anão. Ela fez um gesto de depois, mas ambos continuaram andando até chegarem ao estrado. Rhaenna se sentava entre sua mãe e Tyrion e os criados lhe traziam sua taça de vinho e seu prato. Ambos continuaram comendo e conversando, sobre os olhares atentos de Oberyn Martell e Aion Targaryren, mas o que mais irritava Tyrion, era o Targaryen com o ciúme infernal que ele notara. Tyrion estava distraído, assim como Rhaenna, mas decidiu perguntar por fim.
— Rhaenna, qual é a verdadeira história que tem com Aion Targaryen? Sem querer ouvi algo.
— Se contar a alguém, seguirá os passos de Varys e será um eunuco, entendeu?
— Meu pau é muito sagrado, menina. Eu gosto de poder foder as pessoas. Não vou contar.
— Quando eu fiz 14 anos, eu fui para Braavos, passar alguns meses com Alyssanne, eu conheço Aion desde sempre, ele e os Targaryen sempre fizeram parte de minha vida. Brincávamos e assim ia. Depois que os Targaryen foram para Essos, eu fiquei triste, até que com 5 anos, convenci meu pai de me deixar ficar em Braavos com os Targaryen um mês por ano. Quando eu tinha 14 tentamos fazer o noivado dar certo. Ficamos juntos como um casal de verdade. Nesse ano, eu ia ficar seis meses em Braavos, porque meu pai estava ocupado ajudando meu tio a deter pequenas guerras civis e Westeros não era segura.
— Sim, isso foi bem... Tenso.
— A verdade é que... — Ela suspirou. — Eu amo Aion, Tyrion. Entenda, ele sempre fez parte de minha vida. O amo tanto que dói, mas um dia, eu o encontrei em um bordel com uma puta. Eu fiquei com tanta raiva, sai de lá e pedi para meu pai para voltar para Westeros no mesmo dia. Eu voltei 3 dias depois e só deixei um bilhete para ele que dizia 'Eu vI. Não me procure nunca mais seu desgraçado' Nunca o perdoei.
— Sinto muito, Rhaenna.
Tyrion a viu chorar, se levantou e andou até o sobrinho, dizendo algumas coisas para ele, até que Joffrey despejou sua taça de vinho sobre o duende, Rhaenna limpou as lágrimas e suspirou. Assumiu uma pose mais séria.
— Venha meu amor! É hora do brinde do meu pai! — Margaery Tyrell chamava por Joffrey.
— Como ele espera que eu brinde sem vinho? — O garoto questionava. — Tio... Pode ser meu copeiro, já que é covarde demais para ajudar os Martell em guerras.
— Milorde, considero isso uma honra.
— Não é para ser uma honra.
— Mas para mim é. — Tyrion conseguiu calar Joffrey temporariamente. Para ele, isso era um alívio.
O duende começou a andar para onde estava o vinho, pegando a jarra e andou até o rei, depositando a jarra em cima da mesa, então viu Joffrey jogar a taça no chão e olhar o anão.
— Traga meu cálice, tio.
Tyrion se abaixou para pegar o cálice no chão, então o garoto a chutou de baixo da mesa. Antes que a garota Stark, ou Tyrion ou Allyria abaixasse para pegar o cálice, Rhaenna se abaixou e entrou embaixo da mesa, pegando o cálice e saiu da mesa se erguendo e dando o cálice ao anão.
— Do que me serve vazio? Encha -o.
Tyrion andou até a jarra de vinho, até ouvir novamente a voz do sobrinho. Bastardo. Bastardo inútil! Morra logo! Revirou os olhos e ouviu novamente, mas fingiu não ouvir.
— Sim, milorde?
— Ajoelhe-se perante seu senhor protetor. — Tyrion não fazia nada. — Eu disse... Ajoelhe-se!
— Quem tem que se ajoelhar é você seu bastardinho inútil! — Rhaenna revirou os olhos e gritava. — Seu tio é mil vezes mais homem que você! Eu aturei seus insultos, por seu capricho e para não estragar seu dia, seu bastardinho de merda, mas você vai ouvir agora! Você acha que só porque me insultou, me chamando de bastarda qualquer? Querido, eu sou filha da Víbora Vermelha e sobrinha do Rei de Westeros, e mesmo sendo bastarda tenho ligações mais poderosas que você. Meu tio iria adorar saber o modo que trata seus súditos e tirar todos os bens dos Baratheon, meu tio é doido para fazer isso, mas não faria sem motivos. Basta apenas eu escrever e enviar UM corvo para meu tio, contando e você estará na rua e implorando meu perdão, seu pirralho. Peça desculpas para seu tio, agora!
— O que você disse, sua puta dornesa? — Joffrey estava vermelho de raiva.
— Puta é a sua mãe, seu pirralho! — Rhaenna deu um tapa forte no rosto de Joffrey e o puxou pelo o cabelo. — Eu vou ter que repetir?
— Mãe! Socorro! — Joffrey gritava com medo.
— Solte-o, Rhaenna. Por favor.
Rhaenna soltou Joffrey, que se recompôs e começou a avançar até Rhaenna, que agradeceu mentalmente, Margaery Tyrell.
— Vejam! A torta!
Rhaenna olhava para Joffrey com uma raiva imensurável, enquanto via o garoto ir até a Tyrell e pegar uma das espadas de um membro da guarda e cortar a torta, e ver pássaros voando. Aquilo fez Rhaenna e Tyrion sorrirem brevemente, ambos agora estavam sentados na mesa. O anão murmurou um 'Obrigado' para a Martell que respondeu um 'De nada'. Então a dornesa mãe, perguntou.
— Lorde Tyrion, podemos ir embora?
— Vamos ver agora...
Tyrion depois das cenas de Joffrey, realmente precisava se trocar. Levantou se da mesa, e a atenção de Joffrey afastou se da noiva para o anão.
— Tio, onde vai? É meu copeiro, lembra?
— Pensei em trocar de roupa, milorde. — O anão respondeu indiferente.
— Não, não. Está perfeito assim. Sirva-me meu vinho. Rápido, essa torta está seca.
O anão tomou o cálice das mão do sobrinho e a encheu rapidamente, devolvendo a para o garoto. O olhou apenas.
— Se me permite, milorde, a senhora Allyria não deseja mais ficar.
— Não, você vai esperar aqui... — Joffrey começava a tossir. Começara com tosses fracas, até que se tornavam mais fortes e seguidas, até que o garoto não conseguia mais falar.
— Milorde?
— Não é nada... — Então bebeu outro gole do vinho e olhava o anão furioso. — Não preciso... você tio.
Joffrey voltava a tossir, tentando se apoiar em Allyria que estava em pé ao lado de Tyrion. O garoto não respirava direito e a falta de ar o fazia começar a ficar com a coloração roxa, Margaery então gritou.
— Ele está engasgando!
— Ajudem o pobre garoto! — A avó de Margaery, lady Olenna, ou a famosa Rainha dos Espinhos, ordenava.
Joffrey tinha agora, uma das mãos no pulso de Allyria que apertava com força, ele a soltou tentando andar, cambaleante, enquanto gritavam seu nome. Joffrey caía no meio do chão, na pista e os gritos apavorados e pedidos de ajuda aumentava. Tyrion, Allyria e Rhaenna olhavam chocados a cena. Todos viam Cersei Lannister correndo até o menino no chão, enquanto Tommen se abraçava a Tyrion. Joffrey arranhava a própria garganta, enquanto Cersei tentava lhe ajudar, até Joffrey apontar algo. Ou melhor, não algo, alguém. Todos observavam Tyrion indo até o cálice e o pegar. Um grito de Cersei foi alto o bastante para saber que Joffrey tinha morrido.
— Meu filho! — Cersei chorava muito.
E eu tanto desejando que o bastardo morresse, ele morreu. Que ironia... Tyrion reprimiu um riso e um sorriso, mas observava ainda Cersei. A mulher chorava sobre o corpo do filho morto, quando ela disse.
— Ele fez isso. Ele envenenou meu filho. Peguem-no! Prendam-no! — Ela gritava acuadora e dando ordens, até que sua raiva a fizera explodir.
— Tyrion! — Valyra gritou com medo.
— Deixe Valyra! Você intervir vai ser pior. Isso é uma ordem. Se eu morrer, obedeça Rhaenna Martell, apenas, você me entendeu? Até eu ser inocentado ou eu morrer, obedeça Rhaenna Martell, eu não confio muito em Cersei, principalmente depois do que ela disse a Joffrey. — Tyrion confidenciou a Valyra.
Tyrion observava a guarda da casa Baratheon aproximar se de si, então o prenderem. Tyrion Lannister estava preso.
— É, parece que agora, eu sou problema seu. — Valyra disse debochando.
— Me lembre de esfolar Tyrion depois. Meu pai não vai gostar, mas não me importo. Vamos, temos que salvar Tyrion srta. Prior.
Rhaenna andava com passos calmos para fora do salão, enquanto Valyra a seguia. Elas salvariam Tyrion Lannister como pudessem.
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