The Wicked Games
15 Capítulo 15 ▬ Nothing Ever Last Forever, Everybody Wants To Rule The World

Welcome to your life, there's no turning back, even while we sleep, we will find you, acting on your best behaviour, turn your back on mother nature. Everybody wants to rule the world. It's my own design, it's my own remorse, help me to decide, help me make the most of, freedom and of pleasure, nothing ever lasts forever, everybody wants to rule the world. There's a room where the light won't find you, holding hands while the walls come tumbling down, when they do I'll be right behind you. So glad we've almost made it, so sad we had to fade it. Everybody wants to rule the world, everybody wants to rule the world, everybody wants to rule the world ▬ Click Here! ▬ Notes! ▬ Clothes! ▬ Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar. — William Shakespeare
Na manhã seguinte ao casamento, Aion estava acordado. Rhaenna dormia sobre seu peito e ele acariciava seus cabelos, enquanto esperava que ela acordasse. O príncipe lhe beijou a testa, observando o teto, em uma tentativa de distrair a mente, e sua atenção só se focou a Rhaenna quando a viu coçar os olhos. Eu estou casado... Estou com a mulher que amo. O que poderia querer? Aion abriu um sorriso sereno, encarando Rhaenna que acordava aos poucos. Quando finalmente viu Rhaenna acordar, ela lhe olhava com a cara amassada e a expressão de sono ainda em evidência.
— Ahn Rhaenna?
— Droga, Aion me deixa dormir! — Ela bufou raivosa.
— Não. Não vou. — Ele sorriu curioso, ainda a olhando. — Está feliz?
— Muito. Estou nos braços de meu marido. E você?
— Estou muito feliz. Estou com a mulher que amo, que agora é minha esposa, em meus braços. O que poderia estragar...
Quando Aion ia continuar, foi interrompido por um criado que entrou no quarto. Falou algo sobre a vinda de septões e isso o irritou levemente. Viu Rhaenna se levantar no momento seguinte, o indignando, mas não questionou. Quando viu Rhaenna saindo da área de banheira com um vestido cor de pele, decidiu fazer o mesmo. Foi para a área de banheira e tomou um banho. Vestiu algumas roupas e se pôs ao lado da esposa. Enganchou-lhe o braço depois de beijar sua testa.
Enquanto andavam pelo o palácio, eram parados por lordes e senhoras que lhes parabenizavam pelo o casamento, assim como criados. Rhaenna sorria e agradecia, assim como Aion. Enquanto andavam, conversavam algumas coisas entre si, até chegarem à sala do trono, onde estava toda a corte de Lançassolar, os conselheiros e os convidados. Rhaenna estava à frente de Aion que lhe enlaçava a cintura. Doran Martell olhava então para todos imponente.
— Eu desejo a todos um bom dia, primeiramente. Mas infelizmente, tenho más notícias. Hoje, foram encontradas mortas, as senhoras Lilith Martell, minha sobrinha e Ellyria Arryn. Nós faremos uma cerimônia de funeral para elas, assim que os corpos chegarem, então o corpo de Ellyria será enviado ao Ninho da Águia para ser devidamente sepultado. Rhaenna encontre-me eu e os conselheiros na sala de reunião do conselho. Aproveitem seu dia milordes.
Rhaenna encarou Aion um tanto preocupada, como se dissesse: Que porra está acontecendo? Soltou um suspiro, lhe deu um beijo leve e seguiu com passos leves e apressados pelo o castelo em direção a sala do Conselho, sendo parada uma vez ou outra por lordes que lhe cumprimentavam. Quando Rhaenna finalmente terminou de cumprimentar os últimos lordes que lhe encaravam, suspirou aliviada. Viu se na porta da sala do conselho, soltou um suspiro cansado. Bateu na porta e por fim, entrou. Viu ali, seu tio sentado em sua cadeira, seu pai. Também viu alguns lordes do conselho de seu tio.
— Rhaenna, querida, sei que cansou de ouvir. Parabéns pelo o casamento querida. — Rhae sorriu, ficando vermelha. — Segundo, temos assuntos importantes a tratar. Como Quentyn não pode herdar nada, você será a senhora de Dorne e da casa Martell, certo? Bom, Rhaenna, como eu já estou ficando velho e cansado, você cuidará dos assuntos de Dorne e dos Martell por mim, como minha emissária. Tudo bem?
— Sim tio. Mais alguma coisa?
— Não, minha querida, pode já se retirar.
Rhaenna então fez uma reverência ao tio. Sorriu singela, enquanto saía do salão do conselho, mas algo lhe intrigava. Não seguiu atentamente, as ordens do tio, ficando ali, atrás da porta, ouvindo a conversa. Ouviu um dos conselheiros começar um discurso longo e demorado sobre as plantações, e coçou o queixo, ali pensativa. Suspirou, fechando os olhos, enquanto escorregava devagar e sentava no chão. Então, ouviu outra coisa. "Vossa graça, parece que nosso reino está sendo corrompido, com vários cultos profanos, cujo cultos não são para a Árvore Coração ou para os Sete. E isso e preocupa muito, alteza." Ela estava ali preocupada, mas continuou ouvindo, seu tio, eu pediu por uma solução. Do homem ali, ouviu algo que a aterrorizou. "Majestade, sugiro uma grande caça contra esses pecadores. Esses hereges! Restaure a Fé Militante, nos deixe fazer o Trabalho Sagrado!" Doran Martell naquelas situações, com grande certeza, coçava o queixo pensativo, Rhaenna já não se contivera mais. Apenas abriu a porta da sala e entrou apavorada.
— Tio, por favor! Não pode fazer isso! Isso é loucura!
— Rhaenna! — Seu tio a repreendeu. — Saia, agora!
— Tio, me ouve primeiro e depois saio. — Ela encarou o tio determinada. O Martell assentiu. — Você não pode ordenar o assassinato de gente inocente, tio! Se permitir isso, Westeros irá ser dominada pelo o caos. Estaremos todos ferrados, se permitir essa abominação. Nós temos amigos, aliados, que não seguem nossas religiões. Eles nunca nos desrespeitaram, tio! Eles estão te enganando. Não estou dizendo isso apenas como sobrinha, vossa graça. Mas também como sua emissária e conselheira. Se aprovar isso, teremos caos e muitas mortes. Com sua licença. — Rhaenna por fim, fez uma reverência e retirou-se dali.
Rhaenna andou apressada dali, atrás de Aion. Precisava contar, desabafar. Sentiu medo e agonia naquele momento, que seu tio fizesse e cometesse o maior erro de seu reinado, e isso custasse a Rhaenna quem mais amava, prezava ou até mesmo tivesse zelo. Reprimiu a vontade que tinha de chorar, sentindo uma agonia e rancor batendo e remoendo seu peito, como se nunca mais pudesse sentir alegria. A respiração pesava e a mente estava pesada, e apenas retomou a concentração quando esbarrou em algo, ou melhor, alguém. Murmurou um pedido de desculpas, e observou que a pessoa tinha cabelos loiros e era curvilínea. Para seu azar, não era Alyssanne.
— Frey. O que ainda faz em Dorne?
— Trabalhos, claro.
— Sei... Afinal, viu meu marido?
— Sim. O vi com Katherine Lannister. Parece que foram para um quarto... Ah! Parabéns pelo o casamento. — A Frey sorria debochada.
Rhaenna cerrou os punhos. Estava próxima a dar um soco na cara da Frey, quando ouviu seu nome. A atenção foi mecanicamente desviada para a voz que lhe chamava. Rhae procurou por algum tempo, até ouvir novamente seu nome. Fechou os olhos, e quando abriu, viu a sua frente seu marido, um tanto confuso, atordoado e nervoso lhe abraçar. Rhaenna suspirou, fechando os olhos e ficou apenas ali, nos braços do marido. Então, a realidade lhe tomou, enquanto a mente tinha uma fantasia em um mundo perfeito que nenhum problema ocorria.
— Aion, onde esteve?
— Com seu pai, resolvendo algumas pendências. O que lhe disseram?
— Katherine Lannister. — Ela disse entre dentes, com raiva.
— Rhaenna, eu não tive um trabalho do caralho para me resolver com você para lhe trair, isso é no mínimo, ridículo. — O príncipe revirou os olhos, ainda abraçado a Rhaenna.
— Promete?
— Sim. Rhaenna, por que eu buscaria outras se já tenho a mulher que amo? — Aion lhe beijou a testa. — Está tensa. — O príncipe constatou. — O que houve, meu amor?
— Eu... Podemos sair daqui? Não me sinto confortável para dizer no meio de um bando de xeretas... Siga-me. Vou te levar para um dos meus esconderijos. Nem meu pai, nem meu tio conhecem, e deve permanecer assim.
Rhaenna sorriu serena para o marido. Desvencilhou-se do abraço que recebia com o máximo de delicadeza possível. Segurou a mão do homem sem força, enquanto andava pelos corredores do palácio a passos leves e calmos. Quando chegaram perto de uma torre, tradicionalmente, subia-se ate o fim, para ter uma visão agradável do céu de Westeros. Mas não Rhaenna. No meio do caminho, ela se virou para uma parede, e apertou um tijolo, fazendo Aion se impressionar. Os dois entraram pela a porta que se abrira, e o príncipe movera o bloco de pedra que era a porta, para se fechar com perfeição, ou ao menos, ajudara. Subiram mais alguns poucos lances de escadas e o príncipe de Essos viu um pequeno oásis ali e sorriu. Ali, tinha alguns travesseiros, uma coberta, e o que lhe chamou mais a atenção: A vista. O príncipe sorriu sentando se em uma das almofadas, enlaçando as pernas da esposa, a puxando para seu colo, então enlaçou sua cintura com a mulher sentada.
— O que houve, Rhae?
— Estou preocupada com meu tio, Aion. Estou preocupada que ele faça a maior besteira de todo o reinado dele. Sabe que eu amo meu tio, mais do que você, literalmente. — Rhaenna viu o marido com uma expressão raivosa. — Família de sangue não se perde. Homens, amores, se perdem, sabe disso. Não quero brigar, justo no primeiro dia como casados. — A dornesa suspirou. — Meu tio recebeu a proposta de acatar a perseguição aos que não são fieis a Fé dos Sete ou da Árvore Coração. — Rhae encarava Aion preocupada.
— Ei! Seu tio não faria uma loucura dessa. Ele é o homem mais íntegro de Westeros, Rhaenna. Confie nele, tudo bem? — Rhaenna assentiu, e ficou ali, enquanto fechava os olhos, e dormia enquanto Aion apenas lhe acariciava os cabelos, e dizia que tudo ficaria bem.
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Doran Martell estava cercado de seus conselheiros, na sala do conselho. Quando viu Rhaenna ali, e o que ela falou, constatou que sua sobrinha estava certa. Assim que viu Rhaenna sair, coçou o queixo pensativo, analisando a expressão dos conselheiros, e olhou para todos, quando por fim decretou:
— Não, essa lei não será decretada, não em meu reinado.
Os conselheiros de Doran Martell riam desdenhosamente, enquanto o rei lhes encarava com os olhos arregalados. Quanta a ousadia deles! O rei soltou um suspiro cansado, enquanto se ajeitava na cadeira e observava os conselheiros que riam. O rei arqueou a sobrancelha, pensativo. Então, um de seus conselheiros, o septão por fim disse:
— Sim, majestade, ela será, se quiser que os Sete apoiem a subida de sua sobrinha bastarda ao poder da casa Martell. E que não descubram sobre a abominação que lhe acontecera antes do casamento com o príncipe Aion. O que seria perante aos olhos dos Sete, o suficiente para sua sobrinha ser nomeada como uma vagabunda traidora. Tem até o por do sol de amanha para assinar o édito que deixaremos em sua mesa, majestade.
O Martell viu o septão sair e sentiu raiva. Sua raiva era avassaladora. Eles tinham irritado a maior serpente daquele lugar. Mas não arriscaria a dar o bote. A ameaça dos conselheiros lhe atingira com força. Usar sua sobrinha para tal fim? Sua amada sobrinha. Sentiu se frustrado e com raiva, e só teve a atenção desviada, quando viu o irmão aparecer à porta da sala, recostado na beira da mesma.
— Muito bem, Doran! Está governando nosso perturbado reino com êxito!
— Oberyn, eu deveria mandar lhe decapitarem... — O mais velho suspirou em raiva. — Mas depois, Rhaenna me esfolaria vivo. O que quer?
— Meu irmão, o que lhe está preocupando? O que? Impressiona-se de eu me importar com a família? Ser pai lhe muda. — Parafraseou Doran Martell, que fez com que o rei risse.
— Hm, vamos colocar em uma hipótese, Oberyn. Se lhe ameaçassem a fazer algo que não quer, mas envolvem na história, alguém que ama e adora, o que faria?
— Mataria. — Oberyn Martell disse simplesmente. — Ninguém usa minha família contra mim, ou contra si. Irmão, qual o nosso lema?
— Insubmissos, não curvados, não quebrados.
— Exato, não devemos obediência a ninguém, Doran. Eles devem a você. Você é o rei, você manda.
— Obrigado, irmão.
Os criados que ajudavam habitualmente Doran Martell com a cadeira de rodas, apareciam, e faziam seu dever, enquanto o rei era levado por eles, para seu escritório, e dito e feito, assim que entrou, viu uma pasta nova ali. Dourada, com detalhes em azul. O maldito édito... Doran Martell suspirou pesadamente pegando a pasta e começando a lê-la. Algo que não gastou mais que 20 minutos. Guardou a pasta em sua mesa, analisando o que tinha lido e absorvendo. Soltou um suspiro, tendo sua concentração e atenção interrompida ao ver a porta sendo aberta e entrar Trystane. Arqueou a sobrancelha para o filho.
— O que quer, Trystane?
— Pai, quais seriam as exigências para que eu abdique de meu direito ao trono?
— Você por um acaso, enlouqueceu, Trystane?
— Não, pai. Não estou pronto para ser rei, não como você ou Rhaenna.
— Entendo... — O mais velho suspirou. — Mas sua prima lhe ajudará, meu filho. E além disso, ainda não morri.
— Sim, pai.
Trystane saiu do escritório do pai, a passos rápidos, enquanto Doran estava pensativo e coçava o queixo. Observava seu escritório com uma expressão cansada e frustrada, como se seus planos tivessem ido por água abaixo, e o rei estava cansado. O pesar em seu corpo lhe fazia pensar se tudo que tinha sido feito, seria em vão. Abriu a pasta do édito e o leu novamente. Não poderia arriscar sua sobrinha. Se Trystane abdicasse do direito ao trono, faria o que pudesse para Rhaenna governar, e não poderia ter erros. O rei apenas pegou a pena, a molhando no tinteiro, e por fim assinou. Seja o que os Deuses quiserem... Por fim, o rei suspirou, ordenando aos seus criados que os levassem para seu quarto, e chamasse sua sobrinha, agora, ele iria encarar a fera.
Assim que os criados saíram de seu quarto, Doran Martell suspirou cansado, ajeitou se na cama e esperou. Sabia que Rhaenna logo viria, era uma questão de tempo. De todos da corte, sua sobrinha era a única que nunca lhe ignorava uma ordem direta, por pior e o tamanho da reclamação que se seguia. Ele pegou um livro antigo, que contava a história dos Martell, desde o começo dos tempos e sorriu singelo, começando a ler. Tinha-se de esperar a sobrinha, por que não gastar seu tempo com algo produtivo? O livro estava quase no final, quando o rei ouviu um barulho, uma batida na porta. Apenas disse um "Entre", e viu sua sobrinha entrando no quarto. O Martell encarava a menina ali com um sorriso zeloso. Tinha orgulho de Rhaenna, nunca negara e por isso, não podia arriscar o futuro da sobrinha. Deu um toque leve ao lado de si na cama, indicando onde a sobrinha devia se sentar. Assim que a sobrinha se sentou, a encarou com tristeza.
— Rhaenna, querida, eu... Fiz algo horrível. Algo monstruoso...
— Tio, por favor, me diz que não aprovou aquela monstruosidade... — A voz da dornesa era embargada em medo e agonia.
— Eu fiz... Perdão minha querida, mas eu não posso lhe contar o porquê. Foi o único meio que consegui para preservar seu futuro, sua integridade.
— Eu confiei, tio! Confiei que não faria isso! Confiei que não seria a favor! Desculpe a palavra, tio, mas foda-se meu futuro ou minha integridade! Muita gente inocente vai morrer, e quem ordenou essas mortes... Foi você! — O ódio de Rhaenna Martell estava maior que tudo, agora, ela era casada com um Targaryen, e entendia o significado de fúria do dragão melhor. — Não dirija a palavra a mim nunca mais, tio, a não ser que tenha relação a trabalho, não suporto mais olhar ou falar com você. — Rhaenna sentia nojo do tio, enquanto saia dali.
Doran Martell ouviu tudo em silencio, e ao ver sua sobrinha sair, o odiando, aquilo fez seu velho coração doer. Se Rhaenna soubesse, talvez me entendesse... Doran Martell apenas suspirou. Observou seu quarto vazio, com o sofrimento crescendo, e pegou um cálice de vinho que lá estava disposta, na mesa de cabeceira. Não era só vinho. Era uma poção do sono. O rei a bebeu, e por fim dormia serenamente, com uma expressão de pesar e sofrimento em sua face.
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Rhaenna saiu do quarto de seu tio com nojo, e tudo o que a dornesa queria fazer, era chorar. Sem pensar duas vezes, seguiu para seu quarto, ignorando todos que falavam consigo pelo o caminho, e controlava se ao máximo para não chorar até que estivesse em seu quarto, onde talvez quebrasse uma coisa ou outra. Depois de algum tempo de caminhada, que pareceu uma eternidade, ainda mais com a agonia, abriu a porta do quarto. Entrou lá e a trancou. Sentou se no chão, próximo a porta, onde se encolheu e começou a chorar. Acima de tudo, ela não chorava só pelo o édito assinado pelo o tio, mas também, pelo o modo que brigou com ele e o que disse. Ela amava o tio tanto quanto o pai ou Aion, e isso lhe machucou. Levantou se com raiva, indo até sua estante e pegou um vaso qualquer. Estava perto de jogar o vaso na parede quando parou, o observando. Branco, detalhes floridos vermelhos. Presente de seu tio quando foram para a Campina, e lá virou mulher. A flor tinha desabrochado. Chorou novamente, colocando o vaso em cima da estante e abriu a porta. Seu marido estava ali parado, a observando, com as roupas bagunçadas. Rhae sentiu a vontade de bater a porta na cara do loiro, mas ao ver os ferimentos desistiu. O abraçou forte apenas.
— Ele assinou, Aion. Daemon e Adela precisam ir embora de Westeros, o mais rápido que puderem...
Aion não disse nada. Concordou com um aceno de cabeça, beijando os cabelos da esposa, apenas afagando suas costas. Suspirou cansado, enquanto a olhava.
— Precisamos de um banho, relaxar.
— Concordo... — Rhaenna suspirou, sorrindo triste. — Ajuda? — Se virou, mostrando os laços do vestido.
Aion não disse nada, apenas levou as mãos ao par de laços de vestido, o desatando com cuidado, e assim que terminou, beijou a bochecha de Rhaenna, que com as mãos segurava o vestido para não cair, sorriu. Caminhou até a área de banho, por fim soltando o vestido. Quando o vestido caiu no chão, Rhaenna tirou de si, um pé por vez, então entrou na banheira. Ela submergiu por alguns segundos, com as mãos cruzadas no peito, só emergindo quando recebeu uma cutucada na testa. Tirou o excesso da água nos cabelos. Viu Aion ali parado, a beira da banheira, não ficou encarando, porque sabia que assim como si, estava sem roupas. Deu espaço para que o príncipe entrasse, e sorriu.
Aion não sabia nada do que dizer, e muito menos fazer, naquele momento, e apenas aproveitava o fato de estar abraçando a esposa. Sorriu para a mulher e fechou os olhos, enquanto Rhaenna repousava a cabeça sobre seu ombro. O príncipe começou a acariciar os cabelos castanhos, enquanto pensava nas obrigações do dia seguinte e o que iria fazer em relação a ela. Katherine, maldita. O que você fez comigo... O príncipe sacudiu a cabeça, tentando afastar tais pensamentos, se lembrando. Ele tinha uma esposa. A mulher que amava era com quem sonhava ter filhos. E não podia fazer isso. Não com Rhaenna. Não depois do que ela passara. Suspirou triste e beijou o topo de sua cabeça.
— Rhaenna?
— O que foi Aion?
— Não importa o que aconteça daqui em diante, não se esqueça nunca que te amo.
— Aion, o que você está querendo dizer?
— Katherine Lannister. — O príncipe respirou fundo. — Ela me procurou. — A expressão que o príncipe via na face da esposa, era de ódio e raiva. — Ela tentou me beijar, eu estava perto de ceder, quando percebi que isso iria me fazer mal, e também Alyssanne viu e ameaçou me matar. Então, a Lannister no Jardim da Água tentou me beijar novamente. Não cedi, mas acabamos brigando, foi uma briga violenta para ser realista, e acabei batendo nela, e ela me batendo, por isso eu cheguei aqui sujo, ferido.
— Aion, eu não sei mesmo, se dou um soco na sua cara ou se eu te castro, sinceramente. — Rhaenna segurou a vontade de chorar. — Como... Você quer que eu fique, sendo que meu marido, há menos de um dia, já sentiu vontade de me trair? Quase me traiu? E eu iria sofrer, muito. Eu iria chorar e quebrar tudo até. Mas eu não passaria por isso de novo, Aion, não mesmo. Eu mataria a Lannister, mas perder o meu marido, o homem que amo para outra? Espere sentado por esse dia, Targaryen. Mas se isso acontecer, saiba que vai me perder. E dessa vez será para sempre. E isso, eu não quero para esse casamento, Aion. Sabe disso.
O príncipe se calou perante as palavras da princesa Martell. Não resistia quando ela fazia aquelas ameaças. Achava isso extremamente excitante e apaixonante. Concordou com um aceno de cabeça, e ajudou a jovem ali, a se lavar, e a princesa fez o mesmo. Uma vez ou outra, um beijo ou outro acontecia. Rhaenna tinha medo. Tinha medo que tudo pelo o qual lutara nessas semanas, seu casamento, seu marido, acabasse. Quando acabou o banho, Rhaenna apenas deixara a cabeça novamente no ombro do marido que a abraçou forte. A dornesa não tinha a mentalidade apropriada naquele momento, para pensar que seria deixada, abandonada pelo o homem que ama a qualquer momento. Não, sua mente não estava pronta para isso. Não escondeu mais. Chorou. As lágrimas desciam por seu rosto, e a princesa não fazia mais questão de esconder. Toda a necessidade de carinho, atenção que tinha.
— Rhaenna...
— Eu estou com medo, Aion! — A dornesa então gritou. Rhaenna respirava ofegante, assustada. — Estou com medo de te perder... Talvez seja infantil, eu não ligo! Eu...
O príncipe soltou um suspiro, sorrindo sereno. Beijou Rhaenna com necessidade e desejo, tanto o quanto pudesse sentir pela a esposa, enquanto sussurrava próximo ao ouvido da dornesa.
— Nunca irei lhe deixar, Rhaenna. Não importa o quão tentado eu fique, não vou deixar você, não de novo. Acredite em mim. Por favor.
— Eu... Não consigo. — Rhaenna contivera suas lágrimas com dificuldade. — Não depois de admitir que por pouco não me traiu, Aion. Durma em seu próprio quarto hoje, por favor. Eu preciso pensar... Quando sair, feche a porta, por favor.
Rhaenna então se levantou, saindo da banheira. Secou seu corpo, enrolando em uma toalha próxima, e pegou o vestido do chão. Foi para seu quarto e lá colocou suas vestes de dormir. Cobriu-se e por fim, dormiu.
Aion ainda estava na banheira do quarto de Rhaenna, e suspirou cansado. Merda, ela me odeia agora... Suspirou novamente, e se levantou. Pegou uma outra toalha e trocou-se. O príncipe deitou se na cama, ao lado de Rhaenna que dormia. E algo que poucos sabiam, a jovem dornesa falava enquanto dormia. Rhaenna chamava por Aion. Isso o fez sorrir, beijou a testa da esposa, e reprimiu a vontade de socar a parede próxima. A sujeira e destroços poderiam acertar Rhaenna e ele não se perdoaria nunca.
— Pode não confiar em mim agora, mas saiba que eu farei o que puder, para que confie em mim novamente. Esse não é nem de longe o começo de casamento que queria para nós, e realmente espero que possa me perdoar. — Aion beijou a testa da esposa, com um sorriso fraco nos lábios.
O príncipe afastou-se de Rhaenna, a passos leves, e estava para abrir a porta do quarto, para sair, quando ouviu.
— Não... Não vai. Fica... Meu... — A voz sonolenta da esposa o fez parar no ato. Não tinha como negar aquilo a ela. Não aquela voz de sono.
Tirou os sapatos e colocou as vestes de dormir, então se deitou na cama, ao lado da mulher que dormia. A deitou contra seu peito, a abraçando sem muita força, e beijou o topo de sua cabeça, e sussurrou um “Eu te amo”. Então finalmente, deixou-se render ao sono que o consumia, e dormiu.
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Adela estava ao quarto ao lado de Rhaenna, e ouvira os gritos. Soltou um suspiro cansado, e observou o teto de seu quarto, pensativa. Sentia pena da amiga por toda a discussão, justo após seu casamento, que para a jovem, tinha sido perfeito, maravilhoso. Ao seu lado na cama, que dormia tranquilo, estava Aegon Targaryen. Tinham passado a noite conversando e isso tinha deixado com mais sono do que ela esperava. Bocejou, mas não conseguia dormir, apesar do imenso sono que tinha. Então, se levantou da cama, decidida a andar pelos corredores de Lançassolar. Beijou a testa do rei de Essos, antes de sair do quarto e fechou a porta, silenciosamente.
Enquanto andava, tinha uma vela em um suporte, para lhe dar alguma luz pelo o caminho que agora, estava escuro, frio e sombrio e assim que chegou ao septo do palácio, viu lá Bailee rezando e isso a fez revirar os olhos mentalmente. Voltou a sua caminhada, quando esbarrou em algo que a fez cair, e se deparou com Varys.
— Você é aquele que eles chamam de Eunuco, não?
— Sim, lady Adela. Este sou eu. Afinal, minha senhora o que faz no meio da noite acordada e no escuro?
— Eu quem lhe pergunto. — A bravosi retrucou.
— Andando. Eu esperava lhe encontrar mais cedo ou mais tarde. Como foi para você em Porto Real?
— Horrível. — Adela respondeu sem rodeios. — Não negarei que houve coisas boas em Porto Real. Mas aquela cidade... Destruiu-me completamente. — Ela soltou um suspiro cansado.
— Senhora Adela, posso lhe deixar um conselho? — Varys não esperou resposta. — O amor é veneno. Um doce veneno, sim. Mas mata do mesmo jeito. Há certas coisas que se esperam de uma rainha, senhora Adela. Caso venha a se casar com o rei Aegon... Lágrimas não são as únicas armas de uma mulher. Há outra no meio de suas pernas, querida. É bom aprender a usar, pois irá ser muito importante algum momento. E escolha bem os aliados. Aqueles que pode manipular desde que sejam espertos, inteligentes, mas não muito, como... Cersei Lannister. Compreende? — Varys sorriu para Adela serenamente, a bravosi concordou com um aceno de cabeça. — Boa noite, lady Adela. Ah! E converse com lady Rhaenna. Vai ser necessário. — O eunuco apenas saiu da visão de Adela.
A bravosi fitou sua vela. Ainda tinha um bom tamanho, sorrindo satisfeita e respirou profundamente, voltando para seu quarto, mas parou quando chegou ao quarto de Rhaenna, onde abriu a porta. Assim que entrou no quarto, sorriu serena, vendo Rhaenna e Aion dormindo. Ambos estavam abraçados, mas a expressão no rosto da dornesa, a fez pensar. Não era feliz, mas também não era triste. Para sua sorte, o divã não tinha roupas em cima. Suspirou pesadamente, sorrindo doce para o casal ali. Pegou uma coberta no baú de Rhaenna que estava próximo de Adela, e cobriu-se. Deitou no divã e aconchegou-se na coberta, ate deixar o sono por fim, lhe levar.
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Na manhã seguinte, Rhaenna assim que acordou, soltou um grito assustada, ao ver Adela dormindo em seu divã e não se assustou muito ao fato de estar abraçada a Aion, afinal, era apenas assim, que dormia nesses dias. Aconchegou se no abraço do marido que por incrível que pareça, mesmo após o estrondoso grito que dera, ainda dormia. Levantou-se da cama e começara a andar pelo seu quarto, até se sentar no divã, próxima a Adela, mas não o bastante para machucá-la. Começou a sacudir a morena de leve, quando a viu soltar um bocejo e coçar os olhos.
— Rhae... Eu...
— Dormiu aqui, Adela. Como...
— Eu... Estava andando, então eu acabei parando aqui para conversar com você, ai vi você dormindo e dormi aqui. Rhae, você e Aion realmente estão bem?
— Nós... — Rhaenna pensou na noite anterior, mas sorriu. — Estamos. Tudo bem que ele errou em algumas coisas, ou quase errou, mas ainda assim... O amo demais para deixar tudo para trás... Para abrir mão. Talvez sinta o mesmo com Aegon...
— Talvez, quem sabe? Rhae... Disseram-me que precisa falar comigo.
— Adela, serei clara e direta. Você precisa ir embora de Westeros.
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