The Wicked Games
14 Capítulo 14 — Rhaenna — I Pick My Poison And It's You, Nothing Can Kill Me Like You Do

I could have beer for breakfast, my sanity for lunch, tryin' to get over how bad I want you so much, innocence for dinner, pour somethin' in my cup, anything and everything just to fill me up, but nothing ever gets me high like this. I pick my poison and it's you, nothing can kill me like you do, you're goin' straight to my head, and I'm headin' straight for the edge, I pick my poison and it's you, I pick my poison and it's you. I can feel your whisper and layin' on the floorm I tried to stop, but I keep on comin' back for more, I' m a light weight and I know it, cause after the first time I was fallin', fallin' down, but nothing ever gets me high like this. I pick my poison and it's you, nothing can kill me like you do, you're goin' straight to my head, and I'm headin' straight for the edge, I pick my poison and it's you, I pick my poison and it's you. Bittersweet ecstasy that you got me in, fallin' deep, I can't sleep tonight, and you make me feel like I'm out of my mind, but it's alright, it's alright, it's alright. — Poison — Rita Ora — Click Here! — Não sei ao certo se acredito em destino. Mas posso dizer que às vezes aquilo que você mais deseja vai cruzar sua porta determinado a te evitar a qualquer custo. E, ainda assim, de algum jeito, você descobre que é suficiente para fazê-lo ficar. — Maxon Schreave (A Seleção — Kiera Cass) — Notes! — Clothes!
Depois de semanas de viagem, Aion via Dorne. Rhaenna dormia com a cabeça pousada em seu ombro. Acariciou seus cabelos e começou a sussurrar para que ela acordasse. Assim que a viu acordando, abriu um sorriso simples. Beijou lhe a testa, sussurrando.
— Rhaenna meu amor, acorde. Estamos chegando em casa.
Rhaenna coçou os olhos. Soltou um bocejo, vendo Dorne crescendo pela a janela da carruagem, sorrindo aliviada. Andaram na carruagem por mais algumas horas, quando Rhaenna viu a comitiva de recepção a frente do palácio. Ela desceu da carruagem, vendo seu tio ali parado, sorrindo, ao lado dele, estava Trystane Martell, seu primo, e a noiva, Myrcella. Abraçou seu tio, quando chegou próximo o bastante, então abraçou Trystane.
— Senti sua falta, pirralho.
— Eu também te amo, priminha. — Ele sorriu debochado, a abraçando. O olhar de Trystane então deparou se com Amery Tyrell em um dos cavalos. — Eu estou ferrado. — Ele gemeu em frustração.
— Trystane, não me faça ter que te dar um tapa na cara. — Olhou então para Myrcella. — Myr, poderia receber meu noivo e cuidar dele enquanto tenho uma conversa com Trystane? Se ele perguntar por mim, diga que eu lhe procurarei mais tarde.
— Claro, Rhae. — Myrcella abriu um sorriso doce, então se afastou de ambos, mas antes, dera um beijo em Trystane.
Rhaenna começou a andar com passos calmos, enquanto puxava Trystane sem muita força pelo o braço. Andou com o primo com passos calmos, até um jardim, lá, soltou o braço de Trystane e soltou um suspiro pesado. Olhou para o primo com reprovação. Se ela pudesse, naquele momento, mataria Trystane.
— Primo, você não pode trair Myrcella. Eu sei como dói se sentir traída por quem ama melhor do que ninguém. Você sabe. — A mais velha abriu um sorriso doce. — Sim, nós nos resolvemos. Mas sabe, primo, ainda tenho minhas desconfianças. Você quer fazer Myrcella passar pelo que EU passei? Ela te odiará pelo o resto da vida.
— Eu sei, Rhae! Eu sei. — Trystane soltou um suspiro pesado. — Eu amo Myrcella, você bem sabe, mas não esqueci Amery.
— Vou falar bem assim mesmo. Foda se, Trystane. — Rhaenna revirou os olhos. — Eu vou falar com tio Doran hoje para propor uma aliança em casamento com os Tyrell que poderá nos ajudar principalmente se acontecer uma guerra, então sugiro que foque essa sua bela cabecinha morena no seu noivado com Myrcella, porque essa aliança com os Baratheon também é extremamente importante, para apaziguar a família para evitar rebeliões. Fui clara?
— Sim, prima. Posso ir?
— Vá.
Rhaenna soltou um suspiro, ficando ali sentada no jardim. Levou sua mão ao ventre, soltando um suspiro, lembrando se do que tinha ocorrido em Porto Real. Seu corpo tinha o instinto de lhe deixar ali encolhida, e nervosa. Sentiu um arrepio em sua nuca, um tanto preocupada, mas sua mente só voltou a foco quando um dos servos de seu tio dissera que ela era necessária na sala do trono. Ela soltou um suspiro pesado. Viu se dirigindo para a Sala do Trono no momento seguinte com um tanto de tensão. Depois de andar alguns minutos, via seu noivo andando vindo da direção oposta. Ele lhe beijou a testa, assim que se aproximaram e lhe estendeu o braço, que a jovem aceitou de bom grado. Ela sorriu simples e continuaram a andar.
— O que meu tio quer conosco? — Ele sussurrou para a jovem dornesa.
— Não tenho ideia... — Ela soltou um suspiro. — E isso me dá medo.
Ela sorriu fraco, mas continuou andando até chegar a sala do trono e ver seu tio ali sentado. A sala tinha todos os convidados da família de Porto Real, que se aglomeravam como conseguiam para assistir a conversa. Rhaenna revirou os olhos, então soltou um suspiro pesado e aproximou se de seu tio, mas antes, alisou seu vestido avermelhado que usava naquele momento, lhe fazendo uma reverência. Observou o homem ali, com atenção, faz um sinal para que Aion se aproximasse. Ele fez uma reverência e colocou se ao lado de Rhaenna.
— Vossa graça, como podemos lhe ser úteis? — Rhaenna fez um gesto para seu tio, apontando a multidão, antes que ele a repreendesse.
— Bom minha sobrinha, eu e o pequeno conselho conversamos. Além de conversar com Aegon Targaryen. — Doran coçou o queixo. — Já passou da hora de você e Aion Targaryen cumprirem a aliança que temos planejadas. Hoje a noite, teremos um casamento! — Doran Martell então sorriu satisfeito. — Recomendo que se aprontem. Podem ir.
Rhaenna e Aion fizeram uma reverência e saíram da sala. Ambos sorriam um para o outro. Aion a abraçou, a erguendo alguns centímetros no ar e a fazendo girar. Ele a beijava, enquanto a girava.
— Droga Aion eu estou ficando enjoada!
— Desculpe. — Ele parou de lhe girar, a colocando no chão. — Acho que não precisaremos pedir permissão para seu tio para nos casar.
— Isso, meu queridíssimo e amado noivo, foi um golpe de sorte. E foi um bom, afinal. — Ela sorriu, lhe dando um beijo demorado. — Já que vamos casar, não poderemos nos ver até a cerimônia.
— Isso é invenção sua. — Ele abriu um sorriso. — Parece que temos que planejar nosso casamento.
— Não podemos pedir para Adela fazer isso? Ou qualquer outra pessoa? Eu só quero aproveitar minhas últimas horas como uma pessoa que não é casada. E planejar casamentos é chato, além do mais preciso resolver algumas coisas com meu tio.
— Me diga o que eu não faço por você?
— Bobo. — Ela riu baixo. — E... Eu andei pensando nisso de consumar o casamento.
— Eu disse que se não quiser não precisa. — Ele lhe beijou a testa.
— Eu quero. Eu não posso ficar pensando nisso pelo o resto da vida, que me aconteceu. Eu quero ter um casamento em que eu me sinta bem, que eu não precise me preocupar ou até mesmo imaginar meu marido com outra por não ter uma vida que é esperada, sem filhos, sem tudo o que um casamento que tenha amor merece. — Ela suspirou. — Eu preciso tentar, porque se eu não tentar, vou me culpar, além do mais, ficar duas semanas sem sexo é preciso muito esforço, mas do que eu reclamo? Já fiquei um ano e meio sem.
— Tem certeza? — O príncipe arqueou a sobrancelha. Rhaenna assentiu, sorrindo. — Que seja então, vamos, precisamos falar com Adela.
Enquanto andavam para o quarto de Adela, ambos riam e conversavam sobre algumas coisas. Uma vez ou outra, Aon pegava Rhaenna pela a cintura e a girava Rhaenna o xingava sempre. Assim que ele parou de lhe girar, se viram próximos ao quarto de Adela. Aion colocou Rhaenna próxima em uma parede lhe beijando o pescoço. Ela riu, bateu na porta do quarto, esperando que Adela abrisse. Apertou a mão de Aion e quando viu a porta ser aberta, abriu um sorriso.
— Adela, precisamos de sua ajuda.
— Do que precisam? — Adela abriu a porta, um pouco mais e se afastou para deixar Aion e Rhaenna entrarem.
Rhaenna e Aion entraram no quarto de Adela. Viram o quarto com um decoração simples, porém era branca. Rhaenna nunca tinha entrado naquele quarto em anos morando em Dorne. Sentou se na cama, um tanto cansada, mas observou o quarto um tanto bagunçado. Sorriu um tanto convencido para Adela.
— Aegon estava aqui, Adela?
— Rhaenna, na boa. Não faça isso. E sim, ele esteve. Afinal, o que você quer?
— Segundo meu tio, eu e Aion iremos nos casar hoje. Então precisamos de alguém para organizar a festa, essas coisas.
— Parabéns! — Adela sorriu lhes abraçando. — Claro que faço. Vai ser uma honra. E bom, para vocês, meus sinceros votos de felicidade. Vocês merecem.
Rhaenna abriu um sorriso doce, lhe abraçando. Saiu do quarto de Adela, com Aion ainda a seu enlace, enquanto começavam a andar para o quarto de Doran Martell. Ambos conversavam sobre coisas variadas, principalmente sobre os planos que Rhaenna tinha em relação a Quentyn e uma das Tyrell. Viu no entanto, seu primo, Quentyn, conversar com Bailee Targaryen sobre algo que fazia a menor abrir um sorriso. Rhaenna olhou Aion e riu baixo. Quando chegaram na porta do quarto do Martell, Rhae bateu na porta. Quando ouviu um "Entre", ela o fez. Viu seu tio na cama, mas ele parecia pálido.
— Tio, você está bem?
— Eu vou ficar, querida. Um mal estar apenas. Acha que irei perder seu casamento?
— Tio se você não estiver bem... Nós poderíamos fazer isso amanhã... Tenho certeza que Aion não se importaria... Importaria? — Rhaenna se sentia aflita, a pergunta era especificamente para seu noivo, que a observou.
— Rhaenna, eu esperei vinte anos. Para ter uma mulher que amasse realmente, para me casar, para isso, não me importaria de esperar alguns dias, se tiver quem ama, for o que quer. — Aion sorriu, lhe beijando a testa.
— Rhaenna, minha menina... Aion, meu jovem, poderia nos dar licença? Eu preciso conversar com minha sobrinha.
Aion beijou novamente a testa de Rhaenna. Saiu do quarto e foi fazer alguma coisa. Rhaenna se sentou em uma ponta da cama do tio, próxima de uma das mãos do dornês ali deitado. Segurou lhe a mão e apertou sem muita força. Sorriu para o tio de forma doce, a melhor que conseguiu. Doran Martell a encarou, satisfeito.
— Rhaenna, minha menina. Não estou lhe casando agora, por Dorne, por Westeros. Pode se dizer, que eu menti. Querida, eu estou lhe casando porque se um dia me acontecer algo, ou a seu pai, temo que seu primo Trystane não seja o suficiente para lhe proteger. Eu vi como Aion Targaryen agiu quando lhe aconteceu o envenenamento. Ele ficou desesperado. Ele fez o que conseguiu para lhe salvar. A situação com os dothraki então, algumas horas antes da luta, eu o encontrei. E ele chorava. Ele me pediu para não lhe contar, mas não estou me importando. — Doran Martell riu baixo. — Rhaenna, ele admitiu. Se sentiu fraco por não ter conseguido lhe defender e que queria ter matado aqueles dothraki, disse também que se fosse por ele, ele teria desistido da luta, de tudo e ido para qualquer lugar do mundo, onde nada os atingisse, só para garantir que ficasse bem. Quando eu os via brincando quando crianças, pelos os corredores desse palácio, eu sabia. Vocês seriam mais do que eu esperava. Se amariam muito, seriam felizes. Por isso, fiz questão de que ele fosse seu noivo, não Aegon. Sim, você seria noiva de Aegon.
— Graças aos deuses que não sou. — Rhaenna revirou os olhos.
— Me deixe continuar. — Ele suspirou. — Rhaenna, eu quero que seja feliz. Eu estou lhe casando para que seja protegida por alguém, não só eu e seu pai. Querida, eu sinto muito orgulho de você. Conseguiu me orgulhar mais do que meus filhos. Eu agradeço aos deuses, o dia que seu pai lhe trouxe. Eu te amo, querida.
— Também te amo, tio. — Ela abraçou o homem ali deitado. — Tio, não morra, eu estou mandando.
— Não morrerei, ainda. — Ele riu cansado. — Então, o que planejou para nosso perturbado reino, querida?
— Pode parecer loucura, mas pensei em uma aliança com os Tyrell. E bom, estava me importunando meses atrás para uma sugestão com um nome para mão do rei, além de mim, porque você iria me colocar, bom, acho que Tyrion Lannister seria bom.
— Isso do Lannister, posso pensar... Já isso dos Tyrell, Rhae, enlouqueceu? Eles nos odeiam.
— É, eu pensei nisso, tio. Mas pense bem. Os Tyrell são ricos, eles tem fartura na Campina, se acontecesse uma guerra, eles tem soldados. Não seria tão ruim, ainda mais que os Tyrell poderíamos ficar de olho neles. Não confio. Varys me deu um conselho brilhante. As melhores e mais belas rosas, possuem espinhos.
— Sim, sim. Pensando desse modo, sua ideia tem sentido. Como pretende firmar essa aliança, Rhaenna?
— Pelo que sei, e acho que esteja correto ainda, Quentyn não está noivo, já está passando da idade para casar. Poderíamos fazer uma aliança por casamento. Quentyn e uma das filhas de Mace Tyrell, já que eu estou fora de questão, afinal irei me casar. Terei sua permissão, tio?
— Sabe que sempre tem permissão para firmar alianças querida. Eu apenas preciso estar ciente. Tenho certeza que não faria nada para destruir Westeros. E pensando nisso, eu e os lordes do conselho, pensamos e decidimos nomear lá, não mão do rei. Mas emissária e conselheira real. Isso, até que se dê minha morte ou de meus descendentes e os descendentes de meus descendentes, ou mudar lhe de cargo, porque penso que Trystane irá lhe nomear mão, quando se tornar rei.
— Me sinto honrada, tio. Mas ele sabe que não quero ser mão, tio!
— Aceite, Rhaenna. Ele lhe ouve, ele lhe obedecerá, e pelo que conheço dele, ele não será capaz de governar sem você. — Seu tio a encarou um tanto cansado. — Vá se arrumar, querida. Você terá um casamento.
Rhaenna então abraçou seu tio. Beijou lhe a testa, saindo do quarto. Ela andou para seu quarto com passos calmos e leves, até ser parada na porta, por seu noivo. Ela o abraçou com força. Sentia o cheiro que vinha dele com mais intensidade naquele momento. Ela se aconchegou ali, Aion parecia um pouco confuso, mas não reclamou.
— Eu te amo, sabia? — Ela sussurrou.
— Eu sei. — Aion lhe beijou a testa. — Como foi a conversa com seu tio?
— Virei Emissária e Conselheira Real. — Aion abriu um sorriso largo, a abraçando forte. — E meu tio me contou... Sobre antes da luta.
— Me lembre de xingar depois, seu tio. — Ele suspirou pesadamente. — Eu me sinto fraco, até hoje. Para lhe proteger. Eu deixei que aquilo tudo, lhe acontecesse. Não sou digno para lhe proteger.
— Meu tio e eu discordamos. — Ela lhe encarava com um sorriso pequeno. — Segundo meu tio, não estamos nos casando por Essos, Westeros, por nada. Ele está nos casando agora, porque teme que algo aconteça a ele e meu pai e quer que eu esteja segura. Eu sei que estarei.
Aion sorriu singelo a abraçando com força. Lhe beijou o topo da cabeça, então saiu dali, indo para seu quarto. Rhaenna entrou em seu quarto e lá, viu sua mãe. Aquilo lhe causou um pouco de raiva mas suspirou e contou mentalmente até dez. Esse é o dia que eu sonho em toda minha vida, nas minhas noites. Mamãe não vai estragar isso de jeito nenhum. Ela suspirou. Tirou o vestido, ficando com um mais claro, uma saia amarronzada e uma blusa meio acinzentada, meio creme. Seu cabelo estava solto. Chamou por Naerys, que lhe ajudou a tomar seu banho, então, voltou para o quarto. Apenas disse, por fim.
— O que você quer?
— Apenas conversar, e também é uma tradição de Tombastela, a mãe arrumar a filha junto com as criadas para o casamento. — A mulher tirou de uma caixinha um par de brincos de diamantes. O brinco era bem ornado, era bonito. — Andem! Ponham se em posição de sua senhora!
— Faltam seis horas para o casamento ainda. Quando faltarem duas, eu voltarei.
— Não, você vai ficar. — Allyria disse firme. — Sente se. Arrumar seu cabelo vai gastar muito tempo.
Rhaenna revirou os olhos. Não tinha a menor vontade de ficar ali. Queria sair, cavalgar. Mas soltou um suspiro, se sentando. Sua mãe e as criadas ficavam ali, lhe arrumando o cabelo, enquanto Rhaenna não conseguia evitar, acabara dormindo. A mãe e as criadas tentavam lhe acordar, depois de algumas horas. Elas reviraram os olhos, então continuaram a lhe arrumar. Tinham lhe maquiado e lhe banhado em óleos aromáticos. Quando Rhaenna finalmente acordou, ela coçou os olhos e viu ali, em cima de sua cama, um vestido branco. O vestido sem dúvidas era o mais belo que Rhaenna tinha visto. As mangas e uma boa parte do vestido, eram em renda. Tinha também, uma parte com um tecido branco. Rhaenna observou o céu por sua janela e viu a noite ali. Sorriu involuntariamente. Ela também tinha uma peça na cintura, que era do mesmo estilo que os brincos. Com diamantes e cristais. Ela se encarou em um espelho. Ela também tinha um adereço inusitado. Uma coroa. A coroa seguia o mesmo padrão do adereço a cintura e os brincos. Encarou Naerys.
— Por que estou usando uma coroa?
— Seu tio apareceu, com seu pai, eles fizeram questão que usasse. Eles guardaram essa coroa desde que sua tia, Elia, morreu. Eles juraram que essa coroa só iria ser usada por uma Martell digna de usar lá e honrar Elia.
— Disse a eles que eu os amo, não?
— Disse, mas seu pai ficou meio bravo por estar dormindo.
— Naerys, isso é chato e eu estava com sono, obrigada. — Rhenna revirou os olhos. —E... Meu manto de donzela?
Rhaenna então viu a porta de seu quarto sendo aberta. Viu entrar seu pai ali naquele cômodo. Allyria Dayne para sua alegria, já não estava mais ali. Oberyn Martell tinha um tecido dobrado em mãos. Era uma renda branca, com alguns desenhos que ela não identificou, quando seu pai desdobrou o tecido, viu alguns desenhos de sol e lanças. Oberyn então fez um sinal, para que as criadas saíssem. Rhaenna andou para perto de seu pai, lhe abraçou, tentando não chorar.
— Obrigada por tudo, pai...
— Não fale como se fosse morrer. — Ele retrucou. — Naerys te contou sobre a coroa de Elia?
— Contou. Mas... Eu?
— Eu e seu tio concordamos. Não está aberto a discussões. Rhaenna, você é meu maior orgulho. Minhas filhas são meu maior orgulho. Te demos essa coroa porque você é a Martell mais merecedora. Tudo o que passou em Porto Real, faria com que muitas desistissem, mas você não desistiu. Está aqui, firme, prestes a se casar. Você é forte, como um dragão. Esperta como uma serpente, flexível, como uma cobra. Você é uma verdadeira Martell, e você nasceu, praticamente, para se apaixonar por aquele cara. Mas se ele te magoar eu mato ele.
— Eu te amo, pai.
— Também te amo, filha.
Oberyn Martell a abraçou. Beijou lhe o topo da cabeça, e lhe deu o braço. Rhaenna então o segurou, ajeitou a peça em seus ombros e a coroa em sua cabeça. Enquanto andavam, as criadas que lhe ajudaram, mais Naerys, estavam atrás de si. Ambos andavam com passos leves. Seu pai e ela conversavam algumas coisas, eles chegaram ao salão de rezas do palácio, que estava decorado com enfeites brancos. Mas poucos. Enquanto ela andava de cabeça baixa, ergueu a cabeça, colocando as mãos a frente do corpo. Seu pai andava não muito atrás de si, acompanhada das criadas. Rhaenna então viu o olhar de Aion a si, e ele sorria. Ela via aos ombros dele, um manto negro que lhe deixava mais belo. Seu pai a guiava até perto de Aion. Ela então se ajoelhou.
— Espero ser de seu agrado, milorde.
— Você é. — Aion abriu um sorriso.
A jovem então se levantou, um sorriso singelo estava em seus lábios. Seu pai tirou o manto de seu rosto, então se afastou. Rhaenna rodou o olhar pela a sala rapidamente, vendo Alyssanne, Rowena com Jon Snow, Aegon e Adela e seu tio, mais Trystane e Myrcella. Quentyn estava acompanhando Bailee Targaryen. Ela então voltou o olhar ao septão, que disse.
— Traga a noiva para a sua proteção.
Rhaenna estava corada. Viu Aion tirar o manto preto de seus ombros e sorrir para si confiante. Ele se aproximou de si, colocando lhe o manto preto. Ajeitou-o em seus ombros, então, voltou a sua posição original. Ambos se viraram para o septão. Rhaenna estendeu a mão e Aion colocou a sua por cima da sua. O septão então passou uma fita em suas mãos. E disse.
— Na presença dos Sete, agora selo essas duas almas, ligando-as como uma para a eternidade. Olhem um ao outro e digam as palavras.
— Pai. Ferreiro. Guerreiro. Mãe. Donzela. Velha. Estranho. Eu sou dela, e ela é minha. Deste dia em diante, até o fim dos meus dias. — Seu olhar era fixo em Rhaenna que também falava.
— Pai. Ferreiro. Guerreiro. Mãe. Velha. Estranho. Eu sou dele, e ele é meu. Deste dia em diante, até o fim dos meus dias. — O olhar de Rhaenna era fixo em Aion, que dizia o mesmo, ela apertou de leve sua mão.
Aion encarou Rhaenna, sorrindo. Levou as mãos ao rosto da dornesa e o acariciou sussurrando um eu te amo, para ela e lhe beijou. Era um beijo calmo e carinhoso, que não durou muito. Quando se separaram, ela sorria feliz. Então saíram daquele salão, sendo acompanhados dos convidados e guiados por Adela, pelo o palácio, até um salão de bailes. Aion sorriu para Adela. Enquanto o casal passava pela a porta, penas eram lançadas em cima de ambos. Isso fez Rhaenna rir. Ela apertou sem força a mão de Aion e sorriu, andou para o meio do salão, onde uma música começou a tocar. O príncipe se aproximou, encostando sua testa com a de Rhaenna, que sorriu, então se afastou. Rhaenna fez uma reverência, assim como Aion. Ele pegou sua mão e lhe girou algumas vezes, então soltou sua mão, começando a andar ao seu redor, enquanto a dornesa girava e uma vez ou outra, ria. Uma multidão formava um círculo ao redor de ambos, enquanto Aion segurava a cintura da jovem, não muito afastado dela e a girava, enquanto ela sorria, então Aion segurou sua mão, a girando e a puxou para si, a deixando surpresa e a fazendo rir baixo, enquanto ela o beijava. Ela encostou a testa na do príncipe e sussurrou:
— É tão... Estranho, estar casada.
— Para mim não. Eu estou com a mulher que amo, que agora é minha esposa. Não poderia pedir nada melhor.
— É bom ouvir isso, meu marido. — Sorriu lhe dando outro beijo.
Rhaenna já cansada de dançar, puxou seu marido agora, sem muita força pela a mão. Andou a passos calmos, até se sentarem no estrado que lhes era preparado e reservado. Rhaenna segurava apenas a mão de Aion, a apertando sem força. Seu sorriso era pequeno. Então, ela se levantou com seu cálice de vinho e uma colher. Bateu a colher de leve na taça.
— Eu, em nome de meu tio, Doran Martell, dou as boas vindas a todos que vieram de Porto Real comigo, meu pai e meu marido. — Ela sorria. — Ainda estou me acostumando com isso, me deem crédito. Enfim. Agradecemos, eu e Aion por terem vindo a esse momento de alegria para nós. E as sobras do banquete, serão doadas para os lares mais pobres de Dorne e Lançassolar.
Rhaenna então se sentou, sendo abraçada por seu tio e Aion. Ficou ali por alguns minutos, uma vez ou outra, comia algo, mas decidiu se levantar. Ficar ali sentada, lhe entediava. Andou para uma mesa, onde pegou um cálice de vinho. Deu um longo gole no cálice, mas viu sua mãe se aproximar e revirou os olhos, mas sorriu o mais falso que conseguiu.
— É, agora é casada. Com isso, poderia ter uma ascensão grandiosa nas políticas do país. Uma princesa de Westeros, agora princesa de Essos. É, isso vai dar.
— Eu quero que você vá embora. Eu não quero sua presença. Não quero que estrague o dia pelo qual esperei anos. — Ela diz com frieza. — Quando Tombastela cair e eu voltar lá, será por dois motivos. Ou todos os Dayne estão mortos e irei reclamar o que é meu por direito, ou você e os Dayne falharam. — Ela então se afastou da mãe, andando para o estrado.
Rhaenna se sentou ao lado do marido. Apertou lhe levemente a mão, quando viu um grupo de mulheres reunirem se em volta de si, elas iriam começar a lhe preparar para a consumação, lhe tirando o vestido. Ela olhou para cada uma delas.
— Se encostarem em mim, eu cortarei a mão de cada uma de vocês pessoalmente. — Ela então se virou, saindo do estrado e olhou para Aion que ria.
Rhaenna então andou até o príncipe, lhe estendendo o braço. Enquanto andavam para o quarto de Rhaenna, acompanhados de algumas criadas, seu tio e seu pai, ela conversava com Aion sobre algumas coisas. Sobre a nova vida de ambos, para ser exato. Quando chegaram ao quarto, Aion a pegou no colo. Ela riu. A jovem abriu a porta e ambos entraram ali. Ela foi colocada no chão e revirou os olhos, vendo a porta sendo fechada, enquanto começava a abrir seu vestido. Quando viu Aion voltar para perto de si, ele lhe beijou o pescoço. Isso a fez suspirar. Já tinha terminado de abrir o vestido, e via as mãos de seu noivo descerem lhe o vestido. Ao ver o vestido caído no chão, a princesa afastou se do vestido um passo por vez e o lançou para um canto qualquer com um empurrão leve do pé. Aion a observou, lhe beijando com necessidade, enquanto a levava para a cama. A deitou ali, então sussurrou para ela.
— Me diga quando quiser que eu pare.
— Nunca. — Dessa vez, foi sua vez de lhe beijar.
O vestido de tule que Rhaenna usava, foi o próximo a começar a ser aberto, com necessidade. Rhaenna beijava o marido com todo desejo que sentia por ele e por aquele momento, até ver o vestido aberto ser jogado no chão. Ela só tinha a camisola.
— Mas quanta coisa vocês usam, pelos Sete.
Normalmente, Rhaenna mandaria Aion se ferrar, mas não ligou, afastando o casaco longo dos ombros do príncipe, que se afastou para lhe tirar. Ela mordeu sem força o lábio inferior, ignorando todos os comentários que eram ouvidos por ambos. Algo como: Foda logo! Ela não estava interessada. Sentiu o peso do corpo de Aion sobre si novamente, enquanto lhe beijava e desfazia o nó da camisola que usava. O príncipe tirou a mão da dornesa dali, tirando aquela peça. A observou.
— Rhaenna. Olhe para mim. — Mandou, com firmeza. Rhaenna o fez. — Quero que se lembre de todo prazer que já lhe dei, sempre que pensar no que aconteceu em Porto Real, e quanto mais lhe darei.
Aquela frase fez com que Rhaenna gemesse baixo. Ela mordeu o lábio inferior, beijando o homem ali com mais necessidade, o príncipe em um movimento rápido, lhe rasgou a camisola que usava, descendo os lábios para seu busto, enquanto via que Rhaenna arfava. Ela beijava e mordia o pescoço de Aion sem força, enquanto erguia a camisa do marido. Enquanto ela lhe beijava, o príncipe passava as mãos por seu corpo, alisando e acariciando, e quando chegou em suas coxas, deu um aperto leve, a fazendo arfar. Aion então começava a beijar a extensão de suas pernas, e voltou, fazendo o mesmo, dando uma mordida de leve em sua coxa, a fazendo arfar mais alto.
Para o alívio de Aion, Rhaenna não parecia mais tão preocupada. Ele só sabia que naquele momento, ela era a única coisa que lhe importava. Voltou a beijar lá, enquanto apertava de leve sua coxa. E o beijava de uma forma até mesmo bruta, mas carinhosa. A visão para ele, de Rhaenna nua, mesmo que já tivesse visto várias vezes, o fez soltar um gemido baixo, abafado pelo beijo da mesma. Não acredito que essa mulher linda que está aqui, é minha esposa ainda... Aion estava pensativo, mas apenas afastou se dela, dando beijos de sua barriga, até o vale de seus seios, onde arfou novamente e mordeu o seio esquerdo. Ele mordia, sugava e lambia o seio esquerdo, enquanto massageava o direito. E isso, a fazia soltar alguns gemidos. E isso incentivava o príncipe imensamente. Quando viu o seio esquerdo rijo, trocou para o direito, fazendo o mesmo que antes, enquanto Rhaenna arranhava suas costas. O contato mais próximo, o fez arfar. E quando viu o seio direito da morena rijo, o soltou e começara a espalhar beijos pelo seu pescoço. Ele sorriu.
— Rhaenna?
— O que foi? — Ela sussurrou.
— Eu amo você.
Aquelas três palavras a fizeram ter certeza. Ele era o homem de sua vida. Levou as mãos ao rosto de Aion o beijando com uma necessidade e vontade maior. Rhaenna levava as mãos aos cordões do calção do marido o desamarrando, ele se afastou, tirou os calções e se encaixou entre as pernas de Rhaenna. O corpo da jovem parecia completamente extasiado. A cada toque, ela sentia a onda de prazer lhe invadir, os beijos eram precisos. Ela parecia mais aliviada e mais relaxada, até sentir um toque em sua região íntima, a fazendo gemer. Ela olhou na direção da região e o que viu, a deixou um tanto surpresa, o noivo introduzia dois dedos dentro da jovem, fazendo movimentos de entrada e saída. Aqueles movimentos faziam a jovem gemer alto, o corpo parecia mais aliviado, mas ao mesmo tempo mais pesado. Os movimentos continuavam e Rhaenna gemeu novamente, até o marido parar. Ela sentiu um toque em seu clitóris, a fazendo gemer. Sentiu mais alguns toques lá a fazendo gemer. Aquela noite parecia longe de acabar para ambos. O prazer era algo que eles buscavam, pelo que parecia. Em pouco tempo, Rhaenna sentia algo diferente dentro de si, era molhado e úmido. Ela gemeu mais alto. Ela se sentia mais aliviada, ela não fazia muita questão de saber o que era, mas só sabia que aquilo era muito bom. O movimento continuou por alguns minutos, fazendo a jovem gemer, se sentindo extremamente aliviada quase.
— Está gostando, querida? — Aion sorria irônico.
— Oh, nossa. Muito. Mas se você parar irá conhecer os Sete Infernos mais cedo e eu serei viúva.
Seu marido riu. Lhe observou cautelosamente, então lhe beijou o pescoço parando o movimento que fazia na intimidade da jovem ali. Então a penetrou de uma vez. Rhaenna mordeu o pescoço do príncipe que começou a se movimentar com calma, e a jovem seguia seu ritmo, que ficava mais rápido aos poucos. Em poucos minutos, ambos atingiram seu ápice, e o príncipe saiu da esposa. Lhe abraçou, deitando se ao seu lado.
— Com certeza eu me mudarei para esse quarto... — Aion sorriu, lhe beijando a testa.
— Isso é bom... — Rhaenna se cobriu, se aconchegou e sorriu. — Boa noite, Aion.
— Achei que ficaríamos nisso o resto da noite.
— Eu não sou um bicho para isso, desculpe, mas você me esgotou completamente, e se você fizer... Você sabe, eu te mato. E eu não brinco.
— Está tudo bem. Temos a eternidade para isso. — Ele lhe beijou a testa. — Prefiro ter de livre e espontânea vontade que forçar. Porque forçado não é excitante, nem um pouco, para mim. Boa noite, minha esposa.
Aion lhe apertou contra seu peito e em poucos minutos, Rhaenna dormiu, ela sorria, Aion não demorou a dormir, e também sorria, apenas lembravam se os dois, do dia que sempre sonhavam.
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