The Wicked Games

13 Capítulo 13 — Rhaenna — I Just Wanna Look Good For You, Good For You


I'm in my 14 carats, I'm 14 carat, doing it up like Midas, mmm, now you say I got a touch, so good, so good, make you never wanna leave, so don't, so don't. Gonna wear that dress you like, skin-tight, do my hair up real, real nice, and syncopate my skin to your heart beating. Cause I just wanna look good for you, good for you, uh-huh, I just wanna look good for you, good for you, uh-huh, let me show you how proud I am to be yours, leave this dress a mess on the floor, and still look good for you, good for you, uh-huh. I'm on my Marquise diamonds, I'm a Marquise diamond, could even make that Tiffany jealous, mmm, you say I give it to you hard, so bad, so bad, make you never wanna leave, I won't, I won't — Selena Gomez — Good For You — Click Here! — Clothes! — Rings! — Notes! — O que eu estou fazendo é me esconder da verdade. E a verdade é que eu estou com medo, medo de me deixar ser feliz por um momento, ai o mundo inteiro desabar e... E eu não sei se vou conseguir superar — The Vampire Diaries

Rhaenna tinha sua mente perturbada naquele instante. Assim que Eyelli disse que Rhiannion mataria a Martell e a Arryn entrou em pânico. Se levantou da cama de imediato começando a correr pela a fortaleza Vermelha atrás de Tyrion Lannister. Assim que chegou no quarto do anão, viu Valyra na porta do quarto dormindo. Não se importou em se anunciar, abriu a porta e gritou.

— Tyrion acorde caramba! Eu preciso da sua ajuda.

— É bom que seja importante. — O anão coçou os olhos.

— Foda-se se é importante ou não. Graças a Aion e a mim não está morto. — Ela retrucou irritada. — Qual o melhor modo de forçar seu pai a mandar alguns homens a procura da minha prima?

— Ameace tirar tudo o que ele tem, mas sexo também ajuda.

— Eu não vou transar com o seu pai nem em meu pior pesadelo ou se minha sobrevivência depender disso.

Rhaenna saiu do quarto com um sorriso vitorioso. Tinha conseguido o que precisava de Tyrion Lannister para sua sorte. Andou com pressa para o quarto de Aion com um pesar. Não se importou em bater e muito menos em se anunciar. Apenas deitou se na cama, ali dormiu pelo o resto da noite. Na manhã seguinte, assim que acordou, viu o noivo lhe encarar um tanto surpreso. Rhaenna coçou os olhos e começou a rir.

— Desculpe descontar minha raiva em você. Mas é sério. Não pode esquecer coisas daquele tipo. É minha família. — Ela suspirou, sorrindo.

— Não vou cometer o mesmo erro duas vezes. — Ele soltou um sorriso, lhe abraçando e a colocando acima de seu corpo. — Você é pesada, sabia?

— Vá se foder. — Ela revirou os olhos. — Mas depois. Temos coisas para fazer.

— Se eu não te amasse também te mandaria a merda. — Soltou um suspiro pesado.

Rhaenna riu. Saiu do quarto do noivo, subindo para seu quarto, chamou Naerys para lhe ajudar no banho, enquanto se despia das vestes que usava. Entrou na banheira, e lá ficou por alguns minutos, enquanto Naerys lavava seus cabelos. Quando acabou o banho, se levantou saindo da banheira. Colocou sua veste de baixo, então vestiu um vestido de saia um verde claro militar, os detalhes da peça que unia a parte de cima do vestido, eram em dourado, a parte de cima do vestido era de um amarelo limão e tinha detalhes em flores. Colocou os anéis tradicionais, um brinco e uma pulseira e uma tiara. Sorriu simples para Naerys.

— Está linda, senhora.

— Obrigada, Naerys. Vamos, temos muito o que fazer.

Enquanto Rhaenna andava, era seguida por Naerys bem de perto. A criada parecia tensa. Soltou um suspiro voltando a andar mais apressada, enquanto procurava por Aion. Esbarrou com Havzo que parecia entediado.

— Olá, filho da puta. — Rhaenna disse no modo mais doce possível em dothraki.

— Mais respeito, garota. Eu sou um khal.

— Grande coisa. Isso não importa muito por aqui, meu caro. Meu tio iria adorar saber o que fez. Então é bom pensar duas vezes o que vai falar comigo, ou meu tio ficará sabendo, e tenha certeza. O exército de meu tio e de minha família tem os melhores espadachins de Westeros. — Disse em tom ameaçador.

— Como se eu me importasse.

— Isso, é por ter me feito passar por aquela humilhação. — Rhaenna reuniu toda sua força, então deu um chute forte nas partes íntimas de Havzo que se contorcia de dor, então chutou o estômago do khal. — E isso foi por fazer Aion passar por toda aquela humilhação. Vamos, Naerys.

Enquanto Rhaenna andava, ela só viu Naerys também chutar com força as partes íntimas do khal e começou a rir. Enquanto andavam, conversavam sobre algumas coisas, relacionadas a Dorne, como seria a acomodação da família Targaryen. Por mais que odiasse, sua tia, esposa de Doran, não dava mais conta de tais coisas, então sobrava para Rhaenna. Era uma espécie de treinamento que seu tio lhe aplicava para caso de se tornar senhora de Dorne, ou seja, se algo acontecesse a seus primos. Soltou um suspiro, pensando um pouco.

Com Naerys em seu enlaço, se viu fora da Fortaleza Vermelha. Andou pelos jardins, ao redor do castelo, que ainda fediam um pouco, por conta de o jardim ser próximo da cidade. Ao chegar em uma área, onde via se o rio e tinha matos, encontrou Aion ali, treinando com um arco. Se lembrou da reconciliação. Sorriu.

— Está vendo a cabeça de um dothraki dessa vez?

— Sempre, querida. — Ele ironizou.

— Ajudaria se eu dissesse que chutei as partes íntimas de Havzo e o estômago dele?

— Sério? Eu queria ter visto. — Ele sorriu, disparando outra flecha. — Está linda.

— Muito obrigada, milorde. Agora largue esse arco, temos coisas a fazer e precisamos falar com Tywin Lannister.

Aion ia falar algo, mas foi parado por um beijo na bochecha. Soltou um suspiro, guardando o arco e flecha e deu o braço para Rhaenna que o segurou. Ambos começaram a andar a passos leves pela a Fortaleza Vermelha enquanto Rhaenna dava detalhes do plano que tinha em mente para o noivo. Aion não disse nada, apenas continuou andando ao lado de Rhaenna que lhe contava algumas coisas, sua atenção foi totalmente dela, quando a dornesa disse.

— Minha mãe apareceu.

— Sério? O que ela queria?

— Conversar, se explicar. E para ser sincera, não me importo muito.

— Rhae, eu sou seu noivo, então isso quer dizer que posso opinar a vontade e não pode me criticar. Então, vai me ouvir. E se reclamar, bom vou fazer uma coisa que vai odiar.

— Você não tem medo da morte?

— Da morte? Não, nem um pouco. Rhae, se sua mãe quis conversar com você, ela devia ter algo a contar e pelo o visto, contou. Se você pensar pelo o lado de sua mãe, se você tivesse um filho, nosso filho, você faria de tudo por ele, não faria? Claro que faria, lhe conheço melhor que ninguém. As mães, Rhae, fazem de tudo por seus filhos. Quando tivermos nossos filhos, você irá entender melhor esse lado de ser mãe. Ser mãe, Rhae, não é só foder o marido, ter o filho. Ser mãe é criar o seu filho e dar a ele, o melhor lugar possível para ele crescer. É amar o filho acima de tudo, é saber como proteger seu filho dos perigos e é também, fazer com que isso funcione.

Ela soltou um suspiro, puxou Aion para continuar andando ao mesmo instante que cada palavra dita por ele, martelava em sua cabeça. Quando finalmente chegaram ao escritório de Tywin Lannister, ela viu Katherine Lannister. Não achava a jovem uma companhia ruim, mas desde o dia do julgamento de Tyrion, desconfiava dela. Aion parou na porta, fazendo um gesto de cabeça para Rhaenna. Ela entrou no escritório, vendo um Tywin Lannister atarefado. Apenas bateu uma pilha dos documentos do Lannister na mesa com força. Ela se sentou em uma cadeira em frente ao Lannister e cruzou as pernas.

— Lady Rhaenna. Em que posso lhe ser útil?

— Veja bem, lorde Tywin. Essa manhã, eu pensei. Seria bom ter uma forma de aliança maior com os Lannister, mas ao mesmo tempo, seria vantajoso algo com os Tyrell e os Arryn. Então... Pensei e pensei bem, afinal. ´São a casa Lannister. Uma casa rica. Hoje de manhã, enviei um corvo para meu tio, propondo uma aliança em casamento com meu primo, Quentyn, e sua filha, Katherine. Sim, Quentyn não é um dos Martell na linha de sucessão, mas tem muitas terras e dinheiro e se meu tio pedir, ele fará o que eu mandar. Mas há algo que eu quero em troca.

— E o que seria? — Ele disse pensativo, parecia considerar a proposta.

— Que mande alguns homens em procura de minha prima, Lilith e Ellyria Arryn. É preferencial que sejam encontradas vivas.

— Analisarei sua proposta e pensarei, obrigado por vir, milady.

Assim que Rhaenna saiu da sala de Tywin Lannister, viu Katherine Lannister passando a mão pelo o braço de Aion e sussurrar algo para o príncipe. Rhaenna não ficou ali para observar mais daquilo. Controlou se para não chorar, se sentindo traída. Mas tinha mais coisas para fazer. Continuou andando até chegar ao escritório de Mace Tyrell, onde abriu a porta, vendo Olenna Tyrell conversando algo com Mace o chamando de idiota com frequência. Soltou um suspiro, se sentando e pegou a pilha de papel ali e bateu a com força para chamar atenção. Sorriu docemente.

— Lady Olenna, sabe quem sou?

— Claro que sei, querida. Rhaenna Martell, a filha de Oberyn Martell, geralmente é a emissária oficial de seu tio, propondo acordos por seu tio, alianças, quando seu tio não se faz presente. Uma espécie de assistente.

— Exato, então já deve ter uma ideia do que vim fazer aqui. Não vou perder muito tempo, pois ainda preciso conversar com os Arryn. Lorde Mace, lady Olenna. Eu andei pensando hoje de manhã, que seria vantajoso para ambas as partes de nossas casas firmassem alianças. Como serei a futura senhora de Dorne, nada mais prático do que resolver as rixas antigas, não? — Ela sorriu. — Bom, sei do que meu pai fez a Willas Tyrell e sei também que foi um acidente. Nada melhor para selar uma paz, do que um casamento. Eu, é claro, estou fora de questão. Estou noiva de Aion Targaryen e temos planos de nos casarmos em breve, para minha felicidade, apesar que estou começando a me arrepender. Mas enfim! Isso não vem ao caso. Sugiro um casamento entre Amery Tyrell, com Quentyn, ou até mesmo Isabella. A que se casará com ele, deixo a vocês escolherem. Eu mandarei a carta amanhã de manhã, mas preciso da resposta o mais rápido possível. Mas! Entretanto, há algumas coisas que irei querer em troca.

Rhaenna viu Olenna e Mace Tyrell cochichando algumas coisas entre si. Rhaenna estava a qualquer sinal, atenta. Quando finalmente recebeu um olhar de Olenna Tyrell, a velha por fim, disse.

— O que você deseja, lady Rhaenna?

— Eu tenho a sensação que logo haverá uma guerra em Westeros e guerras sempre acabam deixando pessoas com fome, então, eu gostaria de pedir um quinto das colheitas, ou seja, os alimentos como vagem, cenoura, essas coisas, que vocês possuem na Campina, ajuda com suprimentos básicos, como armamento, couro, rendas, tecidos, madeiras, esses suprimentos. E mais uma coisa. Quero que mandem ajuda para procurar minha prima, Lilith. E se for de seu agrado, se Lilith for encontrada com vida, poderemos até melhorar a aliança, casando Lilith com um Tyrell. Bom, vou deixar vocês pensando. Caso tenham uma resposta e não me encontrem, comuniquem a minha criada, Naerys. Com sua licença.

Rhaenna então saiu do escritório do Tyrell, vendo que Aion andava apressado a seu encontro. Ela o ignorou, enquanto continuava a andar apressada. Seus passos eram leves, mas a determinação era o que lhe movia. Se ela seria uma senhora de Dorne, teria de fazer alianças, pensou bem nas falsas alianças que formou, a mais vantajosa delas seria provavelmente, com os Tyrell. Pensou seriamente em falar com seu tio sobre aquela aliança. Quando finalmente chegou ao quarto de Domus Arryn, não se importou em bater. Apenas vu Domus Arryn seminu, sendo beijado por um homem. Arqueou a sobrancelha.

— Domus, dá para foder o cara outra hora, é um assunto de vida ou morte, idiota.

— Rhaenna sua empata foda! — Domus gritou com raiva. — O que é que você quer?

— Primeiro. Senta aí e cala a boca. — Ela revirou os olhos. Viu Domus se sentar, então disse. — Quero propor uma aliança entre os Arryn e os Martell. Sim, sua família é poderosa. A casa é grande e vocês tem um grande exército, o que pode ser vantajoso em uma guerra, que eu sinto que está perto de chegar. Quero propor uma aliança simples. Enviar meu primo, Quentyn para ser protegida de lorde Baelish e se casar com uma das filhas de vassalos importantes dos Arryn ou até mesmo Ellyria. Mas eu quero algo em troca.

— O que?

— Que seus homens que vieram, alguns deles. Não todos, partam em busca de minha prima e Ellyria. Soube de seu desaparecimento, não?

— Sim, eu soube. Vou pensar e lhe avisarei. Agora vá embora.

Rhaenna não disse nada. Andou para fora do quarto de Domus Arryn com calma enquanto via Aion correr para perto de si novamente. Rhaenna não estava interessada em falar com ele, apenas se virou e o encarou, perto de uma curva.

— Fiz merda? — Ele suspirou.

— Das grandes, meu amigo.

Rhaenna saiu de perto de Aion, controlando se para não chorar, enquanto subia para seu quarto. Seus passos eram rápidos, mas sua expressão triste só se tornou surpresa, ao ver Varys ao seu lado. O eunuco a observava com um sorriso esperto aos lábios.

— É uma jovem cruel, fazendo jogos cruéis envolvendo sua família, milady.

— Não está mais interessado em saber o que propus aos Lannister, Tyrell e Arryn? —Ela retrucou.

— Talvez meus passarinhos tenham me contado, milady.

— Hm... Disseram? Continue. — Rhaenna parecia falsamente interessada.

— Escolheu casas vantajosas para firmar alianças, milady, mas como pretende mandar seu primo para os três locais se ambos aceitarem?

— Mas não vão os três aceitarem. — Disse como se fosse óbvio. — Um dos três irão. Mas que pena, lorde Varys, que não lhe contaram da carta que pretendo mandar a Balon Greyjoy.

— Balon Greyjoy, hm? — Varys parecia interessado. — E como pretende fazer o homem que quase destruiu Porto Real, se unir a vocês, nobre Rhaenna?

— Simples. Vou oferecer a Balon Greyjoy um lugar no Pequeno Conselho de meu tio, porém não como Mão do Rei, esse lugar, já tenho o candidato perfeito.

— Um lugar no conselho é louvável, milady. — Varys admitiu. — Mas será que é suficiente para impedir que um homem como o Greyjoy se rebele?

— Sim, não é. Mas com as vantagens que pretendo para Balon Greyjoy, duvido que ele decida se rebelar contra meu tio.

— Não é segredo que dizem que Eyre Martell foi para Pyke e lá, gritou um certo nome antes de ser morto, milady.

— Também não é segredo, Varys, que dizem que Theon Greyjoy matou meu tio.

— Theon Greyjoy é o herdeiro das Ilhas de Ferro, milady.

— Do que isso me importa, Varys?

— Se seu tio quiser o sangue de Theon...

— Haverá guerra. — Rhaenna completou o raciocínio de Varys. — Mas meu tio não tem culpa por Eyre Martell ir a Pyke.

— Balon Greyjoy não estava na hora.

— Doran Martell também não. — Ela retrucou, andando acompanhada de Varys. Estranhamente, o eunuco não era uma companhia ruim.

— Pois bem. Sangue para seu orgulho, uma carga para sua ambição. Ouro e terras, além de mantimentos, uma bela oferta, é claro. Mas o que é doce pode estar envenenado. Se eu fosse Balon Greyjoy ou algum dos outros, exigiria mais alguma coisa antes de pegar esse favo. Algum sinal de boa -fé. Alguma salvaguarda segura contra uma traição. — Ele sorria viperino, igual ao seu pai. — Eu me pergunto. Qual deles lhe dará?

— Você sabe de meus planos. — Ela suspirou.

— Sim. Será realmente difícil oferecer Quentyn para Mace Tyrell, quanto para Petyr Baelish no Vale da Águia e imagine para Balon Greyjoy, para se casar com Asha.

— Me lembre de nunca mais fazer jogos de adivinha com você. Você trapaceia mais que Aion. — Ela revirou os olhos.

— Quentyn é um bom rapaz.

— Mas não é herdeiro de nada.

— Ainda assim, um bom garoto.

— Só é rico e um príncipe. — Ela suspirou.

— Mas ainda assim, será um bom casamento, se conseguir convence-lo.

—Você tem uma mente muito desconfiada, Varys. — Rhaenna sorriu singela.

— Tomarei isso como um elogio, minha senhora. Em todo caso, nem seu tio e nem os lordes a que essas propostas foram feitas, pensarão pouco. São difíceis de serem recusadas e muito boas, mas há ainda falhas.

— Chamado Quentyn? — Ela gargalhou.

— De que serve a política contra a vontade de se casar de um jovem? Talvez pela a glória de sua Casa, a segurança de seu reino, o jovem pode ser persuadido a casar com uma. Mas junto a Lilith Martell? Certamente que não.

— O que Quentyn e Lilith não sabem, não podem lhes fazer mal.

— E se eles descobrirem, assim que voltar para Dorne, milady? Ou até mesmo antes?

— Oras Varys. Então saberei quem os contou ou quem falou disso perto deles. E quem o fizer, decerto é meu inimigo, que deverá ser eliminado, sem pena. — Varys riu baixo, Rhae apenas pensou divertida. Quatro. Agora vamos ver, qual peixe vai morder a isca primeiro. Mordeu seu lábio inferior vendo se na porta de seu quarto. — Obrigada pela a companhia, lorde Varys. Certamente é uma companhia muito agradável. Espero ver lhe em Dorne, junto a Tyrion.

— Não há de que, milady. E sim, irei se assim lhe agradar, milady. Posso lhe deixar um conselho? — Rhaenna assentiu. — As mais belas rosas possuem espinhos, então caso seja os Tyrell a aceitar sua proposta, sugiro que abra bem os olhos em relação a eles.

Varys se afastava, deixando uma Rhaenna pensativa. Quando viu Varys longe o bastante, foi para o quarto de Aion sem nem pensar duas vezes. Não se importou em bater na porta, entrou no quarto e viu apenas Aion sem roupas enquanto se preparava para se trocar. Rhaenna fez um som com a garganta para se anunciar.

— Wow. Sabia que ia estar aqui, mas não esperava te ver sem roupa nenhuma.

— Muito engraçado. — Ele ironizou. — Só espere eu me trocar.

Rhaenna se jogou na cama. Não foi preciso mais do que poucos minutos para que Aion voltasse, dessa vez vestido, e deitasse ao lado de Rhaenna. A abraçou, não se importando se ela sentia raiva. Apenas a observou. Aquele vestido, lhe deixava mais bela na visão de Aion.

— Está me odiando?

— Estava, mas aí me lembrei que não te perguntei o que Katherine Lannister queria. Então agora eu pergunto. O que ela queria?

— Que noiva ciumenta arrumei. Pelos deuses. — Ele riu. — Queria conversar. Tentou me convencer a não me casar e me perguntou sobre nossa vida sexual.

— Ah pelos Deuses, posso matar ela?

— Não, você não pode. Você vai ficar aqui quietinha comigo, já basta te imaginar me odiando. De novo. Então, falou com eles?

— Falei, ainda falei com Varys?

— Varys? Me conte melhor isso.

Rhaenna se ajeitou melhor e começou a contar sobre a 'visita' de Varys. Ela contou também sobre o plano com exatidão das cartas. Só tinha contado que iria falar com 4 homens sobre quatro cartas. Apesar de Varys ser um deles não ter sido algo planejado. Assim que terminou de contar, Aion suspirou.

— Hm... Não parece ruim. E sobre a Lannister?

— É como disse sobre a Tyrell. Você é meu. Nada no mundo vai mudar isso, nem qualquer pessoa atirada nesse mundo. Elas que tentem se quiser, mas elas sabem que sempre sairei ganhando.

— Isso foi muito... Sexy. — Ele sorriu abertamente lhe beijando. — Quando vamos para Dorne?

— Posso falar com meu pai para irmos ainda hoje, o que acha?

— Perfeito.

Ela sorriu, beijando mais uma vez o noivo, então se levantou. Andou um pouco até a porta do quarto, puxando por Aion que estava próximo de si. Enquanto andava com passos leves, seu pensamento vinha a noite anterior a luta. Mordeu seu lábio inferior. Seus passos eram silenciosos. até chegar ao quarto do pai. Não bateu, entrou apenas e encarou o pai.

— Pai, podemos voltar para Dorne?

— Claro. Avise a todos que iremos hoje.

Rhaenna assentiu. Saiu do quarto do pai, passando de quarto em quarto dos hóspedes avisando-os para fazerem as malas. Voltaria para Dorne e isso lhe fazia sorrir. Assim que saiu do quarto de seu último convidado, Tyrion Lannister, começou a andar pela a Fortaleza Vermelha, até encontrar por fim, Tywin Lannister furioso e raivoso. O Leão a prendeu contra a parede e começou a apertar seu pescoço. Rhaenna sentia uma dificuldade para respirar naquele momento.

— Quem você é para me enganar desse jeito, sua vadia! — O Lannister a soltou, dando um tapa forte em seu rosto, a fazendo cair no chão. — Está negociando com outros por trás de minhas costas, sua puta? — O Lannister então lhe chutou o estômago. Rhaenna estava com falta de ar.

— Estava! — Ela gritou raivosa. — Não posso confiar em um único leão sequer, além de Tyrion Lannister! Você estava disposto a condenar seu filho, seu próprio sangue a morte! Você não merece nada do que tem, Tywin Lannister! — Ela ainda sentia falta de ar, mas reuniu as forças como podia para isso.

— Vadia! — Ele a chutou. — Vagabunda! — Mais um chute. — Sua puta mal usada! — Um chute mais forte. — Eu vou te matar, sua vadia!

— Antes que me mate, posso perguntar uma coisa?

— Pode. — Ele disse a contragosto.

— Quem foi quem te contou?

— Pycelle também tem seus espiões, não somente aquela aranha inútil. — Tywin Lannister pegou sua espada, apontando a para o pescoço da dornesa.

É uma boa hora para aparecer, Aion. Ou papai. Ela pediu mentalmente, fechou os olhos, pronta para ser morta, mas quando abriu os olhos, viu uma figura loira prensando Tywin Lannister na parede com uma adaga apontada a garganta.

— Você só arruma problemas, garota. — Alyssanne revirou os olhos.

— É meu talento, querida cunhada. Obrigada. — Rhaenna sorriu, então se levantou, indo em direção a seu quarto.

Assim que chegou no quarto, se deitou na cama e esperou por Naerys que apareceu alguns minutos depois. Rhaenna se acomodou melhor na cama vendo Naerys um tanto assustada com seus ferimentos, mas aprendeu a não perguntar mais. Pegou no baú de Rhaenna alguns produtos para cuidar dos ferimentos e uns panos. Rhaenna fazia umas expressões de dor, uma vez ou outra em que Naerys passava o pano em uma região que ardia. Quando Naerys acabou, Rhaenna se levantou, observando o vestido em um espelho. Viu que não tinha manchas de sangue. Por isso, ela agradeceu mentalmente. Saiu do quarto caminhando com um rumo já definido. Em poucos minutos, chegou ao quarto de Aion, o viu vazio. Não estranhou muito, andou pelo o quarto dos Targaryen. Aegon estava em seu quarto, conversando com Adela sobre algo. Daemon no entanto, conversava com Isabella Tyrell. Ela apenas ouviu:

— Todos temos nossos métodos de luta diferenciados, Daemon. Eu não quis ser uma dama como minhas irmãs. Prefiro lutar.

Ela ouviu o Targaryen rir, ela sorriu. Andou pelo o quarto de outros hóspedes, passando pelo o de Karlienne Frey, que dormia, Rhaenna não ouvia nada, mas abriu a porta o suficiente para a Frey dormindo. Ainda andando, viu Cassana Baratheon escrevendo uma carta. Também viu Ivvana Tully conversando com Bennard Rivers.

— Eu não pedi para ser a bastarda de Hoster Tully, Bennard. Eu nasci assim.

— Eu sei. Também não pedi para ser o bastardo de Lysa Arryn. Na teoria, é minha tia, Ivvana.

Rhaenna apenas corou, Será que algo entre Ivanna Tully e Bennard Rivers era possível? Ela sorriu. Mas voltou ao foco, no mesmo instante. A única que não vi foi Katherine Lannister e Amery Tyrell... Ela soltou um suspiro pesado, andando. Viu Amery Tyrell conversando com Olenna sobre algo que ela supôs, ser Quentyn. Sua preocupação aumentou. Merda Aion, onde foi se meter? Ela ficou preocupada, mas continuou andando. Por fim, viu Katherine Lannister dormindo, observou melhor pela a fechadura que a Lannister estava nua. Ela não aguentou ver aquilo. Saiu da porta do quarto apressada, não respirando direito. A última coisa que ela precisava, era de ter a possibilidade de dessa vez, Aion realmente ter lhe traído. Em meio a descida das escadas, ouviu Valyra e Tyrion conversando sobre algo.

— Desculpe, mas viram meu noivo?

— Creio que vi ele indo para a área das forjas, mas isso faz alguns minutos.

Ela respirou aliviada. Andou para um jardim dos Lannister, onde lá deitou se na grama. Ficou ali por alguns minutos, apenas aproveitando do silêncio que ali tinha, para pensar melhor sobre as propostas que tinha feito. Qual delas ela poderia reconsiderar e realmente fazer? A proposta com os Lannister não tem muito sentido, os Lannister não são confiáveis. Já os Arryn sim, tem algumas vantagens, mas os Arryn poderiam trapacear e recusar. Afinal, querem manter a linhagem dos Ândalos pura, se aceitarem um Martell para casar com um deles, a linhagem não seria pura. O que me resta então, é os Tyrell. Mas o Varys está certo. As mais belas rosas tem espinho. Rhaenna estava pensativa sobre as propostas, só tendo sua atenção desviada quando viu Aion mancando e com a boca sangrando em sua direção. Ela se levantou e correu desajeitada, e o abraçou.

— Você me assustou, droga. — Ela suspirou.

— Desculpe. — Ele a abraçou forte, beijando o topo de sua cabeça. — Eu estou bem, Rhaenna.

— Sente. Me deixe ver isso. — Ela sorriu fraco. Viu o noivo se sentar e levou a mão ao lábio machucado de Aion e observou o ferimento por poucos segundos. — Isso vai doer um pouco. — Ela disse, rasgando um pequeno pedaço da blusa do noivo. — Não reclame. Sabe o quanto é trabalhoso fazer esses vestidos? Agora não se mexa. — Ela colocou o pequeno pedaço de pano sobre o ferimento. O príncipe soltou um grunhido de dor, mas isso não a fez parar. Pressionou o ferimento e tirou o pano. O ferimento não sangrava mais. — Pronto. — Ela observou o pequeno tecido avermelhado.

Aion a abraçou. Soltou um suspiro pesado, aproveitando aquele momento ali, com um cansaço. As joias que trazia no bolso do casaco, agora pareciam pesar. Apalpou o bolso e sentiu ali, as joias. Mas teve se distraído por um ferimento em Rhaenna.

— Quem te machucou, meu amor? — A voz era baixa e zelosa.

— Eu estou bem... — Ela sussurrou em voz baixa. — Juro.

— Rhaenna. Quem foi?

— Tywin Lannister. — Ela suspirou. — Ele descobriu meu plano. Se Alyssanne não o parasse provavelmente estaria morta.

— Ainda bem. — Ele soltou um suspiro. Então se levantou, ajudando a jovem dornesa a se levantar, então se ajoelhou. — Veja bem. Eu já fiz o pedido, não vou fazer todo aquele discurso de novo, não estou com paciência. No entanto, faltou o anel. Desde que cheguei em Westeros, não sabia se iria me perdoar, mas eu tive esperanças, então comecei a ir a um ferreiro especialista em joias. Como sabe, eu já ia a ferreiros em Essos, mas especialistas em armas para aprender a fazer. — Ele sorriu. — Isso não vem muito ao caso. Rhaenna da casa Martell, quero que aceite isso, como prova de meu extremo amor por você. E se não aceitar, isso é meio rude, sabia? Ainda mais que estou sujando uma calça por você. — Ele então tirou do bolso uma aliança prateada com uma pedra vermelha em detalhes e uma maior.

— Você é muito palhaço, pelos Deuses. — Ela riu baixo, sorriu. — Claro que aceito. Além do mais, vermelho é minha cor favorita. — Rhaenna sorriu, se ajoelhou também e abraçou o noivo, fazendo com que os corpos caíssem no chão. — A única coisa que quero, é ser boa para você.

— Você é, Rhaenna. — Ele sorriu, beijando sua testa. — Vamos, temos que nos limpar para irmos para casa.

Quando o príncipe disse casa um sorriso singelo lhe apareceu nos lábios. Ela realmente sentia falta de Dorne, e lá sempre seria seu lar. Quem dissesse que não, provavelmente estava mentindo. Ela se deixou ser carregada pelo o príncipe que uma vez ou outra lhe olhava e beijava sua testa. Quando chegaram no quarto do príncipe, as coisas dele já estavam arrumadas, Naerys tinha um vestido parecido com o que Rhaenna usava em mãos.

— Que é? Eu achei esse vestido bonito, então pedi dois por garantia de estragar um. — Ela revirou os olhos, fazendo com que Aion risse. Ele a colocou na cama, então lhe beijou.

— Bom saber que minha futura esposa é precavida.

— Sempre fui.

Rhaenna se levantou da cama no mesmo segundo, indo até a banheira, onde despiu o vestido sujo. Entrou na banheira e com a ajuda de Naerys se lavou. Quando acabou de se banhar, trocou se de roupa. Ela se sentou na cama, observando o anel que usava, e sorriu.

— Felicidade... É disso que preciso.

Algum tempo depois, Aion reapareceu com um anel novo, ela analisou por alguns segundos e teve de se conter para não abraçar lo. Levantou se no mesmo segundo, aceitando o braço que lhe era estendido. Ronan e Naerys conversavam algumas coisas entre si, e isso fez com que Rhaenna sorrisse. Quando chegaram a frente da Fortaleza Vermelha, viu ali parada, Cersei Lannister ao lado de seu pai e seu irmão gêmeo, além de Pycelle.

— Minha última ordem, antes que eu vá embora. Torturem e prendam o Grande Meistre Pycelle. O velho delatou planos sigilosos em relação ao Reino, continuou me envenenando e se não fosse por minha interferência, teria matado meu futuro marido. — Rhaenna disse com um sorriso doce em seus lábios, enquanto membros da guarda vinham buscar Pycelle. — Lorde Tywin Lannister, você sofrerá as consequências de seus atos contra mim, fique no aguarde de uma carta minha ou de meu tio. Cersei Lannister, de Rochedo Casterly, senhora protetora do território, nós os Martell, em nome de meu tio e vosso rei, Doran Martell lhe somos gratos pela sua hospitalidade. — Rhaenna sorriu, enquanto via Cersei lhe fazer uma reverência. Ser uma 'emissária' de seu tio lhe tinha certas vantagens, afinal. — Lady Cersei, espero de você em algumas semanas se possível, confirmando que a sentença que foi dada ao Grande Meistre Pycelle.

Rhaenna então se virou, indo para a carruagem, acompanhada de Aion que sorria orgulhoso. Todos que encaravam Rhaenna, a aplaudiam, não pela a coragem, mas pelo o simples fato de ela honrar o fardo que lhe foi dado por seu tio. Seu pai sorriu para si, quando a observou.

— Estou orgulhoso minha filha. Colocou todos aqueles leões em seu lugar.

— Obrigada pai.

Rhaenna entrou na carruagem, enquanto era seguida por seu noivo, então apenas ouviu um grito. Ela desceu da carruagem no mesmo instante, vendo Tywin Lannister caído, ao lado de Shae. Ela se segurou para não rir. Manteve sua postura séria, vendo ali, Valyra e Tyrion um tanto chocados. A dornesa encarou Tyrion por alguns instantes, então soube. Tyrion Lannister tinha matado seu pai. Rhaenna agradeceu mentalmente por Tyrion lhe ter poupado um favor, então olhou para Valyra. Observou a Bravosi por alguns segundos. Valyra tinha matado Shae. Sorriu cruel para a mulher então seguiu para a carruagem.

— Eu, Rhaenna da Casa Martell, declaro que agora, Tyrion Lannister, por ser o único filho homem de Tywin Lannister que não está em serviço da Guarda Real, seja o Senhor de Rochedo Casterly. Aquele que se opor a minha decisão deverá ser preso e torturado.

Rhaenna entrou na carruagem, fechando a porta. Foi abraçada por Aion, então colocou a cabeça no ombro do noivo, vendo todos os estandartes atrás de si. Tyrell, Lannister, Frey, Arryn, Tully, Targaryen, Martell e Dayne. Ótimo, é esse mês que aquele palácio lota. Rhaenna revirou os olhos mentalmente, observando a carruagem se movimentar e a Fortaleza Vermelha ficando cada vez menor.