The Wicked Games

12 Capítulo 12 — So I'm Gonna Love You, Gonna Love You Like A Black Widow, Baby


I'm gonna love you until it hurts, just to get you, I'm doing whatever works, you ain't never met nobody, that's gonna do ya how I do ya, and I'll bring you to your knees, praise Jesus, hallellujah! I'mma make you beg for it, plead for it, 'til you feel like you breathe for it, 'til you do any and everything for it, I want you to fiend for it, wake up and dream for it, 'till it's got you gasping for air, and you lean forward, 'till they have a CAT scan to check on your mind, and it's nothing but me, on it (on it, on it). Now it's me time, believe that, if it's yours and you want it, I want it, promise I need that, 'till I'm everywhere that you be at, I can't fall back, go quick, cause this here is fatal attraction, so I take it all or I don't want shh. You used to be thirsty for me, but now you wanna be set free, this is the web, web that you weave, so baby, now rest in peace. I'm gonna love you until you hate me, and I'm gonna show you what's really crazy, you should've known better, than to mess with me harder. I'm gonna love you, I'm gonna love you, I'm gonna love you like a black widow, baby — Black Widow — Iggy Azalea ft. Rita Ora — Click Here!Notes!Clothes! — Os laços familiares nos abençoam com um poder imensurável. Mas também temos que aceitar o que vem junto. Nos dá a responsabilidade de amar incondicionalmente. Sem justificativas. Nunca podemos renunciar ao poder deste laço, mesmo quando ele é testado. O laço nos nutre. Nos dá força. Sem este poder, não temos nada. — Elijah Mikaelson

Rhaenna Martell acordou na manhã seguinte com dor de cabeça. Aion a observava. Ela tinha a cabeça sobre o peito do noivo e a saia estava suja. Sangue. Ela abraçou o noivo numa espécie de proteção. Rhaenna chorou. Ela rezou para que não fosse um bebê de seu noivo. Ela tremia.

— Chame Naerys por... Favor. Peça para ela trazer uma roupa para mim e queime aquela saia... Eu não aguento ficar vendo aquela mancha e imaginar que posso ter perdido um filho seu.

— Depois. Rhaenna, olhe para mim.

— Estou com medo. E se eu não conseguir lhe dar um filho... — Ela suspirou. — Eu sei que quer filhos.

Ele soltou um suspiro pesado, ainda abraçado a noiva, analisou seu rosto com atenção, percebendo o pânico e a decepção. A acolhendo ali, ele via o corpo da dornesa relaxar. As mãos de Rhaenna estavam no braço de Aion e sua cabeça apoiada ao peito. Ela se sentia segura, como se ali, nada lhe aconteceria.

— Se você não conseguir me dar um filho, que seja. Não vou te deixar por isso. Sim, quero filhos, mas isso para mim, é a última coisa que pensarei se estiver triste. Ou com algum problema. Você sempre virá em primeiro lugar para mim, Rhae. Não quero um filho com você por Dorne ou por Essos. Eu quero filhos com a mulher que amo para a ver feliz. O mundo pode ser escuro, Rhae, não importa o que o futuro traga, o que vamos enfrentar. Nós enfrentaremos juntos. Você sempre será minha luz.

— Uma das cartas do saco diz: Eu poderia ter amado qualquer um nesses anos, se eu quisesse. Afinal, se passaram dois anos. Mas pensar em amar outro me dói o coração. Eu sei que tenho raiva, afinal, é enorme, mas não sou capaz de apagar um amor que já tornou-se parte de mim de maneiras boas e cruéis.

— Eu preciso mesmo ler essas cartas. — Ele sorriu, beijando a testa de Rhaenna.

— Me prometa que vai ler só depois que nos casarmos e que de preferência eu não veja.

— Prometo. Bom, já que quer que eu queime a saia...

Aion se posicionou por cima de Rhaenna que tinha a respiração ofegante, Aion sorriu, lhe beijando com zelo, então beijou seu pescoço, enquanto arranhava de leve a barriga de Rhaenna por cima da camisa que ela usava. Então arranhou de leve a coxa da noiva. Colocou a mão sobre a barra da saia Puxou a para baixo com cautela, dando beijos leves naquela região. Isso fez Rhaenna arfar. A dornesa ergueu o corpo para poder ver melhor, mas foi deitada pelo príncipe sem muita força. Rhae estava entregue. Enquanto a saia era descida pelo o príncipe, ela sentia beijos pela a extensão de suas pernas. Ela sentiu a respiração pesada ao ver a saia já num canto da cama. Ela o olhou com raiva.

— Filho da puta. Você faz isso, me deixa nesse estado... E simplesmente sai?

— Não vou transar com você, Rhaenna. Isso se chama alívio de tensão. É muito útil e você estava precisando. Todo esse estresse... Te deixa tensa. — E lhe mordeu o queixo. — E te aliviar a tensão pode ser... Prazeroso.

— Isso é maldade. Tá, vá chamar Naerys.

Rhaenna se cobriu vendo Aion sair do quarto, soltando um grito de frustração. Se aconchegou melhor na coberta, quando ouviu a porta sendo aberta. Tirou a roupa que vestia enquanto andava para a banheira, onde Naerys a seguiu. Quando Naerys acabou de lhe ajudar, Rhaenna ficou algum tempo ali na banheira, até sentir uma mão em seu ombro.

— Você precisa relaxar meu amor. — O príncipe sussurrou.

— O que vai fazer comigo?

— Nada. Acalme se.

Ela então relaxou se na banheira, sentindo as mãos em seu ombro, os massageando. As mãos ficaram ali por alguns minutos, até ela arfar mais calma. Puxou a nuca do noivo com calma, lhe dando um beijo e sorriu.

— Posso sair da banheira agora?

— Me deixe lhe ajudar, bela donzela. — Ele sorriu lhe estendendo a mão.

Rhaenna sorriu, sendo ajudada pelo o príncipe a sair da banheira. Ele abriu um sorriso, a observou atentamente até lhe cobrir com um pano. Então foi para o quarto, onde sua roupa estava na cama, e encarou o noivo, apontando a porta do quarto.

— Eu preciso mesmo?

— Ah sim, principalmente por me deixar frustrada daquele jeito.

— Isso é cruel. Eu sou o inválido.

— Não, você está andando normalmente, querido. Me deixe me trocar. Afinal, em algumas horas quem sabe, não partiremos já para Dorne?

Ela sorriu divertida, se virando, enquanto se trocava. Aion apreciava a visão, só tendo sua atenção retomada a Rhaenna quando ela lhe pediu ajuda com o espartilho. Ele colocou o espartilho na cintura da jovem e começou a fazer as amarrações devida, quando acabou, lhe entregou o vestido preto que estava em cima de uma cadeira, e abriu o cordão. Viu a dornesa se vestir, então amarrou o cordão. Apenas sorriu.

— Podemos ir, alteza?

— Claro, alteza. — Rhaenna sorriu em deboche. — Está bem para caminhar?

— Fiz isso o dia todo praticamente. Acalme se, se eu sentir algo, será a primeira a saber. `Preciso ver meus irmãos. Ficará bem?

— Eu fiquei bem seis anos longe de você, por que não ficaria? — Ela sorriu, lhe beijou a bochecha e começou a andar por aí, enquanto saia do quarto.

Rhaenna andava com calma, até se ver em um dos vários jardins da Fortaleza Vermelha. Ela soltou um suspiro pesado, se sentando em um banco, fazendo uma série de pedidos mentais. Os pedidos pareciam simples, mas para ela nem tanto. Somente teve a atenção retomada, ao ver Amery Tyrell sentada ao seu lado, com uma expressão de pesar.

— Tem problema se eu ficar aqui?

— Não. Afinal, Amery, o que você quer?

— Eu? Um amor como o seu, incondicional, daqueles que um homem faça tudo para me proteger, mas que ajude minha família a subir no poder.

— E você teve isso com Trystane, não? Ou melhor, uma parte. Na época ele não era o herdeiro do trono e não estava noivo de Myrcella. — Ela disse, como se fosse óbvio. — Eu amo minha família mais que tudo, Amery. Eu vi o que causou a Trystane, quando ele descobriu que já tinham arrumado uma noiva para ele, ele ficou desolado, jurou que nunca iria amar Myrcella. Mas isso mudou. Sempre quando vejo Trystane com Myrcella, vejo meu primo mais feliz do que quando ele estava com você. Sim, eu via. Myrcella Baratheon é a melhor coisa que aconteceu a meu primo, Amery, então quando for para Dorne, se vier com graça para cima de meu primo, eu vou transformar sua vida em um inferno. — Disse em tom ameaçador. — Ah! E mais uma coisa. Eu vi você tentando conversar com Aegon. Eu olho para ele e vejo o quanto ele gosta de Adela, não perca seu tempo dando em cima de Aegon. Você nunca vai ter lô. Assim como Aion. Ele é meu noivo, sim, ele pode ter feito besteira há alguns anos, mas ainda assim, o amo mais do que tudo, porque mesmo com os horrores que aconteceram comigo... Não. não quero falar disso. Ele não me abandonou. Ele está lá, cuidando de mim, mesmo ferido, ele ainda cuida de mim. Eu não vou lhe ameaçar, mas eu vou te pedir. Mantenha se longe de meu noivo. Mantenha se longe de meu noivado, porque se eu não o tenho em minha vida, tudo dói em mim, mais do que imagina. Nós precisamos ajudar nossa família como podemos e nem sempre temos o benefício de nos apaixonar por alguém, Amery. Eu tive essa sorte, sou grata. Mas não espere que com um noivado vantajoso venha a paixão incondicional, não pode viver acreditando nessa mentira para sempre.

— Sim, realmente tem a ver com Trystane. Olhe... Eu o amo, Rhaenna. E eu sei disso, também amo minha família... — Ela suspirou. — Não queria que ele ficasse assim por minha causa, e pode deixar, não farei. Eu só quero ver Trystane feliz... — E soltou um suspiro. — Pode deixar, me manterei longe dele e arrumarei um modo diferente para ajudar minha família. — Ela parecia um tanto chocada, enquanto saía.

Rhaenna sentia lágrimas em seus olhos, eram, não sabia dizer, se eram de orgulho ou remorso. Mas se sentia confiante por dizer tudo o que sentia a Amery Tyrell. Ela soltou um outro suspiro, quando viu Ronan Payne correr até ela, desajeitado.

— Ronan aconteceu alguma coisa com Aion?

— Não senhora. O príncipe não lhe contou?

— Me contar o que, Ronan? Fale logo.

— Sua prima, milady. Lilith. Ela está desaparecida, junto de Ellyria Arryn. Supõe se que elas estejam mortas.

— O que? E aquele filho da puta não me conta? Se você ver Aion, diga que mandei ele a merda por não me contar sobre minha prima e ele está em débito comigo por minha ajuda em relação a Lys e os ferimentos dele. E se ele reclamar diga que eu mandei ele a merda de novo. Pode ir, Ronan.

Ronan fez uma reverência para Rhaenna, saindo. A dornesa suspirou fundo, contando mentalmente até dez, para ela mesma não esganar seu noivo. Continuou ali sentada, pensando em alguns aspectos de sua vida, e um sorriso se abriu. Lilith deveria estar viva. A dornesa era esperta. Sorriu, apenas foi para o quarto do noivo sem falar com ninguém e lá deitou e dormiu.

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Amery Tyrell estava em seu quarto. As palavras de Rhaenna Martell lhe doeram ao fundo da alma, mas ela sabia. A dornesa estava certa. Sua irmã, Margaery entrou no quarto da caçula um tanto entediada. Ela se jogou sobre a cama.

— O que foi, Amery? Parece preocupada.

— E estou, Margaery. — A menor retrucou. — Eu não tenho ideia de como fazer a nossa família subir no poder. Eu já tentei os Targaryen. Não deu nada. Agora, Trystane vai se casar e será rei de Westeros.

— Ah, minha irmãzinha. Ainda pensa no dornês?

— Eu o amava, Margaery. Ainda amo. E você? Não achou ninguém bom o suficiente para lhe foder? — Ela respondeu ácida. — Saia, irmãzinha, por favor.

Ela e sua irmã Margaery estavam em Dorne, o lugar era perfeito. Ela amava o calor daquele lugar quase tanto quanto amava as flores dos Jardins de Cima. Ela tinha fugido de suas aias e de sua irmã. Amery foi para os fundos do castelo, perto dos Jardins de água. Ele estaria lá, ela tinha fugido para encontrar um Martell. Ela tinha 15 anos na época e Trystane também.

Sabe que podemos fazer isso dar certo, não é? Disse Trystane enquanto colocava os cabelos da Tyrell atrás da orelha. Eu posso pedir a meu pai para falar com o seu e nós podemos nos casar.

Com quantas garotas já fez isso? Ela perguntou insegura e o Martell pegou sua mão.

Fica tão bonita quando fica com ciúmes. Ele disse provocando a garota.

Não se esqueça que as flores mais bonitas tem espinhos. Amery respondeu provocando o Martell.

Você vale o risco. Ele respondeu.

Trystane colocou uma das mãos no rosto de Amery e a outra na cintura, o príncipe de Dorne a puxou e depois a beijou. Os lábios deles eram quentes e macios.Ela ficou nervosa, mas gostou da sensação. O beijo só ficava mais e mais intenso. Amery sentiu suas costas encostarem na parede de pedra do castelo e corpo de Trystane colado ao seu. Naquele momento ela pensou em sua virtude e em como jogaria tudo fora por ele e como isso a deixava feliz.

E se seu pai não concordar? Ela interrompeu o beijo e o Martell começou a beijar o pescoço da Tyrell.

Falarei com minha prima, Rhaenna. Ele disse parando os beijos e olhando nos olhos da garota. Ela me ajudará se souber que é por minha felicidade.

Eu te amo. Amery disse sem jeito, saiu sem planos.

Eu também te amo. Ele respondeu.

Os dois voltaram a se beijar, mas ficaram só nisso. Depois Amery se encaminhou para seus aposentos e Margaery estava sentada na cama. Sua irmã mandou os empregados saírem e lhe disse:

Ele é mesmo uma gracinha. Disse Margaery com um tom malicioso. O filho mais novo de Doran Martell, Trystane.

É, ele é. Afirmou Amery se fazendo de desentendida.

E foda deve ser impressionante. Sempre me falaram de como o povo de Dorne é na cama. Ela disse e Amery sentou na outra cama. Pode me confirmar?

Ela sabia que tinha sido pega, alguns dos guardas deve tê-los visto. Tudo que ela tinha que fazer era ficar calma.

Eu não transei com ele. Amery respondeu. Ele me ama e eu o amo.

Então foi uma perca de tempo. Respondeu a irmã e Amery não entendeu.

Margaery, ele disse que vai falar com o pai pra me pedir em casamento. Amery disse animada e sorridente.

Primeiro: ele não vai. Segundo: mesmo que fosse não teria como ter certeza que nosso pai iria aceitar... Ela disse, mas a mais nova a interrompeu.

Ele é filho de Doran Martell que casamento melhor eu poderia ter. Amery respondeu com convicção. Doran era o rei e não tinha um partido melhor para ela.

É um príncipe, mas não é ele o próximo na linha de sucessão do trono. A mais velha disse, ela chegava a ser cruel. E sabe que o que temos de arranjar é um casamento vantajoso. Amery você pode mais, pode ser noiva do próximo rei. Mesmo que Trystane seja o melhor dos príncipes na cama não é melhor do que sentar no trono de ferro. E além do mais amor não existe.

Amery achou aquilo uma baboseira, nem se quer ouviu a irmã. Mas os dias se passaram e nada de Trystane ou seu pai fazerem o pedido. Dias depois ela descobriu que Doran negociava com os Lannister para obter uma noiva para Trystane. Foi naquele dia que seu coração se quebrou pela primeira vez, quando descobriu que ela não podia se dar luxo a ter amor. Amery chorou. Ela aprendeu que agora teria de seduzir um Targaryen se quisesse ser rainha. Mesmo se ele fosse velho, gordo e com um gênio terrível. Essa era a verdade. Verdade, amarga verdade. Então Amery nunca mais chorou e nunca mais se esqueceu do que aprendeu: que amar é destruir e que ser amado é ser destruído. Desde o fim de sua visita a Dorne ele nunca mais viu Trystane, mas isso não a fez deixar de ama-lo. Porém suas prioridades eram ajudar os Tyrell a subir na pirâmide do poder das casas.

Ela sentiu remorso. Soltou um suspiro fundo, contando mentalmente até dez. Sentiu um pesar maior enquanto tentava apagar o passado. Ela riu baixo de sua própria dor, mas soltou um suspiro ao ver entrar em seu quarto, seu pai.

— O que foi minha filha?

— Eu não sei... Eu odeio Dorne, sabia?

— Eu também. — Ele riu. — Mas precisamos suportar, não? Enfim. Sua avó está procurando você e Isabella. Se apressem.

— Eu preciso mesmo, pai?

— Quer saber... Não, não precisa. Pode dormir se quiser querida, eu falo com sua avó.

— Obrigada.

Amery apenas ajeitou se na cama. Soltou um bocejo, então contou mentalmente até dez, pensando no que poderia melhorar em toda a sua vida, então por fim, dormiu. Sonhava com seu amor perfeito e ideal no qual tudo era feito por ela e ela não pedia ou implorava.

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A dornesa ouvia passos ao seu redor, enquanto coçava os olhos. Assim que abriu os olhos, viu Aion acariciando suas pernas e ao lado do príncipe estava Alyssanne e Adela. Por instinto, a dornesa abraçou Aion. Aion soltou um suspiro, beijando sua testa, enquanto Alyssanne parecia confusa. Ela soltou um suspiro.

— Rhaenna Martell. O que aconteceu?

— Há alguns dias, no dia da luta de seu brilhante irmão que quase morreu, os dothraki estavam aqui. Dois deles vieram a esse quarto. Me sequestraram e me levaram para a tenda onde estavam Aion sendo segurado, a khaleesi, o khal e Rhiannion...

— Rhiannion? Aquela puta esteve aqui e não me contou, Aion? — Alyssanne a interrompeu com raiva.

— Posso continuar? Ótimo. Os dothraki que me sequestraram, me espancaram e Aion ainda estava sendo segurado. Depois, me estupraram e de novo, Aion não conseguiu fazer nada. Ele tentou, mas não conseguiu, aí ontem... Eu perdi um bebê desse monstro, lindo não?

— Rhae eu...

— Não diga que sente muito. Isso piora. E muito, Aly. Me sinto uma vaca. — Rhae deu de ombros.

Aion a aconchegou no abraço, beijando o topo de sua cabeça, enquanto acariciava o cabelo da dornesa. Adela apenas sorria serena.

— Aegon me beijou. Ontem.

— E só conta agora? — Alyssanne e Rhaenna gritaram furiosas.

— Rhaenna, você não contou que transou com Aion há alguns dias e não estou reclamando.

— Rhaenna sua vadia! Adela, como...?

— Aion meu querido, você para abafar os gemidos da Rhaenna é bom, mas abafar os seus é difícil

— Precisamos melhorar nisso. — Aion cochichou. — Sim, nós transamos, Eu tinha chance de morrer, é justo.

— Reclamem a vontade, afinal, o sexo foi ótimo. — Rhaenna deu de ombros. Beijou a ponta do nariz de Aion. — Ah, isso me lembrou uma coisa. Aion seu filho da puta, nem para me contar sobre a minha prima? Você tem sorte que eu amo você, se não te matava.

— Acho isso tão sexy quando ela ameaça me matar mas ainda diz que me ama. — Ele cochichou para Adela que riu. — Você estava dormindo e nem lembrei.

— Aion, é a minha família, idiota! Você não pode se dar ao luxo de esquecer algo desse tipo! Se tem algo que eu amo mais do que você, é a minha família e se você não me contar essas coisas e isso me custar minha família, você vai me perder, para sempre dessa vez, porque eu não te perdoarei nunca.

Rhaenna começou a andar para fora do quarto. Ela se sentia magoada e triste. Não gostava de brigar com seu noivo, mas sim. Aquilo a magoara. Soltou um suspiro pesado, subindo para seu quarto, onde se jogou na cama. Se ajeitou ali, suspirando fundo e se abraçando a sua mágoa. Lilith não deve estar morta. Ela é esperta. Lily não pode morrer... Muito do que a jovem pensava se referia a sua prima. Seu pai e seu tio já deviam estar a caminho de Dorne . Naquele momento, queria poder abraçar seu pai e dizer o quanto o amava, ou até mesmo seu tio. A porta de seu quarto fora aberta novamente, uma mulher morena com olhos violeta entrava. Allyria Dayne.

— Oras minha filha, já te vi em estados melhores.

— Se esse é meu melhor, imagine então meu pior, mamãe. — Disse ironizando. — Afinal Tombastela deve ser muito importante para nem se quer vir me ver uma vez, não acha? E sendo lógica, não acho que deva saber qual é meu pior estado. Se não se importa, quero ficar sozinha.

— Teimosa igual seu pai... Mereço. — Ela revirou os olhos. — Problema seu se quer ficar sozinha. Eu não saio até ter uma conversa decente comigo.

— Espere o quanto quiser. Não sou obrigada a falar com a mulher que me despachou para Dorne e pouco se importou comigo.

Rhaenna se ajeitou na cama. Allyria a observava. Ajeitou seu vestido, o limpando. Fechou os olhos, rindo com sarcasmo. Rhaenna realmente não sabia da metade da história. Deu de ombros observando ainda a menor com cautela.

— Eu não despachei você porque quis. Meus familiares não gostariam do fato de eu, uma mulher honrada ter um filho com o príncipe, Rhaenna. Despachei você porque Tombastela estava perigosa, gente tentando nos matar. Agradeça por isso, pirralha.

— Ainda assim não sou obrigada a falar com você, e é bom que me respeite, posso ser sua filha mas ainda sou uma princesa, mamãe. Tio Doran não gostaria de saber disso.

— Cresça garota. Pare de achar que seu tio sempre te protegerá.

— Eu se me proteger melhor do que pensa. Então, não preciso de meu tio, mas isso me dá a sensação de que eu tenho uma família que realmente me ama e que me protegeria acima de tudo, coisa que nunca fez. Agora, se me dá licença, eu tenho uma lista enorme de mágoas com a qual preciso me frustrar.

Rhaenna então se levantou, foi impedida por Allyria que segurava seu pulso. Rhaenna a olhou com todo o ódio que conseguiu reunir, todo o ódio que sentia por aquela mulher parecia uma explosão de bomba. Prestes a explodir.

— Por que depois de anos, quer me procurar e fingir que tudo é perfeito? Não é. Se acostume. — A dornesa menor retrucou.

— Rhaenna Nymeros Dayne Martell, você vai se sentar e ouvir. E se você tentar sair, eu sei como se derruba uma serpente. — Rhaenna revirou os olhos, mas sentou. — Sim, eu errei. Sim eu fiz muita estupidez. Mas você, Rhaenna, foi a melhor coisa que tive. Sei que não sou a melhor mãe do mundo, não estou pedindo que me ame. Eu só quero que saiba. Posso não ser presente mas toda viagem que fazia com seu pai ou com Doran, sempre dei um jeito de descobrir onde. Eu ia só para ficar de olho em você, além de representar os Dayne. Mas você, era minha prioridade. Sei do seu noivado com o Targaryen e o que aconteceu, afinal, Doran não consegue se calar quando a princesa dele é magoada. Eu devia matar ele.

— Mate ele e eu mato você. Eu sei como matar alguém e apagar os rastros. — Disse com frieza. — Entendo seu lado, mas não a perdoarei. Nunca. Já falou o que queria, agora saia.

— Pelos deuses, garota teimosa. — Allyria revirou os olhos e saiu do quarto.

Rhaenna via sua mãe sair do quarto, mordendo seu lábio inferior com leveza. Soltou um suspiro e deitou se na cama, gritando com raiva. Soltou um outro suspiro e chorou. Ela ficou ali por algum tempo chorando, quando sentiu uma mão em seu ombro. Não se preocupou em ver quem era, apenas abraçou a pessoa. Quando as lágrimas pararam, ela ergueu a cabeça, vendo seu pai.

— Achei que tivesse voltado para Dorne.

— E deixar minha menina com quem não confio? Não sou louco. Afinal, víboras tem um instinto de proteger a família. O que Allyria te disse? Não quero ela perto de você de novo, entendeu?

Ela concordou, começando a contar a Oberyn Martell tudo o que tinha sido dito por sua mãe. Ela era abraçada por seu pai que acariciava seus cabelos. Ela suspirou quando terminou.

— Pode dormir, minha pequena princesinha. Nenhum monstro mal irá te pegar. Papai ficará aqui.

— Sabe que isso foi ridículo não sabe, pai?

— Claro que sei. Mas não posso ser o herói de minha filha um pouco?

— Sempre vai ser meu herói, pai. Não precisa disso.

Oberyn Martell sorriu para sua filha. Apenas voltou a abraçar, enquanto a jovem se ajeitava e dormia. Rhaenna chorava, mas o homem ali apenas dizia que tudo ficaria bem. Ela coçou os olhos se lembrando.

— Pai? Eu... Te amo, pai.

— Também te amo, minha filha. Agora durma, é uma ordem.

Ela riu com pesar, bocejou, então dormiu, no colo do pai.

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Rhiannion Targaryen estava em seus aposentos na Fortaleza Vermelha. Eyelli lhe olhava com fúria, como se pudesse pular naquele pescoço branco e matar a Targaryen. Ela se sentou e cruzou as pernas, encarando a Targaryen que recebia uma notícia de sua criada.

— Maldito... — Ela gritou. — Desse jeito, nunca terei Lys... Mas quem precisa de Lys? Eu posso pescar um peixe grande... — Ela gritou por um de seus homens. — Mate a Arryn e a Martell. Já estamos com elas há tempo demais. Eles já sabem que elas desapareceram, já supõe que elas estão mortas. Afinal, querido, temos uma guerra para começar.

— Querida, você acha mesmo que começar uma guerra contra seu irmão é vantajoso? Você vai matar uma Martell. Eles entrariam ao lado de Aion, só pelo o fato dele se casar com Rhaenna e por ter-lá atingido com aquela brutalidade desnecessária. Se matar uma Arryn, eles entrarão na guerra ao lado de Aion, segundo mapas que estou vendo, se quiser tomar o Vale, vai ter trabalho...

— Fique quieta, Eyelli. Você já está irritando. — Ela massageou as têmporas. — Eu com Maelehnae iremos destruir qualquer um que tentar me impedir. O que fiz com a vadia Martell? Não é nem metade do que eu vou fazer com ela.

— Você é louca, já te disseram isso?

— Já e todos que disseram estão mortos. Quer seguir o mesmo caminho, Eyelli?

— Estou quieta. — Ela ergueu as mãos em rendição.

Eyelli saiu dali, um tanto entediada, correndo depois de sair, o mais rápido que conseguiu, procurando por Rhaenna Martell. Seus passos eram apressados e assim que subiu para um quarto, viu um homem parado.

— Lorde Aion? — Ela gritou num sussurro recebendo um não como resposta.

— Sou Oberyn Martell. — O homem respondeu em dothraki.

— Martel... Você é o pai de Rhaenna? — Ela sussurrou.

— Sim, mas ela está dormindo. Quem é você?

— Eu sou Eyelli. Uma khaeleesi. Eu impedi que os homens de meu marido fizessem que a situação de sua filha ficasse pior. — Ela se curvou em uma reverência e se ergueu. — Acorde Rhaenna. Eu preciso falar com ela e é de suma importância, milorde.

Assim que Oberyn concordou, ela suspirou satisfeita. seguiu o homem para o quarto de Rhaenna, onde a dornesa dormia. Eyelli sorriu triste para o homem.

— Como ela está aguentando?

— Melhor do que eu imaginava, khaleesi. Nunca vi uma vítima de estupro aguentar isso como Rhaenna. — Oberyn estava surpreso. — Rhaenna, acorde. Você tem visitas.

A dornesa não acordava. Oberyn continuou lhe sacudindo, até finalmente Rhaenna acordar. Ela viu Eyelli e se assustou. Escondeu se atrás do pai com medo.

— Você... Vai me machucar? — Ela sussurrou.

— Rhaenna, você sabe que não. — Ela sorriu fracamente. — Vamos ao que interessa. Rhiannion vai matar sua prima e Ellyria Arryn.