The Wicked Games
11 Capítulo 11 — Baby Come And Kiss Me Quick

Hey, okay
This way you wanted? Okay! Let's go! Baby I've been searching, searching through these crowds, to make my find someone who knows what I'm about, yeah, all these excuses, you're too sound down, so it's crazy what you got me doing now, yeah. Hold up, baby, you know you drive crazy, and I want everybody to know. I'm down, nobody's looking right now, ain't no time for messing around, but it won't take a minute, baby, come kiss me quick, the satire feeling right here, make this unforgettable, yeah, baby, come kiss me quick. No, we don't know what tomorrow's gonna bring. so don't put the pause when giving it play, yeah, you got me hooked on your VDA. — Nathan Sykes — Kiss Me Quick — Click Here! — Notes! — Acredito que quando se ama alguém e é recíproco, você se torna um pouco vulnerável. Eles têm o poder de te machucar de um jeito que ninguém pode. — Elijah Mikaelson — p.s: Não vou colocar as roupas porque to com preguiça -v-
A tia de Adela sempre lhe dizia que qualquer um que visse o modo como ela e Aegon brigavam acharia que os dois já eram casados. De fato, seu noivo despertava o pior do que havia nela, bastavam alguns minutos ao lado dele para que Adela se transformasse em uma pessoa raivosa, e até violenta. Aegon lhe dava vontade de gritar, de bater, de jogar vasos naquela cabeça prateada, e se ele era capaz de causar esse efeito, era só porque Adela gostava mais dele do que seria bom para ela. É claro que os dois tinham raros, porém preciosos, momentos de ternura, e a manhã do julgamento aparentemente seria um desses momentos. Aegon tinha ido pessoalmente buscá-la em seu quarto, e não soltou de sua mão durante o resto do tempo. Foi com muita relutância, e com um virar de olhos que ele a deixou quando a chamaram para ir até Rhaenna. Adela tinha voltado mais tarde do quarto da amiga completamente devastada, mas mesmo assim se sentou ao lado de Aegon como se tudo estivesse bem. Ela sabia melhor do que ninguém que se ele estava sendo tão carinhoso era porque precisava de apoio para aguentar a cena de seu irmão vendo a morte de perto. Por isso Adela tinha que parecer forte, tinha que sentir o suave aperto que Aegon fazia em sua mão toda vez que o homem gigantesco ia para cima de Aion e agir como se estivesse segura de que nada de ruim iria acontecer. A notícia do horror pelo qual Rhaenna tinha passado ainda era muito fresca, e para piorar ela tinha de ver o homem que amava como a um irmão ser quase morto. Se sentia tão frágil que era como se a mais leve brisa fosse fazer com que desmoronasse, mas mesmo assim lá tinha estado ela, sendo forte por Aegon. Soltou um suspiro no quarto em que estava com Naerys.
— Estou preocupada. — Adela por fim disse em direção a criada de Rhaenna.
— Com o que, senhorita Pieve? — Naerys disse um tanto recatada.
— Ora por seus Deuses, Naerys. Me chame de Adela. Eu não sou senhora ou senhorita. — Ela abriu o sorriso mais gentil que conseguiu. — Então, como dizia, estou preocupada com Rhaenna. Aegon e Aion. — Ela suspirou. — Sei que Aion vai sobreviver, mas depois do que houve com Rhaenna... — Ela soltou um suspiro.
— O que aconteceu com Rhaenna? — Naerys agora jazia preocupada.
— Ela... Foi espancada por dois Dothraki e aconteceram mais coisas, mas sugiro que converse com ela. — Ela abriu um sorriso doce. — Obrigada pela a ajuda Naerys, já pode se retirar.
Enquanto Naerys fazia uma reverência e saía do quarto, ela estava pensativa. Também estava preocupada com Rhaenna. Isso, não era algo que iria admitir. Observava pela a janela de seu quarto, Aegon que conversava com Amery Tyrell. Aquilo lhe irritou mais do que gostaria de admitir, mas soltou um suspiro pesado, enquanto via entrar em seu quarto, Daemon Targaryen um tanto preocupado.
— Está vestida, não está?
— Claro que estou, o que você precisa?
— De um favor. Eu gostaria de saber tudo sobre Amery Tyrell. Ela está querendo algo... Ontem no baile praticamente deu em cima de Aion, se Rhaenna não aparecesse. De mim também e agora, Aegon. Eu não confio naquela garota.
— Por que eu? Vai você. Eu tenho mais o que fazer da minha vida.
— Quanto amor por mim, Adela. — Ele ironizou saindo do quarto.
A bravosi respirou fundo. Ela estava um tanto entediada, mas decidiu se levantar e se trocar de roupa. Usava agora, um vestido vermelho com detalhes em dourado. Ela arrumou os cabelos o melhor que conseguiu e enfim, saiu do quarto. Seu primeiro instinto foi ir até Aegon, porém mudou de ideia no mesmo segundo. Decidiu fazer outra coisa. Andou um tanto apressada para o quarto de Aion, e viu lá, uma Rhaenna um tanto preocupada e viu também sangue saindo do ouvido de Aion. Isso a preocupou.
— Rhaenna. Por que o ouvido dele está sangrando?
— Ele levou uma pancada forte na cabeça, quando Clegane o jogou no chão, segundo o meistre estourou um vaso pequeno no ouvido e também foi consequência do remédio que o meistre deu, que deixou o sangue dele fino. Isso vai passar logo. — Sorriu tentando parecer confiante.
— Você já comeu?
Rhaenna apontou para o prato em cima da mesa com o cálice e os talheres. Adela soltou um suspiro entristecido, não imaginava que a situação de Rhaenna fosse tão abominável. Sentou se no lado oposto da cama, um tanto pensativa. Começou a pensar em como seria aquela situação se fosse ela e Aegon. Ela sentiu seu coração escurecendo e a dor lhe tomar. Ela rezava mentalmente para seus deuses e os deuses de Rhaenna para que poupassem o rapaz e ali ficou uma parte da noite até decidir sair, ir para seu quarto, onde encontrou um Aegon assustado.
— Eu estou com medo, Adela. Medo de meu irmão idiota morrer, medo de que nada na minha vida dê certo, de ser um péssimo rei, de ser tachado de louco como meu pai. Eu queria que minha vida fosse fácil, mas ela não é, Adela. Minha vida é uma merda. Mas eu só tenho uma certeza em minha vida.
— Não me venha falando que sou eu, porque eu lhe vi com Amery Tyrell e aquela carta da vadia de Asshai ainda me irrita! — Ela gritou com raiva.
— Quem é Amery Tyrell comparada a você? — Aegon estava próximo de Adela, capaz de lhe sentir a respiração. Colocou as mãos em seu rosto. — A carta daquela garota de Asshai quantas vezes vou ter de lhe dizer que eram negócios, hm?
— Até me provar que o que diz é verdade, porque ultimamente me contou muitas mentiras, vossa graça. — Adela disse um tanto determinada, enquanto corava.
— Eu lhe provarei. Mas acho que antes preciso fazer algo que nunca fiz. — Dito isso, Aegon beijou Adela de um modo carinhoso, e se afastou no momento seguinte. — Obrigado por estar comigo quando precisei de você. Boa noite, Adela. — Ele sorriu um tanto zombeteiro para a bravosi, enquanto saía do quarto.
Adela se sentou na cama, levando as mãos aos lábios e se controlou para não xingar Aegon. Suspirou fundo mentalmente, contava até dez. Isso é um sonho, não tem como ser real. Tirou as mãos dos lábios e se beliscou, dando um grito de dor. Ah merda, isso não é um sonho, ele me beijou! Ok. calma Adela. Amanhã vocês conversam, durma e pense em qualquer coisa menos nisso! Adela soltou um suspiro, colocando suas vestes de dormir. Ajeitou o cabelo e então se deitou na cama, se cobrindo, então dormiu.
— x —
Rhaenna estava em seu choro silencioso na cama do noivo, quando decidiu se banhar. Subiu para seu quarto, pegando uma muda de roupas e foi para a área de banheira. Despiu se, tirando o vestido e as joias que usava, e entrou na banheira. Ficou lá submersa por alguns minutos, até sair da banheira, depois de se lavar. Ela saiu da banheira, colocando a veste de dormir e com passos calmos, começou a descer. Assim que chegou ao quarto do noivo, entrou e fechou a porta. Deitou se na cama ao lado do rapaz e sussurrou.
— Sabe por que não pode morrer? Tem muita gente aqui, que precisa de você, em Westeros ou em Lys. Você precisa voltar para fazer o bem para o mundo, para mudar Lys, Dorne, tudo, me fazer companhia é o de menos. — Ela sorriu fraco. — Você não pode morrer porque o mundo precisa de você, sua família precisa de você e eu mais do que tudo, preciso de você. Você não pode deixar todos que precisam de você. Sabe o quanto isso é cruel?
— Parece... — Ele tossiu. — Que muito. Oi, Rhae...
— Pelos Deuses... Eu não estou sonhando estou? — Ela chorava de alegria.
— Se fosse um sonho por que sonharia comigo a beira da morte? É meio estranho.
— Tem sentido. Mas aí eu não poderia admitir que minha vida não teria muito sentido se estivesse morto.
— É bom saber que sou importante para... — Ele tossiu. — Para você.
— Não faça esforço, idiota. Seu ouvido ainda está sangrando. — Apontou para a pequena poça de sangue. — Deixe me limpar... — Ela pegou um lenço na mesa, se colocando por cima de seu noivo, enquanto limpava a orelha que sangrava, então se deitou quando se deu por satisfeita, ao seu lado. — Melhor assim.
A dornesa se ajeitou ao lado do príncipe o melhor que conseguiu o observando com zelo. Ela dormiu ali, sem encostar no rapaz. Toda vez que tentava dormir, ela ouvia algum grunhido de dor, então coçou os olhos depois de duas horas tentando dormir.
— Faz a dor parar Rhae. Por favor... — Aion quase gritava de dor.
— Onde dói? — Ela perguntou com um uma voz baixa. — Não precisa gritar, meu amor. Eu estou aqui e não irei a lugar nenhum até você estar bem.
— Aqui. — Ele apontou para seu peito. — E aqui. — Apontou então para o ferimento.
— Sh. Relaxe, deixe que eu cuido de você. — Ela levantou se da cama, indo até a estante, onde tinha alguns remédios que o meistre tinha deixado, pegou os remédios e voltou.
Ela se sentou na cama novamente, erguendo um pouco, o corpo do príncipe dos travesseiros, murmurando um 'Fique assim por alguns segundos'. E colocou os remédios em cima da mesa em um instante e no outro, já tinha tirado a camisa do noivo. Pegou um frasco menor que estava na mesa e o abriu, derramando uma pequena quantidade, então começou a passar sobre a região do peito que o rapaz falava que sentia dor. Então pegou o frasco maior, o abrindo e começou a passar sobre o ferimento, depois de derramar uma pequena quantidade. Assim que terminou, vestiu a camisa no príncipe e o reclinou novamente na cama.
— Se sente melhor?
— Quase. — Ele disse, então se virou como conseguiu, ignorando a dor, lhe beijando. — Agora sim. — Então se endireitou. — Venha cá. — Ele tinha os braços abertos.
— Te-tem certeza? Não quero te machucar. — Ele assentiu, Rhae então colocou a cabeça sobre seu peito, sendo envolvida pelo o abraço. — Me prometa que se morrer dormindo vai me deixar uma carta.
— Quantas quiser. — Ele beijou sua testa. — Durma, Rhae. Eu não irei a lugar nenhum, afinal eu sou o inválido aqui.
Ela sorriu, bocejando e coçando os olhos. Ajeitou como conseguiu no abraço para não machucar Aion, então finalmente dormiu e para sua sorte, não ouviu mais nenhum grunhido de dor.
Na manhã seguinte, acordou um tanto cansada. Sentiu a mão de Aion apertando um pouco forte seu corpo, mas não ligou. Abriu um sorriso, vendo que o príncipe sorria e já estava acordado. Sentiu uma ponta de alívio.
— Se sente melhor?
— Um pouco. Dormiu bem?
— Sim, e você?
— Dormi muito bem. — Ele abriu um sorriso, lhe dando um beijo.
Ela abriu um sorriso pequeno, enquanto tinha os cabelos massageados e ouvia a porta ser aberta. Rhaenna via Oberyn Martell se aproximar de ambos um tanto feliz, mas receoso. Ele tinha medo de perder sua menina para o rapaz ali deitado, mas nunca iria admitir isso em seus maiores sonhos ou pesadelos. Sorriu para a jovem.
— Minha filha, é hora de voltarmos para Dorne, finalmente.
— Pai... Eu não quero voltar, não agora. Quero esperar ele se curar totalmente. Eu me sinto responsável. Ele entrou nisso por... Minha culpa.
— Rhaenna, eu não estou pedindo. Ele irá depois.
— Ei! Dá para pararem de falar de mim como se eu não estivesse ouvindo tudo? — Aion disse um tanto irritado. — Ótimo, chamei a atenção de vocês. Rhaenna, se você quiser ir para Dorne, não há problema, eu irei assim que melhorar. Se quiser ficar, bom lorde Oberyn, devido aos últimos acontecimentos se quiser deixar alguns guardas para proteger sua filha, acho justo.
— Viu pai? Por isso eu acho ele legal. Ele é um bom mediador. — Ela deu de ombros.
— Rhaenna tem certeza que não está nua aí em baixo dessa coberta?
— Pai! — Ela o repreendeu. — Na situação em que Aion está me diga como nós iríamos transar se em cada toque que dava nele quase, ele sentia dor? Ia empatar a foda e ia ser uma merda. Nada contra, meu querido. — Ela deu dois tapinhas leves no ombro do príncipe.— Mas se bem que... — Ela tinha um sorriso malicioso aberto.
— Cada dia mais me orgulho dessa garota. — O dornês sussurrou para Aion que riu baixo. — Eu quero ver. — Ele tirou a coberta e viu Rhaenna com a cabeça no peito de seu noivo e sendo abraçada. — Ok...
— Gosta do que tá vendo, pai? — Disse com ironia.
— Oh, nossa, muito. — Disse na mesma ironia. — Certo, se quer ficar os guardas ficam. Vou deixar vocês... Fazerem o que faziam.
Rhaenna encarou Aion dando de ombros, observando seu pai sair, colocando a coberta sobre os corpos novamente, ela se ajeitou e ergueu os olhos para o noivo então lhe beijou com zelo e sussurrou apenas, curiosa.
— Tomara que melhore logo, sim, eu sinto falta de Dorne mas não terá graça lá, se morrer. — Ela sorriu.
— Afinal está me vendo gemendo de dor? Eu prefiro fazer você gemer de outro modo.
— Nã-não. — Ela disse baixo. — Eu...
— Eu sei, afinal estava lá, não estava? — Ele suspirou. — Quando chegarmos a Dorne juro pelos Deuses que nos casaremos, finalmente. Mas se não quiser não consumimos o casamento de imediato.
— Prometa.
— Eu te prometo. Não vou lhe pressionar. Quando estiver pronta... Me deixe saber. É repugnante pensar em outro lhe dando prazer.
— Isso, nunca. — Ela sorriu. — Isso me lembrou uma coisa. E isso vai doer um pouco. — Ela apertou um pouco o ferimento de Aion perto dos rins. — Se eu lhe pedir para ajudar para salvar alguém e se oferecer para um julgamento em combate eu juro que eu mato você. — Ela sussurrou. — Você tem ideia de quanto eu me preocupei te ver lá, quase morrendo sabendo que a culpa era minha? — Ela bateu em seu braço.
Aion a observou. Não sentia dor nas pernas, exceto em seu ferimento perto dos rins. Colocou se por cima da jovem dornesa, enquanto lhe beijava o pescoço. O beijo parou quando ele levou o olhar aos lábios da dornesa lhe beijando.
— Bom saber isso. — Ele mordeu seu pescoço de leve. — E isso foi golpe baixo, futura esposa. Afinal, funcionamos a base do golpe baixo, não acha? — Ele deu um sorriso debochado, enquanto lhe dava outro beijo. — Chame o meistre. Ele pode ser que me libere para a viagem a Dorne. Bennard vai estar indo, se houver complicações ele pode ajudar.
— É bom que tenha certeza disso, porque não vou arriscar sua vida.
— Por favor. Deixe que com minha vida me preocupe eu. Você tem preocupações demais.
— Como se isso fosse justo , meu muito amado futuro marido. Você pode se preocupar com a minha vida e eu não posso me preocupar com a sua? Ótimo. Eu vou ficar aqui e nós não vamos para Dorne.
Rhaenna sorriu vitoriosa, se ajeitando na cama, sendo abraçada pelo o príncipe que soltou um suspiro pesado. Em pouco tempo, Rhaenna dormia novamente.
— x —
Rowena Stark estava dormindo confortável em seu quarto, enquanto coçava seus olhos. Abria seus olhos com um pouco de cautela e cansaço, vendo por fim, que parecia sem roupas. Ela rezou. Que eu não tenha transado com Jon Snow por favor... Por fim ela virou se para o lado, observando seu irmão ali. Jon Snow dormia tranquilamente e parecia que demoraria a acordar. Ela levantou se da cama, e por sorte, não tinha nenhuma mancha vermelha ali. Foi para a região das banheiras depois de pegar um vestido violeta em seu baú. Sua criada, Amely entrara e começara a lhe ajudar. Assim que se vestiu, depois de se banhar, desceu para o desjejum. Chegou na cozinha e comeu alguma coisa, até por fim, ver ao seu lado, Amery Tyrell que parecia sorridente.
— Senhorita Tyrell, há algum problema? — Ela perguntou enquanto comia um pedaço de bolo de chocolate.
— Não senhora, só estou feliz, afinal os Targaryen são interessantes, não? E também são belos... — Ela dizia com um ar sonhador que irritava Rowena.
— Olha só, Tyrell, eu sei que está querendo um noivo, mas dois desses Targaryen são noivos de amigas minhas, então, se quiser tente a sorte com Daemon Targaryen ou Domus Arryn, apesar de que eu tenho suspeitas sobre ele... Ele é legal. — Ela coçou o queixo pensativa. — Enfim. Mexa com o noivo de qualquer amiga minha que seja e você verá porque os Stark tem um lobo em seu brasão. — Rowena Stark sorriu divertida e com zombaria para a Tyrell, enquanto se afastava.
Rowena Stark agora andava pela a Fortaleza Vermelha em companhia de Isabella Tyrell. Diferente de Amery, ela era uma companhia agradável e mais divertida, enquanto via Cassana Baratheon conversar com Karlienne Frey e Ivanna Tully conversava com Bennard Rivers e Domus Arryn. Ambas conversavam sobre alguma coisa, quando ela ouviu algo que a deixou curiosa.
— Aquela Targaryen mexeu com a família errada. Depois do que os dothraki fizeram com Rhaenna, precisamos deter lá. — Essa voz era de Oberyn Martell. — Ela tem de ir para Dorne, Doran. Agora.
— Oberyn, ela não vai nem que você a obrigue. Não enquanto o Targaryen... — Oberyn Martell já tinha saído do quarto e Doran soltou um suspiro.
Do modo que conseguiu, seguiu Oberyn Martell, até chegar ao quarto de Rhaenna, onde ouviu algumas coisas e por fim, viu o dornês sair. Continuou o seguindo a lhe seguir ao ver falando com guardas. Deu de ombros, então voltou para seu quarto, onde Jon Snow ainda estava deitado.
— Acorde porra, eu preciso lhe pedir um favor.
— A educação mandou olá, Rowena. — Ele disse com ironia. — O que você quer?
— Que se ofereça para proteger Rhaenna enquanto ela estiver aqui. Eu tenho de ir para Dorne, tenho obrigações, sabia?
— Me convença.
Rowena revirou os olhos, colocando se por cima do bastardo, lhe beijando o pescoço, enquanto lhe arranhava o abdômen ainda coberto. Quando ela se afastou, sorriu divertida para o Snow.
— Você vai agora ou vou ter de obrigar?
— Você venceu irmãzinha. Eu vou. Agora, cadê a garota?
— Isso é problema seu, eu já consegui o que queria. Agora fora do meu quarto, Snow. Me deixe dormir.
Rowena então bocejou e por fim, dormiu.
— x —
Rhaenna após tanto discutir com Aion, assim que acordaram, tinha ido chamar o meistre. Ela conversava com Pycelle. Soltou um suspiro aliviado, mas antes que pudessem entrar no quarto de Aion, ela parou na porta, barrando Pycelle.
— Uma certa aranha me contou que você continuou me envenenando, Pycelle. Se você não quer ser morto pelo o Rei de Westeros que é o meu tio, e pelo meu pai, é bom que ajude Aion sem gracinhas porque se eu descobrir, basta apenas eu falar um A sobre isso com meu tio e eu terei sua cabeça em um espigão, fui clara, Grande Meistre Pycelle?
— S-sim, La-lady Rha-Rhaenna.
— Ótimo.
Rhaenna então abriu a porta do quarto do Targaryen, deixando ali, Pycelle sobre a vigília de sor Illon, enquanto ia para seu quarto. Subiu para o quarto, onde chamou Naerys no meio do caminho, para lhe ajudar no banho. Tirou finalmente, a roupa de dormir que usava. Sorriu fracamente para Naerys que via seus ferimentos, agora, não tão roxos quanto antes.
— Rhaenna... — Ela a encarou apavorada. — Aion ele...
— Não, ele não me bateu e não é consequência de sexo selvagem. Se bem que seria legal... — Ela abriu um sorriso. — Mas não por agora.
— Um modo de sexo diferente e recusa? Tem algo muito errado. O que?
— Você é uma vadia, hein Naerys. Eu aqui, tentando encontrar o melhor modo de lhe contar que fui estuprada e fala isso?
— O que?! Eu vou matar aquele cara!
— Não você não vai, Naerys e isso é uma ordem. Além do mais, perderia seu tempo. Não foi Aion. Por que ele me estupraria se sexo é uma das coisas mais difíceis que eu nego a ele? Além do mais, o sexo é ótimo, então...
— Então quem? — Naerys perguntava enquanto lavava os cabelos de Rhaenna.
— Um dothraki me segurava e o outro me estuprava. Aion estava lá sendo segurado, tentou me defender, mas não adiantou. — Ela deu de ombros.
Quando acabou o banho, Naerys a ajudou a sair da banheira e não teve o instinto de cobrir os seios, afinal Naerys a via nua com frequência. Vestiu um vestido em tons claros, com um cinto marrom e um brinco, e decidiu voltar até o quarto de Aion depois que se arrumou melhor. Ela via Pycelle sair e lhe fazer uma reverência. Revirou os olhos um tanto irritada, entrando no quarto sendo seguida por Naerys.
— Se perguntarem o que aconteceu comigo invente algo, até mesmo perder um bebê, o que for.
Naerys assentiu, saindo do quarto, indo resolver alguma coisa, enquanto Rhaenna começava a andar em direção a cama, onde via apenas Alyssanne conversando algo com Aion. Ela soltou um suspiro e se jogou na cama assim que chegou perto o bastante, apenas ouvindo.
— Rhiannion mandou seu exército atacar Lys.
— Droga, agora não temos como defender Lys, Alyssanne. A última investida dela fez com que os exércitos tivessem uma baixa muito grande.
— Talvez a solução não seja uma guerra com um exército pequeno contra a vaca da Rhiannion. E claro, umas emboscadas para lá e para cá. — Rhaenna sorriu zombeteira falando.
— Pelos deuses garota! Há quanto tempo está aí? Sou jovem para morrer do coração. — Aion resmungou.
— O suficiente, afinal Aion, quer minha ajuda ou não?
— Diga o que tem em mente. — Suspirou dando se por derrotado.
— Sua irmã louca gosta de ter o controle, deixe a pensando que você não vai conseguir salvar Lys. Ela ainda vai precisar escrever o corvo, mandar o corvo. E para ser honesta, os corvos de Porto Real são meio lentos, só tem um corvo rápido, posso conseguir com Tyrion para usarmos esse corvo, Alyssanne convença Aegon o mais rápido que conseguir a permitir envio de tropas para Lys, peça para ele fazer isso por escrito e com o selo dele, eu vou escrever a carta e cale a boca, Aion, não reclame porque você mesmo me disse que é o inválido. Eu vou precisar do seu selo. Onde está?
— Eu odeio admitir isso, você sabe, Rhaenna. Isso pode dar certo. — Ele sorriu. — Está em um saco. Preto e no meu baú. Vai logo, Alyssanne! Aproveite e já fale com o Tyrion!
Rhaenna correu para o baú enquanto via Alyssanne sair do quarto. Assim que a loira saiu, começou a procurar pelo o selo, até ver seu saco de cartas com o nome de Aion. Ah merda eu vou matar Naerys! Disse a si mesma, enquanto continuava a procurar o selo. Assim que o achou, pegou um papel e uma pena. Sentou se na cama ao lado do noivo e o olhou.
— Como conseguiu aquele saco com o seu nome?
— Quando ia me contar dele? — Ele devolveu a pergunta.
— Provavelmente nunca. Não ia admitir que nesses seus anos escrevi cartas embaraçosas admitindo meu amor por você. Sabe o quanto isso é embaraçoso?
— Eu gostaria de ter recebido essas cartas, ao menos saberia que ainda se importava.
— É esse o problema, Aion. Mesmo que eu lhe tratasse como alguém que eu pouco ligava, que eu odiava, nunca deixei de me importar. Quando foi esfaqueado naquela batalha em Lys há três anos, Alyssanne me contou e eu fui a que mais chorei. — Ela soltou um suspiro fundo. — Eu sou uma princesa. Uma princesa de Dorne, eu sou orgulhosa, nunca iria admitir isso. Ok, agora admiti. Mas deu para entender.
— E eu sou um príncipe em Essos. Como EU, poderia admitir que sou apaixonado por uma das jovens recatadas e frouxas de Westeros que geralmente se gabam de ser boas de cama mas não são?
— Eu vou ficar viúva antes da hora se não reformular isso. — Ela disse entredentes.
— Acalme se. Você não é recatada e não é frouxa e com certeza se gaba com razão por ser boa de cama. Sem dúvida, você tem o melhor sexo do que com todas que já transei.
— Ótimo. — Ela se deu por satisfeita. — Agora eu vou escrever essa carta.
Alyssanne chegava no quarto com um corvo e um pedaço de papel em mãos. Rhaenna abriu um sorriso vitorioso, começando a escrever a carta. Em poucos minutos, a carta estava pronta e selada com o selo de Aion. Então Alyssanne pegou a carta e deu para o corvo, abriu a janela e o lançou para voo. Ela sorriu.
— Espero realmente que dê certo, Rhae. Lys é tão importante para Aion quanto você.
— Eu sei. Não quero perder meu futuro marido por uma cidade. Se ajudar é um modo para que isso não aconteça, então estou disposta a isso. — Ela sorriu um tanto calma. — O que Pycelle lhe disse, Aion?
— Que se não houver nenhuma complicação hoje, amanhã posso viajar para Dorne.
— Vai ser bom estar lá com meu noivo, afinal você já foi a Dorne?
— Faz anos que não vou a Dorne, Rhaenna. Ou melhor, nunca fui para Dorne que me lembro.
Rhaenna sorriu, beijando a testa de Aion e bocejou. Tirou os sapatos, se cobrindo na cama, até que sentiu seu mundo e a visão escurecendo, e sussurrou.
— Aion eu não estou me sentindo bem. — Ela tentou se levantar da cama, mas sentiu o teto rodando.
O príncipe se levantou na hora, sentindo um pouco de dor na região do ferimento, mas para ele não importava. Correu como conseguiu até Rhaenna. Ela tentou andar, mas a cada passo que dava, ela ficava mais tonta e poderia cair. Então Aion finalmente a alcançou.
— Você vai ficar bem, calma. Se apoie em mim.
Ela fez o que foi mandado, colocando uma mão sobre o pescoço do príncipe que a guiava para a cama, mas no meio do caminho, sentiu um enjoo. O enjoo a impediu de andar, dando um aperto maior no estômago, então ela sentiu um líquido saindo de si: Sangue.
— Oh não, não. Eu... — Ela via a parte que era sua intimidade começar a manchar de vermelho. Começou a chorar. — Aquele... Mo-monstro...
Aion estava mais assustado que Rhaenna. Aborto espontâneo. Isso não seria de se surpreender na situação de estresse que ela estava. Então por fim, perto de chegar na cama, ainda em choque, desmaiou, caindo nos braços do noivo que tentava de todo modo lhe acordar, depois de lhe colocar na cama. Ele apenas a abraçou de modo protetor, e começou a rezar aos deuses. Aion então viu Ronan aparecer nervoso.
— Senhor, Lilith Martell. Ela está desaparecida, junto de Ellyria Arryn, supõe se que elas estão... Mortas.
— Estou na merda... Obrigado, Ronan, pode ir.
Aion respirou fundo, cobrindo Rhaenna com a coberta, ainda a abraçando, então por fim, dormiu na esperança de que tudo melhorasse.
— x —
Karlienne Frey estava em seus aposentos, terminando de arrumar suas bagagens, já que logo iria para Dorne. Não tinha criadas não por não gostar, mas por achar meio inútil. Assim que acabou, via Katherine Lannister, entrando ao lado de Cersei em seu quarto. A sua expressão de tédio surgiu.
— O que você quer, Cersei?
— Algo simples, prima. — A leoa sorriu. — Você e a bastardinha vão atrapalhar o relacionamento da vadia de Dorne, Rhaenna com aquele príncipe Targaryen e tentarão convencer o rei de casar a garota com um Lannister. Afinal, precisamos ter uma ascensão ao poder de Westeros. A outra garota Targaryen, Rhiannion nos ofereceu uma proposta interessante, mas precisamos fazer com que a vadia Martell case se com um Lannister para que possa ser descartada. Entenderam?
— Sim. — Ambas disseram.
— Ótimo. — A leoa disse, então saia do quarto de Karlienne.
Enquanto as duas conversavam sobre como iriam destruir o casamento, Karlienne pensava na tentativa de assassinato a Rhaenna Martell no baile. Sorriu zombeteira, com uma ideia.
— Katherine, vou precisar que você seduza Aion Targaryen. E de preferência, o leve para a cama.
— Você quer que eu perca minha virtude, o que vai me garantir um bom marido, para ajudar minha meio irmã? Ficou louca?
— Se Rhiannion Targaryen subir ao poder, com certeza ela poderá lhe ajudar com isso de marido, leve Aion Targaryen para uma cama e o faça gemer seu nome tão alto que Baelor se remexa incomodado em seu túmulo, entendeu?
— Certo, mas o que você vai fazer?
— Eu? Vou seduzir um rei, é claro.
Fale com o autor