The Wicked Games
1 Capítulo 1 — Rhaenna — Bad Girls Do It Well
Notas iniciais

– Lorde Varys — disse de cima da sela -, às vezes sinto que é o melhor amigo que tenho em Porto Real e, às vezes, que é meu pior inimigo.
– Que estranho. Penso em você praticamente da mesma forma.
Tyrion para Varys em A Fúria dos Reis — Live fast die young, bad girls do it well. — Bad Girls — M.I.A. — Click Here!
Todos daquele reino simples, um país honroso conheceriam o caos, a dor e a guerra, claro. Muitos achavam que no ano de 283 DDA, depois do desembarque de Aegon haveria uma revolução, liderada por Robert Baratheon para tirar o Rei Louco do poder. Não era aquele dia que o poder de Westeros sairia das mãos do Rei Louco ou de seus aliados, afinal. Os Targaryen tinham como maiores aliados, a casa Martell, tanto, que os Martell assumiram Westeros para que os Targaryen ficassem protegidos, já que o destino da maioria de filhos do lorde Martell já tinha rumo, seria uma das filha de seu irmão, príncipe Oberyn que fortificaria o laço entre os Martell, a escolhida seria Rhaenna Martell, a filha bastarda de Oberyn com Allyria Dayne. A menina por perigo de rebeliões em Tombastela, foi criada em Dorne por seu pai, Oberyn, para ser uma verdadeira senhora para os Dayne, mas sua vida mudou quando aos 5 anos, seu tio e seu pai conseguiram a permissão do rei para lhe legitimar e para seus pequenos ombros, já tinha uma responsabilidade: Casar se com um dos filhos do Rei Louco. Para Rhaenna Martell, aquilo lhe era demais. A jovem agora, já tinha 20 anos, e tudo agora, mudava em Westeros. Rhaenna estava no Jogo dos Tronos, agora. Ou você entrava no jogo, ou não entrava, não havia meio termo. Todos os movimentos eram calculados e para cada vitória havia derrota, sangue ou consequência.
Rhaenna estava em seu quarto, penteando seus cabelos, com sua criada, Naerys, uma jovem de Volantis que tinha vindo para Westeros vendida como criada, para uma família qualquer, até parar com Rhaenna, a serpente da manhã. Tudo o que seu pai sabia, ele lhe ensinara. Todos os ensinamentos sobre venenos, antídotos, sobre os deuses. Naerys cantava uma música qualquer sobre uma princesa de Essos que se unia com um Dothraki e juntos dominavam Essos, até que Rhaenna se entediara.
— Naerys vá fazer alguma coisa útil além de ficar arrumando minhas roupas. Se precisar mando alguém lhe chamar. — Rhaenna disse solenemente, se afastando da criada, enquanto saía de seu quarto.
Enquanto Rhaenna andava com seus passos calmos, o vestido amarronzado que usava, realçava as curvas de seu corpo, já esbelto. Ela o ajeitou. Seus passos eram tranquilos ela a Torre do Sol, apesar de ser bastarda, tinha sido legitimada por seu tio, Doran, e isso lhe garantia o direito de usar o sobrenome Martell, não Sand, que ela considerava feio. Para sua sorte, ela não precisara convencer o pai ou o tio, ambos decidiram. Seus passos eram silenciosos e as escadas começavam a lhe cansar, enquanto andava, ouvia alguns gemidos. Impressionante, Dorne realmente é um puteiro... Enquanto andava mais apressada, ouviu. 'Oberyn!' Revirou os olhos. Sério pai? A essa hora fodendo Ellaria? Os passos de Rhae eram mais apressados, até finalmente chegar na porta, onde os gemidos eram altos. Tirou um grampo do cabelo o abrindo e colocou na fechadura da porta uma ponta. Quando ouviu um barulho, sorriu marota, tirando o grampo e guardando o entre os seios. Então abriu a porta, a cena com que Rhae se deparou, não a surpreendeu. Ellaria estava de costas, montada no membro de seu pai, que tinha as mãos em sua cintura a guiando.
— Oberyn Martell, fodendo Ellaria já, a essa hora da manhã? Eu não lhe ensinei descrição, pai? — Ela estava encostada em um pilar não muito perto da cama, mas também não muito longe da porta.
Os cabelos castanhos de Rhae eram bem parecidos com o homem que deitava se naquela cama e a xingava. Xingava em todos os idiomas conhecidos, desde os idiomas antigos, aos valírios ao dothraki. Rhaenna apenas revirou os olhos. Oberyn Martell com sua postura séria se retirou de baixo de Ellaria, e a filha o observou nu. Ela ergueu uma sobrancelha. Rhae pensava. Ele vai me foder até eu gritar o nome dele? Até parece. Observou também Ellaria. A morena arrumou seus cabelos para que lhe cobrisse os seios, mas observara ainda o corpo da mulher. Ela era até mesmo bonita. Desencostou do pilar e andou até o pai calmamente, com sua camisa, enquanto Ellaria saía do quarto.
— Oras, pai. Você poderia tentar fazer com que Ellaria gritasse menos, abafar. Dorne literalmente é um puteiro constante, onde a maioria fode com o que quer, quando a sua querida filha aqui precisar de silêncio para dormir, faça. — Ela disse do modo mais venenoso que conseguiu. Esse jeito venenoso tinha sido trabalho do pai.
— Eu não sei quando minha querida filha quer dormir, porque afinal, eu fico ocupado fazendo Ellaria gemer, querida. — Oberyn deu de ombros. — Rhaenna, eu te ensinei melhor. Se quer usar o veneno, não dê cara a tapa e que percebam.
— Não, não. Queria que percebesse mesmo. Afinal eu amo Dorne, aqui é quente. No norte do país é frio, os homens são ruins e as mulheres recatadas. Eu nunca consigo uma transa decente. Sabe o quanto isso é ruim, pai? — Ela fez um bico. — Vossa Graça quer que você vá ao casamento de Joffrey Baratheon com a garota Tyrell, como é o nome mesmo... Ah, sim. Margaery. Você sabe o estado de tio Doran. E tio Doran quer que eu vá com você porque quer que eu me 'adapte' a sociedade nortenha de Westeros, porque parece que eu vou ser despachada para Essos quando me casar com Aion e não ao contrário.
— Sobre isso de você ser despachada conversarei com seu tio. Filha nenhuma minha é despachada sem minha permissão, principalmente para um maldito Targaryen. — Oberyn cerrou os dentes. — Você? Rhaenna Martell de Tombastela, filha de Allyria Dayne com Oberyn Martell, a víbora vermelha, se adaptar ao outro lado do mar estreito? Isso é alguma piada? É mais fácil eu lhe foder aqui e agora do que isso acontecer.
— Nossa, que voto de confiança gratificante pai, muito obrigada. — Ela sorriu falsamente. — Leve Ellaria, vai ser bom ter alguém para me poupar de ser fodida por você.
— Até você se casar eu ainda te fodo, até mesmo antes.
— Deixa de ser pervertido, seu velho louco. Foda até cansar Ellaria. Eu tenho que me guardar, lembra?
— Rhaenna, eu ouço gemidos de seu quarto uma vez ou outra, quer mesmo falar de se guardar? Rhae, eu tenho 42 anos. Eu deveria estar casado. Tenho nove filhas e seis correntes de meistre. Minha vida está ótima.
Rhae revirou os olhos, sorrindo falsamente para o pai. Sentou se na cama do pai, não se importando com o cheiro de sexo que o quarto exalava. Ela vivia com aquele cheiro, Dorne era a cidade do sexo, quase. Deitou se na cama e observou atentamente o quarto de seu pai. Oberyn observou a filha atentamente a onde ela o deixara.
— O que você está fazendo garota?
— Passando um tempo com meu amado pai, algum problema?
— O que você quer, Rhaenna? — Oberyn suspirou fundo.
— Ah vá se danar velho, não posso nem ficar 5 minutos com meu próprio pai e ele acha que quero algo. E se eu quiser apenas a companhia de meu pai? Que eu sabia não serei executada por isso, mas parabéns, alteza. Acabou com meu bom humor.
Rhae afastou se do quarto do pai, com uma expressão de raiva, apenas o olhando puto. Rhaenna andou com seus passos decididos e firmes, pela a Torre do Sol, observando cada pintura e cada retrato que estava por aquelas paredes, até parar em um de um elefante. Ficou parada ao meio das escadas, observando aquela pintura. Tão antiga. Dorne era sua casa, seu tio era um dos membros mais importantes do conselho do rei, ou melhor dizendo, governava Westeros, enquanto os Targaryen governavam Essos. Era uma influência em Dorne. Todos obedeciam Doran Martell, e ela também, não seria rainha em Westeros mesmo que quisesse, este, era o posto de sua prima, Arianne. Ela não tinha interesse. Mas seu tio sabia que para que os Targaryen não invadissem Westeros e o poder de Westeros ficasse apenas com os Martell, uma de suas filhas ou sobrinhas no caso, teria de se casar com um Targaryen que ficaria no Conselho do Rei. Essa função, cabia agora a Rhaenna, já que Trystane se casaria com uma Baratheon e Quentyn se tornaria mercenário nas Cidades Livres. Seus pensamentos rumaram a sua mãe, Allyria. Quem sabe não lhe enviasse um corvo? Deu de ombros, então se afastou. Enquanto andava, foi parada.
— Senhora Rhaenna, você está bem?
— Meistre Myles, não finja se importar. Pelos Deuses, é ridículo. — Ela revirou os olhos levemente irritada. — Meu pai destruiu meu humor, meistre. Não o piore. — Rhaenna dizia tentando ser a mais cordial possível. — Com a sua licença.
Rhae se afastava delicadamente sem demonstrar a frustração que Oberyn Martell tinha lhe causado., então continuara andando, pelo o castelo. Os passos de Rhae se tornaram mais rápidos a medida que era percebido que a seguiam. A dornesa seguia por caminhos que apenas ela conhecia no castelo enquanto ainda era seguida, até se ver encurralada. Deu de ombros, tirando da perna, de um coldre que carregava, sua espada. Sorriu cínica.
— Se você me quer, tente me impedir. — Então colocou a espada perto da jugular, pronta para dar o corte se precisasse.
— Rhaenna Nymeros Dayne Martell! O que você pensa que vai fazer? Eu lhe ensinei bem melhor! — Apenas uma pessoa ousava chamar Rhaenna pelo o nome completo quando tinha raiva.
Papai! Rhaenna xingou o pai mentalmente, revirando os olhos. Abriu seu sorriso mais falso para o pai, ela pularia em sua jugular se ele não fosse mais alto E seu pai. Oberyn soltou um suspiro e abriu um sorriso viperino. Por mais que odiasse admitir, ele amava mais Rhaenna que suas outras filhas, por conviver mais com Rhaenna. Oberyn olhou Rhaenna de cima a baixo, mordendo o próprio lábio inferior.
— Rhaenna, eu fui um idiota com você, minha filha. Desculpe.
— Ora pai, nem sempre eu quero algo. Eu tenho tudo que quero, o que mais posso querer?
— Essa é a minha menina. Vamos, temos um casamento de um maldito Baratheon para ir. Minha filha, você é realmente linda, sinceramente, sinto vontade de lhe foder aqui e agora.
— Não! Você não vai, lorde Oberyn. Naerys e os criados já estão nos esperando, nossas coisas já estão nas carruagens e Ellaria está nos esperando, vamos seu velho tarado.
Rhaenna puxava a mão do pai sem muita força, enquanto o guiava para fora da passagem, ambos conversavam sobre política, algo que odiavam, claro. Mas era mais recorrente que fodas mal sucedidas para Rhae. O caminho era tranquilo e sem muitos problemas, até que chegaram na carruagem, onde Doran seu tio, na sua cadeira de rodas os aguardava.
— Fique de olho em Oberyn, Rhae. Sabe como seu pai é irresponsável. Não o deixe matar ninguém e nem foder quem não deve. Seu pai já me causa problemas demais, assim como Westeros.
— Sim, vossa graça. — A morena fez uma reverência.
— O que eu lhe disse sobre me chamar de vossa graça, Rhaenna?
— Eu, Rhaenna Martell, não lhe devo chamar de vossa graça, apenas tio. Mas droga, tio, é uma questão de respeito as autoridades. — Ela disse debochada.
— Nada de vossa graça. Agora ande, preste nosso respeito ao casamento do garoto Baratheon e conheça seu noivo, ele estará no casamento do garoto Baratheon. Seja educada, Rhaenna.
— Eu sempre sou, tio! O senhor meu pai me criou perfeitamente para ser educada.
— Rhaenna. Os conceitos de educada de Oberyn e eu é completamente diferente. Siga as orientações que eu lhe dei. Não podemos perder essa aliança com os Targaryen, entendeu?
— Sim, tio. — Rhaenna assentiu, ajoelhando se não importando em sujar o vestido, dando um abraço em seu tio, que beijou sua testa.
Rhaenna andou para a carruagem onde seria levada com seu pai e Ellaria, então entrou, a porta fora fechada e assim, ela observava Dorne ficar cada vez menor, enquanto seu tio acenava para a carruagem.
Clothes: (x)
Fale com o autor