Notas iniciais
Bom aqui estou eu de volta! A história foi finalmente repostada e com algumas modificações espero que gostem e que aproveitem bem esse capítulo que todos ansiavam! Amo vocês e esperam que me perdoem por fazê-los esperar! Bom vamos lá!

—Acho que sua toalha caiu...

Um leve silêncio predominou no ar.

—Eu não me importo...

—Mas...

—Você mesma não disseque era seu ofício tomar conta " dele" na primeira vez que nos vimos?

Freddie sorriu maliciosamente, mas trouxe vestígios travessos de menino ao mesmo tempo.

Sam não hesitou em rir, mesmo ficando um pouco sem graça, ela tinha que admitir que aquilo foi engraçado.

O silêncio voltou a predominar novamente.Ambos não diziam uma só palavra, não havia nada a ser dito e achando que aquilo estava claro Sam voltou seu olhar para baixo.Aliás não tão baixo, afinal ela possuía até medo de se arriscar e se surpreender ou até mesmo se assustar com o que veria. Mas Freddie levantou o olhar ela segundos depois, com o dedo em seu queixo.

Ele não queria a deixar escapar dessa vez, não queria que houvesse meio dela fugir. Estava contra ela naquela parede, em seu quarto, nu, vulnerável e realmente a amava,ele realmente a queria.

Ele se aproximou dela a encurralando ainda mais. Seus olhos estavam mais uma vez em "fogo cruzado".

E por um minuto eles ficaram daquele jeito...apenas se encarando um ao outro. Suas testas estavam coladas, seus tórax praticamente unidos de um modo que eles podiam escutar seus corações batendo em um ritmo similar, suas respirações poderiam se misturar de tão grande que era a proximidade entre os dois naquele momento.

Era algo inexplicável: Freddie estava totalmente nu na frente de Sam, estavam naquele quarto e ambos não faziam nada a não ser se encarar. Sam realmente não ligava, não que aquilo não a provocasse ou não a excitasse, mas naquele momento ela queria ficar somente naquele "jogo de encarar" com Freddie.

Luxúria e pecado. Naquele momento ambos eram isso: Algo carnal que se unia, eram iguais, eram postos um frente ao outro, porém ainda se mantinham o respeito por isso. Por serem tão iguais, ainda mantinham o respeito se encarando, esperando o que se fazer...

—Sammy...

—...Não me chame assim...por favor...

—Sammy...

Porém...não seriam luxúria e pecado se nenhum deles cedesse a tentação.

E desta vez ele iria se arriscar. Ele. O pecado queria trazer a luxúria para perto dele cada vez mais e mais. Ele precisava dela.Ela era uma necessidade para ele.

Freddie tomou a iniciativa de acariciar o rosto de Sam levemente, tão leve que ela fechou até os olhos. Logo em seguida, levou sua mão até os ombros da garota, os massageou e acariciou por um tempo seguindo até o pescoço. Ela estremeceu em um arrepio, mas isso não o impediu de prosseguir e ir até seus cabelos e soltá-los. Os cachos da garota se modelaram perfeitamente sobre os seus ombros nus. Freddie adorava quando eles ficavam daquele jeito, era algo tão natural quanto sua atração por ela.

E ali ficaram se olhando novamente por mais um tempo, porém Freddie queria mais, ele queria muito mais...

Ele tombou sua cabeça próximo ao pescoço de Samantha, tão próximo que ela pode sentir a respiração arfada dele esbarrar em sua pele. Tão próximo que aquilo a arrepiou instantaneamente. Tão próximo que ela até estremeceu em um suspiro "ah" um tanto profundo.

E mais um vez ele tomou a iniciativa, só desta vez algo arriscado, algo muito mais arriscado. Freddie dirigiu sua mão até as costas de Sam a pressionando ainda mais contra o seu corpo.

Ela arfou devido a força do impacto.

Eles ainda estavam jogando aquele "jogo de olhares" se mantendo presos um no outro. Ele foi deslizando seus dedos lentamente pelas costas de Sam, até o entrelaçados do espartilho da garota. Freddie começou a " brincar" com o laço no final da ponta como alguém que não queria nada, mas ele realmente queria alguma coisa: queria que ela se juntasse a ele naquela situação "vulnerável".

Freddie começou a tentar arrancar a fita por entre os espaços do espartilho. Sam continuava hipnotizada em seu olhar e se mantinha ainda mais presa em seu toque agora.

Era mágico, era algo surreal , era imprevisível o que poderia acontecer naquele quarto entre os dois naquele momento.

Freddie acelerou o ritmo com que retirava a fita por entre os espaços, diminuindo proporcionalmente a pressão do espartilho contra o corpo de Sam. Faíscas começaram a percorrer pelo corpo da garota, mais intensas que nunca. O pecado a chamava para se unir a ele e ela realmente estava cedendo, deixando o seu orgulho de lado. Aquilo ansiava o seu corpo. Ansiava tanto que ela não aguentava a intensidade com que as coisas estavam ocorrendo, mas o incrível de tudo aquilo era que ela realmente estava gostando, mas algo a impedia de ceder.

—Para...para...Freddie...para...Por favor..._ Tentava dizer com sua voz rouca, que quase não saía, estava guardada para dentro de si. Afinal não havia voz ou muito menos palavras para o que se passava.

Sam ainda se conteve alguns minutos em silêncio, porém a intensidade com que Freddie retirava a fita e o modo como seus seios estavam prestes a pular para fora do espartilho a impediram de ceder:

—FREDDIE PARE! PRA MIM CHEGA!

Ela se virou de costas para ele, evitando totalmente de encará-lo.

— Você...você pode colocar a sua toalha de volta por favor?

—...Claro_ Freddie dizia quase hesitando por um minuto.

Ele não queria parar e por incrível que pareça Sam também realmente não queria e naquele momento ela estava se martirizando por isso: por ter sido fraca. Ela se odiava naquele momento.

Ainda de olhos fechados, Sam pôde sentir quando Freddie colocou sua toalha novamente e mesmo que fosse algo "inapropriado" ou "inadequado" para a situação ou momento, ela mesmo assim o realizou:

—...Freddie?

—O que?

—Você... pode por favor amarrar o meu espartilho? eu não o alcanço...

Houve um breve silêncio.

—...Claro.

Freddie dirigiu suas mãos até a fita quase totalmente desamarrada e por um minuto ele hesitou. Por um minuto ele pensou em retirá-la de uma vez e deixar toda aquela pressão sobre o corpo de Sam sumir e que ele a pudesse ter finalmente em seu quarto. Mas não.

Havia o respeito o respeito que ele havia por ela. Ele a amava suficiente para fazer amor com ela, mas também a amava suficiente para respeitá-la. Era uma vantagem e desvantagem naquela situação : Ele a amava.

Ele a amarrou delicadamente, mesmo que no último feixe ele tenha apertado com uma leve força, não que fosse sua intenção, claro que não, mas ele o fez sem querer.

—Pronto.

—Ah obrigada..._ Sam disse se voltando para ele um pouco sem graça_...Bom é melhor eu ir procurar a Jade ela não est...

—...Poderíamos estar ali agora..._ Freddie a interrompeu.

—O que?

— Eu e você...poderíamos estar naquela cama agora...

Ela abaixou a cabeça por um minuto, envergonhada com a situação , tendo aversão de si mesma.

—Freddie eu ...

—Sam eu não entendo ok? Eu só não entendo o porque que você não consegue entender que eu TE AMO! Eu te amo Sam! Te amo tão intensamente que desde aquela noite em que nos beijamos eu tenho corrido feito louco atrás de você , fico tão louco que sempre que eu te beijo eu necessito de uma parede para que você não fuja porque eu realmente preciso de você...Te amo tão cegamente que não só hoje, como todos os dias venho negando a presença de outras mulheres, especialmente uma das maiores cortesãs como Victória! Eu a neguei na sua frente e negaria pelas suas costas, mesmo que você não estivesse aqui e por quê?! Por que eu fiz isso tudo? ...Porque essa noite nessas controvérsias do destino eu queria ter você aqui comigo, eu queria...eu queria te ter pra mim, fazer amor com você a noite toda, porque eu simplesmente TE AMO! ...Seríamos só nós dois Sam naquela cama e nosso corações batendo como um só, mas eu realmente não entendo o porque "seria" e porque não " foi" ou " está sendo"...Eu realmente não entendo Sam.

Aquilo fora um desabafo e era mais uma vez mais que oficial: Freddie Benson estava totalmente apaixonado por Samantha Puckett. Estava tão apaixonado que estava ficando louco por causa dela que naquele momento ele chorava feito um menino. A garota assistia aquilo com um aperto no coração, era intrigante como ela via o quanto ele a amava tanto que estava disposto a fazer amor com ela naquela noite e o que ela fez?! Simplesmente não teve coragem. Ela se odiava ainda mais nesse momento por ver todas as confissões de Freddie que estavam mais que claras.

O problema é que Samantha também o amava, também se sentia atraída por ele e o fato de ir para cama com ele era algo tão erótico e tão romântico ao mesmo tempo. MAS...sempre havia um MAS que a acompanhava em seus vestígios passadas e ela realmente não havia culpa disso.

—Freddie eu...Não sei ...e-eu...

—VOCÊ O QUE SAM?! VOCÊ NÃO ME AMA É ISSO?! O QUE EU SOU PRA VOCÊ? SÓ ALGO QUE LHE DÁ PRAZER E QUE SABE QUE TODA VEZ QUE A VÊ VAI BEIJÁ-LA COMO SE EU FOSSE UM OBJETO?! E QUANTAS VEZES EU SÓ...

Sam o surpreendeu: ela o calou beijando seus lábios lentamente. Aquilo realmente o surpreendeu, ela nunca havia tomado iniciativa alguma sobre algum beijo ou ato. Ela acariciava seu rosto e ele brincava com o seu cabelo. Fora uma forma dela mostrar que realmente o amava, que realmente se importava, que realmente o queria, que ele realmente não era e nunca foi um objeto para ela. Sam deixava ele a beijar porque ela queria.

Depois de algum tempo o beijo foi cessando:

—Escute Freddie..._ Dizia com os olhos fechados mantendo suas mãos no rosto dele- ...Você não é e nunca foi um objeto pra mim, eu deixo você me encarar, me agarrar, me beijar porque EU QUERO, porque eu...porque e-eu...

—Você o que Sam?

—...porque eu amo você.

Neste momento o rosto de Freddie voltou-se totalmente para ela e sorriu de uma forma animadora e cheia de luz com que havia ouvido como se perguntasse "Sério"?

—Sim, eu te amo. Amo tanto que eu quero que você entenda que o problema não é você e sim eu...Freddie eu sou complicada, você já deve ter percebido isso só por todos os fatos que já vivemos até agora e eu quero que você entenda...que seja compreensivo que eu preciso de um tempo para respirar...Um dia você ainda vai entender tudo o que estou te falando e quando esse dia chegar...Eu prometo: nossos corações vão bater como um só.

—Quer dizer que...você realmente me ama mesmo?

—Sim Freddie, eu te amo!

Ela disse sorrindo para ele e ele? Também sorria finalmente satisfeito e feliz para ela de volta. Sam estava finalmente orgulhosa do que havia feito, ela havia sido totalmente sincera com Freddie.

Foi sincero e intenso. O que ela sentia por ele era intenso.

—Bom é melhor eu ir procurar a Jade agora ...

—Oh tudo bem, pode ir.

—Obrigada_ Sam ia se retirando enquanto Freddie a observava pensativo_...Então adeus Freddie, quem sabe nos vemos amanhã...?

—Sim, ah Sam...?

— O que é?

—Você pode me dizer uma coisa?

—Claro, o que é?

— Pode me dizer se falta muito para o dia em nossos corações vão bater como um só?

Ela mordeu o lábio e sorriu sem graça, sendo efeito do sorriso de lado com a pergunta que ele havia feito.

—Olha...eu posso não sabe, mas posso dizer que pelo visto...não vai demorar muito.

Ambos sorriram de uma forma sincera: ele o forçando para o lado e ela mordiscando o lábio.

—Então...Boa noite Freddie.

—Boa noite Sam.

Ela foi fechando a porta lentamente, enquanto Freddie a observava fechar. Sam ficou imóvel alguns segundos encostada á porta só recapitulando o que havia acontecido e lançou um sorriso para baixo. Ao desencostar da porta, sentiu uma leve rajada de vento e se voltou para ela e adivinhe? Lá estava ele a agarrando em um abraço novamente:

—Seu louco! O que você está fazendo?! Alguém pode nos ver!

—A por favor? Eu não podia me despedir de você sem um último beijo de boa noite Sam...

E se beijaram mais uma vez, não muito longa.

— Vai agora entra aí seu louco! Antes que te vejam desse jeito e pensem que eu sou uma tarada prestes a te molestar!

—Ok , adeus Sam...

—Adeus Freddie...

Quando a porta se fechou ela novamente se encostou, lançou outro sorriso bobo ao chão e depois de se recuperar dos devidos acontecimentos ela se foi no final do corredor toda abobada e feliz.

O corredor estava vazio, certeza que ninguém havia visto Sam e Freddie juntos, ou melhor QUASE certeza , se Drake não estivesse escondido por ali e não tivesse visto os dois naquela situação.

—Não pode ser! Não creio! Ora ora...Quem diria? O Seu Xerife de caso com a dançarina Samantha a quem disse ter aversão, mas em seus aposentos a história é diferente...Pois bem, achei a pepita de ouro para expôr para a cidade toda!

Continua....

Notas finais
E ai meu povo? O que acharam? Espero que tenham gostado do capítulo Seddie que fiz para vocês, espero que tenham gostado e espero que voltem para o próximo! :)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.