The West Heart - Lovers On The Wild Sun
6 Scared and Sober
Notas iniciais
E ali estavam os dois, ainda se encarando. Apesar do final do tal "incêndio", ainda podiam sentir as chamas percorrerem pelos seus corpos.
O que ainda lhe restavam era o medo inflamável que se estampava em suas faces. Ambos estavam assustados.
Assustados por tudo ter acontecido tão rápido. Assustados com o fato de como seus corpos corresponderam ao beijo. Assustados porque na verdade, eles queriam um ao outro.
Queriam arder um com o outro, um sobre o outro se tornando apenas um só. Eles se queriam.
Mas o empurrão do destino fora tão forte que aquilo os assustou. Sam e Freddie respiravam ofegantes, se perdendo no olhar um do outro procurando entender porque fizeram aquilo. Mas claro que aquilo era óbvio, não é mesmo?
Freddie a encarava com sua expressão de dúvida. Samantha respirava ainda ofegante de uma forma que fazia seus seios subirem e descerem de uma forma erótica e aquilo cativava Freddie, aquilo o excitara de uma foram que o prendia para ele não ir embora ainda. Ele tentava ser forte, tentava não ceder ao máximo, afinal ela estava deitada em uma cama bem na sua frente, daquele jeito: totalmente vulnerável. E era isso o que mais o assustava: ele queria fazer algo com ela, algo que naquela cama ele aumentaria seu ego sobre ela, mas a diferença é que desta vez seu ego não era de poder e sim era um ego de sensualidade sobre ela.
Era o que ele queria provar. Mas sua vontade de a ter era tanta, mais tanta que ele tinha medo dessa intensidade fazer mau a ela no momento.
Ele estava sóbrio, mas quando a tocasse sabia que ficaria fora de si.
Por isso Freddie foi se afastando cada vez mais e mais, caminhando lentamente para trás...
Apesar das distância ir diminuindo, ele e Sam ainda se encaravam.
Até que ele alcançou a porta. Girou a maçaneta e a abriu saindo correndo apavorado, deixando Sam sozinha.
Ele saiu correndo tão aceleradamente e apavorado que mau de despediu de Madame Nona e Jade. Ambas estranharam sua mudança de postura. Jade que era menos boba, sabia que o que havia acontecido era algo que no quarto de Sam ela encontraria a resposta.
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Ela ainda se mantinha imóvel. Ela ainda estava lá, sem mexer um músculo se quer.
Samantha estava paralisada, só recapitulando tudo o que havia acontecido em sua cabeça. E a conclusão que chegava a assustava ainda mais: ela realmente havia beijado Freddie, e os rumos que se sucederiam a poderiam a ter levado a fazer algo mais promíscuo com ele naquela cama.
Aquilo era assustador.
Ela poderia ter dormido como o inimigo naquela noite e havia algo que a fazia gostar daquela ideia.
A porta se abriu lentamente, revelando Jade que procurava pela amiga em chamados de "Sam? Sam? Você tá ai?".
E quando Jade a viu daquele jeito sua risada foi instantânea e inevitável:
—Ora Ora o que temos aqui?! Haaa ...Estou vendo de qual registro vocês dois se tratavam.
—...Não tem graça Jade! _ Sam tomou coragem e disse ainda um pouco fraca com a pressão da corda em seus pulsos.
—Desculpe, mas claro que tem _ Jade ria indo em direção da cama e sentando em sua ponta_ ...Hey Sam o cabaré só vai inaugurar semana que vem, não sabia que já estava em prática de seu ofício.
—Não aconteceu nada, tá?!_ E mesmo fraca, Samantha pegou suas forças para fazer o seu bico de criança emburrada.
—Aham sei!
—Vê se para de graça e me desamarra por favor!
—Samantha e Freddie sentados numa árvore se beijan.._ Liz cantava o deboche em tom da musiquinha tradicional.
—CALA A BOCA JADE!
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—e 5,6,7,8
E lá estava Sam mais uma vez esbarrando em uma de suas colegas, fazendo outra trombar com a da ponta e fazer a do lado cair. Ela não conseguia se concentrar e muito menos decorar a dança de jeito nenhum. Ela ainda estava assustada.
—Samantha querida, você precisa se concentrar!
— Desculpe Madame Nona eu sei disso , é que eu não consigo me concentrar ou dançar sem o som do piano.
Ela estava usando a desculpa do piano novamente e ela estava um pouco certa. Não havia ninguém para tocar o piano desde que o Senhor Wesley havia falecido antes mesmo da reforma começar e ainda não haviam arranjado ninguém em seu lugar.
—Prometo que iriei arranjar alguém até semana que vem. Acho que está bom por hoje meninas! Estão dispensadas.
Sam mau via a hora de deitar em sua cama e finalmente poder dormir. Mas os pensamentos sobre o que acontecera com Freddie ainda a perturbavam. Apesar dela tentar encontrar o sono, revirando de um lado para o outro da cama, aquilo a fazia lembrar cada vez mais do impacto quando ele a jogou na cama daquele jeito, fazendo seu corpo tofo se contorcer. Aquilo não fora uma agressão e sim um toque carnal envolvente que no decorrer do tempo esse pensamento a envolveu em um sono profundo...
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A noite passou e deu lugar a mais um dia quente em Pepita.
As pessoas já se movimentavam pela rua e ocupavam os seus respectivos ofícios . E ainda havia aqueles e muitos que ainda comentavam e esperavam o próximo confronto entre Sam e Freddie.
Eles mau sabiam o que tinha acontecido na noite passada.
Na delegacia , Freddie ainda estava pensativo sobre o que havia acontecido entre ele e ela. Robbie , que estava junto dele na delegacia, notou sua mudança de humor : ás vezes ele olhava distraído muito além de onde ele fitava , respirava fundo e sorria levemente formando aquele " sorriso de lado" e logo em seguida balançava sua cabeça, parecendo acordar de um transe.
Sim, ele estava pesando nela.
Robbie estava um pouco curioso sobre o porquê dele estar daquele jeito e o que ele havia feito com Samantha.
—Ah...Freddie?
—...Ãh? ... aaa O que foi Robbie? _ Ele disse saindo de mais um de seus transes.
— O senhor está bem?
—Sim... Sim, estou sim porque?
— Não, é que o senhor parece...Diferente...Xerife, o que o senhor acabou por fazer com a Senhorita Samantha ontem á noite?
Aquilo gerou um duplo sentido e fez tanto sentido com a realidade que Freddie engoliu a seco. Por um minuto ele achou que Robbie sabia do ocorrido, mas ele logo caiu em si.
— Ah ... nada ,só fiz o que tinha de fazer...
Robbie achou estranho, mas mesmo assim ignorou e deu de ombros.
O silêncio que se estabeleceu entre eles durou pouco, pois logo em seguida Catherine chegou a delegacia de surpresa com o seu vestido verde cheio de babadinhos e seu leque todo bordado. Robbie já estava corado, afinal ele tinha uma queda por ela.
—Bom dia primo, bom dia Robbie.
—Oh bom dia prima , e aí como vai?
—Vou bem e você?
—Só um pouco cansado.
—Eu imagino... deve ser exaustivo tratar de assuntos criminais de interferência de terceiro grau.
—É, pois bem porque veio? Posso te ajudar em alguma coisa?
—Oh papai pretende dar uma festa no hotel sexta feira e ele quer abrir para toda a cidade, ele queria que eu te avisasse e gostaria que ajudasse a espalhar o anúncio.
—Claro eu ajuddo , mas nossa! Para toda a cidade?!
—Sim, ele quer mostrar as novas reformas que ele fez no hotel..Ah e Freddie porque não está de chapéu?
—É verdade Fredie, não te vi com o seu chapéu desde que chegou.
—Meu chapé..._ Ele tateou sua cabeça para se certificar de que não estava com ele _ ...MEU CHAPÉU! ONDE ESTÁ?
—Será que você não o deixou no hotel?
—Não eu...eu ... eu deixei ... AI MEU DEUS!
Agora ele recordava: o chapéu havia voado longe no momento em que caiu sobre Samantha na noite passada. Ele estava lá. Seu coração acelerou, agora ele teria um motivo para voltar até lá.
—Robbie eu já volto! Fique aí no meu lugar!_ Ele saiu correndo apressado.
—Mas espere aonde o senhor...?
Não deu tempo de Robbie acabar de perguntar, pois Freddie já estava do outro lado da rua em frente ao The West Way. Seu coração palpitava e não pelo fato de que havia corrido feito um louco e sim porque ele a veria. Ele estava excitado novamente.
Já do outro lado da rua estavam Drake e Spencer .Drake observava Freddie. Estranhou o ver sem chapéu e ainda em frente ao Saloon:
— Mas ... o que o xerife está fazendo ali?
—Ãh? o que tem?Ele estava ali na noite passada.
— O quê?! Como assim ele estava lá?! Como você sabe que ele esteve lá ontem á noite?
—Ontem eu estava caminhando quando o vi sair correndo de lá de dentro...
— E POR QUE VOCÊ NÃO ME CONTOU ISSO?
— Achei que não fosse importante....
Freddie tomou coragem e entrou no Saloon.
—Isso! Ele entrou! Porque ele entrou?! Olhe Spencer , isso não só está me cheirando estranho como pode estar cheirando grana vindo por aí...
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Freddie não encontrou ninguém no saguão, o que facilitou que ele subisse as escadas apressadamente. Ele já estava ali: batendo na porta do 26 novamente.
Samantha abriu a porta.
Seus olhos se encontraram novamente.
—Olá...
— O que você está fazendo aqui? O que você quer? _ Ela virou de costas para ele e caminhou até o meio do quarto, evitando de olhar para ele. Ela evitava, afinal ela também ainda queria se manter sóbria.
—Ah eu só vim pegar o que é meu...
— Ah sim...
Ela foi até a mesa e pegou o papel do registro e o chapéu de Freddie.
Sam se virou para ele, ainda evitando de o encarar e lhe estendeu os objetos.
—Aqui está...
—Obrigado...
Freddie estendeu suas mãos lentamente para pegá-los, pegando- os delicadamente, quando sua mão relou na dela. Aquilo aumentou ainda tensão entre os dois, que ainda evitavam de se olhar.
Isso era uma tortura para os dois, tanto que quando Freddie os pegou completamente, Sam bufou ofegante como se estivesse a muito tempo sem respirar e logo em seguida virou de costas novamente para ele, evitando de o encarar novamente.
—Bom... acho que você já pode ir embora.
—...Samantha...eu ... sobre o que aconteceu ontem...
— E o que aconteceu ontem?! Desculpe , mas nada aconteceu ontem eu não me lembro de nada que ..._ Ela se fazia de cínica.
—ESTOU FALANDO SOBRE O BEIJO SAMANTHA JOY PUCKETT!
Ela gelou. Ele se exaltou. Eles iriam encarar a verdade novamente e pelo visto teriam de encarar um ao outro, a grande pergunta era se ainda conseguiriam se manter sóbrios...
Continua...
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