The Wedding Planner
4 Someday.
Notas iniciais

— Acha que ele vai gostar? — Nymphadora perguntou olhando para os catálogos que mandaria para Lucius Malfoy, noivo de sua tia Narcissa, e o terceiro — e mais importante, sócio da empresa delas.
— Acho sim, assim como Bill vai adorar esses novos móveis que terá que fazer. O que eu realmente espero, porque ele terá que passar mais tempo com você — a sócia murmurou enquanto lixava as unhas, sentada em cima da mesa de reuniões.
Tonks jogou uma da fotos em Marlene e bufou.
— Você quer parar com isso?
— Você que têm um tombo por Weasley desde que se formou com Charles, não tenho culpa de nada, Dora.
Nymphadora revirou os olhos e levantou um pouco o braço, fazendo então um gesto obsceno para a loira. Elas travaram uma batalha de palavras não ditas até que Peter, um dos assistentes de Lucius chegou com um vaso com orquídeas cor-de-rosa.
— Nymphadora Tonks? — ele perguntou com a voz baixa.
— Sou eu.
Ela encarou as flores e olhou para Marlene, que parecia tão sem reação quanto ela.
— Obrigada.
Assim que o castanho saiu, McKinnon colocou-se de pé e colocou as mãos na cintura, ao que a amiga procurava pelo cartão.
— Que legal. Sou eu que passo dois dias na cama com um cara e é você quem recebe flores!
A outra a ignorou, olhando-a com um sorriso leve nos lábios.
— Não tem cartão.
— Ah, Nymphadora. Você não acha que são do seu príncipe encantado, acha?
— Amelia pode levar para minha mesa, por favor? — pediu, para a assistente em um tom mais alto, tentando ignorar a loira.
— Claro, pode deixar!
— Quer parar de falar isso em voz alta? — murmurou para Marlene, enquanto a assistente tentava equilibrar o vaso em suas mãos.
— Todo mundo sabe Tonks, menos o Bill.
— É, todo mundo — Amelia respondeu antes de sair da sala com um sorriso leve nos lábios.
Nymphadora olhou para a loira e bufou alto, pouco antes de ouvir um latido e ver um cachorro de porte grande entrar na sala, correndo.
— Dobby! — ela exclamou com um sorriso, se abaixando para acariciar os pelos macios — Oi garoto. Tudo bem?
— Ei Dobby, venha aqui, não pode babar em nada ou ficamos desempregados — a voz de Bill Weasley fora ouvida e ele deu um sorriso para Marlene e Nymphadora, chamando o cachorro ao bater em suas próprias pernas.
— Oi.
McKinnon encarou a amiga com uma expressão de tédio e então sorriu para Bill.
— Olá, Weasley.
— Como foi? — Tonks perguntou com um sorriso ao se levantar e encarar o ruivo.
— Foi fenomenal, subimos e descemos em dez horas. Foi nosso melhor tempo — disse, se referindo a escalada que tomara seu tempo com os irmãos para fazer.
— Poxa, menos tempo que vocês levaram da última vez.
— Como você se lembra disso? — ele perguntou puxando as mangas da camisa xadrez até os cotovelos e sorriu para a amiga.
— Ah... Não sei — a morena desconversou e virou-se para a mesa onde estavam as novas referências de móveis — Nós separamos o que Lucius havia pedido para que você fizesse, para... Os novos casamentos. O que acha?
— Acho que são formais demais, não... Transmitem a sensação de estar ao ar livre como Narcissa falou que queria na última reunião.
— Ordens do chefe — McKinnon disse séria e cruzou os braços.
— E se você fizer o que ele está pedindo e aparecer com alguma ideia de móvel para o casamento dele com Cissy? — a morena deu a ideia e sorriu, olhando para as fotos a frente dos três.
Bill sorriu e concordou.
— É uma ótima ideia — murmurou ao sair da sala de reuniões, seguido por ambas.
— Você consegue nos falar como estão os móveis do casamento de Bones? — a loira se meteu, olhando para o celular — Ela está extremamente ansiosa, eu diria que até... Nervosa.
— Tudo bem, eu posso dar um jeito de te mandar assim que chegar na marcenaria — comunicou e viu a mesma revirar os olhos — Tem sete meses ainda para tudo estar pronto, Lene.
— Você não lida diretamente com elas para saber o quão insuportáveis noivas podem ser, Weasley.
A gargalhada de Bill tomou o corredor e ele pegou sua mochila, chamando Dobby para ficar junto consigo.
— Tonks, foi você quem mandou aquele café para mim mais cedo? — ele perguntou a encarando quando ajeitou a alça da mochila em seu ombro, quando a mesma concordou ele sorriu mostrando todos os dentes — É por isso que eu te amo — disse, antes de sair com o cachorro.
— Eu também te amo — ela murmurou em resposta e fez Marlene bufar.
A loira parou em rente à sócia e levantou o braço, dando alguns tapas fortes no rosto de Nymphadora. A mesma chacoalhou a cabeça com os olhos fechados e respirou fundo, voltando a sua pose.
— Tá, tá. Você tem razão. Eu precisava disso.
— Feliz em ser útil, Dora — ela sorriu debochada ao deixar a morena em seu escritório e seguiu para o próprio.
♡♡♡
— Tudo bem, eu espero ver todos vocês na minha festa de noivado hoje a noite! — a voz de Amelia soou divertida na saída quando todos os funcionários terminaram seu turno — E Tonks, obrigada de novo por isso!
— Tudo bem — a chefe lhe deu um sorriso ao ajeitar a bolsa em seu antebraço e sair de lá com Marlene ao seu lado.
Ambas saíram da empresa juntas, com os braços dados.
— Escuta — Marlene começou a falar cutucando o corso da mão de Tonks com seu polegar — Uma galera da logística vai em casa antes da festa, vão levar tequila, você não quer ir?
— Ah, legal! Mas não dá, combinei de buscar Fleur no aeroporto.
— Poxa... Não seria ótimo se você contratasse alguém para fazer isso? Uber o nome.
Nymphadora jogou a cabeça para trás e riu, cutucando a barriga de Marlene.
— Faz tempo que não a vejo, que ir buscá-la. Você permite?
— Claro... Estarei fazendo algo mais legal que a senhorita perfeita — a loira disse com um sorriso debochado e Tonks riu, separando seus braços e caminhando até seu carro — Te vejo a noite?
— Até mais tarde, Marls.
♡♡♡
Nymphadora havia estudado com Charles no ensino médio, mas fora com Fleur que passara seus três anos na França, estudando sobre eventos e casamentos. Quando viu a francesa entrar pela porta de desembarque ela sorriu e a abraçou com força.
— Deus, como eu senti sua falta, Dora — a loira falou com seu sotaque carregado e se afastou, segurando a alça da mala — Tem certeza que não tem problema eu ficar na sua casa?
— Problema algum, vem, eu estacionei do outro lado da rua — a morena respondeu ao passou seu braço pelos ombros da amiga e andar com ela pelo grande aeroporto, para que pudessem encontrar o carro que havia saído da oficina naquele mesmo dia.
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