The Weapon
15 Capítulo 15
Quando a fumaça desapareceu, eu pude ver...
–KYAAAAAAAH! — ...esqueletos. Horriveis esqueletos que me encaravam com seus cranios (?) malignos.
–Você está... — Johan foi interrompido por outro grito, dessa vez de Acsa.
–AHHH! — Gritava — Cães! Malditos cães! — Enterrou o rosto na camisa de Petter, que não estava entendendo nada.
–C-cães? F-fi-ficou c-cega, é? São es-esqueletos!
–N-não! — Retrucou com a voz abafada pela camisa do garoto. — S-são cães! Sei que são!
–Vocês estão bem? É apenas aquele cara da serra elétrica... — Disse Johan, olhando-nos preocupado.
Ao meu lado, Gabriel arfou.
–Zumbis. — Murmurou.
–Mas hein? — O encarei confusa.
–O que está havendo com vocês?! — Perguntou Jully, antes de ser interrompida por uma exclamação de Johan.
–Ah céus! — Sussurava enquanto se encolhia. Acsa choramingava no colo de Petter e Gabriel olhava para todos os lados assustado. Os adolescentes do carrinho de trás haviam desaparecido magicamente, que será que houve? — Morcegos... Milhares deles... Eles estão comendo o cara da serra elétrica... Meus deuses...!
Isso não fazia sentido. Para mim haviam apenas esqueletos, nenhum cão, zumbi ou morcego. Mas aí eu lembrei da nuvem de fumaça roxa e fiz uma conta mental. Cada um vendo uma coisa = loucura, loucura + semideuses que deveriam estar no acampamento, mas não estão = Um Dionísio bastante irritado.
Olhei para trás e vi que Petter estava com os olhos fechados, na minha frente Jully fazia o mesmo. Ignorei o esqueleto o máximo que podia.
-Será que pode aparecer logo, senhor? — Perguntei fazendo a melhor reverencia que podia fazer sentada.
-Você é esperta... — Comentou uma voz masculina. Logo seu dono apareceu: Um homem de aparencia jovem, um pouco fora do peso e de cabelos castanho-escuros. — Ou não. O que vocês esperavam quando vieram para cá, hum?
-Haviamos nos esquecido das normas, senhor. Desculpe...erm... Senhor. — Respondi incerta enquanto abaixava a cabeça.
-É claro que haviam. — Resmungou.
Olhei para a direção do esqueleto que continuava lá, firme e forte, e soltei um gemido baixo.
-Poderia parar com nossas alucinações, por favor, senhor?
-Não. — Respondeu ríspido.
-Okay, então, senhor. — Estava enjoando de falar senhor. — Devemos voltar ao acampamento, senhor?
-Para de falar "senhor" toda hora. Estou ficando enjoado com isso... — Resmungou Johan.
-Não. Fiquem mais um pouco. — Respondeu o velho, digo, o deus.
-Sério?
-Não. — Riu.
-...
-Voltem imediatamente.
-Sim, senhor. — Respondemos juntos.
Voltamos à carruagem com passos rápidos. No caminho, pude jurar ter visto o Sr. D entrar em uma barraca de jogos. Acsa, Petter, Gabriel e Johan ainda estavam um tanto perturbados, se é que essa é a palavra certa. No caminho foi um silencio profundo, eu e Jully nos entreolhavamos as vezes e murmuravamos algo de vez enquanto, mas não passava disto.
Quando voltamos fomos chamados na Casa Grande. Quíron nos deu um sermão e nós ficamos na mesma desculpa de ter esquecido as normas.
-Tudo bem, então. — Disse após pensar um pouco.
-Sério?
-Não. — Isso está me irritando. Segunda vez que acontece, na mesma noite!Argh... — Vocês irão limpar a louça de todos os campistas nos próximos dois dias.
-...Isso é brincadeira, né? — Choramingou Jully
-Não. Agora voltem para seus chalés. E a carruagem ficará comigo.
Acsa e Petter suspiraram e assentiram positivamente com a cabeça.
-Desculpe por isso. — Disse para Gabriel, que decidiu acompanhar-me até a porta.
-Não se preocupe, acontece. — Sorriu torto.
-Erm... Então, tá. Boa noite! — E bati a porta na cara do coitado. Quando percebi o que havia feito abri a porta, mas ele já não estava lá. Não, também não estava caido no chão, eu verifiquei isso.
Notas finais
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