The Weapon
13 Capítulo 13
Acsa murmurou algo no ouvido do gato-cavalo (apelido que criei especialmente para o gato preto gigante de Acsa) e então o bicho deu um miado e começou a correr. Pensei que fossemos bater na parede, mas acho que atravessamos algum tipo de portal... Bem, sei apenas que num segundo estávamos no chalé de Hades e no outro estávamos voando numa altura superior a dos prédios da cidade. Tudo bem, isto foi estranho, mas estou começando a me acostumar.
Enquanto o gato-cavalo nos puxava a gente conversava sobre qualquer tipo de assunto que surgisse. Petter nos contou o que aconteceu com ele quando esteve desaparecido, mesmo que um pouco hesitante devido a Gabriel.
-Yumemi? Que diabos de nome é esse?! — Ri.
-Yumemi vem do japonês... — Comentou Gabriel. — Significa sonhou.
-Tem certeza? Não significa pesadelo não? — Petter revirou os olhos.
-Pesadelo é Akumu. — Retrucou.
-Sabe falar japonês? — Perguntei curiosa.
-Morei no Japão por um tempo, digamos que precisei aprender ao menos o basico.
Eu ia continuar no assunto, mas Acsa me interrompeu.
-Chegamos! — A criatura praticamente berrou. Opa, limpa isso aí, queridinha, tem entusiasmo escorrendo por toda sua cara.
Mais adiante estava um parque todo iluminado com luzes de diversas cores.
-É ainda mais lindo ao vivo! — Comentou enquanto passavamos por um homem cospindo fogo na beira da estrada. Ele me pareceu familiar...
-Você não viu nada, amiga. — Disse um pouco hesitante enquanto dava uma ultima olhada em direção à carruagem que já desaparecera na escuridão da estrada.
Senti vontade de vomitar quando disse isso. Como assim amiga? Eu conheci ela hoje e ela já irou minha amiga? Eca. Mas deixe para lá, estou aqui para me divertir, mesmo que eu tenha certeza que, de algum modo, eu estou ferrada.
Fomos até a bilheteria comprar ingressos, os meninos foram completos cavalheiros e ficaram com a conta para eles.
Combinamos de nos encontrar na bilheteria novamente depois de meia-hora. Gabriel e eu fomos em uma barraca de tiro ao alvo.
-Escolha qualquer um que eu ganho para você. — Disse ele.
-Aquele — Apontei para um urso de pelucia marrom de tamanho consideravel que usava uma camisa escrito "Te amo".
-Quantas vezes tenho que derrubar as latas para ganhar ele?
-Todas, são cinco chances. — Respondeu um homem gordo com uma roupa velha suada.
-Moleza. — Disse enquanto colocava cinco pratas no balcão.
Em sete segundos ele derrubou as latas, o homem o olhou surpreso.
-Parabéns... — Falou confuso enquanto buscava o premio.
-Uau! Você é bom de mira. — Elogiei.
-O treinamento de arco e flecha me serve para alguma coisa — Riu levemente enquanto me dava o urso.
-Obrigada! — Devolvi com um beijo na bochecha. — Vamos na montanha russa?
-Claro, mas antes vamos comprar um cachorro quente, estou com fome. — Ele colocou os braços sobre meus ombros e então fomos em direção à barraca de cachorro quente, pareciamos namorados. Enquanto andavamos, vi Acsa e Petter indo de mãos dadas nos carrinhos de bate-bate.
-Vou ali falar com a Acsa e já volto — Avisei sem tirar os olhos dos dois para não perde-los de vista e então corri em direção a eles.
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