The Weapon
34 Capítulo 34
(POV PETTER)
Quando encontramos a elfa, ela estava em cima de uma grande pedra erguendo a espada ao céu. Trovões anunciavam uma tempestade, a areia dançava ao seu redor. Encarava friamente Jasmine, que erguia a foice de Annie em uma ameaça clara.
-Desça daí, maldita! Desça e pague por tudo que fez! — Gritava enfurecida.
-Como se você fosse santa. — Retrucou a elfa, que parou de responder por aí.
-Perto de você eu sou a personificação da paz e da pureza! — Rangeu os dentes. Sério, parecia a visão do Mundo Subterrâneo.
Empunhando o machado, dei alguns passos até lá antes de ser parado por Annie, que puxou-me de volta.
-Deixe. Jasmine resolverá isso... Espero. — Olhei-a preocupado, mas ela não retribuiu o olhar. Parecia concentrada no que estava acontecendo.
-Annie. — Chamou Acsa — Você sabe que essa espada em mãos erradas pode acabar com o mundo, né?
-Sim, eu sei. Mas é assim que deve ser.
Ela está falando da Jasmine lutar com a Lilian ou do mundo acabar?
Preferimos não discutir. Acsa abraçou-me de lado, assistindo os relampagos que cruzavam o céu em pura furia. Em pura violencia.
-Violencia. — Ouvi Acsa murmurar.
-Jasmine! — Gritou Annie fazendo a outra se virar. — Faça-o logo!
Imediatamente Jasmine ergueu uma das mãos e murmurou alguma coisa, fazendo uma névoa cercar a elfa, imobilizando-a. Os relampagos cessaram e uma luz dourada cercou-a, o som de correntes podia ser ouvido.
-Não! — Rosnou, lutando para se libertar da magia.
E conseguiu, pulando ao chão e desferindo um golpe lateral contra a menor, que defendeu com o cabo da foice. Iniciou-se um duelo, ambas as partes com chances iguais de vitória. Cada vez que a arma do meu pesadelo chocava-se contra a foice da filha de Hades chamas brancas, negras e vermelhas cruzavam o ar. Risadas malignas soavam, causando-me arrepios, e não eram de nenhuma das duas garotas.
Os relampagos haviam voltado e iniciava-se uma ventania, além da chuva forte. Um cheiro de morte envolveu o ar, o que achei estranho.
-Morte. — Murmurava Acsa.
-Quê? — Perguntei, ela levantou o rosto para mim.
-O terceiro demônio. Morte.
Engoli em seco, prestando atenção na luta.
Jasmine passou a usar da magia, enfeitiçando a foice e deixando-a com um brilho cor-de-rosa.
Melanie riu baixinho, Annie grunhiu, fazendo a filha de Hermes se calar.
Mas o brilho cor-de-rosa até que deu sorte à menor que, aproveitando a concentração da elfa na foice, deu-lhe uma rasteira, fazendo-a cair. A bruxa levantou-se num pulo, voltando a tentar enfeitiçar a elfa.
-Ireth! (Maldita!) — Resmungou, sendo envolvida novamente pela luz dourada.
Os relampagos pararam, a ventania diminuiu, no entanto a chuva continuava.
Mas a elfa não desistiria tão facil. Enquanto a menor concentrava-se totalmente na magia, murmurou algo que não pude ouvir. Pouco depois uma mão negra saiu de baixo da terra, recolhendo a espada assustadoramente assustadora, que desapareceu no chão e surgiu pouco atrás da pequena bruxa sendo empunhada por uma sombra negra. Essa sombra golpeou a menor por trás, mas esta conseguiu evitar um ferimento mais grave ao desviar, ainda assim seu ombro foi perfurado.
Urrou de dor, mas não parou de murmurar coisas estranhas. Perguntei para Acsa o que ela estava fazendo.
-Ela está tentando selar os demonios da Morte, da Violencia, da Fome.
-Mas não foram libertos apenas os dois primeiros?
-Não. Yumemi... Digo, Markus, deve ter liberto o demônio da Fome, acabando com os campos de caça e colheita dos elfos.
-Mas por quê?
-Não sei. — Suspirou. — Não sei.
Tornei a ouvir o som das correntes. Elas agora podiam ser vistas, eram feitas de uma luz azul-clara estranha e pareciam envolver uma caixa negra que sugava alguma coisa escura. A chuva continuava, mas havia diminuido consideravelmente. A garota caiu de joelhos no chão. A elfa ainda estava enfeitiçada, portanto não podia se mover.
Annie correu até a bruxa, mas parou no meio do caminho.
-Não está acabado. — Murmurou Jasmine, erguendo-se com o apoio da foice.
Ergueu a arma para o rosto da elfa, que começou a debater-se como pôde. Uma luz prateada envolveu-a, um sorriso no escuro, um pedido de desculpas e um grito de um irmão inconformado. Estava acabado.
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