The Weapon

32 Capítulo 32


Felizmente o corredor era largo o suficiente para ficarmos uma ao lado da outra e ainda termos um pequeno espaço, mas para compensar isso precisavamos nos curvar para não batermos a cabeça no teto. Pelo amor dos deuses, esse lugar foi feito para anões! Fora que tinha poucas portas para um corredor tão grande. Isso não parecia tão grande assim por fora.

Abri uma das poucas portinhas que havia ali e entramos. Apenas um cômodo vazio cheio de poeira.

Saímos, abrindo a porta do outro lado. A diferença é que este tinha uma estante de livros. Peguei um deles e li sua capa.

–Manual do bruxo II, invocando criaturas mágicas.

–Isso deve pertencer àquela tal Jasmine.

–Sem dúvidas.

Olhamos o interior do último cômodo daquele lugar, parecia ser um laboratório. Havia um grande pano vermelho no chão, em cima vários potes com líquidos e coisas estranhas dentro. Logo precisavamos engatinhar para nos locomovermos ali, de tão baixo que era o teto.

Mel se encantou por um pote com um feto de sátiro dentro e só não levou embora por que eu a impedi. Que horror!

Descemos de volta ao nosso ponto de encontro, nenhum dos dois grupos havia voltado. Mel comunicou que não encontramos nada no andar de cima e que havíamos voltado, eles responderam com dois "ok"s

–Ei, Mel... — Procurei um assunto — Você nunca falou nada sobre seu passado.

–Ah... Bem, não tem muito o que falar. — Deu de ombros — Eu moro, ou morava, com minha mãe e meu padrasto, e... é, eu tinha uma vida normal se tirar os furtos, roubos e monstros que apareciam do nada e eu tinha que fugir.

–Hm...

–E você? Só falou do desaparecimento do seu irmão.

Contei-lhe resumidamente sobre minha infancia, desde a morte de minha mãe até eu ter encontrado o acampamento por acaso enquanto fugia de uma harpia.

–Que sorte!

–Sim, muita sorte. — Sorri — Acredito que meu pai tenha me ajudado.

E começamos a conversar sobre qualquer coisa enquanto esperávamos o resto do grupo.

(POV PETTER)

Após Annie e Mel subirem as escadas trocamos um aceno com o trio e fomos para nosso lado. Essa casa parece mágica... Não. Ela é mágica. Por fora, parece nada mais que uma simples sala e um quarto, talvez. Por dentro, é uma mansão velha. Primeiro passamos pela cozinha. Nos surpreendemos quando, assim que abri a geladeira, encontramos deliciosas tortas, bolos e uma lasanha caseira tentadora. Infelizmente não havia tempo para fazer uma boquinha.

Depois passamos por algo que deveria ser uma sala de estar. Havia um sofá aparentemente fofinho e uma televisão na parede.

–Que luxo. — Comentou Acsa divertida.

Depois havia uma sala de jantar. Apenas uma mesa forrada por um pano branco e quatro cadeiras. Também havia algumas prateleiras com jarros de flores e coisas do tipo.

–Pessoal. — Ouvimos uma voz mixada vindo do comunicador. — Aqui é a Melanie. (E a Annie!) — Ouvimos a morena ao fundo. — Tá, e a Annie. Nós terminamos nosso serviço, estamos no ponto de encontro.

–Ok. — Respondi, ouvindo Johan falar o mesmo que eu.

No final havia um cômodo que cabia no máximo quatro pessoas, e por isso Bóreas Jr. e Max ficaram esperando na sala de estar. Mas não tinha nada. Nada nada.

–Ei, olhe isso! — Chamou Acsa baixinho.

Me virei para onde ela apontava, mas logo fui interrompido pelo comunicador.

–Terminamos aqui também, estamos voltando. — Ouvi a voz de Johan.

–Tá... — Respondi.

–Parece uma porta. Está bem camuflada.

–Sim.

–Estamos voltando. — Avisei pelo aparelho.

(POV JOHAN)

Fomos para nosso lado em silencio, mesmo que se tivesse alguém lá já teria nos ouvido graças ao berro de Aeron e... Certo, graças a todo barulho que fizemos.

Não havia praticamente nada de normal por onde passavamos. Colunas gregas... Estátuas de dragões... Pinturas estranhas... É, isso estava assustador.

–O que é isso? — Perguntei após abrir uma porta.

Eles se aproximaram e olharam por cima de meus ombros.

–Um... santuário... de mangás...!

O estranho elfo passou por mim, olhando a coleção gigantesca encantado. Era uma sala como todas as outras, mas a diferença é que nessa havia pilhas e pilhas de mangás. Não sabia que elfos gostavam desses quadrinhos, tampouco meu inimigo.

–Irmão, vamos logo. — Chamou Lili impaciente.

–Yep, temos que ir. Quando terminarmos com aquele cara voltamos aqui e você pega alguns para você.

–Certo!

Olhamos o último cômodo, apenas alguns sofás.

–Terminamos aqui também, estamos voltando. — Avisei pelo comunicador.

(POV ANNIE)

–Encontramos apenas livros de feitiçaria e potes com coisas estranhas dentro. — Fui direta.

–Comidas de ótima aparencia e uma porta camuflada. — Petter.

–Mangás, estatuas de dragão, colunas gregas e pinturas estranhas. — Johan.

–Mangás? — Todos, com exceção do trio.

–Sim, mangás. Não nos pergunte. — Riu Lilian.

–Er... Então, fale-nos sobre a tal porta.

–Não abrimos. — Acsa.

Bufei.

–Então nos mostre onde é. Deve ter algo lá.


Notas finais
Reviews?