The Way To Paradise
4 Capítulo 4: Esse trailer está ficando pequeno...
Notas iniciais
–Zumbis, eu vou matar vocês!- gritou.
Capítulo 4: Esse trailer está ficando pequeno…
Loja de conveniência do posto de gasolina na beira da estrada — 16h25min
Pov Autora
–Tenho cara de zumbi, menina? -resmungou Lucy, desfazendo a cara de má quando a menina fez bico- Qual é seu nome? O meu é Lucy. -falou abaixando a arma
–Sou Wendy. Como vocês chegaram aqui? Tem zumbis lá fora. Vocês mataram? –perguntou esperançosa.
–Sou Erza, e sim, eles estão mortinhos. O que faz aqui? Não é um pouco nova pra andar sozinha por aí?
–Eu não estava sozinha antes, meu irmão, Jellal, e eu estávamos indo para a Fairy Tail quando paramos aqui. Pouco tempo depois uma pessoa infectada veio e atacou, ninguém estava preparado. Meu irmão me protegeu, mas uma moça sem querer o feriu. Ele está aqui dentro, vocês podem nos ajudar? Por favor. Ele está sangrando.
–Claro, pedirei para Juvia vir aqui com o kit de primeiros-socorros. Ah, eu sou o Gray. – disse saindo da loja com Erza carregando três sacolas.
–Mas Wendy, vocês estavam andando? Onde estão seus pais?
–É. Nossos pais foram infectados e aí o meu irmão... – A menina respirou fundo e Erza entendeu como uma história que já ouvira muitas vezes.
–Hm... Sinto muito. –falou em pêsame.
–Wendy? – chegou a nadadora, afobada, com uma pequena maleta nas mãos– Onde está seu irmão?
–Aqui dentro, venham.
A menina guiou as moças para um pequeno escritório escuro, onde seu irmão estava sentado no chão, sem camisa, a mesma banhada em sangue sobre o tórax, estancando o ferimento. Juvia ajoelhou-se no chão e retirou o pano encharcado, revelando um corte fundo. O homem gemeu de dor com o gesto sem delicadeza da moça, abrindo os olhos e se ajeitando no piso.
–Tem alguma mangueira de água por aqui? Preciso limpar o ferimento. Rápido!
–Lá fora, chamarei Natsu e Gray para carregá-lo. –disse Lucy, já trespassando o portal do escritório. Wendy jogou a camiseta banhada de sangue de seu irmão no lixo e pegou uma t-shirt preta em uma mala de mão sobre a mesa de eucalipto. Em um instante os rapazes chegaram, carregaram o irmão de Wendy para a área externa e o deitaram ao lado de uma grande mangueira verde.
–Lucy, procure uma toalha ou um pano limpo, por favor. –Falou tirando a mangueira do suporte. A loira se dirigiu ao interior do estabelecimento quase que imediatamente. Juvia abriu o registro da mangueira e despejou água sobre o ferimento, fazendo o homem estremecer de dor enquanto seu sangue escorria para um ralo ao seu lado.
–Seja mais delicada, isso arde! –gritou
–Pare de reclamar. -bufou a moça- Estou sendo o mais delicada possível, seu corte é pequeno, mas fundo. Preciso limpá-lo para fazer o curativo, vou dar um jeito de você e sua irmã irem conosco naquele trailer.
–Juvia, aqui a toalha. -falou Lucy, entregando uma toalha bege.
–Obrigada. Agora, Jellal, vai doer um pouquinho, mas eu preciso secar e depois passar uma pomada, para evitar infecção, e o curativo.
–Isso vai doer muito né.
–Provavelmente, mas finge que não. –sorriu.
–Fácil falar.
A mulher passou a toalha levemente sobre o ferimento, secando a água, e, com a ajuda de Wendy, passou a pomada para depois fechar o curativo. Jellal pegou a blusa que sua irmã lhe dera, a vestiu e se levantou com ajuda de Juvia.
–Obrigado, não sei o que poderia ter acontecido se vocês não tivessem chegado. – curvou-se com dificuldade.
–Oe! –gritou o rosado- Vamos logo, precisamos chegar a Knight! Peguem as coisas dos smurfs e vamos! Cinco minutos no máximo!
O comentário fez Jellal revirar os olhos e Wendy rir.
Erza entrou no escritório com Wendy, que pegou seus pertences e de seu irmão enquanto Natsu pegava pilhas, lanternas e um pouco mais de comida para o grupo que, cada vez mais, aumentava. Lucy, Gray e Juvia limpavam-se do sangue que havia respingado neles. Todos subiram no automóvel e seguiram viagem.
Gray encostou na parede traseira e Juvia se deitou em seu ombro. Jellal, Wendy e Erza estavam sentados Natsu assumiu o volante e Lucy se sentou no banco do carona.
Happy dormia tranquilamente no colo da garota enquanto a mesma acariciava a pelagem azul, ele tinha manchas brancas nas costas e usava uma coleira verde com um pingente em formato de peixe com seu nome e endereço gravados.
–Advogado, né? -disse Lucy — Isso não é a sua cara de jeito nenhum.
–É, eu sei. Mas eu preferi seguir essa carreira para ter emprego garantido na empresa do meu pai.
–Se você não fosse advogado, seria o que? -perguntou a menina colocando os pés em cima do porta-luvas, despertando o gatinho.
–Nunca pensei nisso. Quando eu era adolescente eu fazia muita besteira então meu pai me colocou logo na faculdade para ver se eu tomava jeito.
–E funcionou?
–Depende. Posso dizer que eu sou mais responsável. Só consegui provar isso depois que eu comprei o apartamento e fui morar sozinho.
–Só você e o gato? Num apartamento? Deve ser um caos. -falou Lucy, rindo.
–O Happy veio depois. -riu também.- Não é tão bagunçado quanto você imagina, até que é arrumadinho, ultimamente eu só tenho usado pra tomar banho e dormir porque eu fico o dia inteiro no fórum. Mas e você?
–Eu? Não faço nada. Fico em casa tentando convencer meu pai a me deixar entrar na faculdade de artes mas ele nunca cede.
–Então você está parada? Sério isso?
–Sério.
–Desculpe, mas quantos anos você tem?
–Acabei de fazer dezenove.
–Ui, a bad girl é novinha. -falou Natsu, provocando a garota.
–Bad girl? Ainda com essa historinha?
–Ora, queria o que? Você chega aqui cheia de pose de durona, me ameaçando e tal e não quer esse apelido?
–Ninguém merece. -disse Lucy revirando os olhos.
Quebra de tempo – 2h45min
–Lucy, eu estou ficando enjoado. To cansadão, chama o Gray aí. — resmungou Natsu, despertando a menina do cochilo que tirava.
–Tem certeza? Falta pouco tempo para a Erza e a Juvia acordarem, ele vai brigar contigo. — questionou Lucy, esfregando os olhos.
–Tenho. Já estou aguentando há tempos.
–Tudo bem, vem pra cá que eu assumo.
–Você sabe o caminho?
–Sei, estamos na FR-77, é só seguir as placas, qualquer coisa daqui a pouco a Erza acorda e dirige.
Quinze minutos se passaram e o relógio tocou, acordando todos. Eles pararam num posto, abasteceram o trailer tranquilamente e Erza ocupou o volante. Jellal disse que estava sem sono e falou para Juvia voltar a dormir, que se ele se cansasse ou tivessem algum problema acordaria ela. Gray e Juvia deitaram-se no sofá, apertados, com Wendy encostada atrás do banco do carona. Lucy sentou-se onde Gray estava, Natsu dormiu no chão, encolhido entre a cabine do banheiro e Lucy, usando a mochila rosa dela como travesseiro e, por fim, Jellal sentou-se no banco do carona.
–Quer conversar?
–Não gosto muito de conversar.
–Ok... — Por um momento houve silêncio — Então, por que você entrou para o exército?
–Eu falei que não gosto de conversar. -falou Erza, séria, olhando fixamente para a estrada deserta. Mais alguns segundos e a ruiva cedeu, soltando um suspiro pesado e chamando a atenção do rapaz, que voltou a olhar para ela- Eu sempre me virei, conseguia fazer as coisas por conta própria, ser independente. Na hora de escolher qual carreira seguir eu pensei bem, ganhei um estágio remunerado em Crocus, mas eu poderia ser dispensada a qualquer momento, era um trabalho chato, sem emoção. Eu vi uma propaganda na televisão sobre militares e me interessei por todo esse lance de armas, essa adrenalina, a qualquer momento poderia haver uma guerra e eu entraria, para mim isso era, e ainda é, demais. Me alistei com dezessete anos e depois dos exames para admissão eu consegui entrar na academia e, aos poucos, os superiores foram percebendo o meu potencial e eu fui sendo efetivada, em quatro anos eu fui a capitã e percebi que era o trabalho perfeito pra mim.
–Então você é boa nas ordens, certo?
–Não exatamente. Meu pensamento é que um bom líder não é o que sabe dar ordens, um bom líder sabe, em vez de um discurso de ordem, um discurso de motivação, que faça seus subordinados terem vontade de trabalhar.
–Hum, um bom ponto de vista – disse Jellal ascentindo levemente com a cabeça.
– Meu pai pensava da mesma forma. Quando ele faleceu eu era bem jovem, então não lembro de muita coisa.
–Sinto muito.
–Não sinta, ele viveu o bastante. -Jellal entendeu, mas se manteve quieto- Mas me diga, você é mesmo irmão da Wendy?
–Claro. São apenas alguns anos de diferença.
–Alguns? Tipo quantos?
–Dez. –O garoto abriu um leve sorriso- Deixa que eu explico, minha mãe morreu quando eu tinha seis anos, em seguida meu pai entrou em depressão e, -ele ia tomando um ar depressivo conforme ia- em algum momento que eu não me lembro, a mãe da Wendy entrou em nossa vida, ele ficou bem e em pouco estavam casados e esperando uma menina.
– E agora, o que você faz?
–Eu sou... ou era, advogado. Entrei em uma agência há poucos meses, depois da pós.
–Entendi. Como está seu ferimento?
–Ah, está bem melhor. — disse levantando um pouco a camisa, percebendo o rubor da ruiva, abaixou e riu- Acho que amanhã já estarei disposto para ajudar no revezamento. Estamos indo para onde, exatamente?
–Para a base militar de Knight, chegaremos lá em cerca de 7 horas, ou seja, quando esse turno acabar a gente vai estar lá, ou chegando.
–Fazer o que?
–Buscar Levy McGarden, ela pode saber a origem do vírus e, provavelmente, descobrirá a cura. Ela e mais três caras estão presos lá. Eles são seus seguranças, não me foi informado seus nomes.
Quebra de tempo
Já de dia, o grupo chegou a Knight. A cidade estava um caos, carros quebrados, corpos pelo chão, estabelecimentos destruídos, em poucos minutos chegaram à base, vários corpos de soldados estirados pelo chão, moscas voando pelo ambiente e um cheiro horroroso pairava pelo ar, uma cerca eletrificada com uns 2 metros de altura separava o prédio da população infectada. Erza guiou o veículo até a entrada e um dos portões se abriu. Wendy se sentou no sofá, que já havia voltado a sua forma original, enquanto os outros se aproximavam do para brisa.
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