The Way To Paradise

1 Capítulo 1- Prólogo


Notas iniciais
Olá galerinha. Não tenho muito o que dizer aqui, só espero que leiam e gostem. Nos vemos nas notas finais.

Capítulo 1- Prólogo

Edifício Humpty — 12h38min

Pov Natsu Dragneel

Pânico, a única palavra que me definia no momento. Eu estava teoricamente ilhado em casa, sem muita comida. Há 48 horas eu descobri o significado da palavra “caos”. Um microorganismo devastou Magnólia e os sobreviventes estavam indo em direções a diversos abrigos espalhados pelo interior. Duas horas atrás a energia foi cortada na cidade inteira, soube disso no noticiário local antes do apagão.

Vesti a primeira roupa que encontrei no armário, uma blusa preta estampada com labaredas, bermuda preta e tênis. Deixei o apartamento com minha maior mochila, a pistola ainda com alguma munição, uma katana (que não sabia ao menos como usar), mudas de roupa, documentos, dinheiro, alguns biscoitos, garrafas d’água e meu gato, que não abandonaria por nada nesse mundo.

Desci para a rua, não fazia ideia de onde ir, onde me abrigar. A solução que tive foi vagar sem rumo até meu destino incerto, me esgueirando e escondendo nas sombras para que não me percebessem. O jornal falara sobre os zumbis ficarem violentos com o barulho, é provável que por eles terem uma péssima visão, eles percebam suas presas pelo som e esperam que elas se movimentem para que consigam segui-las ainda que só por vultos. Se permanecer em silêncio eles “hibernam”, se fizer qualquer tipo de barulho eles “despertam” e seguem o som.

Cheguei num hipermercado a pouco mais de um quilometro de casa. Várias pessoas desesperadas corriam para dentro do estabelecimento e outras saíam desesperadas com as mãos lotadas de mantimentos, aparentemente os que não eram perecíveis. Entrei sendo empurrado por uma multidão e segui o fluxo até a seção de enlatados. Peguei o máximo de latas das prateleiras e derrubei tudo dentro da mochila em um ato desesperado, deixando boa parte cair no chão. De latas de atum para Happy a sopas para mim. Depois disso fui a seção de volta às aulas e troquei minha mochila por uma maior. Correndo contra o tempo, esbarrei num cara que acabou caindo e, obviamente, parei para ajudá-lo a se levantar.

-Desculpa ai, cara, você está bem?- perguntei estendendo a mão. Ele se levantou e respondeu.

-Não tem problema, obrigado. Quem é você? –Ele olhou para meu cabelo e sorriu– Cabelo daora.

-Sou Natsu, Natsu Dragneel. Meu cabelo é natural dessa cor, não ria. — disse com a cara amarrada- E você? Quem é?

-Sou Gray, Gray Fullbuster. –respondeu. Ele tinha cabelos negros e bagunçados, olhos meio caídos. Usava uma blusa azul marinho de botões abertos e por dentro uma camisa preta, uma calça jeans e tênis. -Está indo pra onde?

-Lugar nenhum, talvez eu volte pra casa, mas meu objetivo é descobrir como chegar ao abrigo mais próximo.

-Parabéns então menino fogo, você encontrou o bilhete premiado, eu! – disse caçoando da minha camisa, que era estampada com várias labaredas. — Estou indo para o Fairy Tail, ele é o único em Magnólia, quase na fronteira com Hargeon. Depois da mansão do prefeito.

-Tá legal, isso é um convite?

-Sim, não aceito não como resposta menino fogo.

-É Natsu! NA-TSU. -gritei, já estava me irritando com os apelidos desse Gray.

-Tá, tá, vamos. Pegue o que tem que pegar, estarei num trailer azul te esperando. Chegue em 5 minutos.

-Ok. Não vou demorar. — após de dizer isso, saí correndo para o meu antigo destino e peguei a maior mochila que encontrei. Procurei casacos, devido à estação de inverno, que se aproximava. Mais alimentos enlatados, biscoitos, e um engradado de seis garrafas de 2 litros de água... Joguei tudo isso num carrinho qualquer e corri para o estacionamento, indo procurar o tal trailer.

Acabou que eu nem precisei procurar, o trailer estava estacionado na frente das portas e era grafitado com cubos de gelo e flocos de neve, com um moreno apavorado com uma espingarda atirando em zumbis pela janela. Coloquei Happy, que estava em minhas mãos, no carrinho, junto com a minha mochila carregada, saquei minha pistola e saí atirando, sem me preocupar com a munição. Mesmo estando a 10 metros de distância do trailer bizarro, eu acabei com a minhas balas sem sair do lugar, que idiota. Parei pra analisar o local, tinham vários corpos pelo chão, entre eles, dois policiais.

“Perfeito” pensei. Corri em direção aos corpos e peguei tudo o que era útil pra mim.

“Eu estou roubando dois cadáveres que daqui a pouco vão virar comida de zumbi.” Isso não saia da minha cabeça, mesmo assim eu continuei roubando os corpos. Em um eu consegui duas pistolas carregadas, um rifle, dinheiro que tinha na carteira, cerca de 10.000 jewels, dois cartuchos de pistola e três de rifle, no outro eu consegui mais duas pistolas e mais dois cartuchos de pistola, 35.000 jewels, uma faca e um porrete. Tudo isso em 30 segundos, nossa! Joguei tudo no carrinho e corri para o trailer, que estava aberto com Gray na porta gritando para eu me apressar porque aquilo estava sendo infestado de zumbis.

-Vamos Natsu! Eles vão voltar! – gritava o moreno pra mim. — Já se passaram 3 minutos!

-Estou chegando! Não está vendo garoto do gelo? – respondi já passando pela porta do estabelecimento

-Vai devolver na mesma moeda idiota? Corra!

-Me ajude!

-O que é isso tudo?

-Só me ajuda! Ai dentro eu explico! – gritei jogando tudo que eu estava levando pra dentro do veículo

-Um gato azul? WTF? – perguntou com uma careta

-É o Happy. Não sei se percebeu, mas lá dentro está cheio de corpos mordidos pelo chão, em segundos o vírus vai terminar de se espalhar por eles e vão virar zumbis então vai rápido, me ajuda!

Em 10 segundos descarregamos aquele carrinho cheio e ele deu partida. Enquanto estava sentado no chão percebi como o trailer era grande e sua decoração.

-Então, porque o seu trailer tem a decoração externa de grafites relacionados ao frio?- perguntei guardando a água no frigobar.

-Eu vim do Sul, lá faz muito calor e então a minha família abriu uma distribuidora de gelo. As pessoas encomendam e eu entrego. Entregava quer dizer, há um mês teve um assalto e meus pais foram mortos, então, como seu primogênito, resolvi fechar já que não tinha ninguém para cuidar dos negócios além de mim e do meu irmão mais novo, Lyon. Ele foi pra faculdade e eu me mudei pra Magnólia e agora vivo, ou vivia, naquele prédio com a minha namorada. –disse apontando para um prédio de esquina. –Mas e você, o que faz da vida?

- Eu sou advogado na empresa do meu pai, já ouviu falar na Dragneel S.A? Eles fazem de tudo, é uma empresa que comanda outras empresas, constroem prédios, arranha-céus, fornecem matéria-prima para fabricantes de carro, tem uma estação de petróleo na Rússia que dá muito dinheiro, ele exporta pros EUA e pra China. Em negócios assim sempre dá um problema e eles acabam envolvidos em algum processo e é aí que eu entro. Eu moro sozinho no Humpty.

-Sei, eu fui ver um apartamento por lá, mas a rua era muito movimentada, prefiro lugares mais calmos. –olhou pelo retrovisor e arregalou seus olhos – Hum, Natsu, você é um bom atirador?

-Apenas no videogame, por quê?

-Então troque de lugar comigo, vá em direção ao shopping. O mais rápido possível! – ele gritou pra mim tirando o cinto, não fiz nada a não ser concordar.

Levantei-me e peguei no volante enquanto Gray abria um balcão de madeira, tirando quatro granadas.

-O que está acontecendo?

-Olha pelo retrovisor!- respondeu abrindo a janela traseira e atirando com uma metralhadora que eu não sei de onde ele tirou. Quando eu olhei vi um exército de zumbis correndo em direção ao nosso trailer, a nossa sorte é que nós estávamos indo para o caminho contrário do resto dos cidadãos vivos. Em vez de irmos para outro abrigo em Hargeon, estávamos indo para um pequeno de Magnólia, pelos papéis e mapas que vi pendurados na parede, não ficava muito longe. Em poucos segundos ouvi um estrondo e olhei novamente, ele havia jogado uma granada e explodido a maioria dos nossos seguidores.

-Para o shopping fazer o que? – gritei, o barulho da metralhadora estava tão alto que eu quase não me ouvia.

-Buscar a minha namorada, ela foi saquear a farmácia e sacar dinheiro.

-Você mandou sua namorada saquear uma farmácia dentro de um shopping enquanto acontece um apocalipse zumbi? – falei num tom mais baixo, já que ele tinha parado de atirar.

-Sim, você deve conhecê-la. Ela é Juvia Lockser.

-Claro que conheço, é uma nadadora de cabelo azul?

-Sim, ela mesma.

-Eu a conheci num campeonato, eu de espectador, claro. Isso há uns quatro anos.

-Vocês namoram há quatro anos? Ela não enjoou da sua cara não? – ri

-Ha ha, muito engraçado Natsu. Sim, nós namoramos há quatro anos. Pelo menos eu não sou um solteirão que tem como amigo um gato bizarramente azul. Aliás, me explica o porquê disso.

-Não dá, chegamos no shopping. Monte em seu cavalo branco e vai salvar a princesa. – eu disse sorrindo enquanto passava a uns 100 km/h, quebrando a cancela do estacionamento.

-Ela está na entrada F.

Notas finais
Eai gente, gostaram?
Deixe seu review que eu vou responder com muito carinho. Aceito críticas construtivas e se houver algum erro me avisem por favor. Nos vemos no próximo capítulo.
Beijos da Lover!