The Way Of Death
3 Capítulo 3- Acidente, raposas e a chegada
André acordou e se arrumou como de costume e bateu na porta de seu amigo Kenji chamando – o para ir ao colégio. Kenji abriu a porta e disse : — Nyah! Eu vou mais tarde, entramos 7 e 50 hoje, se quiser ir vá sem mim. Vou ficar e estudar um pouco mais para a prova de história.- André sorriu e desceu as escadas, desta vez com mais cuidado.
Desceu a rua onde ficava seu prédio e tomou o caminho para ir ao colégio, sentou-se no banco de sempre e ficou esperando seu amigo Kenji chegar. Kenji chegou 7:30, sentou-se ao lado de André que estava jogando tetris. — Deixa eu jogar seu chato- disse Kenji puxando o Ds de suas mãos. André suspirou e ficou vendo seu amigo jogar.
O sinal tocou, eram 7 e 50. As aulas passaram rápido e já era hora da saída. André estava caminhando junto a Kenji como todos os dias, Kenji estava ouvindo música em seu celular com seus fones. Ia atravessar a rua sem olhar, André o puxou pela mochila salvando o de ser atropelado.
Andaram e chegaram ao prédio, Kenji chamou André para almoçar em sua casa. Comeram lasanha. Kenji tinha dentista então saiu de casa e foi sozinho. Descendo a rua ele ia quando um carro descendo em alta velocidade aquela ladeira de paralelipípedo o atingiu. Foi jogado “longe” e caiu no chão, não estava nem a 10 metros do prédio. Da janela André viu a cena terrível, seu amigo sendo jogado por um carro. Desceu as escadas correndo. O sangue escorria de seu nariz e um pouco da parte de trás da sua cabeça, André estava em choque. Ligou para uma ambulância vir ajudar seu amigo que estava desmaiado. A ambulância chegou rápido, Kenji tinha plano de saúde. Não havia ninguém em casa, portanto, André teria que ir junto de seu amigo, na ambulância ele foi ao lado de seu melhor amigo. Segurando sua mão sussurrava para si mesmo : “Vai ficar tudo bem”.
Kenji estava inconsciente e estava entrando no mundo dos mortos, estava frente a frente com uma raposa em um espaço em branco. Ali estava apenas ele e a raposa. Ela se aproximou e o olhou nos olhos e disse : — Meu nome é Kyu. Sou seu guia espiritual. Você esta morrendo e eu estou aqui para te levar embora.- Kenji entrou em pânico e gritou : Não posso!Não agora!- Enquanto isso no mundo dos vivos,os batimentos cardíacos estavam diminuindo. André apertou a mão de seu amigo e lágrimas escorreram pelo seu rosto. André sussurrou ao ouvido de seu amigo : Você já passou por coisa pior. Você pode superar isso, você é forte. Você consegue.- Chegaram ao hospital e Kenji foi lavado para a sala de cirurgia as pressas, André sentou-se na sala de espera. As horas passavam e passavam, o médico abriu as portas e disse : — Seu amigo esta no quarto, pode entrar. Mas, não encha ele de informações.- André entrou no quarto e viu seu amigo com a cabeça enfaixada e gesso em uma perna. André chegou perto da cama e disse :- Eu disse que você ia conseguir.- Lágrimas rolavam pelo seu rosto, dessa vez por emoção de ver seu amigo “bem”. André olhou para os pés da cama e viu uma raposa deitada aos pés de seu amigo. Kenji olhou para o rosto de seu amigo e disse : — Você também vê a raposa? O nome dele é Kyu.- André balançou a cabeça em sinal de sim. A mãe de Kenji chegou e mandou André ir pra casa. Na manhã seguinte os ferimentos de Kenji haviam sido recuperados. Kenji olhou para os aranhões em seus braços, agora não passavam de cicatrizes, sua perna não doía mais. Olhou para os pés da cama e viu Kyu e perguntou : — Foi você não é?- Kyu balançou sua cabeça em sinal de sim e disse : — Se você morresse, aquele menino ficaria triste. Você é o único amigo que ele tem, resolvi cuidar de você.- Kenji sorriu.
O médico entrou e disse : — vamos ver seus ferimen..- Antes que pudesse completar a frase viu que não havia mais nenhum aranhão em Kenji. Fizeram uma bateria de exames, estava curado.
Foi liberado e mandado para casa, era um belo fim de tarde e Kenji e André estavam sentados no muro do terraço do prédio vendo o sol se por comendo chicletes azedos. Um taxi parou em frente ao prédio, uma menina vestida de calça jeans e camisa preta chegava, calçava coturnos e usava óculos. -Kenjiiiiii!- gritou ela- A mãe de Kenji desceu e abriu o portão. Era Thaynnara, Prima do Kenji.
André foi para o apartamento do Kenji onde Thaynnara estava sentada no sofá comendo um pirulito. Thaynnara levantou-se e foi até a janela e ficou em pé no parapeito. André se espantou e gritou : — Garota! Saí daí!- Thaynnara olhou para ele com um sorriso irônico nos lábios e pulou. Kenji parecia normal, André correu até a janela e viu Thaynnara se equilibrar nos fios da luz. André olhou para Kenji e com os olhos arregalados falou : — Ela tá se equilibrando nos fios!- Kenji sorriu e respondeu : — Ela tem um equilíbrio incrível. Acredite, ela não vai cair, ela já fez coisas piores.- Thaynnara subiu no poste que ficava ao lado da janela de Kenji e pulou para dentro do apartamento. Olhou para André e estendeu a mão cumprimentando-o : — Meu nome é Thaynnara. Mas, todos me chamam só de Thay. Seu nome é André né? Kenji fala muito de você.
continua...
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