The Way I Loved You
30 Aquele com morte.
Notas iniciais
Lia acordou com os raios de sol que invadiam o quarto, se viu sozinha na cama, se lembrou dos fatos da noite passada e começou a chorar. Dinho entrou no quarto e a viu naquela situação, imediatamente a abraçou, no inicio, Lia relutou, mas acabou aceitando, e aninhou-se no peito do garoto, que sorriu.
Dinho: Calma minha linda, já passou!— Ele pegou o rosto de Lia delicadamente, e a beijou, no momento, ela pensou em se afastar, dar um tapa na cara dele e ir embora, mas fez diferente, correspondeu, os dois juntos, na mesma cama, não ia prestar...
Lia: Dinho, calma...— Ela se sentou na cama, o mesmo fez Dinho que a encarou e sorriu como um bobo.
Dinho: Marrentinha...— Ele retirou a caixinha de veludo do bolso e acariciou o rosto da garota— Lia Martins, você aceita se casar comigo?— Lia deixou uma lágrima de felicidade escorrer por sua face
Lia: ACEITO! CLARO QUE EU ACEITO!— Eles se beijaram novamente, um beijo de tirar o fôlego, apaixonante, cheio de desejo e saudade.
(...)
Lia: Meu amor, eu preciso tomar um banho, to indo pro meu apartamento, depois eu volto ok?
Dinho: NANANINANÃO! Lia, você pensa que vai assim, com a metade da bunda á mostra? Eu vou!
Lia: Táááá bom! Me convenceu! Pega qualquer roupa, e não demora!
Dinho: Pode deixar!— Eles se beijaram rapidamente, e ele subiu até o apartamento de Lia, lá viu uma cena totalmente desagradável— VITOR?
Dinho olhou assustado para a poça de sangue a sua frente e Vitor caído no chão com os pulsos e a garganta cortada. Morto. Ele caminhou ao redor do corpo ainda chocado, mas olhou para algo em cima da mesa em frente ao corpo: uma câmera, pegou-a com cuidado e colocou para rodar o último vídeo feito. Ele não acreditava no que seus olhos teimavam em ver, ele havia filmado o próprio suicídio. Foi ao telefone ligou para a polícia que disse que em meia hora estaria ali, pegou as roupas de sua marrentinha, a câmera e caminhou até o apartamento
(...)
Lia havia acabado de tomar banho, enrolou seu corpo em uma toalha e foi buscar água na cozinha, lá ouve Dinho lhe chamar, oi meu noivo! Eu tava pensando em hoje a noite a gente sei lá ,ir a praia,o que você acha?— Dinho estava com as feições tensas, segurou as mãos dela e encarou seus lindos olhos esverdeados
Dinho: Lia vamos pra sala, temos que ter uma conversa séria.— Lia sentou-se no sofá preocupada
Lia: O que houve Dinho? Que cara é essa?— Dinho respirou fundo
Dinho: Lia, é bem difícil falar isso, mesmo que seja de uma pessoa tão sem escrúpulos, mas eu tenho que te falar, primeiro quero que você se acalme, pois pode fazer mal ao bebê.— Ele acariciou o rosto da noiva
Lia: O que aconteceu Dinho? Tá me deixando com medo!— Dinho tirou a câmera do bolso da calça
Dinho: Marrentinha... O Vitor se matou, e... Ele filmou tudo!— Lia colocou as mão na boca para abafar o gemido de pavor
Lia: Meu Deus! Ele não pode ter feito isso! Ele tinha uma vida! Deixa eu ver esse vídeo!— Ela tentou pegar a câmera das mãos dele
Dinho: Meu amor não vê esse vídeo, você pode não se sentir bem, e a polícia já chega e eu tenho que dar isso pra eles!— Lia chorava, com sentimento de culpa
Lia: Foi por minha causa, não foi? Fala Dinho!— Dinho a abraçou, ela aninhou-se em seu peito, ainda chorando
Dinho: Foi, mas ele era louco e doente Lia, a culpa não foi sua!— Lia pegou as roupas, e se levantou do sofá
Lia: Eu preciso deitar Dinho...-- Ela cambaleou até o quarto, se trocou, e se jogou na cama, com aquele sentimento de culpa que insistia em tomar conta de seus pensamentos.
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