The War

1 Prólogo e Primeiro Capítulo


Notas iniciais
Espero que gostem ^^
boa leitura

Dor.

Damien ardia em ódio, aquele infeliz iria pagar por fazê-lo sofrer.

Um lecantropo raramente sofria sobre as mãos de um vampiro, aquilo era desesperador. O que mais assustava Damien era a frieza de seu mestre, ele planejou tudo para que não sobrasse um fio de cabelo do rei... Era um plano complexo, talvez complexo de mais para o cérebro estourado de um lecantropo entender.

Damien se sentia como um animalzinho sendo caçado, ele já havia matado muitos homens naquela noite, sentia o gosto metalizado de sangue em sua boca, ele iria precisar de um tronco de madeira para arrancar os ossos que ficaram presos entre seus dentes.

Ele correu pela floresta, ainda bem que era outono e as árvores não tinham folhas para atrapalhar em sua corrida.

Ele ouviu as cornetas de guerra soarem ao longe. Tinha que correr mais rápido! Sua morte estava vindo-o buscar, aquilo definitivamente não era bom!

Ele deu um uivo tão alto que do outro lado do mundo poderiam ouvir, talvez assim a pessoa que ele queria encontrar soubesse que sua ida havia falhado.

Ele tinha se comprometido a avisar ele tudo que aconteceria, mas agora tudo havia sido descoberto, ele seria morto e ninguém saberia o que seu mestre planejava! Ele empregou toda sua força em correr o mais rápido o possível, neste momento as coisaspassavam como um flash em sua frente, ele constatou que devia estar correndo a uns duzentos e vinte quilômetros por hora.

Os sons de passos foram ficando longe e ele não parou, ele foi indo até que suas forças já não sustentassem seu corpo e seus pés feridos sangrassem. Caiu no chão e olhou ao redor, se o encontrassem ia ser o fim... Ele queria correr, mas seu corpo não respondia seus comandos.

O céu azul, isso era um bom sinal, significava que ele estava livre.

Damien levantou-se e olhou para o seu corpo, seus pés estava no osso exposto e milhares de cortes sangrentos cobriam seu corpo, agora já não haviam pelos nem garras já que ele estava em sua forma humana.

Ele pensou: “Tenho que me esconder, antes tenho que saber onde eu estou”. Ele olhou ao redor, estava no meio do nada, talvez houvesse algum animal ali por perto, ele tinha que caçar para poder regenerar seus ferimentos.

Ele tentou se levantar, mas sentiu um “creck” e seus pés começaram a sangrar novamente, ele deu um urro terrível de dor, e caiu no chão, era melhor esperar até a noite quando ele se transformaria em lobisomem novamente.

Tinham destruído ele naquela noite, nunca havia lutado tanto para sobreviver.

Adormeceu novamente.

A dor voltara, desta vez ela viera para o bem, ele estava se transformando.

Seus ossos estavam quebrando e se juntando novamente com o triplo do tamanho, os órgãos internos incharam, a pele rasgou e se encheu de pelos; a dor era horrível, ainda mais nos ossos quebrados, estes que ao invés de se reconstituírem e triplicarem o tamanho acabavam ficando normais; com isso as partes de seu corpo que estavam danificadas acabavam ficando em tamanho desproporcional e com sobras de pele.

Ele tentou se levantar mas os pés pequenos não suportavam seu peso. Ele caiu indefeso novamente, ele não havia morrido pela mão de seus inimigos, mas parecia que o destino dele estava selado, ele morreria de qualquer forma, e em seu tumulo o segredo devia ser guardado.

Malditos vampiros!

Ele se arrastou procurando o que restara de sua roupa, com sorte aquele pergaminho e o vidrinho de tinta ainda estivessem lá. É, ele estava com sorte, ele iria escrever o maldito segredo e seria enterrado com este segredo, com mais sorte a família encontraria o pergaminho.

Ele queria que seu filho encontrasse, ele tinha uma esposa vampira e para sua má sorte seu filho também nascera vampiro.

Damien escreveu no pergaminho com a esperança de que alguém encontrasse, sua morte já estava decidida, ele estava com fome e completamente machucado, não fazia idéia de onde estava e não via gente por perto.

Ele admitiu, ninguém o encontraria naquele fim de mundo... Ele tirou o anel que um dia era para ser dado ao seu filho, o anel que sempre foi passado de pai para filho agora morreria no berço da terra, sem que ninguém o encontrasse.

Ele terminou de escrever no pequeno pergaminho, então ele pegou o saquinho de couro onde o pergaminho antes havia estado, enrolou o pergaminho e colocou o anel para segurar, colocou o pergaminho dentro do saquinho de couro e o segurou com força. Ele morreria ali, junto com seu segredo.

~ xXx ~

Capítulo um.

Os portões do castelo.

Hasegawa caminhava tranqüilo pelos jardins, ele na verdade tinha que ser rápido, o conselho já devia ter começado e ele continuava ali, bem longe de seu chefe e de seu rei. Talvez hoje ele não estivesse afim de ser mandado por todos, é claro que Oregan não queria saber de como ele estava.

Ele pulou agilmente a mureta que afastava o jardim interno do castelo em si, então aterrissou com graciosidade e seguiu como se nada tivesse acontecido; ele tinha que ir até a grande sala de reuniões onde seus chefes deviam estar.

Ele chegou ao pátio interno aonde estava a grande escadaria, esta que daria direto no corredor, no fim do corredor a sala de reuniões estaria. No meio do caminho ele se deparou com a listrade mais linda de todo o palácio: Ana.

− O senhor está atrasado. − disse a jovem com um sorriso gracioso.

− É. Tenho que correr!

− Vá logo antes que Oregan resolva engolir-te vivo.

Ele apressou o passo e chegou logo a sala, seu coração se acelerava sempre que chegava perto de seu rei e seu chefe. Ele abriu as grandes portas e adentrou a sala.

− Atrasado Reonyan. − disse Oregan com um olhar implacável.

− Perdoe-me.

− Desde quando eu perdôo... − Oregan começou.

− Perdoado. − Emannuel interrompeu Oregan.

Como sempre o senhor Emannuel era benevolente e amigável.

Emannuel era o mais respeitado e mais adorado rei que já governara a Chanbrinne, a dinastia Chanbrinne foi toda marcada por grandes reis, porem dentre todos Emannuel era o melhor.

− Oregan, informe-nos da situação de nosso império. − ordenou Mornick um dos arquiduques que acompanhavam Emannuel.

− Estamos em paz total. Não há motivos para preocupação, as rebeliões de Sirony foram contidas e o resto do império está bem satisfeito com sua liderança alteza.

Emannuel deu um sorriso animado.

− Então estamos em pura paz?

− Sim senhor. − Oregan respondeu.

− Parabéns Oregan, graças a você estamos em paz...

− Se estamos em paz é porque o povo gosta de tua liderança meu grande senhor, eu somente sou seu mensageiro e seu fiel guerreiro.

Emannuel sorriu.

Hasegawa permaneceu quieto em seu canto, era bom saber das vitorias do império, só não haviam mencionado que ele também havia ajudado muito como general do exercito que detera a rebelião de Sirony, e que enquanto ele se matava na batalha Oregan simplesmente olhava.

Não que ele quisesse ser o preferido do rei, mas ele desejava reconhecimento ao menos.

− E você Reonyan Hasegawa, parabéns pelas lutas vencidas. − disse Emannuel quase lendo a mente de Hasegawa.

− Obrigada senhor.

Ele se sentiu honrado.

− Podem ir. − disse Emannuel.

− Venha Reonyan. − Oregan chamou.

Os dois saíram juntos da sala,Oregan andava como um rei como normalmente fazia.

− Estou feliz, muito feliz. Olha, quero um banho de sangue, sangue fresco! Mande Ana fazer para mim o mais rápido que puder.

Hasegawa arregalou os olhos.

− Senhor...? − perguntou pasmo.

− Exato... E... Coloque quatro virgens em meu quarto, quero me divertir esta noite, seja rápido pois quero tudo o mais rápido o possível.

− Sim senhor.

− Vá!

−...

Hasegawa saiu, Oregan tinha gostos terrivelmente horríveis. As vezes ele se assustava com suas manias e gostos mórbidos. Seu chefe era um monstro. Não era a toa que o povo o odiava, Oregan gostava de torturar o povo, seja como fosse ele sempre se divertia de forma macabra.

Hasegawa abriu a porta da cozinha onde provavelmente Ana estaria. E lá estava ela arrumando o almoço junto a Lilly.

− Ana... Wow que cheiro com... − disse ele se desviando rapidamente de seus reais objetivos.

− Ah, e acredite, está muito bom também. − disse a moça sorrindo.

Ana era uma garota de dezessete anos, tinha os cabelos castanhos e vivia de tranças, esta tarde ela estava vestindo um lindo e longo vestido rosa. Ela estava deslumbrante.

− Então... Ana, Oregan pediu um banho de sangue... E quatro virgens.

− Vai fazer uma festa, deve estar feliz.

− É. Você conhece a todos deste castelo como a palma de tua mão não é?

− Sim, nasci aqui.

− Faz sentido. − Hasegawa admitiu.

− Reonyan, sabe quem chegou esta tarde?

Hasegawa arregalou os olhos.

− Quem?

− Dinna.

Hasegawa deu um pulo. Dinna era uma assistente de Emannuel, quando Hasegawa nasceu Dinna já tinha sete anos, ela o acompanhou como uma irmã durante toda sua vida, até que no ano passado ela havia viajado para Ilíria para servir como bibliotecária da biblioteca real.

Ele sentira falta dela, mas finalmente voltara.

− Eu posso...

− Correr pra encontrá-la?

− É.

Ana pegou um papel.

− Pedido anotado senhor, agora corre pra encontrar a Dinna. E a propósito, ela esta na biblioteca.

− Vou voar pra lá!

Então ele correu, saiu do palácio e foi ate o outro prédio onde era a biblioteca. Ele estava eufórico para ver novamente sua querida amiga Dinna. Quando chegou a biblioteca já estava quase morto.

Então ele a viu, estava como sempre bem vestida e com aquela expressão “não-ligo-para-o-resto-do-mundo” estampada no rosto. Ela estava entretida em livros e mais livros de geografia; segundo suas fontes, Dinna era ótima estrategista e frequentemente chamada para ajudar Emannuel na guerra.

Ela estava com o coque alto na cabeça, usava uma tiara de ouro e um kimono bege; parecia estar envolta em outro mundo com seus livros.

Dinna levantou a cabeça ouvindo uma respiração ofegante vinda da porta da biblioteca. Levou o melhor susto de sua vida quando reconheceu o jovem que quase morria sem fôlego na grande porta da biblioteca.

Era seu querido Hasegawa.

Então ela deixou os livros encima da pequena mesinha e correu para abraçá-lo. Fazia muito tempo que não o via, era mágico rever aquele menino que não via a dois anos. Dinna o abraçou e disse “Senti sua falta”.

Em resposta ele disse “Também.”

Havia dois anos desde a ultima vez que vira Dinna. Dinna era sua mentora dentro do castelo, mesmo que ela fosse pouco tempo mais velha que ele, ela continuava sendo mais experiente, tudo graças ao bom treinamento direto de Emannuel

Notas finais
Reviews?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.