The Walking Dead - Perdas e Recomeços
4 Um novo fim está próximo - capítulo 4
Magna já sabia pelo próprio que havia um prisioneiro na comunidade, mas ela imaginou que ele não contou toda a história e juto com seus amigos, conseguiu entrar sorrateiramente na prisão e ver Negan enjaulado.
– Finalmente vocês chegaram, vieram me resgatar. Por favor, sejam rápidos, esses monstros que me prenderam podem chegar a qualquer momento. Vamos logo, me tirem daqui.
– Você acha que somos algum tipo de idiotas? Você é uma pobre vítima que foi preso pelas pessoas do mal? Conta outra.
_ O quê?! Você vai me deixar aqui pra morrer? Vocês não têm coração? Eu nunca vi vocês, sei que são novos aqui, vocês não sabem como a coisa funciona, mas vou avisar para tomarem cuidado com essas pessoas, hoje eu estou aqui, amanhã podem ser vocês. Escutem o velho Negan.
– Eu também não gosto das pessoas daqui, mas não acho que você seja inocente. Ninguém que sobreviveu a esse inferno tem as mãos limpas de sangue. Podemos te soltar, mas que vantagem levamos?
– Você fala minha língua, mocinha, em outra ocasião você estaria no papel de um de minhas putinhas. Sabe, eu tinha várias e você é bem o tipo delas.
Magna volta-se para os amigos em um gesto de impaciência.
– Vamos embora, não precisamos desse lixo, ele já está acabado.
– Espere, garota, espere!
Negam sabe que essa é sua última oportunidade e não vai deixar escapar. Magna volta a dar atenção a ele.
– Eu posso te dar o que quiser, poder, pessoas para te servir, só precisa me tirar daqui.
– Me chame de Magna. Kelly, Luke, Connie e Yumiko. O que, sozinho, você pode ter para nos oferecer?
– Eu sou Negan, eu sou uma lenda, um maldito estrangulador de cérebros. Mas fiquem calmos, eu só mato quem sai da linha ou para mostrar quem está no comando.
– Nada diferente de alguns porcos que eu conheço. Ainda não vejo sua utilidade solto.
– Você vai ver quando reunir os homens que ainda são fieis a mim. Eu liderava um grande grupo, as pessoas tinha segurança garantida por minha causa, meu trabalho fazia as coisas funcionarem nessa porra até o Rick chegar e fuder com tudo.
– As pessoas estão em segurança agora. Por que tantos homens aindam seriam fieis a você?
– Pra começar por causa de putinhas como você. Desculpe, eu não me controlo. Ao meu lado, eles tinham a mulher que quisessem, ou as que eu não quisesse, hehe, tinha privilégios, eram vistos como heróis. E agora eles não têm nada disso. Mas precisamos fazer isso direito, é melhor mesmo não dar sinal, eu continuo aqui até vocês acionarem meu exército de homens e de mortos-vivos.
– O quê? Você tem um exército daquelas coisas?
Connie se manifestou toda desconfiada.
– Não tenho, mas vou ter. É a coisa mais inteligente a ser feita, usar esses nojentos ao nosso favor, dois de você saem sorrateiramente. Vão levar uma carta minha para a pessoa que eu indicar e vão aproveitar o passei para matar alguns guardas que encontrarem, assim o caminho fica livre para os mortos-vivos virem para cá quando começarmos a fazer a festa, eu sempre soube como usá-los a meu favor. Eu prometo que não vamos acabar com tudo, você será a líder dessa comunidade, vocês estarão no poder, eu tenho a minha própria e voltarei ao comando dela, como me ajudaram, vocês estarão livres de pagar impostos e serão apenas servidos como merecem.
– Vamos matar pessoas?
Magna oscila um pouco, mesmo já tendo imaginado isso.
– Você tem coragem de sujar as mãos, garota? Vamos ver se você é uma líder de garra com Andrea e as outras malditas que ajudaram e me colocar aqui, Michonne e Maggie e se você prefere ser minha putinha e se manter segura na minha cama.
Carl acompanhava uma aula de esgrima com Ezequiel. Rick ainda mal podia acreditar que sua amiga guerreira e paixão platônica tinha realmente abandonado a espada por tanto tempo.
– Você fez um bom trabalho ensinando outras pessoas a usar bem uma espada. Agora temos bem mais gente capaz de acabar com os errantes.
– Sim, eu nunca tive muita técnica, mas me virei bem, acho que isso é o importante. Eu te falei o quando eu precisava de uma vida como ser humano e nunca conseguia, estava cansada de ser uma máquina de matar. Mas ensinar aos outros me mantém ativa, não seria eu se ficasse aqui parada o tempo todo.
– E você encontrou sua vocação que é ser mãe?
Rick e Michonne estavam se dirigindo ao quarto da pequena Elena para que Michonne pudesse colocá-la para dormir. Ela ainda tentava controlar as emoções causadas pelas lembranças do passado, feridas incuráveis, que só agora ela consegue falar sem reprimir os sentimentos.
– A segunda chance que a vida me deu. Eu tinha duas filhas e eu não estava lá quando tudo aconteceu para protegê-las.
Ela obsevou o olhar perplexo e compreensivo de Rick.
– Eu sei que talvez muitos de você me achassem uma pessoa insensível e capaz de suportar tudo, mas era sempre uma capa para evitar mais sofrimento, eu me tornei dura porque eu não tinha mais ninguém. Antes de Elena nascer, eu não tinha ninguém que fosse realmente sofrer a minha falta se algo me acontecer. Sabe, acho que eu me arriscava tanto por isso, ninguém ia se importar.
– Caramba, Michonne. Não fale assim, eu lamento muito que você tenha segurado essa barra sozinha. Eu sei o que é a perda de um filho. Saiba que eu te entendo, isso também me endureceu muito, se eu perdesse o Carl também, eu enlouqueceria de vez.
Ele passou delicadamente a mão pelo rosto da amiga para enxugar suas lágrimas.
– Eu sinto muito também que eu nunca tenha demonstrado isso, mas eu me importo se alguma coisa te acontecer.
Eles se abraçaram afetuosamente, no fundo Michonne sabe que ela sempre quis sentir o conforto dos braços dele, mas ela nunca pôde demonstrar fraqueza, ela própria construiu um muro que a impediu de se entregar às pessoas e receber o carinho delas. Agora tudo mudou, eles podem ser amigos, trocar alguns abraços, conversar sobre o futuro dos filhos.
Longe dali, encerra-se a reunião entre Magna e seus comparsas, eles decidem que vão se juntar a Negan para estabelecer uma nova ordem nas comunidades sobreviventes.
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