The Walking Dead: New Order Interativa [EM HIATUS]
5 #5 Carência
Notas iniciais
As much as it hurts ain't it wonderful to feel?
So go on and break your wings
Follow your heart till it bleeds
As we run towards the end of the dream
“Primeiro o Carl e agora isso!”
Daryl tinha avisado. Tinha dito para ela voltar com ele para junto do grupo. Descarregou um chute no tronco de uma árvore, e tentou se acalmar. Talvez fosse apenas um pequeno atraso. O sol havia se posto já fazia quase duas horas e nenhum sinal de Michonne.
“Fale mais baixo.” Pediu Carol ao perceber que Judith começara a mudar de expressão. “Espere pacientemente mais um pouco. Tenho certeza que ela está bem.”
“Isso mesmo, você sabe como é a Michonne. E ainda se tratando do Carl...” A voz de Glenn foi cortada pela a do caipira.
“A gente sempre perde alguém do grupo.” Tentou manter a voz calma enquanto meneava a cabeça em sinal de desaprovação “E quando encontramos... Acabamos por nos decepcionar”.
A mais nova no grupo Manuella continuou apenas a observar quietamente à discussão que se sucedia. Aquele asiático lembrava bastante Tom. Mas ela ainda não sabia o motivo.
Daryl encostou o antebraço na árvore e a cabeça neste, sentindo sua testa quente. E se Rick não tivesse morrido? Estariam em melhor condição agora?
Flashbacks tomaram conta dele. Todos voltados na época da prisão. Conseguiram viver bem lá. Como seria bom poder voltar naquele tempo.
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Carol abaixou os olhos, provavelmente sentindo o mesmo que Daryl. Só esperava que ele não reagisse de forma impulsiva.
Entregou Judith para Tyreese e foi ao encontro do homem pensativo. Ainda não sabia quais palavras usar ou até mesmo o objetivo da conversa que viria. Só queria fazê-lo se acalmar e tirar sua preocupação. Isso eles já tinham de sobra desde quando tudo aconteceu, não necessitariam de mais. Porém nem precisou começar a falar, Daryl foi mais rápido:
“O que foi? Não precisa se preocupar comigo.”
A mulher forçou um sorriso.
“E como é que eu não vou me preocupar com você?”
Ele soltou um suspiro pesaroso e encarou o longe, porém sua visão não conseguia chegar ao horizonte graças às muitas árvores que bloqueavam a passagem. Fechou os olhos e esfregou a parte de trás do seu pescoço.
“Essa dor mata!” Resmungou baixo.
Carol teve um deja vú de quando ambos também estiveram juntos. Fora num dos primeiros dias em que conquistaram a prisão onde Daryl se ofereceu para massagear seus ombros. E agora ela queria retribuir. “Venha a cá”.
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Mais cedo...
“Você me chamou do que?” Jack insistiu mais uma vez na pergunta. Ele não parecia irritado, apenas tinha uma sobrancelha erguida, intrigado.
Gabrielli abriu os olhos úmidos do choro anterior e tentou encarar o homem nos olhos; oque foi difícil, já que este não havia tirado seus óculos escuros.
Do meio da floresta saíra uma terceira pessoa, que os observava. Aproximou-se um pouco e parou perto de ambos. Logo optou por se pronunciar (N/A: Créditos nas notas finais u.u):
“Oque está acontecendo?”
Era um jovem de estatura mediana e aparentava ter 18 anos de idade, cabelos negros, olhos verdes chamativos. Oque levou Gabrielli prestar atenção acima de sua sobrancelha esquerda onde se encontrava um pequeno corte, nada de muito grave. Já os olhos de Jack pousaram no machadinho que o rapaz tinha em mãos. Segurou a risada. Subestimou-o só de primeira vista.
“Até que o apocalipse foi generoso em deixar tanta gente viva” Comentou, debochado. “Não se entra na conversa dos outros sem ser chamado”.
“Perdoe-me, mas não pude evitar ao ver uma criatura tão grande perto de uma garota tão delicada”. Devolveu o rapaz, calmo.
“Hunf!”
“Aproposito,” disse enquanto ajudava Gabrielli a se levantar “Sou Mowen Steven. Meu grupo foi atacado alguns dias atrás e apenas eu e mais uma pessoa conseguimos sobreviver. Porém não faz muito tempo que discutimos e nos separamos. Estou sozinho agora”.
“Agora você pode me deixar em paz garotinha.” Falou Jack, indiferente “Arranjou outra pessoa pra te acompanhar no apocalipse”.
Gabrielli olhou para ele e depois para Mowen, em seguida para Jack novamente. Achava certo que os três andassem juntos, e não que cada um seguisse um caminho. Afinal, ficariam mesmo andando por ali e por aqui com apenas o objetivo de sobreviver? Mas sobreviver para que? Para acordar todos os dias numa noite mal dormida e continuar a caminhar sem rumo e sem ninguém para conversar? Para ela, isso não era viver.
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De noite...
“Vamos logo, Vic!” Esbravejou Sam para a outra jovem que ainda arrumava sua mochila.
“Detesto quando me dão ordens...” Resmungou em resposta.
Katheryne ainda estudava um pouco aquele novo grupo, um tanto desastrado. Sam havia contado para ela oque acontecera com ambas antes de sua chegada. Nada que passasse de semanas ou dias, fazendo com que Kat não soubesse de suas vidas antes de tudo acontecer. Também havia contado que prefeririam viajar de noite, pois assim de manhã, quando era mais seguro, poderiam dormir com mais tranquilidade.
Agora arrumavam suas coisas para procurarem outro lugar onde encontrariam comida ou água. Victória colocou sua mochila nas costas e caminhou para perto das outras.
“Vamos logo”.
Caminharam sem parar por algum tempo até finalmente saírem da floresta. Viram uma longa trilha de trem que seguiam para ambos os lados. Sam se aproximou de uma placa enferrujada e leu em voz alta:
“Os que chegam sobrevivem. Terminus...”.
“Deixe-me ver isso” pediu Katheryne. Seguiu com o dedo indicador no mapa pregado logo abaixo, desde onde estavam até onde marcava com letras em destaque o nome do terminal. “Não fica muito longe daqui. É só seguir essa trilha”.
“hm... Devemos mesmo fazer isso?”
“Não” respondeu Victória virando-se para outra direção.
“Mas por quê?”
“A cidade fica para o outro lado e lá sim temos chances de sobreviver. Vá saber a quanto tempo esse negócio está pendurado aí. Se for ver o lugar já foi devastado”.
Fora a vez de Katheryne debochar.
“E a cidade está mesmo vazia de errantes”.
A mais nova deu meia-volta para encará-la um tanto irritada. Só queria ir para a cidade e ponto. Lojas, mercados, construções resistentes. Tudo para mais alguns dias de vida. Olhou para Sam, ignorando Kat.
“Já dei meus motivos. Agora me faça acreditar que realmente devemos ir até onde esse cartaz mostra”.
Sam fez uma cara de isso-é-tão-óbvio.
“Há pessoas lá. E se estão chamando mais é porque conseguiremos viver bem e...” Ela não conseguiu pensar muito em oque dizer.
Vic revirou os olhos. “Viu só?”
“Se você não seguir com a gente, nós vamos sozinhas”.
A expressão da maior mudou completamente. Sam dissera mesmo aquilo ou estava imaginando coisas? Falara tão firmemente que não deixou espaço para dúvidas. Estava segura de que queria seguir a trilha com ou sem a aprovação dela.
Com a mesma firmeza respondeu a coisa que lhe parecia certa naquele momento...
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