The Walking Dead: Coney Island
6 Capítulo 6 - Hospitalidade do Sul
Notas iniciais
Stephan lidera os homens para sair e buscar pelo resto do grupo.
-Prestem atenção, nós vamos para esse hospital o mais rápido possível. Só precisamos nos organizar primeiro, afinal, isso pode ser também uma emboscada...
-Emboscada de quem?! – Dominic retruca com raiva.
-Eu não sei! Só estou dizendo que nós não podemos sair todos assim sem termos certeza de que eles estão lá mesmo.
O grupo aprecia o raciocínio de Stephan com hesitação.
-Eu, Joy e Dick iremos ao hospital. Dominic fica para cuidar do Dimitri. Caso aconteça alguma coisa, já sabem como fazer com o rádio.
-Mas eu tenho que buscar meu filho!
-Dominic, você precisa ficar para cuidar do Dimitri. Foi você quem amputou o braço dele, e vai saber cuidar.
Dominic se frustra com a decisão de Stephan, porém a entende.
Poucos minutos depois, Stephan e o grupo arrumam as coisas para sair em busca do resto das pessoas.
Eles levam algumas armas e como de costume, Dick sai desarmado.
Stephan está preocupado com o destino das crianças e de Lizzie e Katie, mas ele é um homem de não demonstrar sentimentos e isso acabou o ajudando a liderar o grupo perfeitamente todo esse tempo. Dick ainda está abalado com o que aconteceu com Dimitri, e está prestes a descontar toda a sua raiva nos zumbis que aparecerem. Já Joy, anda focado em achar sua família e, por perceber as decisões de Stephan sobre o grupo todo, ele rapidamente entende que Stephan está no comando.
O caminho para o hospital é longo. Eles estão no carro achado no Departamento de Polícia há pouco tempo, e o silêncio reina durante a viagem. Todos estão preocupados e atentos.
Enquanto isso, no ferro-velho, Dominic está bastante ansioso para rever seu filho. E Dimitri descansa numa cama dentro do cômodo onde o pai de Stephan dormia.
O tempo passa e Dominic espera mais ansiosamente por uma resposta. Quando inesperadamente, ele recebe uma visita de uns três ou quatro homens altos e fortes e mais um de terno e parecendo ser o líder deles.
-Olá, Dominic.
-O que?! Quem são vocês?! Como entraram aqui?! – Dominic pergunta assustado.
-Acalme-se, meu caro. Fazem menos de 3 semanas que isso tudo aconteceu e você já desconfia das pessoas? – O homem dá um riso sarcástico.
-Não, eu só... Me assustei, pelo jeito que vocês apareceram. Quem são vocês?
-Eu sou Jack Burner e esses são meus... colegas.
-E vocês querem ajuda?
-Não, na verdade não. Nós já temos nosso grupo e um lugar pra ficar.
-Então por que vieram aqui? E como sabem meu nome? – Dominic pergunta desconfiado.
-Eu trabalhava para o sistema dessa cidade, Dominic. E você, era um coronel da Marinha. Eu tenho muitas informações sobre a Marinha...
Dominic olha com cautela para a cama de Dimitri e só depois hesita sobre o que Jack acaba de falar.
-Ah, sim. Mas você ainda não respondeu, por que estão aqui?
-Nós viemos te buscar, Coronel Dominic. Nós temos um tipo de base no hospital de Nova Iorque, você e seu amiguinho ferido aí, podem vir conosco...
-Hospital de Nova Iorque?! – Dominic exclama.
-Sim, nós estamos com visitas novas lá. Parecem ser duas mulheres com mais duas crianças e seu filho, Joe.
-JOE! Meu filho está bem?!
-Sim, em ótimo estado. Lá é um lugar seguro, eu e meus homens fechamos aquele hospital para nós ficarmos por lá.
-E quantas pessoas estão no seu grupo?
-Bom, eu, minha mulher, e meus 11 colegas formamos um grupo de 13 pessoas. E nos instalamos no hospital há uma semana mais ou menos, tem espaço para o seu grupo, afinal, o Hospital de Nova Iorque é bem grande né? Haha.
-Sim, sim! – Dominic responde euforicamente, porém hesita um pouco sobre Dimitri – Vocês aceitariam uma pessoa deficiente no grupo?
Jack olha para a cama de Dimitri com um olhar de insatisfação, mas retorna o olhar para Dominic e surge uma expressão falsa de hospitalidade em seu rosto.
-Claro que sim! Ele será bem vindo.
Dominic não percebe esse ato de Jack por conta de sua euforia em encontrar seu filho e decide partir com o grupo de Jack para o hospital.
Jack os leva então até seu carro, um carro de luxo por sinal, e eles partem para o destino.
Stephan e seu grupo chegam ao hospital que parece estar em bom estado. Os primeiros andares estão desertos e cheios de corpos mortos e podres pelo chão. A porta principal está destruída pelo que parece ter sido um arrombamento. O lugar parece estar vazio, porém ainda é audível o som dos mortos que estão pelo quarteirão. E isso completa o silêncio que ainda reina entre o grupo.
Stephan chega no 4° andar do prédio e finalmente encontra Lizzie, Katie e as crianças. Ele faz um sinal de silêncio para o grupo. E vai até o resto do grupo recém-encontrado.
-Vocês estão bem? – Stephan sussurra
-Sim. – Responde Katie, tremulamente.
-O que houve por aqui? E por que vieram pra cá desse jeito?
-Homens... – Lizzie sussurra com aparência de medo.
-O que?
Para a surpresa do grupo que veio com Stephan, eles veem a porta do leito onde eles estão ser fechada bruscamente.
-O que é isso?! – Pergunta Dick furiosamente.
-N-nós estamos presos aqui... sniff! – Responde Katie fungando e com os olhos lacrimejados.
Stephan logo percebe do que se trata, é uma emboscada. Mas ele ainda não sabe de quem e nem imagina que Dominic também está sendo atraído para ela.
-Merda...
-EEII! ME TIREM DAQUI, SEUS FILHOS DA MÃE! – Grita Dick batendo fortemente na porta.
-Lizzie, eles fizeram alguma coisa com você?! – Joy pergunta furioso.
-N-não... Eles não fizeram nada, só nos raptaram do ferro-velho enquanto vocês estavam fora e nos trouxeram pra cá.
-Merda! Como vamos sair daqui?!
-Acalmem-se! Não podemos assustar as crianças! Joe, você está bem?!
-Eu... acho que sim. Cadê o meu pai?
-Ele está aqui!! – Grita Jack num tom de ironia, enquanto traz Dominic e o joga para dentro do leito junto ao seu grupo.
-SEU FILHO DA MÃE!!
-Hahaha, Não se pode confiar em todo mundo, Coronel...
-Pai!! – Joe corre para os braços de Dominic.
Os dois se abraçam fortemente e Jack ironiza a situação.
-Que bonitinho! Pai e filho se reecontram, PRA MORREREM JUNTOS! Hahaha.
Dick se irrita com o jeito que Jack fala e parte para cima dele quando é impedido por 3 capangas.
-Arrgh! Me solta, seus filhos da puta!
Jack aponta uma arma na cabeça de Dick.
-Não não, amiguinho. Não faça isso. Se você não quiser que seus amigos morram aqui, agora. Não faça nada, apenas fique aí e cale a boca!
Dick se vê obrigado a se afastar, porém ainda tem raiva de Jack.
-Eu vou levar o João-sem-braço comigo e vocês fiquem aí até segunda ordem. E como eu disse, se tentarem alguma... travessura. Vão ter péssimas consequências. – Jack dá um sorriso irônico e leva Dimitri com ele e seus capangas.
-VOLTA AQUI SEU CANALHA!! SE VOCÊ FIZER ALGUMA COISA COM O DIMITRI EU TE MATO, OUVIU?! EU TE MATO!! – Dick grita descontroladamente batendo na porta enquanto Stephan e Joy tentam acalmá-lo.
-Dick, isso não vai dar em nada. Vamos esperar e tentar sair daqui, mesmo que seja perigoso, nós vamos resgatar o Dimitri, fica tranquilo!
-É verdade, Dick. Vamos nos concentrar em sair daqui e conseguir fugir o mais rápido possível.
Dick se acalma...
O leito estava abandonado antes deles chegarem, ou pelo menos parecia estar. As paredes tem infiltrações e o lugar cheira a remédio. Existem duas camas para os doentes dentro do leito e uma janela que dá para uma vista do quarto andar da cidade de Coney Island, N.Y. Os armários estão revirados e contém apenas remédios espalhados por eles, provavelmente estão fora da validade.
Todos estão angustiados e totalmente assustados com isso tudo.
O silêncio volta a reinar e Stephan se vê na obrigação de proteger seu grupo de quaisquer mal que vá a acontecer. Até que ele ouve um barulho da janela.
-O que foi isso?
Stephan se aproxima e vê um homem lá de baixo tacando pedrinhas nas janela com a intenção de chamar a atenção deles.
-Mas o que... – Stephan olha atentamente e reconhece a pessoa.
Continua...
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