The Walking Dead - Brasil

8 Capítulo 8 ~ Agora fudeu MESMO!


Notas iniciais
Ta ai

Thiago é mesmo um idiota. Com menos de um dia no meu apartamento e ele já chamou a atenção de todos os mortos-vivos no nosso prédio, mas quando acordei aquela manhã com o barulho do liquidificador, realmente pensei em matá-lo. Cheguei por trás dele e pus a mão no seu ombro.

- Ei, oque você pensa que esta fazendo? — perguntei penetrando-o com os olhos. -

- Hãn? — falou ele. -

Eu tirei o fio da tomada e juro que estava pensando seriamente em matá-lo, se não fosse é claro, que Aline estivesse pensando o mesmo.

- Seu idiota! — rosnou ela marchando a passos furtivos da sala á cozinha. -

Ela deu um soco no nariz do garoto e saiu sangue imediatamente.

- Ai! Oque foi Line? — perguntou Thiago igual um idiota. -

Mas antes do segundo soco acertar Thiago a atenção deles foi atraída para a resposta de Thiago, que veio com várias porradas na porta.

- Desgraçado... — disse friamente entre os dentes com um breve olhar ameaçador para Thiago, e depois voltei o olhar para Aline que parecia q ia chorar me pedindo desculpas. -

Fui para a varanda e meu vizinho já estava la com um olhar ameaçador para mim.

- Eu sabia que não era uma boa idéia... — falou ele. -

Era a primeira vez que ouvia a voz de Augusto, que era grave e rouca, eu diria que parecia de um vilão do mal.

- E agora? Que merda! Vou ter que sair daqui! — falei. -

- Droga Lucio, como você deixou isso acontecer? E o resgate, como saberão aonde te buscar? — falou Augusto. -

Era verdade, eu fiz inúmeras tentativas de entrar em contato com meu pai e não consegui em nenhuma delas.

- Vamos ficar da onde possamos ver o prédio, assim nos aproximamos quando vierem. — falei inutilmente. Sabia que provavelmente viriam de helicóptero. -

Augusto concordou, eu entrei na sala e Thiago tava chorando olhando para a porta e Aline tava com uma faca na mão.

- Me desculpe! Eu não sabia que mortos podiam ouvir! Eu tentei falar com eles uma vez! Eles não entendiam! — falou ele, tentou falar com os mortos? Provavelmente foi assim que perderam seu apartamento da ultima vez. -

- Tá, agora a merda ta feita, vamos ter que sair daqui. — disse. -

- SIM! Vamos pra Ilha do Governador! — disse Thiago. -

- Não. — disse, Aline olhou para mim com um olhar estranho, curiosidade talvez. — Meu pai vai mandar um resgate.

Eles se olharam, provavelmente estavam pesando o nome do meu pai com os dentes daquelas coisas.

- Bom, espero que agente possa ir junto... — disse Aline. -

- Claro. Contanto que não nos matem antes. — disse olhando pra Thiago que abaixou a cabeça. -

- Ele não fez de propósito! — sibilou Aline. -

- De propósito ou não, ele quase nos matou? Ou talvez tenha nos matado! — falei, bem antes de uma batida realmente forte por tras da porta. -

Thiago começou a choramingar e aquilo me deu uma raiva... Fui para o meu quarto e busquei as mochilas de alpinismo minha e do meu pai.

- Tomem, encham com suprimentos, água, comida enlatada, coisas importantes. — falei jogando a mochilas para eles. -

- E você? — perguntou Thiago. -

- Eu já estou preparado. — falei, indo na direção da porta e pegando a mochila com os mantimentos para dois dias que estoquei da ultima vez. -

Eles se olharam.

-Você... Tem armas? — perguntou Aline. -

- Não.. Quer dizer, não que eu fosse dar a vocês em uma rua silenciosa no meio de uma noite sem lua. — falei. Eles mantiveram o olhar em mim. — Mas talvez eu conheça quem tenha.

Eles me seguiram, e eu fui até Augusto, que se encontrava na varanda dormindo abraçado em seu rifle e uma caixa de todinho.

- Augusto! — Falei, e ele acordou imediatamente. -

- Fala, agente já vai? — acordou ele assustado já pegando uma mochila realmente cheia. —

- Mais ou menos, queria saber se você tem armas ai... — falei meio estranho, quer dizer, não todo dia que se pede armas ao seu vizinho. -

- Armas? Que tipo de plano você tem em mente Lucio? — perguntou ele enrugando a testa. -

- Plano algum, é apenas para proteção. — falei mirando com os olhos o rifle que não desgrudava das mãos de Augusto em momento algum. -

- A.. sim, tenho algumas, mas não quero que vocês saiam por ai atirando... — falou ele também encarando Thiago. Que saco, estava ficando com pena do moleque. -

- Que tipo de armas? — perguntei, quer dizer, eu, como muitos adolescentes, jogava Cross Fire, e tinha um leve conhecimento de armas, mas a definição de armas para Augusto, era um pouco... simples. -

Ele tirou de dentro de um saco uma pistola, daquelas que cabem 5 balas, não reconheci, e outra escopeta, sem mira.

Peguei a pistola, e dei a escopeta para Aline, Thiago, para o próprio bem, não protestou, na verdade a ideia de ele ter uma escopeta em mãos dava medo em todos nós, inclusive nele.

Depois de algumas horas, com algumas facas na mochila, e um facão na cintura, a pistola na outra, Aline com facas na cintura e escopeta nas costas, e Thiago com dois facões nas duas mãos nos reunimos na varanda.

- Por favor, não me diga que vamos virar alpinistas. — disse Augusto realmente desconsertado. -

- Não, vamos virar coveiros. — falei com um meio sorriso no rosto. -

Notas finais
Espero que tenham gostado, vou postar um capitulo pequeno pela manhã, e de noite um grande, vou tentar seguir essa rotina.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.