The Walking Dead - Brasil
4 Capítulo 4 ~ Pro inferno o AP do meu pai!
Notas iniciais
Depois das notícias decidi que era melhor eu limpar meu AP, tirei aquela almofada com a poça de sangue infectado de Stella e coloquei em um saco de lixo grande, junto com as luvas de cozinha que usei para jogar ela lá, não sabia se desinfetantes podiam limpar a doença portanto decidi não arriscar, quando joguei o saco pela varanda gelei, olhei para baixo e vi a merda que fiz, havia quase uma duzia deles la em baixo ao redor de Stella vagando sem rumo, provavelmente atraidor pelo barulho da queda, e quando o saco plastico atingiu o solo, todos eles olharam somente em uma direção. Acenei. Burro! Como pude ser tão burro? Não olhar aonde jogar material altamente tocixo e infecioso de um prédio? Quem não sabe que tem que olhar?
Todos se viraram para direção que julguei se a entrada do edifício e entraram em marcha. Entrei em pânico, será que eles saberiam distinguir os andares? A direção do apartamento? Droga!
Peguei uma faca, uma mochila, e enchi de enlatados, se eu fosse ter que sair dali teria que estar preparado, peguei o par de luvas de cozinha reservas e uma muda de roupas reserva... 'HELLO MOTTO!"
Meu celular! Atendi.
- Alô? Filho? Sou eu, aonde você esta? — ouvi a voz do meu pai tentado se elevar ao que parecia ser um tumulto. -
- No apartamento ainda! Pai! A Stella.. ela.. — tentei dizer. -
- Filho, esta tudo bem, oque você tem que se preocupar agora é em se dirigir para a Ilha do Governador, eu e sua mãe fomos levados pelo exército, eu mandei um helicóptero para te buscar ai, mas eles disseram que não era possível, era uma área 'tomada'. — disse ele. -
- E como diabos você espera que eu passe por toda uma Copacabana de Mortos-Vivos se nem o exército consegue? — perguntei com certo sarcasmo. -
- Eér... Tem razão, filho, se o Armando me obedeceu, a dispensa deve estar cheia, se você souber racionar, deve durar para você sozinho por pelo menos um mês, filho, eu juro, vou te salvar, não saia dai! — falou ele, meu pai podia ser um corrupto, todos na família sabiam, mas ele nunca desvalorizou a família. -
- Está bem pai, o Augusto, nosso vizinho esta aqui também, ele esta vivo, e me salv... — tentei dizer quando ouvi um barulho ensurdecedor do outro lado da linha, pareciam bombas. — Pai? Pai! Você está bem?
- Estou! Estou! Esses loucos explodiram a Rio-Niterói, filho, esse celular é emprestado, sua mãe nao esta aqui agora, esta ajudando no hospital, mas ela adoraria, agente te ama filho, preciso ir! — disse ele fechando o celular. -
- Pai? Pai! NÃO DESLIGA! — gritei para o telefone em vão, droga! -
Pelo menos uma coisa estava certa, alguém ia vir me ajudar. Outra coisa estava certa também, se aquelas coisas não sabiam distinguir andares ou apartamentos, tinham ouvidos muito bons, pois depois dos gritos, e de todo aquele bate-papo, eu já podia ouvir a porta da escadaria sendo arrombada.
Droga! Estou emburrecendo! Será que estou tentando me matar subconscientemente?
Agora minha chance era ficar em absoluto silêncio. Por tempo suficiente. Pelo tempo que eles levarem para sair. Por um mês.
Guardei minha mochila ao lado da porta de saída com absoluto silêncio, peguei outra leva de enlatados e umas duas garrafas de agua na dispensa, um travesseiro e uma coberta, sem esquecer de meu laptop e fui para a varanda, fechei a porta de vidro em silêncio, levei quase 2 minutos para fecha-la, já que fazia elas se moverem mais lentamente do que uma tartaruga, me sentei e me aninhei na varanda, ali qualquer ocasional ronco meu seria abafado pelo barulho das ondas, pelo uivar do vento, que uma vez fizera de Copacabana, um dos lugares mais lindos do Rio de Janeiro.
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