The Walking Dead - Brasil

5 Capítulo 5 ~ Alpinismo sob a morte.


Notas iniciais
Taê xD

Acordei por volta das 9 horas da manhã, quase me despreguicei com meu matinal grito de bom dia, mas só a ideia de gritar gelou minha espinha, antes de abrir os olhos eu fiquei parado, eu não acordei sozinho, senti de novo, era uma pedrinha que batera na minha testa, abri os olhos semi-serrados e vi que era Augusto, meu vizinho jogando uma pedrinha para me acordar.

' Silêncio, eles estão no corredor!' dizia uma placa que ele jogou.

Afirmei com a cabeça, estava enrolado em meu edredom e ainda sentia uma brisa leve subir pelas minhas pernas, virei a cabeça ligeiramente para direita para apreciar a bela vista que era a praia, até de fato, enxerga-la, a areia e as ondas estavam tingidas de vermelho, espuma rosa se fazia das ondas, aquilo seira lindo, se não fosse real, é claro.

Olhei novamente para Augusto, que já escrevera outra mensagem.

' Precisamos conversar, sobre oque faremos.' li.

Afirmei com a cabeça, e com toda calma que me convinha, levantei-me e com uma lerdeza sem fim, abri as portas de vidro da varanda. Por sorte o piso era de azulejo, e não fazia barulho, ainda assim, andei na ponta dos pés, afinal, quem arrisca não petisca.

Fui até ao meu quarto e procurei meu caderno, e umas canetas e lápis. Voltei a varanda sem nenhum acidente e fechei a porta novamente. Decidi contar tudo ao Augusto, sobre a conversa com meu pai, e que ele definitivamente faria algo. Escrevi tudo em uma longa carta, tudo sobre oque ouvi, sobre explodirem as pontes...

Depois fiz um avião de papel, coisa na qual eu era um expert, graças é claro, a minha professora de Matemática, que fizera de suas aulas uma chatice. Uma chatice da qual sinto falta hoje. Quando pronto, arremessei-o para Augusto, que o apanhou acima de sua cabeça no ar.

Depois de alguns minutos lendo a carta ele olhou para mim com uma expressão séria e afirmou com a cabeça. Começou a escrever na parte de trás da folha e por sima do design do primeiro avião, ele fez o segundo, e arremessou para mim. peguei-o no chão e li.

' Essa é uma ótima notícia, quando o caos ainda estava no início meu filho me ligou, disse que estava caçando com javalis com seus amigos e portanto estava armado, e esta bem, marcamos de nos encontrar na fazenda do meu irmão, que era traficante de armas, esperamos encontrar armamento lá, e nos proteger, espero ir com você no resgate que seu pai arrumou. '

Olhei para ele, que estava com uma expressão séria no rosto, e afirmei, e o entendimento foi imediato.

– AAAAAAAAAHHHHH! — um grito, um grito NO MEU PRÉDIO! -

Não tinha ouvido nenhuma daquelas coisas fazer nada com a voz além daqueles gemidos apavorantes, portanto era certo de que era uma pessoa, meu instinto me fez puxar os dois facões que mantive debaixo do travesseiro. Olhei para Augusto que já estava com o rifle em mãos.

– SOCORRO! SOCORRO! — era definitivamente uma pessoa, um garoto julgando pela voz. -

– CALA A BOCA THIAGO! — outra voz, desta vez feminina. — E ME AJUDA A SEGURAR A PORTA!

Arregalei os olhos, a situação já estava clara, algum erro deles atraiu a atenção das criaturas que estavam agora tentando invadir o apartamento deles, e o garoto entrou em pânico, soltando o grito que condenou os dois.

Olhei para Augusto que, balançou a cabeça em negatividade. Mas eu não estava nem ai, eu tinha que fazer algo, a noite passada foi terrível, passei cerca de duas horas admirando a beleza de um canibalismo bem feito, e os caminhar morto dessas criaturas, eu tinha que fazer algo.

Comecei a pensar, rapidamente descartei a opção de sair do meu AP para ajuda-los, não seria alvo daquelas criaturas nem fudendo.

Uma ideia, fui ao quarto do meu pai e procurei a corda de alpinismo que ele comprou para mim, e achei-a debaixo da cama, voltei a varanda e me amarrei, agora restava encontrar algo sólido com oque eu poderia amarrar a corda, decidi amarra-la em volta da bancada da cozinha, ia consumir muitos metros de corda, mais ainda ia restar bastante, pronto eu estava seguro, tinha certeza de que caso o pior acontecesse eu subiria pela corda sem problemas como já fiz dezenas de vezes em minhas aulas de alpinismo, chequei a nó emminha cintura e subi na grade da varanda, olhei para Augusto, que com os olhos arregalados ainda negava com a cabeça, e murmurei.

– Que se foda. -

Pulei para trás.

Notas finais
Argh, minhas provas terminam amanhã, portanto quero postar mais. Postem comentarios! xD