The Walking Dead - Brasil

2 Capítulo 2 ~ Aprendendo a sobreviver em, 3, 2 ....


Notas iniciais
Hoje anoite pretendo postar mais dois capitulos, o primeiro contando eventos da tarde, e um d madrugada, contando a noite.

Acordei cedo. Eu nunca acordo cedo, mas é realmente difícil com aquelas batidas ensurdecedoras na porta de metal do banheiro, fiquei impressionado que ela ainda não tivesse ultrapassado a primeira porta, por um momento considerei deixar como esta, mas joguei a possibilidade para longe, só de pensar nas outras coisas sendo atraídas pelo barulho.

Eu dormi no sofá da sala, com a TV ligada no mudo, apenas com as legendas, quando acordei a emissora estava fora do ar, troquei de canal, e a unica que ainda funcionava era a FOX, que nem eventos do Brasil mostravam, e a Band, que apenas repetia a mesma mensagem: "Fiquem em suas casas, se armem, e aguardem respostas!"

Escutei barulho na varanda e vi que era uma pedra sendo arremessada no vidro, sabia que era meu vizinho, fui até la, e ficamos conversando por um tempo, o nome dele era Augusto, me apresentei, e ficamos jogando conversa fora de como cada um acha que essas coisa toda começou. Ele tinha uma teoria interessante em relação a bíblia, sobre o inferno estar cheio e mais algumas coisas.

PLAFT!

Meu coração deu um pulo com o barulho pois fora dentro do meu apartamento, mas logo me acalmei, pois o barulho era sem duvidas da porta do banheiro se partindo, e logo me tranquilizei ao ouvir a porta de madeira grossa do quarto aguentar e abafar as batidas de Stella.

- Garoto, é melhor agir logo, antes agir precavido do que surpreendido. — falou ele. -

- Tem razão, mas eu nunca lutei com facas antes, a unica coisa que já fiz é Judô e Jiu-Jitsu, e disseram na TV que nada mata essas coisas além de um trauma no cérebro. — falei, era verdade, eu cheguei até a facha verde de Judô, e em Jiu-Jitsu nem cheguei a passar da branca. -

- É garoto, mas terá que fazer algo. — disse ele. -

Ficamos batendo papo mais um segundo enquanto observávamos os corpos da praia se erguerem e caminharem sem rumo, de vez em quando ocorria umas explosões ou gritos estéricos aqui e ali e eles iam na direção.

Entrei, aquilo precisava ser feito. Cheguei se o facão estava tão afiado quanto eu pensei e confirmei. Fiquei em frente a porta do quarto, ouvindo ela tremer com as batidas, a casa toda tremia, nunca imaginei que Stella tivera tanta força assim antes, fiquei realmente uma meia hora em pé enfrente a porta esperando coragem. Mas ela não vinha.

Crack!

O primeiro sinal de que a porta iri se partir. Eu tinha que agir, coloquei a mão na maçaneta e me concentrei, aquilo precisava ser feito. Abri a porta e chutei na intenção de empurrar Stella par tráz, mas parece que não deu certo já que a porta foi para trás apenas alguns centímetros e depois voltou com toda força e se fechou novamente, ela havia esmurrado na hora errada.

Minhas pernas vacilaram, eu estava morrendo de medo, eu assisti bastante canibalismo aquela manhã, tanto na televisão, quanto ao vivo na praia, e percebi que se fosse para morrer, não queria que fosse devorado vivo.

Esperei Stella esmurrar novamente e assim que aconteceu eu abri e chutei a porta novamente, e a visão de Stella estava realmente apavorante, seus cabelos estavam bagunçados e muitos tufos faltando, e sua pele estava meio rocha, percebi uma enorme poça de sangue no chão, e um cheiro de podridão enorme. Senti meu jantar de ontem subindo pela garganta e engoli-o de volta.

- S-Stella? S-sou eu.. Lucio... — gaguejei, estava me cagando. -

Me perdoem a expressão vulgar mas, eu fechei o cú quando ouvi o rugido faminto de Stella e veio caminhando vacilante em minha direção, e lembrei-me não sei porque de meu terrível encontro com um vira-lata na rua quando tinha 8 anos.

Eu estava com um pedaço de frango nas mãos e ele o queria, e eu também, mas me cagava de medo, e quando dei o primeiro sinal de que ia correr, um passo para trás, o cachorro me atacou, fui salvo por um desconhecido na rua, mas infelizmente minhas calças não podiam se vangloriar tanto.

Agora eu sei o porque de eu ter lembrado daquele evento, os olhos de Stella, eram amarelos, eram selvagens. Famintos. Olhos de um predador.

Cometi o mesmo erro duas vezes, dominado pelo medo dei um passo para trás e Stella avançou, corri pelo corredor mas ela me alcançou muito rápido, não sei se foi pelo medo que fazia minhas pernas não responderem ou pela estranha velocidade que Stella tinha.

Quando eu subi pelo sofá para não ter que dar a volta ela agarrou minha perna e tentou morde-la, e num ato de desespero eu chutei seu rosto, deixando ainda mais furiosa, eu cai pelo outro lado do sofá e fui me rastejando para longe, meu facão se soltara de minha mão e foi parar em algum lugar que no momento minha visão não cobria, talvez por não ter procurado, já que meus olhos estavam nos olhos de Stella, que como uma aranha em sima do sofá começava a avançar em minha direção, decidi que era o fim. Acabou. Lembrei-me d emeu ultimo desejo, de não morrer nos dentes dela, e procurei meu facão, não o encontrei, então levantei-me rapidamente e corri para varanda. Eu moro no penúltimo andar de um prédio de 10 andares. A queda certamente me mataria, e com sorte esmagaria minha cabeça, para eu não voltar e tentar matar ninguém.

Cheguei na varanda e percebi que a sorte não estava do meu lado, lembrei-me que a droga da varanda era cercada por uma rede de proteção, e eu não tinha tempo para tenta tira-la. Stella me agarrou pelas costas e me empurrou no chão, e se curvou contra mim. Era isso. Fim.

POW!

Um tiro, um tiro me salvara, Stella caiu mole em cima de mim, manchando toda minha camisa de ceda branca com seu sangue podre. Era Augusto, meu vizinho, que com uma mira espetacular, acertou a cabeça de Stella.

- Ei garoto, você não foi mordido, foi? — perguntou ele da varanda dele ainda mirando o rifle em minha direção.

- Não.. — respondi. -

Agradeci ele mil vezes, ele salvou minha vida, fiquei em débito com ele aquele dia. E tremia em pensar no dia em que terei que pagar esta divida.

Neste momento estou sentado na varanda ouvindo um rádio velho que encontrei na cozinha, as emissoras de TV todas saíram doar, exceto a Fox, no rádio ainda tinham bastante canais bons.

Digitei isto com os dedos trêmulos, vou tomar um banho, o cheiro de podridão esta me deixando doente.

Notas finais
Ok, até hoje de noite.