The Vow

1 Epílogo - Parte 1


Notas iniciais
Hey pessoal, essa é minha primeira fic Destiel e confesso que estou bem animada com o enredo. Espero que curtam assim como eu. Enfim, não vou enrolar muito aqui. Boa leitura!

Lawrence, Kansas – 13 de março de 1993

Atrás de um velho balcão de madeira que cheirava a bebida, observava seu local trabalho com uma costumeira tediosidade. Era mais um final de semana lotado como outro qualquer no bar, pessoas de todos os jeitos, formas e etnias sentadas em suas mesas conversando sobre assuntos banais, comemorando algo ou apenas bebendo para esquecer os problemas.

O lugar era pequeno, com pouca iluminação, e até um pouco abafado, porém se sentia confortável ali. Não precisaria lidar com seus problemas enquanto trabalhava ou simplismente conversava com pessoas bebâbas que contavam tristemente seus casos de amor que não deram certo. Era um emprego bom até, pagavam bem e ele conseguia manter um apartamento pequeno no centro da cidade.

Ele não tinha do que reclamar

Porém, apesar de ser um emprego bom e que pagasse suas contas, o loiro detestava rotinas. Era sempre a mesma coisa, acordar, passar a tarde vendo televisão e só de noite sair para o trabalho, esperando que algo ou alguma coisa aconteça de diferente. Todavia, era sempre a mesma repetição, nunca algo fora do comum e isso cansava o jovem que estava no auge de seus vinte e um anos.

Deixou seus pensamentos de lado e resolveu servir uma mesa que estava um pouco longe das demais. Não fazia parte de seu trabalho servir fora de seu balcão, porém a casa estava cheia e o pouco de garçons que tinham não estavam dando conta. Além de tudo, um dinheirinho extra nunca era demais.

A mesa era toda composta por adolescentes que ele julgava não passarem dos vinte anos. Ele odiava universitários, tão barulhentos e irritantes que o loiro tinha vontade de socar um por um.

Okay, ele precisava controlar sua ansiedade, seu emprego dependia disso.

Tentou servi – los o mais rápido possível – claro, sem bebidas alcoólicas- e logo voltou para seu lugar de sempre.

A casa havia esvaziado um pouco depois de um tempo e o loiro agradeceu aos céus por não ter que sair de seu amado balcão novamente. Mas, sua felicidade durou pouco quando um dos adolescentes se levantou e veio em sua direção, logo sentando em um banco a sua frente.

O garoto tinha uma estatura pequena, era moreno e parecia deslocado dos demais.

Dean suspirou de cansaço, o que o garoto não percebeu – ou fingiu não perceber – e perguntou com seu sorriso mais forçado:

— Vai querer alguma coisa?

— Sua bebiba mais forte, por favor – O loiro arqueeou uma sobrancelha, e deu um sorriso zombeteiro

— Quantos anos você tem mesmo, garoto? – O jovem finalmete o olhou nos olhos e Dean quase pulou para trás. Seus olhos azuis e um pouco melancólicos eram os mais bonitos que Dean já havia visto em toda sua vida.

— Okay Dean, se concentre – pensou

— dezenove.. – O garote disse simplismente e o loiro riu.

— Desculpe garoto, sem bêbida para você – Dean já ia se dirigir para o outro lado do balcão quando o jovem agarrou seu braço, irritando – o .

— Você não entende, eu preciso de uma bêbida – Olhou – o diretamente nos olhos o que desconcertou um pouco o loiro.

— E eu preciso do meu emprego, se não se importa – Disse firme, porém o moreno não cedeu e continuou o encarando. Dean não poderia – e nem queria — se irritar mais do que já estava e desistiu querendo acabar logo com toda aquela situação.

— Okay – Pronunciou em meio a um suspiro equanto enchia um pequeno copo com um líquido desconhecido pelo menor – Você bebe isto, aqui no balcão – Disse firme – Nada de ir se achar pros seus amiguinhos.

Tudo que o moreno fez foi dar uma leve risada

— Eles não são meus amigos, nem os conheço direito – Dizia olhando para um ponto qualquer no recinto.

— Que seja, apenas beba isso logo – O loiro já estava ficando impaciente.

— Castiel – O jovem o olhou novamente

— O que? – Dean perguntou confuso

— Meu nome – fez uma pequena pausa – É Castiel. – O loiro deu um pequeno risinho de divertimento e apertou a mão que estava estendida a ele

— Muito prazer, eu sou a Lady Gaga – Riu de deboche – Agora, bebe logo essa porcaria

E então sem hesitar, o garoto que aparentemente se chamava Castiel virou todo o conteúdo que estava no copo. No mesmo instante seu corpo e seu rosto se contorceram e ele engoliu o líquido como se tivesse digerindo fogo.

Dean não se recordava da última vez que havia rido tanto em toda sua patética vida.

— Preciso de mais – O garoto comentou tentando se manter o mais sério possível, porém era difícil evitar de escapar um sorriso observando a gargalhada do mais velho.

— Nada disso, um shot já é o bastante para você, pirralho – Dean o olhou e franziu o cenho, uma pergunta surgiu na sua cabeça – Se eles não são seus amigos, por que estava com eles?

O menor olhou por cima dos ombros e viu seus antigos acompanhantes conversando sobre algo qualquer do qual ele não tinha uma mínima vontade de saber.

– Na verdade, eu não sei também – O loiro levantou uma sobrancelha – Acho que pra tentar fugir da realidade talvez? – Proferiu com um leve pesar no seu olhar e se virou para Dean. – Você já tentou fugir de algo mesmo sabendo que era impossível?

Dean deu um leve sorriso de canto. Era exatamente o que ele andava fazendo ultimamente. Olhou para o adolescente na sua frente e pensou que ele era mais inteligente do que aparentava. Havia aprendido a algum tempo que as pessoas que mais sofreram, eram as que mais tinham sabedoria para compartilhar. Era este garoto franzino um sábio?

— Não estamos falando de mim aqui — Olhou – o diretamente – Deveria estar com eles, apesar de tudo. Você é jovem, deveria interagir com gente do seu círculo social – O loiro concluiu mentalmente que deveria parar de assistir programas da parte da manhã, estava ficando com uma mentalidade velha demais para sua idade.

— Você também não me parece tão velho assim – O moreno observou — E outra, eu também não sou obrigado a ficar em um lugar se não estou feliz. Não sou o tipo de pessoa que sorri, se não está afim. Entende? – O mais velho concordou automaticamente — A minha obrigação é ter educação e respeito. Quando eu não quero ficar, eu levanto e saio. Se algo me incomoda eu falo, se o sapato está apertando eu tiro. Comigo é tudo muito simples. Ou é do jeito que eu quero, ou é de jeito nenhum. Tudo bem, eu sei, isso pode soar um pouco ignorante e egoísta da minha parte, mas deixa eu te contar uma coisa bem útil – Ele se aproximou e botou uma mão na boca como se fosse sussurrar algo. — as pessoas mais verdadeiras são.

O loiro deu uma leve risada e reforçou mentalmente a teoria que havia pensado mais cedo. Esse garoto...ele era realmente..

— Interessante... – O loiro pensou alto, causando uma pequena confusão no menor.

Ele deu uma risada anasalada — O papo tava bom, mas eu preciso ir embora, meu turno acabou. – o loiro se levantou de seu banco, recolheu suas coisas que sempre deixava embaixo do balcão e gritou para seu gerente que estava indo embora.

Quando estava na porta que dava para a saída dos funcionários ele foi impedido pelo moreno

— Eei! – Ele se virou e o garoto o olhava nervoso – Qual.. – Abriu um sorriso – Qual é o seu nome?

O loiro o olhou por alguns segundos e foi embora com um meio sorriso estampado em seus lábios.

— Hoje foi um dia diferente.. – Ele disse para si mesmo, já fora do recinto.

Notas finais
Bem, essa foi apenas primeira parte do epílogo, pretendo começar a história de verdade a partir do cap. 3 Eu estava planejando trazer todo o epílogo já neste cap. mas preferi apenas postar como se conheceram em um já separado. Os próximos cap ´s serão maiores Espero que tenham gostado. Críticas são sempre bem - vindas