The Void Mystery
2 Capítulo 02
Notas iniciais
“Minha vida tem que ser breve, para que todos estejam no inferno”.
Algum tempo antes da criação do grupo, as pessoas que mandavam em Ponyville, eram pessoas podres, pessoas que de fato não mereciam viver. Com a criação da Sociedade dos Pôneis, o crime aumentou muito mais. Após um tempo, o DP não podia mais conter o número de casos de morte que ocorriam. Encarando esse fato, o Associação de Ciências de Canterlot (ACC), decidiu que policiais bem mais formados, que conseguissem derrotar o crime com mais eficiência seriam melhores qualificados para o batalhão. E assim se formou a Super Batalhão de Canterlot, o grupo de policiais bem mais treinados de toda Equestria. Eles trabalhavam de noite à noite, sem descanso, sem folga. Também, quem poderia tirar um cochilo diante daquela situação?
Todavia existia um, um que podia prender mais traficantes em uma noite, do que todo batalhão em uma semana. Chamavam ele de Herói Dourado, pois ele vestia uma armadura que cobria o seu corpo quase que todo. Seu rosto não ficava a mostra, pois os ladrões poderiam mata-lo se descobrissem sua verdadeira identidade. Clichê diga-se de passagem. As crianças o veneravam, e logo começaram aparecer fanfics dele na internet. Parecia um quadrinho na vida real. Só daqueles que a gente vê na TV. Seu nome nunca foi revelado, mas sabia-se que se ele existisse iria ser um nome muito bonito. Minha vida era baseada em fazer relatórios sobre esse cara. Era chato por um ponto, admito, mas também era muito legal ficar imaginando o que esse cara poderia fazer. A vida parecia estar se alocando com ele nos protegendo.
Mas tudo tem um fim. No dia 25/03/1774 ele morreu. A Sociedade dos Pôneis deu um jeito de matar ele. Foi trágico. Todos compareceram no seu funeral. TODOS! Não se via uma alma viva nas ruas daquela agitada cidade. Minenhatam se tornara uma cidade pequena quando a AppleCore mudou a sua sede para o antigo Rancho Maçã Doce, que se tornara um museu a tempos. Mas voltando a falar do Herói Dourado, todos acharam que ele morreu. Acharam...
–Velho, o que você acha que pode estar fazendo todos esses assassinatos acontecerem? – Disse o Caipira, um tanto quanto preocupado com a situação da cidade natal.
–Não sei filho, mas parece que algo muito ruim pode estar vindo. — Disse o Velho com o mesmo tom de preocupação.
Os jornais gritavam manchetes sobre um novo assassino na cidade. Nada muito novo, mas esse era especialmente cruel. Ele parecia estar fazendo arte quando matava as pessoas. Nos cadáveres recentemente achados, dava para sentir o prazer dele ao fazer aquilo. Todos estavam realmente assustados com a brutalidade do “artista”.
– Irmã, do que os meninos estão falando? – Disse a Mini Maga.
– Nada bebê, eles só estão falando sobre o novo jogo que saiu. –
– Eu posso jogar também? –
– Não bebê, é um jogo ruim. – A BigSis estava tentando ao máximo contornar a situação para que a pequena potrinha não ficasse morrendo de medo.
Depois de um tempo que essa conversa teve, o número de casos desse novo assassino estava aumentando. Não era difícil achar algum corpo em algum rio sortido os arredores de Ponyville. Autoridades tentavam criar histórias malucas para tentarem explicar o acontecido, mas eles sabiam que a única resposta era: Tinha alguém que queria mandar uma mensagem, uma mensagem clara, mas que ninguém queria ver.
Curiosamente em todos os corpos encontrados se via 3 palavras: Matem o mistério. Visivelmente uma referência ao TVM, mas todos queriam acreditar que não se passavam de uma mensagem psicopática.
Depois de dois dias procurando o(s) culpado(s) daquele crime, eles finalmente acharam. Um cara chamado Fitbelle Hearts. Era um carpinteiro bem simpático, que trabalhava na casa do senhor Midtrives, dono de uma das maiores riquezas de toda Equestria. Ele tinha uma crina grisalha, estranha, que ninguém mais penteava daquele jeito. Não tinha como ser ele. Mas de fato, depois da pena de morte do indivíduo, os crimes pararam um pouco.
Infelizmente, após 4 dias, toda aquela súbita rotina de colher corpos no rio voltou. Mas agora mensagem se tornara outra: O mistério vai morrer. E uma carta chegou à BigSis:
“Cara, Mi Amore, sei que os tempos não se tornaram propícios a vinda de mim a este súbito estado de calamidade mental, todavia, como me encontro nesse caso de distúrbio pois a chegada de você e de seus parceiros se tornaram deveras incomodo a mim. Por isso peço humildemente a você e a seus comparsas que morram.”
Ninguém fazia ideia de quem tinha escrito aquilo, mas após o término da leitura alta da BigSis a todos da sala, veio um forte barulho. Era um tiro, de uma arma que ninguém identificava o som.
– Se abaixem! Todos! – Disse o Nazista, que dessa vez não parecia estar brincando. Obedeceram. Até eu. Caipira pegou a sua 12 e deu alguns tiros na janela em tentativa de matar alguém. A sala ficou escura e somente os tiros poderiam ser vistos, assim como rastros de luz. A Mini Maga iluminou o local, e quando o fez, uma leve e rápida sombra apareceu.
– Olha o que temos aqui... Uma criança, um velho traficante, um incendiário, uma espiã e um maluco que fala de coisas que nem existem. O que vocês diferem de mim? — Disse uma voz sinistra que veio das sombras.
– Nós protegemos as pessoas. E você as matas. — O Velho retrucou.
– Não. Vocês fazem uma limpeza ao seu bel prazer. Eu seguia as leis. EU ERA A LEI. Mas então tentaram me matar, e eu desacreditei da sociedade. Vocês chegaram e faziam a mesma coisa que eu. Pronto, todos te adoram, até a hora que você morre. – A tréplica da voz se acentuava ainda mais no âmbito da raiva.
– Espera... Herói Dourado? É você? — O Nazista pergunta com um leve tom de desespero. Possivelmente ele era fã do HD na adolescência.
– Hahahaha! Alguém ainda se lembra do meu antigo apelido! Podem me chamar agora de Vilão de Ouro! –
– E qual é a diferença, claro que desconsiderando o antagonismo. – Disse o Nazista.
– É verdade, né? É que nessas horas é bem difícil pensar num nome. Vocês têm uma sugestão? – Não se sabia se o “Vilão de Ouro” só queria fazer uma distração, mas se esse era o plano dele, estava dando certo.
– U! U! Eu tenho um nome. Que tal: Chinlexil? – A Mini Maga tinha algumas ideias estranhas as vezes.
– E o porquê do nome, pequena criança? –
– É porque o papai sempre tomava esse “remédio” para “sonhar”, e eu acho que você tomou também. Mas você não vai bater na gente, não é? Igual o papai batia na mamãe? -
– Hehehe. Pobre criança. Ainda não sabe dos males da vida. Quanto ao nome: Eu gostei. Mas quanto a sua pergunta: Sim. Vou ser igual ao papai! –
Depois do fim desse terrível diálogo, tiros voltaram a acontecer. Muitos, muitos deles começaram a acontecer. A BigSis tinha uma pequena adaga que usara para cortar um pouco da cauda do estranho. Mas após isso, só silêncio. A luz voltara, os feitiços de luz da MM estavam aguçados e logo nos deparamos com um corpo, morto, sangrando que dizia uma frase que até hoje me arrepio.
– Little children, little children, come to sleep. Because the monsters comes when the children don’t go to home. – O cadáver quase morto repetia isso. Dava um frio na espinha toda vez que ele repetia. A bebê foi realmente muito forte viu a cena até o final. Eu não tive a mesma coragem.
Após o recolhimento do corpo e da limpeza do local, o grupo deve de mudar de lugar. Um monte de tiro e de sangue eram suspeitos demais.
– Eu não consigo acreditar que ele ficou tão ruim assim. Mas o porquê disso tudo? – O Caipira disse impressionado.
“As análises de material foram analizados.” A máquina de análise era realmente irritante as vezes. A BigSis foi ver os resultados.
– Espera. Não isso aqui não é sangue. É fluido de óleo. É usado em máquina autônomas programáveis. –
–Você quer dizer que isso era um robô? – O Caipira disse impressionado. Ele vivia no campo, nem tinha noção do que seria robótica, e nem mesmo do que seria fluido de óleo.
– Exatamente. — A BigSis também surpresa. Não da mesma forma que o Caipira, mas de uma forma que até ela tinha medo.
– Depois nós pensamos nisso. Agora devemos pensar. Se esse robô é programável, quem o programou para nos matar? – O Velho interrompeu a conversa.
– Não sei, mas vamos encontrar. – Caipira encerrou.
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