The Vocaloid Story
7 Capítulo 7| Rin Kagamine | Adolescence
Notas iniciais
Os transeuntes da rua que passavam viam apenas vultos loiros, correndo em suas bicicletas.
Aqueles dois não eram normais. Corriam, não por pressa, mas por vontade de ganhar um do outro.
Os vizinhos da família Kagamine já estavam demasiado acostumados quanto à presença dos dois, já que a rua sempre era barulhenta.
Os pais de Rin e Len eram donos da escola onde eles estudavam. Ninguém sabia disso além deles e dos funcionários dos pais. Se descobrissem, seria o caos. Todos falariam mal da escola, ou dos diretores, porque eles puxavam o saco dos filhos. Porém o Sr. e a Sra. Kagamine não eram assim. Pelo menos, não na escola.
Rin e Len eram inseparáveis, até mesmo em suas corridas, no qual os dois sempre chegavam juntos.
Seus pais achavam que, às vezes, os dois eram inseparáveis demais.
Rin e Len logo vão fazer treze anos. Cada dia que se passava, Rin tinha mais certeza de seus sentimentos, e o que faria em relação á eles.
“Ficar em silêncio. Este é o correto a fazer.” – virou seu lema. Afinal, não é todo mundo que gosta do irmão.
Ela sempre tivera certa dificuldade. Em esconder, digo.
Certas vezes queria simplesmente sumir. Outras ela apenas chorava. E outra escrevia canções. Canções para apaziguar um coração quebrado.
Ela queria que Len entendesse. Como uma coisa podia ser mais simples?
Mas Len era meio tonto. Pelo menos, ao ver de Rin. Como não reparava nas letras de suas canções?
“E, mesmo se ele gostasse, algo muito improvável, ninguém nos deixaria fazer isso. Nossos pais ficariam malucos.”
Eles chegaram até à árvore de encontro. Todos os dias apostavam corridas até ela.
Como de costume, chegaram juntos, um do lado do outro.
Eles estacionaram suas bicicletas rapidamente e desceram, deitando-se na relva. Rin gostava daquela árvore.
Fora nela que uma vez escreveram R+L uma vez, pois viram em um anime qualquer os personagens principais fazendo isso.
As inicias ainda estavam lá.
Len olhou as iniciais e sorriu como se fosse uma das várias brincadeiras que faziam.
- Olhe, isso é tão estranho, não é?
Rin, que estava entretida com um trevo voltou sua atenção à Len.
- O quê?
- Hum... Nós, quando crianças.
- Ainda somos estranhos. – respondeu Rin.
- É, mas erámos mais naquela época. Lembra que falávamos que íamos nos casar?
Rin se sentou. Aquela história atraiu sua atenção.
- Não.
Len a olhou surpreso. Achou que ela saberia daquela história bem mais do que ninguém.
- Bem, eu não sei como vou conta-la porque, bem, não sei como começou. Só sei que, acho que, nós dois tínhamos uns quatro anos. E estudávamos já. Um menino que eu não lembro o nome, falou para a tia que ia se casar com você. E você bateu nele. E eu disse que não ia se casar com você, que eu ia me casar com você. E a professora falou algo sobre proibição de namoro, ou algo, e você disse que íamos pra lua, porque lá não tinha esse tipo de coisa. – falou Len, rindo. Rin apenas corou fortemente. Teve vontade de perguntar: “Ainda quer que isso aconteça?”.
Len parecia prestes a dizer algo, mas parou. Quando Rin percebeu que de Len não sairia nada, ela voltou sua atenção para o trevo.
Os dois ficaram apenas parados. Rin observava o trevo, enquanto Len a observava. Eles ficaram até o anoitecer.
- Vamos? – perguntou Rin. Ela percebeu que Len dormira. Rin murmurou algo sem nexo enquanto o cutucava.
- Len! Len, acorde! Vamos! Por favor, Len, está tarde. – disse Rin, olhando a rua.
Len, ainda sem acordar, a puxou mais para perto.
- Posso te contar uma coisa? – perguntou ele, grogue.
- Tá, conte e depois vamos embora. Papai e mamãe devem estar preocupados. – disse, “Ou não.” Acrescentou ela em pensamento.
- Eu gosto de uma pessoa... Rin... Eu gosto de uma pessoa... – falou.
Rin revirou os olhos, se ele sabia que ela estava lá, porque não falava logo a pessoa de quem Len gostava.
- Ah, tudo bem! De quem você gosta Len? – perguntou.
- Já disse... – continuou naquela voz grogue.
Rin ficou sentada esperando a resposta. Quando percebeu que Len voltara a dormir de verdade, se levantou irritada.
- Desisto! De verdade! – disse ela. – Len! Vamos agora!
Como não veio a resposta, Rin começou a puxa-lo e a arrasta-lo até a bicicleta.
Ele não acordou nem com isso.
- Hum... Len, papai e mamãe disseram que não vão mais comprar bananas. – gritou Rin.
Como suspeitou, Len acordou na mesma hora.
- Bananas! – falou.
Rin deu lhe um tapa de leve na cabeça.
- Seu cabeção. Vamos embora. Finalmente você acordou.
- E quanto às bananas? – perguntou Len.
- Elas estão bem, por enquanto, já que você não chegou a casa para devora-las pedaço por pedaço. – disse Rin.
Len riu e montou sua bicicleta.
- Então, vamos?
Rin assentiu, montando sua bicicleta também.
Dessa vez, eles não correram, andavam de bicicleta lentamente dentro dos bairros.
- Então... – começou Rin, depois de um tempo.
- Então o quê?
- De quem você gosta? – perguntou.
- O QUÊ??!
- Quando você dormiu você disse algo sobre gostar de alguém.
- Eu disse? – perguntou Len, corando.
- Sim. – falou Rin. – Foi mais ou menos assim: Eu sou um besta e estou gostando de alguém... Rin eu estou gostando de alguém... E só.
Len suspirou, aliviado.
- Bem. Ahn, então né? Eu não falei de quem eu gostava?
Rin negou com a cabeça. Len suspirou aliviado novamente.
- Eu até tentei perguntar, mas você só disse: Eu já te disse... E não disse quem era. Você mente até quando está dormindo.
- Pois é né... – murmurou Len.
O resto do caminho foi tranquilo até em casa. Rin e Len moravam em uma bela mansão no centro da cidade. Até sua casa era amarela.
Quando passaram pela porta, se depararam com os pais. A mãe deles era igual a eles, já o pai, tinha cabelos escuros e olhos verdes.
- Onde estavam? – perguntou a mãe.
- Na casa da Miku, uma novata da escola. – disse Rin.
Seus pais não perguntaram mais nada, mas eles já estavam acostumados pela constante falta de interesse deles.
Rin entrou em seu quarto, fez sua higiene pessoal e depois ficou deitada na cama, esperando Len dar boa noite para ela. Ele sempre fazia isso. Ia lá dar boa noite para Rin porque senão nenhum dos dois dormia. Apesar das constantes brigas e insultos, nenhum suportaria perder o outro.
- Toc, toc. – disse Len, entrando. Ele também já estava de pijama, como Rin e foi dar boa noite para ela.
- Boa noite. – disse ele, pegando sua mão.
- Boa noite. – respondeu ela.
Len se encaminhou até a porta, quase apagando a luz, quando Rin o chamou.
- Por favor, não apague a luz. – pediu.
Len achou seu pedido estranho, deixando a luz acesa.
- Está tudo bem? – perguntou.
Rin parecia ter entrado em conflito consigo mesma.
- Por favor, fique aqui até eu dormir. – quase implorou.
“Certo, está definitivamente estranho.” – pensou Len. Rin era bem mais corajosa que ele.
- Está com medo de fantasmas? – brincou.
Rin parecia prestes a chorar.
- Eu sinto falta.
Ela não precisou dizer nenhuma outra palavra. Len, tanto sabia o que essa frase significava quanto sentia o mesmo.
Quando os dois eram pequenos, eles dormiam juntos, de mãos dadas, para proteger um ao outro. Porém, quando cresceram, seus pais os separavam, e os dois sentiam falta um do outro.
- Tudo bem. – disse ele, pegando a mão de Rin enquanto ela se enfiava dentre as cobertas.
Rin dormiu pouco tempo depois. Len mexia em seus cabelos loiros enquanto cantarolava várias canções.
Len a olhou com lágrimas. Mal sabia ele quem Rin também fingira dormir para esconder ás lágrimas que queriam escorrer.
Len se levantou, apagou a luz e olhou para Rin. Ela parecia um anjo. Ele fez a volta, e deu lhe um beijo, bem nos lábios.
Ele saiu correndo, sem acreditar no que tinha feito, enquanto Rin se sentou, tapando a boca com a mão.
E, finalmente, tudo fez sentido para ela.
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