Já tinha se passado uma semana. As provas estavam vindo com demasiada velocidade, porém Miku não tinha paciência nenhuma de faze-las.

Quem a forçava estudar era Luka.

E ela não estava mais lá para fazê-lo.

Miku já tinha pedido desculpas, por mensagem, mas Luka não respondeu.

Ela estava meio arrependida.

Não, ela estava totalmente arrependida.

E Luka não vinha mais para a escola. Miku estava preocupada, porém não demonstrava. E Gakupo também não lhe dava dicas, pois Luka apenas recebia as ligações de Gakupo.

Gumi agora se sentava com eles no almoço. Ficou parecendo que ela estava ocupando o lugar de Luka. Mas isso era apenas uma suspeita de Miku.

Só uma suspeita que parecia muito real.

Outra pessoa que se juntara a eles era uma menina loira chamada SeeU. E tinha Lily, que também era uma novata e se juntara a eles.

O grupo aumentara, fazendo os se dividirem em outros grupos. Panelinhas dentro de uma panelinha.

Miku desistiu de desenhar algo indecifrável no caderno e se virou para Kaito que dormia na mesa ao lado.

- Kaito – chamou. – Kaito, levanta agora! – falou Miku, apelando para os petelecos.

Kaito virou a cabeça, viu Miku e murmurou algo como “ensaios “ e “mamadeira” que provavelmente significava uma nova banda de bebes.

Miku se surpreendia com o quanto Kaito era desatento. Ele conseguia superá-la.

- O que você está falando? – perguntou, cutucando o novamente.

Ele apenas ergueu a cabeça.

O professor voltou sua atenção para os dois.

- Se vocês querem namorar, por favor, saiam da sala. – falou o professor de álgebra.

Miku corou e conseguiu ver que Kaito estava acordado o suficiente para corar também.

Nenhum dos dois falara sobre o incidente proposital, ou não, que tiveram naquela tarde.

Miku passou um bilhetinho para Kaito.

“Vamos estudar hoje?”

Ele demorou algum tempo para responder.

“Não posso!”

Miku escreveu furiosamente no papel.

“Por que não?”

Ela jogou na cara de Kaito.

“AU! Porque a Miki perguntou se eu queria estudar com ela.”

“E você aceitou? Que baixo!” – escreveu.

Kaito apenas amassou o bilhete e jogou fora deixando Miku mais brava e confusa.

Quando o sino tocou, ela saiu da sala correndo e parou Kaito.

- Por que você prefere a Miki a mim? – perguntou Miku.

- Miku, não é questão de preferir. Eu disse que estava com dúvidas em japonês e ela se ofereceu para ajudar. E eu aceitei, só isso. – falou Kaito.

- Você gosta dela, não é? – perguntou Miku.

Kaito ergueu as mãos em um sinal de rendição.

- NÃO! Eu apenas aceitei a ajuda dela. E não te devo satisfação. E tem mais – falou ele apressadamente, parando apenas para respirar – Você não é a Miku que eu conheci. A Miku pela qual me apaixonei. – falou e saiu do pátio, indo embora.

Miku ficou parada por um tempo. Era assim? Assim que funcionava o amor? Você diz “te amo” para a pessoa que gosta e depois dá no pé?

Ela ajeitou suas coisas e saiu sem imaginar quem a esperava na porta de sua casa.