The Visions Of A Troubled Mind
1 Beginning
Notas iniciais
Seu nome conduzia a um profundo suspiro, suas mãos ásperas amaciava-se com o decorrer do dia, sua boca transmitia poucas palavras mas um grande e esbelto sorriso, seus lábios tinham cores naturais um pouco mais rosado que sua pele bronzeada, seus cabelos negros e curtos, podíamos ver o gel que ele passava todas as manhas iluminar e brilhar seus pequenos fios, suas unhas eram limpas e bem cuidadas e sua altura intermediaria.
Ele conduzia uma mesa de alumínio com vários copos plásticos, uma garrafa de agua e comprimidos, entregando-lhes um por um para cada paciente.
- Cuidado Sr. Teodoro! – Exclamou Peter pegando novamente o copo que entregou para Teodoro. Por questão de segundos Peter pode evitar que ele se molhasse com a agua que tinha dentro do copo.
Teodoro era o mais velho de todos os pacientes, tinha 62 anos mais aparentava ter mais idade, porem com o estado mental dele não conseguiria pensar em vaidade, então era compreensível. Seus poucos cabelos que ainda restavam eram grisalhos e penteados dia a pois dia pela a enfermeira que cuidava-o. Sua cara era enrugada e magra assim como seu corpo, a falta de compreensão era plena em seu olhar, o desentendimento era sempre, quase um bebê no corpo de um idoso. Assim que Peter falou com ele pude notar sua cara de assustado, como sempre ficava ao saber que havia algo de errado. Observava-o tão fixamente que se algum enfermeiro nota-se poderia jurar que meu estado mental havia se agravado. Em pouco tempo Peter tambem pode perceber a reação de Teodoro, ele abriu a boca e começou a chorar emitindo nenhum som, todos ali presentes olharam-no.
- Calma esta tudo bem, não se preocupe. – Afirmou Peter para Teodoro, entregando-lhe novamente o copo com agua. No mesmo instante Teodoro parou de chorar e aceitou copo. Peter já havia se afastado alguns metros quando olhou em direção novamente para o velho que agora já não fazia ideia de onde estava, na intuição dele pode perceber que Teodoro estava alucinando um lugar diferente daquele hospital psiquiátrico.
- Voe passarinho. – Falava Teodoro sorrindo nitidamente para cima. – Seja livre, voe pelos bosques que aqui vejo, voe, você merece um bom lar.
Rapidamente apareceu Ana a enfermeira contratada pela própria família de Teodoro para cuida-lo. Sua aparência era de uma típica jovem, dava para perceber a falta de personalidade em seu modo de vestir e seu corte de cabelo, seus lábios eram largos e finos que eram menos destacados com seu batom cor rosa-fraco, usava um avental branco em cima de roupa da sempre clara, as vezes comparecia com um jeans simples e um legging preto, mas era bem raro isso acontecer.
- Olha lá o passarinho voando Teodoro! Que lindo, ele é muito lindo não é Teo? – Falava Ana acompanhando o raciocínio dele, levando ele aos poucos para seu dormitório.
A mão de Ana apoiava Teodoro ao caminho do corredor, pois suas pernas eram fracas e tremulas, seu sorriso era notado de longe naquela cena, seus dentes apareciam sempre que ria do pequeno pássaro imaginário, e murmura poucos palavras ao caminhar — Passarinho; Venha passarinho — Em cada palavra bem sucedida dava uma gargalhada extravagante que explanava felicidade, as vezes Teodoro esticava a mão como se o pássaro estive-se pousado nela. Já abrindo a porta do dormitório ele começou a assobiar e dançava com o quadril mexendo devagar, após atravessar a porta e ela se fechando o quarto silenciou.
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