The Vampire Diaries: The Originals
12 As Time Goes By
Notas iniciais
Cena 1:
FLASHBACK (MYSTIC FALLS, 1000)
O dia estava começando a amanhecer naquela pequena aldeia de Mystic Falls. Tudo estava silencioso, como de costume, no entanto, naquele pequeno quarto, algumas risadas baixas e abafadas podiam ser ouvidas. Kol e Alice pareciam dois amantes fugitivos, mas eles não se importavam com isso. Na verdade, eles não se importavam com nada. Os dois estavam sentados na cama se beijando como se aquela fosse a última coisa que fariam na vida.
– Acho que está na hora de você ir. – ela murmurou enquanto ele beijava seu pescoço. – Está me expulsando? – ele fez uma cara de indignado e ela encostou a testa na dele. – Eu jamais vou te expulsar. – ela selou os lábios deles rapidamente. – Mas não quero criar problemas. – Alice fez um beicinho e Kol puxou-a mais para perto como se naquele pequeno gesto pudesse fazê-la ficar naquela cama para sempre. – Eu prometo que não vamos mais ter que passar por isso. – ele acariciava a cintura dela e Alice sorria. – Em breve ficaremos juntos para sempre e ninguém vai nos atrapalhar. – ela colocou os braços em volta do pescoço de Kol. – Eu te amo. – ela sorriu da forma mais doce que alguém poderia sorrir. Kol apenas retribuiu o sorriso e Alice entendeu que ele sentia o mesmo, mas ela sabia também que aquilo seria o máximo que conseguiria dele. Kol nunca foi de falar de seus sentimentos. Ele a beijou novamente e começou um beijo calmo e apaixonado. Kol se afastou e os dois sorriram. – Eu te vejo mais tarde? – ele sorriu enquanto levantava da cama e vestia suas roupas. Alice também levantou e se enrolou num lençol. – É claro. – ela sorriu e Kol se aproximou beijando o topo da testa de Alice. Sem dizer nenhuma palavra ele simplesmente saiu pela janela. Alice caminhou até o banheiro e tomou um banho demorado.
Alice acabou de se arrumar e foi direto tomar café, estava morrendo de fome. Sua mãe não estava em casa e Alice não estranhou aquilo, ela costumava sair bem cedo. Alice apenas pegou um pão e saiu de casa, precisava de ar puro. As vezes Alice se perguntava se sua mãe ao menos desconfiava de seu romance com Kol. Ela balançou a cabeça, não queria pensar naquilo, não naquele momento. Ela avistou Elijah e ele acenou enquanto se aproximava sorrindo.
– Bom dia. – ele beijou a mão de Alice e ela sorriu. – Bom dia Elijah. – ele assentiu. – Está um belo dia, gostaria de dar uma volta comigo? – ele esticou o braço e Alice o segurou. – Eu adoraria. – eles começaram a caminhar e o silêncio pairou entre eles. Elijah foi quem o cortou, instantes depois. – Meu irmão chegou em casa cedo. – ele a fitou e Alice engoliu em seco. – Elijah... – Não precisa dizer nada. – ele sorriu confortando Alice e ela suspirou aliviada. – Eu sei o que você sente por ele, e sei bem o que ele sente por você. – ele segurou a mão dela. – Guardarei este segredo, eu prometo. – Obrigada. – ela sussurrou sorrindo e ele retribuiu o sorriso. Alice sentiu uma forte dor de cabeça e gemeu de dor antes de fechar os olhos fortemente. – Você está bem? – Elijah perguntou preocupado. – Eu estou bem, foi só uma pontada, deve ser cansaço, só isso. – ela respirou fundo e então a dor começou a passar. Os dois então ouviram alguns gritos e se viraram. Klaus vinha correndo carregando um Henrik completamente ferido nos braços. Elijah não disse nada, apenas correu ao encontro do irmão. Alice ficou sozinha e de repente tudo escureceu. Ela estava sozinha.
END FLASHBACK
Alice acordou, sua cabeça doía e havia sangue por todo lado. Ela entendeu, naquele momento, que todas aquelas lembranças não passaram de um pesadelo. Alice se sentou no chão e constatou que estava amarrada com cordas encharcadas de verbena. Ela mordeu o lábio inferior para segurar o grito de dor. Alice olhou para o lado e viu Kol no mesmo estado, no entanto, ainda adormecido. Ela ouviu uma risadinha e levantou os olhos avistando Marcel encostado na parede à sua frente.
– Isso é algum tipo de tortura? – ela murmurou. – É claro que não querida, mas se pensa assim. – ele deu de ombros e Alice fez uma careta de dor. Não poderia ser Marcel que estava controlando suas lembranças, ele não as conhecia. Ela virou o rosto e viu a tal bruxa que o ajudava. – Eu vou acabar com você. – ela ameaçou baixinho e ele soltou uma risada sarcástica. – Então, que comecem os jogos. – ele fitou a bruxa e de repente uma dor de cabeça insuportável fez Alice se lembrar de sua doença há mais de mil anos atrás. – Vamos ver quem ganha. – ele sorriu enquanto apreciava a Alice indefesa que estava na sua frente.
Cena 2:
– Você não está preocupado com a Alice? – Caroline perguntou enquanto caminhava lado a lado com Klaus pelo imenso jardim da mansão. – Quer dizer, já faz mais de duas semanas que ela e Kol não aparecem. – ela parou e os dois ficaram frente a frente. Klaus continuou em silêncio. – Klaus, eles são meio pirados, mas seus irmãos. Você ouviu o caçador. Marcel está com eles. – ela parecia preocupada. Klaus segurou suas mãos. – Não se preocupe amor, estamos cuidando disso. – ele beijou o topo da testa de Caroline. – Você está bem? – ela arqueou as sobrancelhas. Klaus se afastou um pouco dela e encostou sua testa na dela. Caroline sorriu envergonhada quando os narizes dos dois se tocaram. Ele se afastou e os dois sorriram. – Eu não poderia estar melhor. – Klaus a puxou para dentro da casa novamente, ele estava feliz que a mansão estivesse vazia. Ele a puxou pela cintura e a beijou com urgência. Klaus sabia que precisava se despedir dela, algo que não conseguiu fazer há mais de duas semanas atrás. Ele a pegou no colo e Caroline soltou uma risada divertida. Klaus sorriu e a levou de volta ao quarto dele. Ele a deitou na cama delicadamente e depois se deitou por cima dela beijando-a novamente.
Caroline dormia como um anjo ao lado de Klaus e ele apenas a observava. A feição calma, a respiração lenta, o pequeno sorriso que estava em seus lábios... Tudo nela fazia a despedida de Klaus ainda mais difícil. Depois de tanto tempo ele a tinha ao seu lado, no entanto, não podia colocá-la em perigo. Ele precisava pensar em Caroline antes de pensar em si mesmo e essa era a única forma de protegê-la do que estava por vir. Klaus se inclinou um pouco na cama e beijou a testa de Caroline para logo depois dar um breve selinho nela. Caroline se mexeu um pouco na cama, mas não despertou. Ele levantou com cuidado e se vestiu rapidamente. Antes de sair do quarto Klaus olhou Caroline como se fosse a última vez, como se nunca mais fosse vê-la. Ele sentiu algumas lágrimas se formarem em seus olhos, mas não se permitiu chorar. Ao invés disso deu um sorriso de lado e saiu do quarto fechando a porta.
Cena 3:
Rebekah estava sentada no sofá da sala de seu apartamento esperando Matt acabar de tomar banho. Ela sentia que começaria a chorar antes mesmo de começar a falar com ele. Talvez fosse mais fácil apenas ir embora, mas ela não conseguiria partir se ao menos dizer a ele o quanto ela o amava, o quanto ela foi feliz nos meses que ficaram juntos. Ela sentiu uma lágrima teimosa descer pelo seu rosto e foi nesse momento que Matt apareceu na sala.
– Você esperou muito? – ele perguntou sorrindo e Rebekah apenas balançou a cabeça negativamente. – Está tudo bem? – ele tentou se aproximar, mas Rebekah apenas levantou do sofá. – Rebekah, você está chorando, o que foi que aconteceu? – ele se aproximou e ela suspirou fundo antes de começar a falar. – Matt, eu preciso te dizer uma coisa... – ela começou e ele assentiu curioso. – Meus irmãos e eu vamos nos unir as bruxas e ao caçador para destruir Marcel. Alice e Kol estão em Deus sabe onde e nós precisamos encontrá-los. – ela já começava a chorar e Matt pareceu entender o motivo. – Eu vou partir, não sei por quanto tempo, não sei se voltarei... – ele nem esperou que ela terminasse. – Eu vou com você. – Não, Matt, não pode arriscar sua vida! – ela exclamou. – Eu jamais me perdoaria se algo acontecesse a você. – ela se aproximou de Matt e encostou a testa na dele. Rebekah segurava o rosto dele com as mãos. – Eu não posso te deixar ir embora Rebekah... – ele sussurrou e ela soltou uma risada sem diversão. – Obrigada por tudo que você fez por mim Matt. – ela sussurrou antes de beijá-lo carinhosamente. Quando o beijo foi partido e Matt finalmente abriu os olhos, Rebekah já havia desaparecido. Matt passou as mãos no cabelo e deixou que as lágrimas ganhassem a batalha que ele havia travado desde o momento que aquela conversa começara.
Cena 4:
FLASHBACK (MYSTIC FALLS, 1000)
As dores de cabeça de Alice aumentaram tanto que ela não conseguia mais suportar, ela sentia que morreria a qualquer momento. Sua mãe não deixaria que isso acontecesse, entretanto. Ela era uma bruxa poderosa, sua filha não morreria daquela maneira e tão jovem, ela não permitiria. Por isso, naquela noite, ela fez um feitiço e deu um líquido, que Alice não reconheceu como nada que ela havia tomado antes, para a filha beber. A coisa mais difícil a ser feita, no entanto, foi concretizar a transformação de Alice em vampira. Matá-la não foi fácil, mas ela sabia que seria o melhor para Alice. Agora ela seria forte e imortal. Seu trabalho estava feito. Demorou algumas horas para que Alice acordasse. Sua mãe tentou explicar sua nova situação, mas ela não quis ouvir e simplesmente fugir. No entanto, Alice estava faminta. Ela correu por uma trilha deserta e, por uma armadilha do destino, uma jovem também estava caminhando por ali. Parecia voltar de um encontro as escondidas. Alice se deixou levar pelos instintos e atacou a menina sem pensar duas vezes. Minutos depois a garota já havia sido drenada. Quando o corpo sem vida da jovem humana caiu no chão foi que Alice se deparou com o monstro que havia se tornado. Ela começou a chorar desesperadamente e então ouviu alguém se aproximando. Alice se levantou e se viu cara a cara com a última pessoa que desejava ver.
– Saia daqui Kol. – ela murmurou. Alice não queria que Kol a visse naquele estado deplorável. – Está tudo bem. – ele se aproximou. – Eu não quero que você me veja assim. – ela virou o rosto e Kol sorriu. Ele pegou um lenço e entregou a ela. Alice o pegou e limpou o sangue da boca. Kol puxou o rosto dela para que pudesse encará-la nos olhos e pegou outro lenço do bolso limpando as lágrimas de Alice em seguida. – Eu sou um monstro... – ela sussurrou entre soluços. – Não, meu anjo, você é perfeita. – ele sorriu e colocou o cabelo dela para trás de sua orelha. – Somos iguais, você não vê como essa coisa é boa? – ele sorriu abertamente e Alice o fitou confusa. – Somos fortes, imortais, podemos fazer qualquer coisa, ir a qualquer lugar. – ele afirmou sorrindo e segurou o rosto dela com as mãos. – Podemos ficar juntos para sempre. – ele encostou a testa na dela e Alice deu um fraco sorriso e fechou os olhos. – Você promete que vamos ficar juntos até o fim? – ela sussurrou ainda de olhos fechados e ele sorriu. – Eu prometo. – ele encostou a ponta de seu nariz na bochecha dela e sentiu o cheiro de seu doce perfume. – Olhe para mim. – ele disse baixinho e ela abriu os olhos para fitá-lo. – Eu te amo. – e aquela foi a única vez que ele disse aquelas três palavras que para Alice significaram o mundo.
END FLASHBACK
Alice e Kol estavam jogados no chão lado a lado e ainda amarrados. As lembranças daquela noite vagavam pela cabeça dos dois. Ele havia prometido a ela que os dois estariam juntos até o fim e ali estavam eles. Juntos.
– Sabe Alice, poderíamos ser felizes juntos. – Marcel indagou e o olhar assassino de Kol foi diretamente para ele. – Mas você jogou tudo no lixo por causa dele. – Marcel sorriu sem diversão. – Acho que essa é uma ótima hora para se despedirem. – Marcel abanou a mão com desdém e sumiu da vista dos dois originais. Alice estava fraca, havia semanas que nem ela e nem Kol se alimentavam, então ela simplesmente se arrastou até ele. – Kol... – ela sussurrou e ele a puxou para perto do jeito que conseguiu. Os dois ignoravam a dor que as cordas com verbena causavam em sua pele. – Alice, não vamos começar com despedidas, não vamos morrer. – ele falou entre dentes e fechou as mãos em punhos. Ela sentiu as lágrimas descerem por seu rosto e sorriu de forma doce. – Eu sei, mas eu preciso dizer uma coisa. – ela segurou as mãos dele e ele fitou os olhos intensos de Alice. – Se eu morrer nesse momento, morrerei feliz por saber que passei os melhores e piores momentos da minha vida com a pessoa que me fez ser quem eu sou hoje. – ela acariciava o rosto dele e Kol segurava as lágrimas. Ele sabia que ela estava se despedindo. – Alice, não quero que você desista de lutar, nós vamos dar um jeito, sempre damos. – ele pegou a mão de Alice e a beijou. – Eu sei que vamos. – ela disse baixinho e entrelaçou os dedos nos dele. Kol sabia que Alice daria a vida por ele, ele sabia também que não poderia permitir que ela fizesse isso. – Eu te amo tanto Kol. – ela sussurrou e encostou a cabeça no ombro dele. – Eu também te amo. – ele sussurrou e Alice sorriu. Ela poderia morrer naquele momento tamanha era sua felicidade em ouvir ele dizer aquilo.
Cena 5:
Hayley estava completamente entediada dentro daquela casa escondida do resto do mundo. Ela sabia que era para seu bem, mas ainda assim se sentia impotente presa ali. Hayley andou em círculos quase o dia todo, odiava não ter notícias e Sophie cismava em deixá-la desinformada. Ela bufou e se jogou na cama. Hayley ouviu um barulho e levantou rapidamente indo até a sala. A porta estava aberta. Ela ficou apreensiva e correu para se trancar no carro, mas o vampiro que invadiu sua casa foi mais rápido e a segurou pelo pescoço jogando-a na parede. A única coisa que Hayley conseguia pensar naquele momento era em seu bebê. Ela tentou levantar e fugir, mas o vampiro foi mais rápido e a pegou pelo pescoço levantando-a do chão.
– Considere isso um favor, Marcel não quer um bebê monstro em sua cidade. – ele sorriu malignamente. Hayley tentou lutar, mas foi inútil. O vampiro a mordeu e ela sentiu que morreria naquele momento. Hayley não tinha mais forças para lutar contra a morte quando, como que por uma força misteriosa, o vampiro foi afastado dela e Hayley sentiu seu corpo bater no chão. Ela sentiu uma forte dor na barriga e sabia que algo de errado estava acontecendo com seu bebê. Hayley conseguiu avistar o vampiro fugir pela janela e Sophie correr até ela. Hayley estava quase adormecendo, mas ainda conseguiu avistar Elijah correr atrás do vampiro que a atacou enquanto Klaus e Sophie ficavam na casa. – Klaus, temos que salvá-la. – Sophie esbravejou e Klaus se aproximou. O híbrido levou Hayley até a cama e a lobisomem começou a gritar de dor. Sophie começou a preparar algumas coisas, coisas que não tinham importância para Hayley naquele momento. Sophie pediu que Klaus esperasse num canto da sala e então começou o parto. Não levou mais que alguns minutos para o choro do bebê ser ouvido, porém Hayley ainda corria perigo de vida. – Klaus, precisa dar seu sangue a ela. – Sophie fitou Klaus enquanto segurava o bebê nos braços. – Precisa curá-la! – ela exclamou quando percebeu que Hayley não aguentaria muito. Klaus foi rapidamente até Hayley e abriu um corte no próprio pulso. Ele deu de seu sangue para ela e Hayley o bebeu rapidamente. Quando já era suficiente para curá-la, Sophie pediu a Klaus que parasse e ele assim ele fez. Ele suspirou fundo e olhou para a criança nos braços da bruxa. Seu filho.
Cena 6:
Vaughn estava guiando Rebekah pelo imenso túnel que ele, Alice e Kol haviam encontrado há algumas semanas atrás. Eles procuravam pistas de onde os dois vampiros poderiam estar, eles precisavam encontrá-los. Rebekah e Vaughn caminharam em silêncio a maior parte do caminho, não haviam motivos para conversarem até o momento que Vaughn avistou manchas de sangue no chão. Ele se abaixou e Rebekah parou cruzando os braços.
– Acho que estamos perto. – ele se virou para ela e Rebekah o fitou assustada. – O que quer dizer com isso? – ela não parecia querer resposta para a pergunta que acabara de fazer. – Na melhor das hipóteses eles podem simplesmente ter matado Marcel. – Vaughn se levantou e voltou a caminhar com Rebekah em seu encalço. – E qual seria a pior das hipóteses? – ela engoliu em seco. – Eu gosto de pensar positivo, então é melhor não falarmos sobre isso. – ele murmurou e Rebekah se silenciou novamente. Ela então ouviu um barulho. – Vaughn, é melhor nos apressarmos. – ele a fitou assustado e então os dois se puseram a correr. Rebekah chegou primeiro ao fim de túnel e viu a única cena que ela não queria ver naquele momento. Marcel empunhava uma estaca e caminhava em direção a Alice e Kol que estavam amarrados no chão. Ela tentou correr até eles, mas foi impedida por uma parede invisível. Vaughn, que chegou alguns instantes depois, também ficou preso junto com Rebekah. Eles estavam impotentes. – Que bonitinho, vieram salvar o casal? – Marcel se virou para Rebekah e Vaughn. – Se você os machucar eu juro que arranco o seu coração! – Rebekah ameaçou enquanto socava o ar. Vaughn avistou a bruxa lançava um feitiço neles. – Mais um motivo para eu matar você assim que acabar com eles. – o vampiro apontou para Alice e Kol que imploravam com o olhar para que Rebekah e Vaughn saíssem dali. – Você não pode matá-los. – Vaughn indagou entre dentes. – É claro que posso caçador, eu tenho isto. – ele mostrou as duas adagas e Rebekah congelou. – Se pensam que algo acontecerá a mim, saibam que minha amiga bruxa lançou um feitiço poderoso de proteção. – ele piscou. – Agora, voltando de onde paramos. – ele voltou a encarar Alice e Kol que agora estavam de mãos dadas. Marcel avançou em Kol e enfiou a adaga de uma vez no coração do original. Rebekah e Alice gritaram ao mesmo tempo e começaram a chorar. Vaughn sentiu seu coração apertar ao ver o sofrimento de sua melhor amiga. – Kol, por favor, acorde! – Alice gritava enquanto se deitava sobre o peito de Kol. Era inútil, ele já havia adormecido. – Por favor, não me deixe. – ela chorava como uma criança e Vaughn simplesmente não conseguia assistir a todo aquele sofrimento. Rebekah escondeu o rosto com as mãos e o caçador, em um impulso, a abraçou. Marcel sorriu malignamente quando Alice se virou para ele. Ele avançou mais uma vez e dessa vez enfiou a adaga no coração de Alice. Como num passe de mágica, a parede que separava Vaughn e Rebekah de toda aquela cena de horror desapareceu, assim como Marcel e todos que estavam ali. Vaughn e Rebekah estavam sozinhos apenas com a dor da perda.
Cena Final:
Klaus estava encostado na parede da sala esperando por Sophie. Havia uma guerra em sua mente. Ele precisava matar Marcel de qualquer jeito. Precisava viver em paz com sua família. Ao mesmo tempo um mal pressentimento como nenhum outro dominava seu peito. Uma dor incansável que quase o fazia chorar. Klaus, no entanto, foi tirado de seus devaneios quando Sophie entrou na sala segurando o bebê. Ela se aproximou dele e os sentimentos de Klaus naquele momento foram indescritíveis. Ele sorriu de uma forma que não sorria a muito tempo. O bebê estava dormindo e Sophie o colocou nos braços de Klaus que o segurou com cuidado.
No quarto, Hayley descansava. O alivio de poder salvar seu filho foi a melhor sensação que ela sentiu, ela poderia morrer naquele momento apenas por saber que seu bebê estava a salvo. Ela virou na cama e fechou os olhos sorrindo, precisava dormir. Seus planos foram atrapalhados por um baque na janela, entretanto.
– Klaus? – ela perguntou e então se virou novamente. Hayley se sentou na cama e avistou o quarto vazio. De repente mãos fortes tamparam sua boca. – Eu nunca deixo nada inacabado. – Marcel indagou antes de quebrar o pescoço dela e fugir pela janela.
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