Notas iniciais
Hello, galera! Prontos pra um cap eletrizante???
Boa leitura

- Casey? — Elena perguntou dando um passo a frente, mas logo recuou ao perceber que apesar do corpo, não era a verdadeira Casey ali, o olhar entregou tudo, a garota jamais tivera tal pose, tal imponência no olhar

- Não. — ela negou, não propositalmente todos formavam um círculo ao redor dela, porém todos estavam com medo, ela sairia dali na hora em que bem entendesse e ninguém diria uma só palavra — Eu estou usando o corpo de Casey.

- Quem é você? — Damon falou em dúvida tentando soar o menos sutil possível, não queria que a entidade se sentisse ofendida, ele não a conhecia, não sabia do que ela era capaz

- Meu nome é Celia. — disse, e então sorriu ao falar o próprio nome, ela então caminhou até o corredor e parou quando se viu em frente ao espelho, seu sorriso se abriu ainda mais brilhante — Ela é tão linda.

Celia virou-se para os outros, sentiu-se obrigada a no mínimo dar uma explicação para os cinco que a olhavam sem nem piscar. Tentando manter uma distância segura o suficiente caso ela tentasse algo.

- Não precisam ter medo. — falou ela em tom ameno — Eu não estou aqui para fazer mal a vocês, pelo contrário, venho oferecer ajuda.

(...)

- Por favor... — Stefan uniu suas últimas forças para pronunciar as palavras, a dor insuportável já tinha passado por vários estágios — ... me mate logo, eu não aguento mais. Me mate.

- É isso o que eu quero ver. — Serena falou sorrindo ao ouvir as suplicas — Você sofrendo. Eu quero que sinta cada segundo de dor possível, até que esteja praticamente morto, apenas por um fio. Então ai eu lhe matarei, ainda assim lentamente.

- Por que? — falou ele novamente, a voz quase não saiu, soou mais como se alguém estivesse o sufocando enquanto falava — O que eu lhe fiz?

- Vocês são todos iguais. — respondeu ela com desprezo, provavelmente se lembrando de algo no passado — Nada que disser fará com que eu sinta um pingo de pena, um pingo de remorso ou misericórdia.

(...)

Agora eram Troy e Jeremy a andar de um lado para outro da sala na mansão Salvatore. Caroline e Tyler estavam sentados, porém igualmente nervosos, apreensivos e angustiados pela falta de notícias. Já fazia mais de uma hora que eles haviam saído. A loira começava a considerar a ideia de ir atrás dos outros.

- Jeremy. — ela disse rompendo o silêncio atordoador — Você pode ver Bonnie. Pode ver ela agora? Ela está aqui?

- Não, provavelmente deve estar com eles. — respondeu o rapaz e neste momento esbarrou em Troy, que distraído em pensamentos, não notou o colega que estava no meio do caminho — Seria bom que ela nos dissesse algo. A cada minuto que passa eu penso no que pode estar acontecendo. Eu acabei de voltar, não quero perder Elena novamente.

- Falar assim não adianta. — Tyler disse — Embora eu ache que devíamos fazer algo, já faz tempo que saíram.

(...)

Louis se desvencilhou de Daniel e o jogou alguns metros longe. O vilão então deu as costas e começou a correr, em fuga.

- Então é assim que vai ser? — Daniel perguntou, em tom provocativo, enquanto se levantava — Vai fugir como um covarde! Como um cachorro assustado. Fez tudo isso para nos encontrar e agora que conseguiu, vai apenas dar as costas ao invés de encarar seu oponente. Tudo bem, ok, eu te compreendo. Deve ser difícil lutar quando o medo pulsa mais em suas veias do que seu próprio sangue.

O inimigo parou de correr, por breves segundos apenas ficou parado, de costas, como uma estátua de mármore. Louis então se virou para Daniel, seu rosto tomado pela fúria. Ele rosnou.

- Você quer matar Casey e Troy. — Daniel continuou a desafiar — Você quer me matar também. Mas quer que eles morram primeiro, quer que eu sinta a dor de perder minha família. Porém eu vou ter que estragar seus planos, porque eu vou te destruir, vou te fazer em pedaços, vou te queimar e observar enquanto suas cinzas voam ao vento. Você não é nada.

Louis partiu para cima de Daniel após rosnar outra vez, o som pareceu mais um rugido emitido por um leão faminto. O primo de Casey não moveu um único músculo e quando se chocaram, os dois foram ao chão. Louis foi o primeiro a se levantar porém no segundo seguinte Daniel já o havia pego pela perna esquerda. Ele o girou no ar e arremessou-o contra a mansão de Serena, Louis parou de joelhos sobre o telhado.

Daniel, passo a passo, foi caminhando e encurtando a distância entre os dois novamente. Louis pulou para baixo, onde pousou na varanda. Ele quebrou o corrimão da pequena escada, o objeto era de madeira e com o rompimento, criou uma ponta. Daniel não se intimidou com aquilo e continuou avançando. Os dois correram na direção um do outro e o loiro levou o adversário ao chão, batendo as mãos nos ombros dele.

Louis ainda segurava o pedaço de madeira, com a mão disponível ele socou o rosto do outro, revidando o golpe que acabara de receber. Investindo no contra ataque ele chutou Daniel para longe e correu para o capturar. A ponta da estaca ficou encostada na nuca do rapaz. Louis abriu um sádico sorriso.

Surpreendendo ele, Daniel deu-lhe uma cabeçada e inverteu suas posições. Ele agarrou Louis e bateu o rosto do oponente contra o chão um par de vezes. A vantagem foi de um e de outro por mais duas vezes e então o loiro golpeou Louis, que devido a isso perdeu o equilíbrio momentaneamente.

O pedaço de madeira caiu de suas mãos, Daniel correu para pegá-lo e então o bateu com força no rosto de Louis algumas vezes, que mal conseguiu defender-se. Por fim a madeira foi cravada no tórax do vilão. Daniel então enfiou a mão no peito do inimigo e logo em seguida a retirou, segurando o coração dele. Louis caiu morto.

(...)

- Rápido. — Celia falou voltando para onde estava quando tomou posse do corpo — Não há mais tempo a perder.

Damon tinha encontrado uma echarpe, pelo cheiro que sentiu, era de Serena. O tecido estava embolado nas mãos dele, que apenas aguardava instruções.

- Este lenço. — ela disse, olhando para Damon — Preciso que amarre minhas mãos com ele. Agora.

O moreno obedeceu e logo já estava fazendo o que havia sido pedido, ele se certificou de que o nó estava bem forte e a amarração, bem resistente. Celia tentou soltar as mãos apenas para garantir que suas mãos estavam bem presas.

- Muito bem. — Celia assentiu, e então olhou para Elena — A faca, preciso que escreva as seguintes letras em meu braço. Use a faca, o sangue é necessário para isso. As letras são: X, T, Y, M.

Elena, ainda receosa fez o que Celia mandou. A mesma gritou quando a duplicata começou a cortar seu braço, escrevendo as letras pedidas, o sangue escorria tanto a ponto de pingar no chão.

- O que as letras significam? — Elijah perguntou, Rebekah se escondia atrás do irmão, segurando em seu braço, dos cinco ali presentes ele era o que menos demonstrava medo

- É um código. — Celia explicou entre dentes, a dor não era o mínimo suportável — Para uma palavra de uma versão bem antiga do idioma usado pelas bruxas, principalmente na wicca. Significa separação.

- Separação?

- A mulher que está no jardim dos fundos torturando o vampiro não é a verdadeira Serena. Ela é apenas uma mulher comum, com o corpo tomado por um espírito, assim como estou fazendo agora. O espírito naquele corpo é o espírito de Serena. Com este pequeno ritual eu o separarei do corpo da mulher.

- E agora? — Elena perguntou ao terminar, a lâmina da faca estava banhada em sangue, que também sujava os dedos da garota — O que eu faço?

- Pegue o sal e espalhe por todo o ferimento. — Celia indicou — Isso simboliza a purificação da alma da mulher dona do corpo, para que seu próprio espírito fique intacto quando Serena sair.

Celia urrou de dor ao sentir o sal ser espalhado em seu braço. Depois ela trancou os dentes no lábio inferior, reprimindo os gritos, urgentes em escapar. O processo não demorou muito mas a dor era aguda e constante mesmo após Elena terminar.

- E então? — Elena perguntou novamente

- Espere um pouco. — Celia respirou pesadamente, tentando controlar a dor, em seguida ela fechou os olhos — Eu vou conjurar algumas palavras e quando eu abrir os olhos, quero que use a faca para cortar o lenço, libertando minhas mãos. Tem que ser um movimento único, corte de uma vez.

- Entendi.

Celia começou a pronunciar algumas palavras, ninguém entendia nada. Porém aquilo parecia ter um significado muito poderoso. As palavras então se tornaram frases, que ela repetiu, aumentando o tom de voz a cada vez que a dizia. Como se estivesse enfatizando aquilo que pedia. Na última vez em que clamou a frase naquele idioma estranho, já estava praticamente gritando, foi então que abriu os olhos e Elena não perdeu tempo. Passou a faca na echarpe, rompendo o tecido que prendia as mãos da bruxa. Na sala então, todos puderam ouvir o grito vindo do jardim dos fundos.

- Vão. — Celia disse, fraquejando na pronúncia — Serena saiu do corpo, os feitiços foram retirados. Podem abrir as portas.

Damon e Elena já haviam feito isso antes mesmo que ela terminasse de falar. Elijah e Rebekah não sairam de dentro da casa. Se preocuparam em auxiliar Matt e Katherine, que ainda estavam desacordados.

Daniel arrombou a porta da frente e entrou, seus olhos se arregalaram ao ver o estado de Casey, pelo menos para ele era Casey. O rapaz não sabia o que tinha acontecido ali.

- Essa não. — ele lamentou ao ver o sangue em seu braço — Aqui, você precisa do meu sangue. Rápido, Casey, você precisa do meu sangue.

- Ela não é a Casey. — Rebekah disse, sem nem ao menos tirar os olhos de Matt

(...)

Elena e Damon encontraram Stefan naquele estado, acorrentado e banhado em verbena. Feito prisioneiro em cima daquela pedra. E eles não poderiam fazer nada sem também se machucarem. Mas nenhum deles se importou com a dor, que ambos sabiam ser cruciante.

O casal pegou as correntes, a queimação os fez gritar, e livraram Stefan das mesmas rapidamente. O Salvatore mais novo estava debilitado, demoraria um pouco até recuperar as forças. Ele foi auxiliado a caminhar, se apoiando no ombro de Elena e Damon.

- Venha, irmão. — disse o moreno

Eles mal notaram o corpo da mulher largado no chão. Ela merecia atenção, é claro, mas naquele momento a preocupação estava toda voltada para Stefan.

- O ritual não foi feito com sucesso. — Celia disse ao sair no jardim dos fundos — A mulher está morta. E eu sinto que Serena não foi embora completamente. O certo seria que ela estivesse do outro lado dos portões.

- Portões? — Elena questionou

- Portões, muro, travessia, véu... tem vários nomes. Mas tudo quer dizer a mesma coisa. A questão é que ela não se foi.

- E devemos nos preocupar com isso?

- Ela ainda estar deste lado não é o problema. — Celia falava melhor, recuperada após ingerir o sangue de Daniel — Mas as intenções dela são problemas. Ela pode voltar.

- Alguém pode me explicar o que está acontecendo? — Daniel perguntou — O que eu perdi?

- Vamos pra casa. — Damon disse — Lá podemos conversar a vontade.

- Podem ir. — Elijah disse aparecendo na porta — Eu cuido dessa bagunça, vou esconder os corpos. Rebekah vai me ajudar, depois ela vai levar Matt pra casa e eu darei um jeito em Katerina, vou cuidar dela.

- Obrigado. — Celia agradeceu — Isso é algo que Serena deveria aprender, nem todos os vampiros são criaturas para se temer.

O original sorriu brevemente, aquilo era um agradecimento pela gentileza da bruxa. Ela então partiu, juntamente com Daniel, Elena e Damon, que carregavam Stefan.

Como o prometido, Elijah e Rebekah cuidaram de tudo. Colocaram a porta arrombada no lugar. Enterraram o corpo da mulher e deram um fim nos restos de Louis que ainda não haviam sido queimados por completo. Katherine acordou facilmente, mesmo ainda zonza. Porém Rebekah se desesperou quando Matt não despertou, seu pulso também estava bem fraco. Ela teve segundos para escolher, e sabia que provavelmente ele a xingaria, brigaria com ela e nunca mais fosse olhar em sua cara mas ainda sim, temendo pela vida dele, deu-lhe seu sangue.

Notas finais
E então??? Gostaram? Odiaram?
O que acharam de Celia??
E quanto a Daniel vs Louis???
Digam-me suas opniões
Beijos