Notas iniciais
Espero que gostem desse capítulo, beijos, boa leitura.
III — LEAVING PRISION (III — SAINDO DA PRISÃO)

Acordei no outro dia, me levantei da cama, e vesti uma roupa preta. Coloquei o emblema de caçador dentro do bolso, e fui andando pelos corredores. Tive que tampar as perfurações de presas em meus punhos e meu pescoço com esparadrapos. Se os outros caçadores vissem, iam me matar, e matar a Hana.

Cheguei em frente a porta, escrito: Acesso restrito. Mostrei meu cartão para uma máquina de identificação, e a porta se abriu. Entrei, e vi Hana. Na mesma posição que eu a deixara ontem. Com os braços presos, e as pernas também.

Estava dormindo, mas quando abri a porta. Ela abriu os olhos lentamente. Segui até em frente a ela, que ficou me olhando assustada. Como se esperasse outra tortura, mas eu não iria fazer mais nada com ela.

— Dormiu bem? — Perguntei. Achei muito retardado perguntar isso, ela apenas acalmou os olhos um pouco.

— H-hai. Kaname-sama. — Ficamos em silêncio, enquanto eu me sentava no sofá. — K-kaname-sama. As perfurações, não se curaram?

— Não.

— Eu posso... Curá-las, para não causar problemas a você... Com os outros Hunters... — Eu fui até ela, a desamarrei, e a peguei. Coloquei ela no sofá, por cima de mim.

— Faça. — Ela se aproximou do meu pescoço, senti ela passar a lingua no ferimento, e logo ele se fechou. Dei meus punhos, ela os segurou, olhando com os olhos semi-abertos. Fechou-os, e lambeu. Os dois. Os ferimentos se fecharam. — Saliva de vampiro é curativa?

— Hai, Kaname-sama. — Concordou ela. Estava para sair de cima de mim, mas eu a puxei. — Kanam-me-sama?

— Como eu disse, faça o que eu mandar.

— Hai...

— Então fique quetinha. — Senti ela estremecer, apenas a deixei deitada em cima de mim, com as mãos entorno de seu corpo, semi-nu. — Darei algo para você vestir, vou te levar para fora daqui, um pouco.

— Hai, Kaname-sama. Arigato.

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Fiz ela se vestir em minha frente. Ela colocou uma saia branca, e uma blusa bastante soltinha, lilaz. Uma meia que ia até sua coxa, branca, e uma sapatilha preta. Algemei uma mão sua, com a minha, e fomos andando.

Estavamos no centro da cidade, vi que ela sentia uma certa saudades do lugar, mesmo eu a pegando só ontem.

Para os outros não perceberem as algemas, cobri com a manga de minha jaqueta, e com a manga da blusa dela. E fingiamos que seguravamos as mãos. Ela andava em passos pequenos e delicados.

— Quer ir a algum lugar? — Perguntei, olhando para ela. Ela voltou os olhos para mim, pensando, até que deu um pequeno sorriso.

— Podemos ir ao lago?

— Sim. — Fomos andando, estavamos bem longe da base. Chegamos em um lugar, rodiado por grama, com um lago cristalino. As gramas e as árvores, cheias de neve. Pisamos pela neve, foi quando o significado do Sobrenome de Hana me veio a mente: Yukishiro = Branco da neve. Hana = Flor. Seria... Flor branca como neve?

Ela se sentou, ficando com a mão para cima, por causa das algemas. Olhava o lago com um sorriso triste.

— Porque quis vir aqui? — Perguntei, me sentando com ela.

— Meus pais as vezes, viam aqui comigo. Nós brincavamos, era muito divertido... — Senti uma culpa me invadir, e abaixei a cabeça. Ela engoliu um choro. Olhei para ela.

— Não segure o choro... Hana... — Ela apertou os olhos, com os lábios tremendo.

— Kaname...Sama... — Então ela começou a chorar, encolheu as pernas na frente do rosto, e se pos a chorar. Fiquei envergonhado ao ver sua roupa ínitma rosa aparecer. Não sei porque se tinha visto antes. Mas não pensei nisso na hora. Pensava apenas em como eu estraguei a vida daquela vampira... — Kaname-sama...

— Agora que saiu um pouco da prisão, tem que voltar antes que outros Hunters nos achem. Vamos. — Nos levantamos, as lágrimas ainda caiam. Eu a virei para mim, e coloquei uma mão em seu rosto, limpando as lágrimas. — Ei, pequena. Não chore assim...

— Hai... Kaname-sama...

Assim voltamos para a base, sem sermos vistos. A coloquei dentro da área restrita, e a pus deitada no sofá.

— Durma bem. — Ela ficou surpresa com o que eu disse, mas continuei mantendo a aparência séria.

— Hai, arigato, Kaname-sama.

Deixei ela lá, e confiei para que ela ficasse sem algemas. No fundo eu desejava que ela conseguisse sair de lá. Que fugisse. Mas, por outro lado, queria que ela continuasse aqui, comigo.

Notas finais
Comentem por favor!!