The Vampire And The Maid: Akai
6 The falling wine
Notas iniciais
Misaki –
Tinha a arma em mãos e o alvo a alguns metros. Segurei firmemente, tinha que manter a calma, mas saber que o Usui estava me olhando tirava toda a minha calma e concentração; contudo me esforcei. Mantinha o olhar fixo no alvo; um pequeno pedaço redondo de madeira vermelha pendurado por uma fina corda. O vento fez o alvo balançar minimamente, mas fora o suficiente para fazer meu tiro errar o centro. O alvo girou; a bala pegara uma parte próxima a ponta.
—Bom tiro – disse Usui.
—Não, não foi. Queria ter acertado o centro – voltei a apontar
—Calma Ayuzawa, só faz uma semana que esta treinando – sua tranqüilidade apenas me aborreceu
—Uma semana e dois dias, já esta mais do que na hora de eu acertar o alvo – olhei para ele de relance – E de você me entregar uma arma mais pesada.
Posso ser uma leiga na questão de armamento, mas até eu sei que uma pistola, como a que eu treinava, de nada adiantaria se eu tivesse que lutar contra um lobisomem, principalmente se for um modificado:
—Então vamos fazer assim, acerte o meio do alvo e eu te ensino a usar um fuzil – não precisava olhá-lo para saber que tinha um sorriso no rosto – Terá no máximo duas tentativas, então se concentre
—Como posso me concentrar com você aqui – abaixei a arma e lancei um olhar acusador a ele
—Ora Ayuzawa, isso faz parte do treinamento – ele veio caminhando na minha direção – No campo de batalha terá mais coisas tirando sua concentração, então eu tenho que treiná-la pra isso – ele ficou próximo a mim, próximo de mais.
Por mais que aquelas palavras pudessem ser irritantes tinha uma verdade por trás delas, de certo modo. Não que ele não pudesse estar se divertindo com aquilo. Voltei minha atenção ao alvo. O vento não o deixava parar. Estávamos no jardim que ficava atrás da casa de Usui, um jardim que mais se assemelhava a um enorme campo. Havia seguranças ao redor do perímetro, mas também havia na casa de Satsuki-sam.
Fechei os olhos por alguns momentos, não poderia pensar naquilo, não agora. Voltei a abri-los e os fixei no alvo. Atirei e errei:
—Ora, parece que vou ganhar a aposta – sentia o loiro mais próximo.
Lutei para ignorá-lo, por mais difícil que pudesse ser. Eu realmente não poderia perder. Atirei e, desta vez, aceitei o alvo. Virei para ele com um sorriso triunfante:
—Consegui, agora quero o fuzil! — Ele sorriu, parecia se divertir. Estreitei o olhar – O que foi?
—Nada, pegarei o fuzil
Abaixei a arma e fiquei a olhar os alvos. Alguns deles estavam tão furados que parte deles jazia no chão. Acertar não era realmente um problema para mim, mas o que eu queria era perfeição nos tiros; acertar o alvo bem no meio, era isso o que eu sempre almejava, contudo nem sempre conseguia.
Olhei a pistola, no inicio tinha certa dificuldade em moldar minhas mãos nela da maneira correta, contudo agora ela parecia se encaixar perfeitamente. Mas uma pistola não me serve de nada contra lobisomens. Mesmo sem perceber, acabei pensando em Aoi. Fazia um bom tempo que não o via, desde aquele dia terrível. No dia do enterro...Lembrar do Aoi naquele dia ainda me deixava triste. Talvez devesse pedir ao Usui para me levar na casa da Sayuki. Uma brisa balançou meus cabelos.
O loiro então chegou com uma enorme arma que julguei ser o fuzil. Entreguei a pistola para ele e peguei a arma; era pesada. Tive dificuldade de segurá-lo corretamente, era grande de mais, pesado de mais, estranho de mais. Lembrei da infrutífera tentativa de atirar com uma metralhadora. Fora realmente ridículo, agora parando pra pensar no assunto, acabei por entender a crise de risos que tomou Usui naquele momento. Virei para o alvo e apontei.
—Esta segurando errado, não vai acertar nada desse jeito – Ele ficou atrás de mim e corrigiu minha postura, colocando minhas mãos nos lugares corretos – Aquele não, acerte aquele ali – ele apontou para um alvo um pouco mais afastado, um toco de madeira mediano; ao menos ele estava parado.
Não pensei muito no tiro, afinal o alvo parecia fácil; ingênua. Foi um infeliz erro. A bala passou por cima a uma distancia que só acertaria o toco se tivesse o tamanho de uma arvore. A força da arma me fez dar um passo errante para trás e então senti as mãos do loiro acolherem minha cintura. Meu ombro doeu.
—Ela da um coice forte – disse ele em um maldito tom alegre.
—Deveria ter dito isso antes de eu atirar! – tentei me afastar, mas ele me envolveu em seus braços. – Me solta! – reclamei, contudo minha voz não saiu com a força que desejava.
—Você deve segurá-la com mais força – sussurrou em meu ouvido, ignorando meu protesto anterior – Tente de novo
Sabia que protestar ou tentar me afastar seria inútil, então por fim fiz o que o loiro pediu. Sentia seu corpo junto ao meu e, se antes mal pude me concentrar por causa de seus olhares, agora a concentração tão pouco existia; ou talvez nunca tivesse existido.
Mirei, demorei um certo tempo, na esperança fútil de me acalmar. Por fim dei um tiro, que fora mais alto do que o toco, mas não tanto quanto o anterior. Ela realmente tinha um coice que fazia a bala desviar no momento em que eu atirava; bufei.
—Você pensa de mais – sua voz era rouca – Tente não pensar tanto
Não precisava de espelho para saber; estava vermelha, envergonhada e minha mente estava um emaranhado de pensamentos confusos. Talvez ele tivesse razão, estava pensando muito e o pior, grande parte de meus pensamentos nem se quer estavam voltados ao alvo ou a arma.
—A culpa é sua – dei por mim murmurando tais palavras sem pensar
—Apenas esvazie a mente – seu sussurro foi a ultima coisa que realmente escutei.
Senti-lo tão próximo acabou me trazendo recordações que lutava para esquecer. Senti o leve toque de suas presas. Sensações e emoções foram despertadas junto a outras lembranças; emoções que nunca admiti e sensações que me controlavam. Senti suas presas em mim, não vacilei, não recuei. Meus olhos se mantinham fixos ao alvo, mas nada viam. Não cheguei a lembrar quando atirei, mas quando voltei a si, uma tênue linha rubra manchava minha roupa e tinha um buraco suficientemente grande no alvo que antes observava.
Virei para o loiro, ele passou seus dedos nos lábios, limpando-os, enquanto avaliava meu tiro:
—Esse foi um belo tiro – me olhou, aquele maldito olhar banhado em sangue e luxuria – Isso você deve admitir
—Foi bom – resmunguei desviando o olhar e levando minha mão sobre o local da mordida.
Ele pegou-me pelo queixo e me fez olhá-lo. Por que sempre me sinto refém dele? Por que não resisto? Eu deveria, não é? Nossos lábios se encontraram em um beijo terno e doce; sentia o sabor de meu próprio sangue. Fora um beijo longo. Quando enfim separamos nossos lábios, ele sorriu:
—Foi perfeito
Se eu ainda estivesse um coração batendo, ele provavelmente estaria a batidas rápidas e descontroladas. Antes que eu pudesse ter qualquer reação, algo nos chamou a atenção; um leve ataque de tosse forçada. Era Miyazono, parada, com um sorriso malicioso enquanto assumia uma falsa inocência:
—Atrapalho? – empurrei o loiro
—Não, claro que não – virei-me para o alvo. Não tinha a intenção de atirar, apenas de esconder o rubor que sabia que ostentava.
—O que esta fazendo aqui? – o tom de voz do loiro era no mínimo ríspido
—Apenas cumprindo meu trabalho de pombo correio. E você tem papeis a assinar e assuntos a tratar
Por um momento esqueci-me da cena anterior e fui tomada de esperança:
—E o Aoi? Ele esta bem? – fitei a loira com clara expectativa
—Faz um tempo que não o vejo – sei olhar recaiu sobre o chão – Ele ainda não se recuperou, mas ele é forte – voltou seu olhar a mim, desta vez sem a preocupação anterior – Apenas dê tempo a ele
—Bem, vamos logo resolver isso – toda a energia que antes tomava o loiro, agora havia desaparecido por completo. – Vai entrar? – perguntou a mim
Limitei-me a negar com um aceno; ainda precisava melhorar o tiro. Assim que ambos entraram na mansão, voltei à tarefa de acertar os alvos. Pelo menos não haveria Usui para me desconcentrar. Errei os dois primeiros tiros. O segundo, a milímetros do alvo. Recarregue a arma e voltei aquele trabalho repetitivo.
Nada de bom veio das “fofocas” de Miyazono. O sol já havia se retirado a muito e a loira já não estava presente. Incomodava-me o fato dela ir e vir quando estamos em estado de alerta, mas de nada adiantava adverti-la. Estava em meu escritório no segundo andar; um cômodo que quase não freqüentava. Andei até a varanda a céu aberto que ficava anexa ao cômodo abarrotado de livros, papeis e algumas garrafas de vinho. Evitava ao máximo usar esse cômodo; seu cheiro de responsabilidade me irritava.
A lua clareava a noite, mas vez ou outra era escondida por densas nuvens escuras. Já fora o tempo em que observar a lua me acalmava. Ouvi mais um tiro a ser desferido. Sorri; Ayuzawa realmente se esforçava.
Meu corpo doía, sentia-me cansada, mas o fuzil ainda se mantinha alinhado a mim. Meus tiros começavam a ser mais precisos, contudo os erros ainda se mostravam irritantes e presentes. Cansada, joguei-me ao chão, sentando de maneira desajeitada. Pousei a arma ao meu lado e acabei deitando no chão. Não soube dizer quanto tempo fiquei, mas logo levantei quando ouvi passos:
—Ei você – um rapaz de terno vinha em minha direção. Ele usava óculos e tinha cabelos negros, sua face não me era totalmente estranha. –Ninguém pode ficar fora da mansão depois das sete e- ele parou bruscamente quando me fitou por completo. Um rubor estranho cobriu-lhe o rosto e ele pareceu esquecer-se do que falava.
Estreitei o olhar, eu realmente o conhecia. Uma nuvem escureceu tudo a nossa volta, mas acabei por reconhecê-lo antes das trevas nos alcançarem:
—Kanou, não é?
—C-como sabe?! – ele parecia tão surpreso quanto assustado
—Usui me fez gravar o rosto e o nome de todos os funcionários – dei de ombros – para minha segurança ele disse.
De imediato ouvimos o estridente som de tiros. Trocamos um breve olhar supresso. Levantei-me com o fuzil em mãos e ele puxou a arma que tinha presa a bandoleira, liberando-a de si; uma arma maior e estranha a meus olhos, uma tênue luz púrpura corria por baixo do cano. Quando ele viu que eu estava armada, protestou:
—Não, não! V-você deve entrar – ele parecia incomodado com minha presença e pouco me olhava – Nem devia estar aqui
—Não vou entrar e nada que diga ira me convencer de fazê-lo.
Tiros se fizeram presentes. Sabia que não era a Misaki. Um sopro gélido tomou o lugar aonde deveria bater meu coração. Sabia que era tarde de mais. Quando virei-me para o escritório, lá estava ele. O homem que vi no dia da guerra, do massacre. Mantinha vestes vermelhas, contudo diferentes das que trajava no dia em que o vi pela primeira vez. Ele tinha um de meus vinhos à mão e duas taças na outra:
—É um belo vinho – pousou ambas as taças sobre a mesa – Se me permite – encheu ambas com o liquido
—O que quer? – disse entre dentes.
A principio quando o vi pela primeira vez, uma parte de mim se convenceu de que ele era humano, mas agora a maior parte de mim havia se convencido do contrario. Um simples humano não passaria de tantos vampiros e entraria em minha casa sem ser percebido. Não, definitivamente não era humano, mas nele não sentia nem lobisomem nem vampiro, então o que ele seria?
—Vocês puro sangue são tão ríspidos – tomou uma das taças e levou aos lábios – Só quero conversar – completou depois de um breve gole. – Ah, e aconselho você a não fazer nenhuma bobagem. É só uma simples visita, então não cometa o mesmo erro de Satsuki – um maldito sorriso tomou-lhe.
—Conversar sobre o que? – segurava-me ao máximo para não matá-lo ali mesmo. Ele poderia ter mais lobisomens à espera lá fora, e Misaki poderia correr perigo, segurei-me ao máximo; não queria correr riscos.
—Sobre os termos de sua rendição – girou levemente a taça, fazendo o vinho dançar ao seu movimento.
Kanou insistia para que eu pudesse entrar, mas apenas o ignorei. A nuvem que outrora escureceu tudo, agora se retirava lentamente, levando luz aonde já não se encontrava. Antes que eu pudesse seguir a direção dos tiros, um rugido cortou o ar e, logo após, um lobisomem pulou sobre o muro lateral, adentrando ao jardim.
A principio recuei alguns passos, era uma daquelas bestas, isso era inegável. Seu tamanho era colossal, tal como me lembrava que era, e seus olhos era puro ódio. Contudo ele estava coberto de sangue; se era sangue dele ou de outros, não soube dizer. Por um momento vislumbrei algo que poderia ser uma ferida em seu ombro, ou eram restos de carne alheia manchando seu pelo?
Kanou se mostrava nervoso e, antes que pudesse se quer mirar, o monstro o atacou. Uma patada que o vez voar ao passo que a arma caia ao chão. O impacto do rapaz ao chão fora tão intenso, que o rapaz fora rodeado de rachaduras extremamente grosas. Kanou era sangue e dor e parecia ter desmaiado, ou talvez... O lobisomem seguiu seu caminho, almejando atacá-lo novamente. Atirei algumas vezes, mas o demônio apenas os ignorou. Joguei o fuzil ao chão e peguei a arma que Kanou deixara cair.
No mesmo instante, a besta pegou o jovem, envolvendo-o em suas garras e levantando-o, como um troféu. Mirei, um erro e acertaria Kanou. Um erro e tudo seria perdido. E se eu o acertasse e nada acontecesse? Você pensa de mais, pude ouvi-lo. Sim, penso de mais. Fechei os olhos por alguns segundos e quando voltei a abri-los, simplesmente atirei. O coice daquela arma fora mais forte que o do fuzil. Cai de bunda no chão, mas fiquei feliz ao ver os resultados de minha tentativa.
O tiro acertou o braço do animal, fazendo-o se partir; foi um estrago maior do que eu julgaria possível. O cano da arma agora era um tom mais forte, um carmesim talvez, mas pouco prestei atenção naquilo. A mão da besta caiu, junto a sangue, pedaços de carne e no meio disto, o pobre Kanou.
Um tiro em particular me chamou a atenção, uma das armas que Gerard me dera, isso eu tinha certeza. Havia escutado o som de algumas delas, mas aquele fora mais próximo. Mantive-me com uma expressão dura moldada a meu rosto enquanto o observava:
—Minha rendição você diz, mas eu nunca disse que me renderia
—Eu sei, mas pode ser algo que você possa considerar. – encheu sua própria taça novamente – Não me agrada a ideia de matar tantos puro sangue. Vocês são uma raça interessante e, ouso dizer, que estão quase em extinção. – ergueu a taça, olhando-me através do líquido – Seria bom se eu conseguisse salvar alguns. Então o que me diz? É uma oferta tentadora, e deveras misericordiosa
—Uma oferta incomum se considerarmos sua derrota, ou se esqueceu daquela noite? – toda aquela superestimação estava a me irritar
—Derrota? – ele abaixou a taça e fitou meu olhos – Não, aquilo só foi um inconveniente. Um mero atraso em meus planos, nada mais. Se julgar aquilo como vitoria, é um tolo.
—Pois eu acho que o tolo é você, por nos julgar como um simples atraso – cerrei o punho
—Um simples atraso, sim, sim – deu um gole – Mas um atraso interessante, devo admitir.
A besta se virou a mim. Mirei, mas quando apertei o gatilho, nada saiu. Fitei a arma; sem balas? Não sabia recarregar, tão pouco tinha balas. Ou talvez ela só havia falhado, poderia ser. Não cheguei à conclusão nenhuma, não tinha tempo para aquilo. Levantei-me e estava pronta para fugir o mais rápido que conseguiria, mas um vulto caiu sobre a besta, fazendo-a rolar ao chão.
Um emaranhado de pelos e sangue rolava de um lado a outro. Só compreendi o que acontecia quando se separaram. Dois lobisomens, um em forma demoníaca e outro deveras menor que o anterior, contudo ainda era grande. O segundo tinha pêlos castanhos, ao passo que o outro era um negrume. O menor tinha um olhar mais simples que o outro. Mas de certa forma pareciam. Voltaram a trocar mordidas e unhadas. Mirei, mas não sabia em quem acertar.
Ambos eram lobisomens, então não faria diferença, ou faria? Ele havia me salvado ou esta apenas atacando seu inimigo? O lobisomem maior recuou, o toco que antes tinha uma pata, agora sangrava com mais intensidade. Feridas se mostravam presentes, mais feridas do que me atreveria a contar e o que havia em seu ombro realmente se mostrou ser uma ferida, talvez proveniente de um tiro.
A besta fugiu e o outro rugiu triunfante. Mantinha a mira posta a ele, pronta para atirar, rezando para que desta fez o tiro não falhasse. Através da mira, observei qualquer coisa negra saindo dos pelos de seu pescoço. Iria atirar, talvez, mas uma rede de ferro caiu sobre o lobo gigante, e logo alguns seguranças apareceram. Um deles com uma arma semelhante a minha, e eu sabia que iriam matá-lo.
—E se eu não me render? – indaguei
—Ira se arrepender amargamente – seus olhos assumiram um tom levemente cinza
—Eu posso correr esse risco
—Você pode, mas você não esta sozinho, não é? – sorriu
Corri até os seguranças e, antes que pudessem executar o lobisomem, me intrometi:
—Devemos matá-lo – insistiu o rapaz
—Espera – sabia que tinha qualquer coisa errada naquilo que vi em seu pescoço. Peguei uma arma normal com um dos seguranças – Deixem ele se erguer – eles trocaram olhares duvidosos e quando um deles ia me questionar, virei para ele com olhos tomados pelo rubro – Deixem ele se erguer! Agora
Hesitantes, eles o largaram. O animal se ergue por baixo da rede de ferro. Acolhi a arma em ambas as mãos e atirei no objeto de metal, que quebrou de imediato.
—Pense bem, é mesmo isso que quer? – insistiu. Colocou a taça fazia sobre a mesa – É minha ultima oferta
—Não irei me render
Os pelos caiam e seu tamanho diminuiu, a lua já estava de novo escondida em trevas. Aos poucos ele assumia a forma humana.
Ele pegou minha taça, intocada e ainda cheia:
—Eu tenho muitas maneiras de chegar a até você – ele inclinou a taça – Mas será uma pena. Acabarei derramando mais sangue por causa de você – o liquido caia vagarosamente – Muito sangue
E então o reconheci: -Você...
Ele sumiu, me deixando sozinho com meus pensamentos e o vinho no chão.
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