Notas iniciais
OK OK, olha eu aqui -q entã1 meus amorecos, minha vida ta uma coisa di loucos mas estou prometo não largar minhas - palavra de escoteira xD
enfim, leiam as notas finais
obs: o cap. cai bem ao som de fiction Avenged *-*

Red Dress

Aoi –

Uma tênue chuva caia lá fora. Encostei minha cabeça ao vidro da janela, perdendo-me em pensamentos enquanto fitava algumas gotinhas d’água escorrerem pela superfície exterior do vidro. Passaram-se alguns dias desde que Gerard passara aqui para nos trazer a infeliz noticia de que os lobisomens poderiam estar de volta em breve. Desde então, não tenho feito nada de bom. Fui proibido de sair e, até mesmo para ir até o jardim na própria mansão, sou escoltado por seguranças.

Não irei mentir e dizer que não estou me importando com os lobisomens nem com o que andam fazendo, mas de nada adianta se esconder. Eu vi o que eles podem fazer, vi o quanto são sanguinários e desprovidos de misericórdia. Vi o suficiente para me afundar em incontáveis pesadelos e também para saber que, se eles realmente quiserem nos atacar, de nada adiantara muros altos ou seguranças. Tentei a todo custo convencer minha tia disso, mas todo meu sermão de nada adiantou.

Levantei bruscamente, dando passos largos por meu quarto, me jogando a cama. Estava muito irritado! Discuti diversas vezes com minha tia mesmo sabendo que seria inútil, mas mesmo assim, não me calava por completo. Odiava ficar preso dentro de casa, principalmente sabendo que seria inútil. Enfurecia-me ao pensar que estamos escondidos quando deveríamos estar nos preparando, ou até atacando-os antes de nos atacarem.

-Aoi-chan – chamou Subaru enquanto abria levemente a porta – Posso entrar?

-Tanto faz – respondi levemente ríspido.

A jovem empregada entrou ternamente. Estava lá provavelmente a pedido de minha tia. De manhã havíamos discutido novamente por causa do confinamento. Contudo dessa vez minha tia pareceu mais estressada que antes e, aos berros – o que não é nem um pouco habitual por parte dela – me mandou subir para meu quarto. Eu fiquei meio triste com a maneira que ela falou comigo, mas era de se esperar que mais cedo ou mais tarde ela se estressaria.

Subaru se sentou na ponta da cama:

-Ainda esta aborrecido com o que aconteceu? – sua voz soou suave.

-Minha tia mandou você aqui – esta deitado de bruços, com o rosto entre as almofadas, por conta disso minha voz saiu abafada, mas a jovem a escutou perfeitamente bem.

-Claro que não. Satsuki-sam esta muito ocupada – ela deu um leve suspiro – mas perguntou se você ainda estava no quarto.

Passou-se um tempo até que a jovem voltou a se pronunciar:

-Devia ser mais compreensivo

Sentei bruscamente:

-E ela deveria ao menos me ouvir! – passei ambas as mãos pelos cachos dourados, concertando-os – Ela não estava lá Subaru, nenhum de vocês estava... Não viram o que eu vi

A jovem morena colocou a mão sobre a minha:

-Não sabemos, mas temos uma idéia e é por causa dessa idéia que sua tia tem medo – apertou levemente minha mão – ela não gosta de vê-lo assim, mas também não pode deixá-lo sair por conta própria. E, da última vez que ela se descuidou, você parou em um campo de batalha.

Corei levemente. Sobre a guerra, minha tia só soube de minha participação no campo de batalha dias depois, quando tudo havia chegado ao fim – bem, quando achávamos que havia chegado ao fim. Fui à batalha sim, e não me arrependo. Sei que não sou um exemplo de soldado, mas não sou do tipo que cruza os braços e se mantém alheio a tudo, não! Contudo, mesmo agora, minha tia ainda tocava no assunto como uma ferida aberta. Vivia dizendo que eu não tinha o direito de desobedecê-la, tão pouco de se jogar num campo de batalha.

Posso ser fofo e parecer frágil, mas sei que não sou tão frágil assim, mostrei meu valor na guerra e fiz a diferença. Conquistei respeito de muitos, que só me viam como um jovem cosplayer estranho, mas hoje sorriem e comentam sobre meus feitos – alguns certamente são uns falsos, mas isso não importa. Mas de que adianta respeito de muitos se minha própria tia ainda me trata como um jovem imprudente?

-Se ela estivesse lá, me daria razão agora – resmunguei.

-Ela se preocupa com você

-Eu sei, mas de que adianta toda essa preocupação se seus esforços estão sendo inúteis? – um olhar reprovador foi lançado a mim – Eu sei que ela esta fazendo o melhor, mas... – fiquei a selecionar as palavras certas – Subaru — olhei fixamente nos olhos escondidos por uma lente de grau da jovem – Eu sei o quanto ela me ama e o quanto esta se esforçando para me proteger. Sou grato a ela por muitas coisas e, embora às vezes ela me estresse, sei que não é por mal. Mas eu sei que ela esta errada. Tento dizer a ela na esperança de podermos realmente tomar providencias, mas ela não me ouve! – no final minha voz estava tremula.

Subaru passou a mão levemente pelas mechas douradas:

-Eu falarei com ela sobre isso, eu prometo – a promessa e o sorriso terno escondiam a verdade; de nada adiantaria as palavras dela diante da ignorante surdez que minha tia assumia.

Fiquei um tempo a refletir e por fim saltei da cama e fui até o lado guarda roupas e peguei meu guarda chuva:

-Se você quer realmente me ajudar – me virei para a empregada que já estava de pé – Então por favor, fique aqui e não deixe minha tia saber que eu sai

Caminhei até a janela, mas Subaru me segurou pelo pulso:

-Não pode sair – sua voz saiu suplicante

-Subaru – suspirei – por favor, confie em mim. – lancei um olhar tão suplicante quanto o dela e, meio hesitante, ela soltou-me. Aproximei-me da janela, abri e logo um vento gélido veio me receber – Eu prometo que não irei demorar – deu uma piscada para a empregada.

Antes que ela pudesse se arrepender eu passei pela janela com um salto. O vento gélido e as gotas d’água me acolheram enquanto eu caia. Minha janela era o caminho mais rápido e curto para o muro lateral. Pousei sobre ele. Do lado oposto do muro ficava algumas arvores, não pensei duas vezes antes de pular para uma delas e assim sumir no verde.

Fui pulando de arvore em arvore o quão rápido podia. Depois de estar longe do perímetro de segurança da mansão, eu parei para me arrumar. Meu vestido estava levemente úmido, assim como meus cachos. Passei a mão por eles em seguida alisando meu vestido, fazendo o tecido ceder e ficar o mais perfeito que a umidade permitia. Abri o guarda chuva e assim fui caminhando pela rua – bem vazia por sinal.

Meu vestido era de um azul claro, mas aonde os galhos molhados bateram, um azul mais escuro se formou, contudo isso não havia tirado a beleza do tecido. Dava passos largos apesar de não ter certeza em relação ao destino. Parei por algum segundo, a casa de Gerard ficava longe, mas a do Usui... A chuva ficou mais violenta, virei para a direção da casa do loiro e passei a seguir meu caminho

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Os olhos amarelos me fitavam com um misto de supressa e alegria:

-Vai ficar me olhando ou vai me convidar pra entrar? – impliquei depois de certo tempo de silencio.

-Que surpresa – Misaki fez um gesto para que eu entrasse.

Fechei o guarda chuva e o coloquei em um canto, entrei e logo fui para o sofá:

-Sua tia havia me dito que não sairiam de casa – os amarelos se estreitaram transbordando desconfiança – Você fugiu de novo?

-Misaki-chi, sua desconfiança me magoa – uma falsa expressão de chateação se fez presente por um breve momento – Mas fingirei que não escutei isso. Agora, pode chamar o Usui pra mim?

Meio hesitante e claramente desconfiada ela ainda ficou a me encarar por alguns segundos, mas por fim deu de ombros e subiu as escadas. Usui estava dormindo e desceu ainda despenteado e sonolento:

-Sabe que horas são? – passou a mão pelas mechas loiras, bagunçando-as mais ainda. Não esperou resposta – três da tarde, você deveria estar dormindo às três da tarde – ele se jogou no sofá de frente para o que eu estava – espero que seja importante – completou após um alongamento preguiçoso.

-Quero que me diga tudo o que Gerard descobriu nos últimos dias – fui rápido e simples.

-Então por que diabos veio até mim? – ele estava claramente mal humorado por ter sido acordado, contudo eu precisava de informações, quais quer que fossem. Vendo que eu permanecia firme, o loiro deitou no sofá – O que exatamente quer saber? – sua voz saiu baixa, mas perfeitamente evidente.

-Tudo sobre os lobisomens

Misaki rumou em direção à cozinha, mas Usui a chamou:

–Seria bom que escutasse também – disse ele fazendo um gesto para a jovem se sentar. E assim ela o fez. – Gerard capturou três homens depois de montar o cerco no cemitério, mas nenhum deles se pronunciou mesmo sobre tortura – ele colocou um braço sobre o rosto, protegendo os olhos – Como os cativos não abriam a boca, ele decidiu fazer testes, coletou sangue e resíduos deles. As amostras que ele enviou tiveram o resultado revelado há pouco tempo. Parece que eram lobisomens comuns – a voz dele sumiu de súbito, deixando algo oculto

–E? – insisti para que ele continuasse. Ao meu lado, Misaki estava atenta a tudo, mas não podia ter certeza de seus sentimentos; seu rosto assumia apenas uma expressão simples.

–Não agiam como lobisomens normais. Nada falavam e até durante as seções de tortura permaneciam no mais completo silencio, pareciam drogados, mas de algum modo, nada de incomum saiu nos exames. Durante esse tempo dois morreram, um deles por suicídio. Gerard estava prestes a desistir e matar o ultimo cativo, quando ele começou a pedir por misericórdia. Uma mudança muito repentina para alguém que nem se quer gritava. Mas mesmo assim, pouco conseguimos tirar dele. – uma leve pausa tomou conta do local. Apenas se ouvia a chuva cair violenta no exterior. Estava pronto para me pronunciar, mas enfim o loiro falou – “Tudo que eu tenho é o sangue dele” foi o que o cativo disse. Depois de um tempo ficou repetindo isso até que essas foram às únicas palavras que ele proferia.

–Sangue dele... – sussurrou Misaki, a jovem parecia tão perdida em hipóteses quanto eu.

–Foi só isso que descobriram? – a decepção em minha voz foi mais evidente do que pretendia.

–Também saíram todos os exames dos corpos do cemitério. Todos eram lobisomens.

–Experimentos mal sucedidos? –indagou Misaki

–É uma hipótese, mas assim como com os outros, nada de anormal saiu nos exames. Nenhum traço que os ligue aquelas feras, nada. Mas eu não encararia isso como uma boa noticia.

E ele tinha razão. Era obvio que os lobisomens estavam fazendo algo e como nos exames nada saia, a sensação de impotência se tornava mais amarga.

–A noticia boa é que alguns homens a serviço do Gerard estão fazendo algumas armas mais fortes, baseados no que enfrentamos. Isso nos dará uma vantagem

Mas não o suficiente, pensei mas não tive coragem de falar. No fim, as coisas parecem estar piores do que eu pensava. Enquanto estava preso, tinha quase certeza de que Gerard conseguiria boas informações, mas a decepção fora maior do que eu havia pensado nas maiores hipóteses pessimistas. Contudo não era o único a se sentir assim. Misaki parecia tensa e Usui mais do que nós dois; todos tinham essa sensação e todos tinham medo.

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Mesmo com meus protestos, Usui por fim venceu. Estava a voltar para casa de carro. Yukimura, o motorista humano do loiro, estava a me levar. A chuva não dava trégua e parecia tão intensa quanto antes. Estava a fitar o acortinado de água cair quando um cheiro forte de sangue tomou-me. Estava a poucas quadras da minha casa. Pedi para o motorista me deixar por ali e só tive meu pedido atendido depois de um tempo de conversa; o motorista insistia em me levar até a mansão, mas eu sabia que algo não estava bem.

Sai do carro e esperei o motorista manobrar e assim que ele voltou, fechei o guarda-chuva e corri o mais rápido que podia. Tão pouco importava a chuva, ou o vestido, ou a peruca, aquele cheiro forte me incomodava.

Contornei a mansão, se fosse o caso de haver alguém por ali, seria bom evitar. Pulei o muro lateral e, assim que pousei na propriedade senti o doce aroma familiar que me fez tremer; o sangue da minha tia. Corri e entrei pela porta lateral. O cheiro ficava mais evidente e outros aromas familiares foram se juntando. Correndo, parei no meio do salão principal e logo vi dois seguranças ao chão, abertos ferozmente. Gelei. O medo tomou conta de mim, contudo forcei-me a continuar correndo.

Subi as escadas principais, indo para a direção do cheiro; na direção do escritório da minha tia. Manchas de sangue tingiam alguns pontos nas paredes e no chão. Assim que verei o corredor do escritório, vi um corpo caído. Aproximei-me hesitante e vi que era Erika. A jovem estava toda sangue, sem um braço e com o olhar que encarava o vazio. Lagrimas já jorravam aos montes de meus olhos.

A jovem empregada estava caída de frente para o escrito. Da porta de madeira pouco sobrou; a mesma fora quebrada por o que pareciam garras. Entrei hesitante no escritório. A mansão estava perdida na escuridão, assim como o escritório. Apenas o centro tinha uma leve iluminação proveniente de uma luz externa que adentrava pela enorme janela ladrilhada, ou o que sobrou dela.

Dei passos hesitantes para o centro do escritório. Enquanto caminhava fitava o chão; algumas manchas de sangue se faziam presente. Parei quando senti uma gota cair sobre mim. Mais algumas caíram e então olhei para cima. No teto estava Subaru, pregada por estacas de madeira, uma delas se encontrava no peito dela. Sangue descia das feridas e da madeira e caiam sobre mim em gotas agourentas. A barriga da jovem estava aberta, mas as entranhas já não estavam lá. Minha visão ficou turva por conta das lágrimas e sem pensar dei um grito enquanto desviava meu olhar para o chão.

–Aoi... – um sussurro me chamou da escuridão.

Olhei pra a direção do chamado e vi minha tia jogada ao chão, com uma poça de sangue a rodeá-la. Corri até ela, me abaixando ao seu lado. A acolhi em meus braços. Sangue a manchava; na verdade, parecia haver sangue em todos os lugares:

–Aoi... – ela sussurrava a muito custo – fuja

Subitamente um estrondo se fez presente. Um lobisomem passou pela janela entrando violentamente no cômodo. Era enorme tal como os demônios que assombravam meus pesadelos e havia nele mais sangue do que na mansão inteira. Em uma das suas patas se encontrava Honoka, envolvida por garras. Não tinha certeza se ela estava viva ou não; não tinha certeza de nada.

O lobisomem rugiu e quando veio a minha direção, uma rajada de tiros o acolheu, fazendo-o recuar. Olhei para a direção da porta e ali estava Gerard e alguns seguranças, todos fortemente armados. Nas mãos do moreno jazia uma arma diferente,tão grande e pesada, ao menos aparentava ser . Ele mirou na besta e atirou. Um único iro foi suficientemente forte para estourar a cabeça do lobisomem.

–Droga, chegamos tarde! – rugiu o moreno.

Voltei meu olhar para minha tia, caída em meus braços. Meu vestido estava tingido de vermelho, mas aquilo tão pouco importava.

Notas finais
~~ MURAL DA TIA BOU ~~
Primeiro, NÃO ME MATEM, eu tenho lido muito a song of ice and fire e to virando homicida igual a titio Martin Y.Y -apanha
Segundo, eu avisei que haveria mais sangue
Terceiros, as mortes não irão parar por ai -apanha
Quarto, polo amor de Dio, comentem, ando me questionando em relação aos meus trabalhos nos ultimos meses -crise de meia idade- por tanto sugestões e críticas serão aceitas com a maior alegria, quero me tornar uma """""escritora"""" melhor e pra isso preciso da ajuda de vcs meus sobrinhos lindos!
até o próximo ♥