Notas iniciais
e então meus lindos? cá estou eu e antes de lerem... Abandonaram-me? mais de 40 visualizações e 3 reviews? assim vocês me magoam muito... Mas enfim, decidi postar logo esse cap. antes do tempo. leiam as notas finais e obs: cap. narrado por um char feito por mim. 2 bjs

O nobre servo

Caminhava o quão rápido podia caminhar. Olhando apenas para meus pés, tudo o que eu queria era conversar com ele, com meu mestre; precisava conversar com ele. Um passo atrás do outro, ignorava o máximo que eu podia tudo ao meu redor, tinha muito trabalho a se fazer, mas tudo podia espera. Abri a porta sem aviso prévio e fora só então que percebi minha insolência. Fui ao chão, com um dos joelhos no mármore frio, evitando olhá-lo:

–Peço licença para falar com o senhor, mestre – não ousei levantar o olhar.

–Já esta aqui, então fale – ele respondeu ofegante, sabia o que estava fazendo.

Levantei-me com o sobre tudo vermelho deixando poças de água no chão. Meu mestre montava uma jovem humana, a fodia sem se importar com seus gritos de dor ou suas lagrimas; sangue manchava a cama. A garota me olhou, olhos de suplicas que não se atrevia a falar; não era a primeira, nem seria a ultima. Não me importei.

–Um dos vampiros roubou alguns documentos nossos – desviei o olhar, mesmo não me importando com ela, aquilo me incomodava; aqueles malditos gritos. – Era um dos puro sangue

–E aonde ele esta? — perguntou sem interromper o que fazia.

–Temo que tenha conseguido fugir – fiz uma pausa. O pequeno bastardo havia conseguido entrar em nosso castelo, mas também pudera, a segurança era péssima, poucos homens, muito espaço; péssima combinação. – O caçamos, mas ele caiu no abismo das tempestades. – a ultima coisa que viu foi o pequeno morcego caindo no turbilhão de ondas que ficava abaixo do abismo. Ele e meus capangas.

Seu mestre intensificou as estocadas. Seu cabelo negro, longo, balançava a cada movimento. Não demorou muito para que ele gozasse. Retirou-se de dentro da garota, que caiu, exalta sobre a cama. Sangue e gozo faziam uma mistura que cobria parte de suas coxas e manchava os lençóis. Ela chorava e tremia; com sorte morreria nas próximas horas. Suas costas estavam marcadas por unhas e seu pescoço estava vermelho de sangue; por uma mordida ou arranhão. Naraku gostava de fazer isso, meu mestre se sentia feliz ao foder garotas fracas, embora eu nunca entendesse como poderia arranjar prazer em simples humanas.

–Era isso o que eu queria – empurrou a garota com uma das pernas, fazendo-a ir ao chão. Depois se sentou sobre a cama – Espero que ele tenha sobrevivido o suficiente para contar o que viu – um sorriso percorreu seus lábios.

–Mas senhor, documentos sérios foram roubados e-

Ele me olhou, foi o suficiente para me fazer calar. Eu o respeitava, mais do que qualquer uma, mas acima de tudo, o temia.

–Estou cansado de esperar eles tomarem uma atitude mais enérgica – passou uma mão pelos cabelos, fazendo as mechas deslizarem, tirando-as de seu rosto. – Foi só por isso que eu deixei aquele bastardo viver

Hinata... Como poderia esquecer aquele que nos traiu? Fechei o punho, tinha ódio dele e tive mais ainda quando descobri que foi até os vampiros. Um lobisomem puro sangue, se unido a vampiros, aquilo era a pior das heresias.

–Ainda acho que devemos mata-lo – acabei dizendo – Ele sabe muito, e mais do que deveria! Sem falar que esta se juntando a vampiros imundos e – travei por um momento. Falei de mais.

–Às vezes você parece esquecer quem eu sou – Naraku voltou seu olhar para mim e por um momento achei que ele me mataria – Eu gosto dessa sua ousadia medrosa – sorriu e pegou um jarro de vinho que pousava sobre uma escrivaninha, ao lado da cama – Hinata é um mero peão e, assim que perder sua utilidade, você poderá eliminá-lo. – deu um longo gole no gargalo. – Por hora, deixe-o.

Relutante, assenti. Se eu fosse um puro sangue, seria uma peça mais importante que um mero peão. Pensar nisso me dava ódio dele e, acima de tudo, nojo. Hinata sempre se mostrou relutante e nunca gostou da maneira como o mestre decidia as coisas, um imbecil na minha opinião. Rangi os dentes, de maneira involuntária, como sempre fazia ao ficar nervoso.

–Agora que tudo esta indo como planejado, devemos dar passos mais ousados – Naraku se curvou para frente, balançando levemente o jarro, fazendo o vinho dançar – Os preparativos estão prontos?

Não por completo, mas não me atreveria a dizer aquilo:

–Sim, meu senhor – faltava pouco e, mesmo esse pouco, poderia não agradar meu mestre.

–Ótimo, então acredito que podemos atacar a ferida aberta – seu sorriso foi perverso, e eu já sabia exatamente do que se tratava – Nosso amigo loiro cuspiu em nossa face quando tentei lhe dar trégua e, quanto ao seu irmão, só poderíamos esperar a mesma atitude. Por isso, chega de ser bonzinho – bebeu o resto do vinho em um gole, depois deixou a jarra cair sobre a jovem que jazia ao chão.

–Mas ainda é uma pena – ele completou, levantando-se do sofá, pisando na jovem, sem menor cuidado ou preocupação – Eles seriam um espécime ótimo para minha pesquisa, por tanto, ainda quero que mantenha-os vivos.

–Os irmãos, senhor? -os mais perigosos. Nesse ponto discordávamos. O mais sensato seria mata-los primeiro, mas apesar de pensar assim, decidi ficar quieto. Não seria inteligente de minha parte contrariar meu mestre. –Sim, será como o senhor quer.

–E a garota – ele deu um olhar rápido a jovem no chão; uma enorme poça carmesim manchava o chão, e ela já não chorava mais – Quero aquela ex-humana viva...

Aquilo pegou-me desprevenido, arregalei os olhos e não pude continuar em silêncio:

–A empregada do sangue puro? Mas ela é apenas uma simples transformada

E, no entanto, era especial para Usui Takumi. Seria um golpe ousado de mais pegá-la como cativa tento em mente manter o loiro vivo, isso poderia torna-lo mais perigoso.

–Eu sei o que ela é. E eu a quero – olhei para a jovem caída. Abaixei-me, colocando uma das mãos em seu pescoço; estava morta. Naraku tem um interesse absurdo por humanas e ex-humanas. – Mas por hora me contento com uma nova puta qualquer. Arranje alguém para limpar essa sujeira, e traga-me uma com peitos maiores. – andou até a porta que dava para a suíte, e então parou – E eu não quero que ninguém a toque.

–A puta, senhor?

–A empregada. Nenhum arranhão, quero linda para mim. – e então entrou na suíte.

Sai do quarto de meu mestre e encontrei dois ex-humanos. Os mandei para o quarto de meu mestre; alguém precisava limpá-lo. Enquanto eles olhavam com claro nojo para a jovem, não pude deixar de notar o quanto eles pareciam fracos. É fácil notar a diferença entre um puro sangue e um ex-humano; tal como a diferença de um ex-humano recente e um antigo.

Eu tinha nojo de ex-humanos fracos; faziam-me sentir ódio. Ex-humanos devem ser fortes, e provar seu valor, tal como faço todos os dias. Não havia um dia em que eu me esquecesse de quem eu era antes de conhecer o mestre; e não fazia um dia que eu não me sentisse grato por conhecê-lo.

Reuni os melhores homens que encontrei e alguns novatos, todos fortes e alguns já faziam parte do estágio dois; lobisomens gigantes, próximos da perfeição. A cada experimento, meu mestre chegava mais próximo de seu objetivo e eu me sentia feliz por participar daquilo. Entramos em três carros, todos negros da pintura até os vidros. Foi uma pequena viagem cansativa até nosso destino. No caminho, armas eram carregadas e dois dos gigantes já comiam. Era normal que um estágio dois sentisse tanta fome, mesmo na forma humana.

Ao chegar ao bairro pobre, apenas um dos carros seguiu até a porta da casa dela. Os outros pararam uma quadra antes. Eu estava no carro parado a sua porta. Do vidro pude ver luzes apagadas e uma rua vazia; mas sentia a presença de alguns vampiros.

–Limpem o perímetro. – falei através do rádio para um de meus capangas; este dentro do carro parado a esquina.

–Devemos matar todos? — dentro do carro onde eu estava havia um novato, um gigante, eu e um veterano; o novato fizera a pergunta.

–Aqui mora a mãe e a irmã do alvo... Eu decidirei quem morre e quem vive, portanto, não faça nenhuma besteira.

Nunca tive paciência com novatos, principalmente com novatos imbecis. Esperei alguns minutos e sai do carro. Não havia trocado de roupa, mas meu sobretudo limitou-se a ficar apenas úmido. O gigante saiu logo atrás, sendo seguido pelo novato, que mal parecia saber como segurar uma arma. Eu esperava usar os novatos como isca, um peão descartável caso algum puro sangue estivesse ali, mas não havia ninguém de muita importância.

–Gil, faça as honras. – e o gigante se transformou. Gil era um dos poucos que havia sobrevivido à segunda etapa com sanidade suficiente para se tornar um bom soldado

–Quem é o alvo senhor? — o novato perguntou

–Uma jovem empregada que esqueceu seu lugar. Mas ela não esta em casa, então deixaremos nosso recado com a família dela.

Da janela a cortina se mexeu minimamente; já pude sentir o cheiro do medo. E então, demos nosso passo ousado.

Notas finais
Aqui nós vimos o outro lado, o lado dos mano do mal e, na ordem de tempo, veio depois de Misaki e Hinata terem visitado a casa da maid-chan. Agora, um pedido, de coração, é muito frustante você escrever, se empenhar pensando nos leitores e depois não ver nenhuma opinião da parte de vocês. Escrevo por que gosto de dar assas a minha imaginação, não por popularidade ou nada disso, mas não há palavras pra descrever a felicidade que sinto quando vejo meus leitores comentando, expressando sua opinião. Isso é muito gratificante e me da forças para continuar. Agora, é muito triste ver um número de visualizações alto e quase nenhum comentario, me faz questionar meu trabalho e isso não é legal Esse é apenas um desabafo de uma escritora, mas creio que muitos outros escritores sentem o mesmo... até