Notas iniciais
Rélou, postando mais um cap. e antes de qualquer coisa... the end is near *risada do mal* parei é sério, o combate final vai começar nó próximo cap. e, depois disso, a fic estará perto do final não sei dizer quantos cap. faltam, mas não pretendo alongar mais do que é necessário. Outra coisa, já aviso de ante-mão que não haverá 3º temporada. A segunda foi só um complemento e pretendo parar por ai. Sei que já parece uma despedida antecipada, mas é assim que me sinto quando vejo um trabalho se encaminhando para seus ultimos instantes. Então continuem acompanhando e comentando, por favor, não apenas visualizem por que isso é broxante :

Usui

Sentada sem tirar os olhos da mãe. E fora assim desde que ela chegara. Misaki foi forte; como esperado dela. A princípio queria ir procurar a irmã por contra própria. Eu a impedi dessa loucura, temporariamente porem. Eu sabia que era questão de tempo até ela decidir que passou tempo de mais. E, de certa forma, ela tinha razão. Cada segundo que passava a situação de Suzuna se tornava mais delicada. Dois dias se passaram, podia ser um tempo curto para nós, mas para a jovem Ayuzawa poderia ser uma eternidade.

Eles não iriam matá-la, isso era certo. Não se dariam ao trabalho de sequestrar alguém só para simplesmente matá-la. Suzuna era uma isca, era obvio, e iscas são mais valiosas em vida. Mas... Estava parado na porta entre aberta, Misaki parecia não ter me visto. Naquela situação a morte não é a única de nossas preocupações. O estado de Ayuzawa-sama era estável, já não estava correndo risco de morte. Por bem ou mal, suas feridas se curaram rapidamente graças a sua condição atual. Apesar disso, a doutora achou melhor mantê-la em intensa observação e optou por deixá-la em coma induzido.

Foi uma decisão delicada, mas fora o certo a se fazer. Afinal Ayuzawa-sama fora transformada por um lobisomem alterado e seu processo de transformação poderia – e de fato deveria – ser diferente do processo causado pela mordida de um sangue puro. Eu temia pela vida de Ayuzawa-sama e, principalmente, por Misaki.

—Vampiro – aquela voz irritante acabou me acordando de meus devaneios. Virei-me com certa indiferença

—O que quer, cão? — ele podia estar do nosso lado, ou aparentar, contudo eu não gostava dele e ele compartilhava de minha antipatia.

Trincou os dentes, era tão fácil estressá-lo com um simples adjetivo.

—Tenho um assunto sério a tratar com você

—Então diga – dei de ombros

—Não aqui – rebateu, determinado.

Eu poderia insistir, argumentar, mas me pareceu mais fácil ceder. Em tempos normais, eu veria naquela oportunidade uma boa chance de enfurecê-lo com idiotices, mas estava cansado de mais para aquilo.

—Siga-me

Ele me seguiu, com uma careta emburrada. Durante esses dois dias, Shintani simplesmente sumiu. A principio pensei na possibilidade dele ter fugido ou algo do tipo, contudo Misaki estava convencida de que ele estava procurando sua irmã e até tentou ir até ele. Talvez ele pudesse ter uma informação relevante. Era irritante ter de precisar da ajuda de alguém como ele; mas a situação não permitia sentimentos como orgulho. Chegamos ao meu quarto, ele não pareceu gostar muito do lugar escolhido, porem não levantou objeções.

—Eu sei onde ela pode estar – eu o olhei, não estava surpreso com aquilo, de certa forma já esperava – Eu adoraria ir até lá sozinho e salvá-la por contra própria – seu rosto tomou um leve tom avermelhado – mas eu não posso fazer isso sozinho – parecia uma criança envergonhada

—Eu sei e nem eu posso – fui sincero e ele assumiu uma expressão de surpresa – preciso, infelizmente, da sua ajuda. E isso significa que os segredos acabam aqui.

Ele sabia de mais, isso era certo. Se não fosse assim, ele não seria caçado como estava sendo. Precisávamos do máximo de informação possível. Apesar disso, ele não pareceu muito feliz com isso.

—Esta bem – se deu por vencido, hesitante porem. No fim ele cedeu por completo – O grupo de lobisomens esta sendo liderado por Naraku-

Antes que ele pudesse terminar, já me exaltei

—Naraku morreu há anos atrás.

—Isso era o que ele queria que pensassem – tudo aquilo já havia começado errado, estava fantasioso de mais. Todos nós vimos o corpo de Naraku ser entregue as chamas – Ele precisava sumir da vista de vocês, não, de todos, para poder seguir com seus planos sem ser investigado – ao menos aquela parte fazia sentido. — Ele forjou a própria morte

—Como? Fomos reunidos naquele dia e vimos seu corpo queimar – aquela história estava me estressando

—Não era o corpo dele! — quase gritou – Vocês foram enganados, simples.

—E agora ele esta comandando um exército de lobisomens modificados, por quê?

—Seus experimentos começaram com tentativas de unir as espécies – o maior tabu que existe. Sentei-me sobre minha cama, aquela conversa se tornava cada vez mais incomoda – A princípio ele usava a si mesmo como cobaia, já que era o único puro sangue ligado aqueles estudos. Nada de produtivo veio nos primeiros anos, mas enfim ele consegui a base para uma formula. Mas essa formula tem diferentes reações nas espécies, embora o resultado possa ser o mesmo.

—E nos lobisomens o efeito colateral é a loucura?

—Não, aqueles lobisomens não eram híbridos – ele suspirou pesadamente – os lobisomens normais não aguentavam a transformação

—Então ele tentou deixá-los mais fortes – e de certa forma o tiro saiu pela culatra... ou não.

—Naraku teve de criar outra formula para deixá-los fortes antes de transformá-los em híbridos. Aos lobisomens normais, se não estiverem modificados, a formula age como um acido, corrompendo tudo. Esse é o efeito do sangue de vocês – a ultima parte fora atribuída um leve tom de escárnio – Aos vampiros comuns a sede de sangue se torna insuportável, como uma fome que nunca é saciada. A segunda formula de Naraku fora feita com seu sangue e outras substâncias, só que o sangue dele já é a formula pura da hibridização. Com essa formula modificava foram atribuídos outros efeitos. Os modificados não são bestas inconscientes, na verdade eles sabem bem o que estão fazendo

“O que muda é o grau de obediência. Espécimes normais são submissos por natureza quando um sangue puro lhes ordena, porem quando sangue de Naraku passou a ser atribuído a eles, essas cobaias passaram a ser obedientes ao ponto de não se importarem com nada alem daquilo que lhe foi ordenado. Soldados perfeitos. Porem o tempo mostrou que não são tão perfeitos assim, a parte vital, os órgãos internos, são frágeis apesar de tudo e a substância se torna uma droga de dependência integral. Então Naraku decidiu modificar a formula mais uma vez, mas pra isso ele precisa de sangue de um vampiro puro sangue.

Como um filme, algumas cenas passaram por minha mente. Aquele homem de vermelho que veio até mim me oferecendo uma aliança. Então era isso. Pergunto-me se eu fui o primeiro a ser “honrado” com essa oferta. Passei a mão por algumas mechas de meu cabelo, bagunçando-o. Eram lobisomens modificados, apenas cobaias iniciais. E no entanto. O estrago que fizeram. O crepitar das chamas invadiu minha mente e, quando percebi, estava perdido nas memórias naquele dia.

Era uma fogueira pequena, mas suas chamas pareciam tomar os céus. Eu era jovem, embora já tivesse essa aparência. Estava ali por nenhum motivo em particular e, por qualquer motivo, arranjaria um pretexto para ir embora. Nunca gostei de me envolver com aquele tipo de assunto. Para os outros vampiros, aquele era um momento de triunfo, mas para mim aquilo não passava de uma pira onde um lobisomem qualquer queimava. Agora estava nítido, o rosto de Naraku estava com ferimentos e mal dava para reconhecê-lo, bem poderia ser outra pessoa.

E agora aquele fantasma da pira havia voltado. Levantei. Se ele conseguir mais tempo e o sangue de um vampiro puro, os resultado seriam assustadores. Tínhamos que pará-lo o quanto antes.

—Iremos atrás da Suzuna

—Vampiro – ele parou por um momento, parecia hesitante – Eu odeio dizer isso mas, estou contando com você. — abaixou a cabeça — A Suzuna é muito importante pra mim. — disse um pouco baixo, mas nitidamente. Sorri.

—Estamos juntos nessa, mas só dessa vez. Então não se acostume com minha ajuda, cãozinho

Vê-lo ir de complacente a estressado em questão de segundos foi engraçado. Mas por fim, por bem ou mal, estávamos nos entendendo.

Misaki ~

Havia perdido a noção da hora, tão perdida em pensamentos e possibilidades que só despertei de meu mundo quando vi Usui e Hinata passarem pela porta. Eles andarem juntos já era uma coisa estranha, agora ambos calmos, sem trocarem farpas já era preocupante. Lancei-lhes um olhar no mínimo desconfiado. Usui pareceu se divertir apenas com esse simples gesto. Tão a cara dele. Nesses últimos dois dias pouco nos vimos. Isso me incomodava, mas estava muito preocupada com minha mãe.

—Precisamos conversar – disse Hinata

Assenti e me levantei, os seguindo para fora do quarto.

—Iremos atrás da Suzuna hoje – começou Hinata

—Ayuzawa – antes que Usui viesse com o papo de “você fica”, logo lhe lancei um olhar mortífero.

—Não me venha com o papo de não me envolver ou algo do tipo

Ele deu uma leve gargalhada. Por mais irritante que fosse admitir, estava com saudades daquela risada debochada dele.

—Não ia dizer isso. Apenas iria dizer que iremos juntos – respondeu simples. Ele sabia que eu iria protestar, aquilo parecia um simples golpe do alien pervertido; agora estava claro.

—E quando nós vamos? — perguntei impaciente

—Hoje mesmo – disse Usui. Seu sorriso foi confortante e, pela primeira fez em dois dias, me senti confiante de que tudo daria certo.

Notas finais
Espero que tenham gostado, foi só uma palinha do que o Hinata realmente tem a dizer, mas ainda tem mais escondido ai -desmentindo o título kkkk depois responderei as reviews com calma, até a próxima