Notas iniciais
Lê cap. seis saindo sai di levin como quem não quer nada ♥

ahh amores, eu agradeço de coração pelas reviews ♥ ♥ muitos beijos caramelados para vcs seus lindos! muito obrigado e leiam ♥

Não sei com que cara eu irei trabalhar! Eu... EU FIQUEI COM O MEU PATRÃO! DIZ-ME, COM QUE CARA EU VOU CHEGAR LÁ? Estava muito nervosa e me desesperava mais a cada passo que dava. Com que cara eu vou... Encarar o Usui? Já estava na frente do enorme portão. Meu rosto estava fervendo. Se antes o Usui já me infernizava, imagina agora? Era em torno das sete e dez da manhã. Eu tinha a chave do portão então, depois de ficar uns dois minutos me preparando psicologicamente, entrei. Passei pelo enorme quintal me dirigindo diretamente para os fundos, eu iria entrar pela cozinha, não quero encontrar o Usui.

Assim que eu entrei na cozinha, dou de cara com Yukimura, o que é estranho, pois eu sempre chego antes que ele. O menor estava encostado na pia comendo algo que julguei ser um doce.

–Yukimura? O que faz aqui tão cedo? – indaguei enquanto deixava minha bolsa sobre a mesa

–Bem, o Usui-sama me ligou e pediu para leva-lo a um lugar.

–E que horas foi isso?

–Umas cinco da manhã.

–Então você nem tomou café, né? – ele afirmou com a cabeça – Farei um sanduiche pra você – fui até a geladeira e abri a mesma. – Esse Usui... Tão folgado...

–Não... Tudo bem – ele sorriu meio sem jeito – Ele me pegou de surpresa, mas eu serei liberado cedo. – comecei a preparar o sanduiche dele – Quando for uma da tarde, eu passarei lá para busca-lo e depois estarei livre.

–Ah... Então ele não está em casa... – sussurrei mais para mim do que para ele


Preparei um sanduiche reforçado e fiz um pouco de café para o menor que me agradeceu meio sem graça. Depois fui até meu quarto, me troquei. Quando estava com a roupa parei na frente do espelho e fiquei a me olhar. Bem... Eu realmente não queria encarar o Usui agora. O que aconteceu ontem foi... Inconscientemente levei meus dedos até meus lábios e corei. O que mais me estressa foi o fato de eu ter gostado. Balancei a cabeça, me concentrarei no trabalho. Sai do quarto a procura da vassoura, iria varrer aquela casa toda! Vou me encher de trabalho para não ter tempo de pensar em mais nada.


Uma da tarde, gelei ao perceber a hora. Yukimura já havia saído para buscar Usui. Respirei fundo, não tem como fugir, não é? Fui para cozinha, eu sabia que ele não iria comer, ele nunca come! Acho até que ele tem medo das minhas comidas. Mas eu não tinha almoçado, então fui preparar algo para mim. Era pouco mais de uma e vinte quando Usui chegou, mas eu não o vi, só vi Yukimura se despedindo de mim, o que de certa forma me acalmou.

Estava acabando de fazer um almoço básico para mim, olhei pela janela, estava sol, mas algumas nuvens tampavam o mesmo ora ou outra. Estranho... É a primeira vez que vejo o Usui sair de casa num tempo como esse. Ele sempre sai quando esta totalmente nublado, ou chovendo, nunca com sol. Ele é estranho. Dorme praticamente o dia todo, nunca come nada, mesmo quando estava com fome, não sai quando esta sol e tem uma pele tão... Fria... Arregalei os olhos involuntariamente, isso... Não é normal não é? Levei a mão até meu pescoço e aquele sonho me veio à cabeça. Uma pessoa chupando meu sangue.

–V-vampiro? – sussurrei

Não espera. Balancei a cabeça. Ora Misaki, essas coisas não existem! Desliguei o fogo do fogão, mas fiquei um tempo a pensar. Mesmo sendo uma loucura da minha parte pensar isso, mas até que faz sentido. E essa teoria maluca explicaria todas as ações estranhas dele. Como naquele dia... Minha mente foi tomada pela lembrança daquele dia que ele estava com fome e foi dormir... E, curiosamente, foi no mesmo dia que eu tive aquele sonho. Se eu for levar essa teoria a risca, todas a s minhas dúvidas estariam respondidas. Não Misaki, por favor.


–Só pode ser loucura – sussurrei enquanto balançava a cabeça negativamente, foi idiotice minha pensar dessa forma. E mesmo que uma parte de mim estivesse pensando dessa forma, ainda tinha uma pequena parte que realmente acreditava naquilo. Coloquei meu almoço e decidi pensar em outras coisas para esquecer o Usui e essa minha teoria maluca!

Três da tarde e eu na sala sobindo na escada para colocar outra cortina. Eu havia retirado a anterior de manhã e agora estava colocando outra. O vidro da janela estava fechado e por ele passava o sol, o tempo havia melhorado bastante. A cortina era enorme e negra, iria combinar com a sala. Uma vez que a coloquei, desci da escada e encostei a mesma no canto. A cortina havia coberto a janela toda e a sala ficou totalmente escura. Olhei para a cortina novamente e notei que uma parte dela não havia encaixado direito no varal (varal de cortina, aquele bagulhinho que fica em cima da cortina, segurando ela), qualquer puxãozinho, por menor que seja, poderia a fazer sair. Suspirei, vou ter que subir para ajeitar isso. Quando estava prestes a pegar a escada, uma voz me surpreendeu

–Ficou linda essa arrumação – olhei para trás e lá estava ele, Usui. Corei na hora e desviei o olhar. Não conseguia encara-lo depois de ontem. Ele veio se aproximando e eu recuei um pouco, ficando próxima à cortina – Aconteceu alguma coisa, Ayuzawa? – indagou ele, com um sorriso sínico

–Nada de mais – respondi sem encara-lo

–Então por que não olha pra mim?

Mordi meu lábio inferior, estava meio aflita. Estava a encarar o chão e a... Cortina. Nessa hora uma ideia insana tomou conta da minha mente. Vampiros não saem à luz do sol, certo? A cortina estava frouxa, então se eu puxa-la...

Ele se aproximou um pouco mais, eu o encarei por um breve momento e puxei a cortina. Um raio de sol clareou a sala no mesmo instante em que parte da cortina saiu. Por um segundo eu realmente achei que ele iria queimar, então acabei me precipitando e dei um passo à frente de encontro a ele. O loiro por sua vez, apenas levou uma das mãos até a altura dos olhos, fazendo uma sombra na frente dos mesmos.

–Ora Ayuzawa, tenha mais cuidado – disse ele sorrindo

– Você não... – acabei falando mais alto do que eu esperava e ele me olhou bem confuso

–Eu não o que?

–N-nada – corei e quando estava prestes a sair de perto dele ele segurou meus braços e me imprensou contra a parede

Nossos rostos estavam próximos e eu estava paralisada: — O que tinha em mente, Ayuzawa? – ele perguntou com um meio sorriso

–Nada de mais – respondi, tentando ser o mais firme possível – Foi um acidente, ora

–Mas você parecia um pouco supressa... Esperava que algo acontecesse comigo?

–E o que poderia acontecer? – perguntei com um tom desafiador

–Eu não sei... Se eu fosse um vampiro – meu coração falhou uma batida ao ouvir a palavra “vampiro” – eu teria queimado até a morte

–SE você fosse

–É... E SE eu fosse... Teria que –ele aproximou o rosto do meu pescoço e eu estremeci. Não tinha forças para empurra-lo – Beber do seu sangue certo? – Meu coração esta a mil e não sabia o que fazer. O maior encostou os lábios gelados no meu pescoço e um arrepio mais intenso percorreu meu corpo.

–Us-Usui – sussurrei. O maior afastou os lábios da minha pele e me mordeu. Mas não uma mordida para sugar o sangue, ele, simplesmente, me mordeu. – Usui! – quase gritei

Ele começou a rir, maldito! Ele dava altas gargalhadas e eu o fuzilava com o olhar e acabei dando um soco no braço dele, estava puta! : — Ora Ayuzawa, não sabe nem brincar – disse ele enquanto acariciava o próprio braço

–Você que não sabe! Fazendo esse tipo de brincadeira sem graça!

O maior ainda dava gargalhadas. Tentei me afastar e, novamente, ele me imprensou contra a parede: — Não fique brava comigo – disse entre uma gargalhada e outra – Mas é que você estava mesmo levando a sério e – ele ficou serio – Até gemeu meu nome

Meu rosto ficou em chamas, tenho certeza de que eu estava vermelha: — GEMI O CARALHO! NÃO DIGA BESTEIRAS, USUI!

–Gemeu sim! – ele moldou um sorriso pervertido – E acho melhor não fazer de novo... Ou então – o maior passou o indicador nos meus lábios depois descendo até meu pescoço – Não vou conseguir me segurar

–O-ORA, SAIA DAQUI! EU-EU PRESCISO ACABAR D-DE FAZER MEU TRABALHO –disse gaguejando enquanto empurrava o maior que estava a gargalhar

–Certo, eu vou te deixar em paz, por enquanto –ele piscou para mim e depois foi embora, ele me estressa!


Bufei, o que ele tem na cabeça! Levei a mão até o pescoço e fui até o espelho no banheiro. Quase tive um infarto quando vi. ELE DEXOU UMA MALDITA MARCA DE MORDIDA NO MEU PESCOÇO! Minha vontade era de ir até o quarto dele e esmurra-lo. Ora, o que ele estava pensando! Não... O que EU estava pensado! Eu estava mesmo acreditando que ele era um vampiro? Ora Misaki! Molhei meu rosto e olhei-me no espelho novamente. Mas... Por um momento... Eu achei que ele estava falando serio. Lembrei-me daquele olhar, sim, parecia que ele estava falando serio. Suspirei, chega de vampiros por hoje!


Notas finais
ahhh reviews, se gostaram ou se não gostarem, mandem suas reviews e até o próximo o/