P.O.V. Lissa.

Minha filha Dafne vai fazer um ano hoje e nós vamos fazer uma festinha pra ela.

A minha Dafne é um bebê extremamente levado. Adora comer coisas não comestíveis, enfiar brinquedos no nariz, mexer nas minhas roupas e maquiagens.

Quando chegou a hora da festa ela saiu correndo que nem um tiro e se divertiu muito. Passou o dia escalando o brinquedão, brincando de pega-pega, etc.

A moça do buffet fez uma maquiagem de coelhinho nela e colocou orelhinhas falsas. Ela ficou uma gracinha.

A filha da Rose também fez maquiagem e se transformou num tigre branco. As crianças brincaram o dia todo, cantamos parabéns e abrimos os presentes depois que a festa acabou.

Dafne ganhou presentes dos mais variados tipos. Desde presilhas para cabelo até dvds dos seus desenhos preferidos.

Ela gostou muito da festinha e dos lindos presentes. Eu detestei aquela amoeba que ela ganhou.

Aquela porcaria gruda em tudo o que é lugar! E mal eu acabo de limpar uma nova mancha surge.

Essas crianças são da pá virada e de tempos em tempos a Rose tem crises das bem violentas por que as meninas testam a paciência dela e cá entre nós a Rose não é muito paciente.

P.O.V. Rose.

Essas crianças vão me deixar maluca! A doutora Fox teve que aumentar a dose de todos os meus medicamentos porque eu estou muito sobrecarregada, já que o peste do Dimitre está sempre arrumando uma desculpa para não me ajudar. Mas, agora chega!

Não fiz esse bebê sozinha e por tanto é perfeitamente justo que ele faça sua parte.

Depois de eu ter que ser internada na ala psiquiátrica do hospital da cidade ele decidiu me ajudar.

–Me fala, doeu? É muito difícil me ajudar?!

–Não Rosa, desculpe. Prometo que vou tentar ser melhor e ajudar mais.

–Promessa é dívida. Não se esqueça.

–Não me esquecerei.

A Doutora Fox veio me visitar no hospital.

–Olá Rose, o que houve?

–Eu surtei. O meu namorado não me ajuda a cuidar da nossa filha.

–Entendo.

–Ela é nossa! Eu não fiz esse bebê sozinha! O mínimo que ele pode fazer é me ajudar não acha?

–Sim, sem dúvidas.

–E ontem as meninas fizeram uma festa para a minha sobrinha Dafne , as crianças se comportaram bem na medida do possível. Mas, tiveram que ser levadas ao hospital porque Emma enfiou um soldadinho de chumbo no nariz e isso a impedia de respirar direito. O que a fez desmaiar por estar correndo e ficar com falta de ar.

–É difícil lidar?

–Você não faz a menor ideia.

–Durante as férias, como é?

–Se já é ruim quando eles estão indo a escola, nas férias fica pior. Eu não tenho tempo nem de ir ao banheiro direito, já que Dafne fica me esperando na porta e eu escuto a palavra mamãe a cada cinco segundos. Já estou arrancando meus cabelos. Isso é tão difícil! Nunca ter uma folga, nunca saber o que acontece com as outras pessoas.

Falta tempo. Não tenho tempo pra mim, pra fazer o que eu gosto. Passo o dia inteirinho correndo atrás de um bebê de um ano e sete meses, entro e saio de hospitais praticamente todos os dias já que ela come coisas que não são comestíveis, enfia bonecos no nariz e outras coisas mais.