The Valt of Souls
1 Festim dos Corvos, Ato I
Aquele dia, o mundo estava de um vermelho carmesim.
Tudo, inclusive o céu, parecia estar pintado de escarlate.
Sua irmã, mãe, pai, amigos e conhecidos que ela convivia todos os dias… até mesmo o barulho do último grilo irritante desapareceu.
Em breve, a sua existência também cessaria.
Ah… então era daquela maneira que ela deixaria de existir?
Era uma morte bem idiota e estúpida, depois de tudo o que ela havia passado.
As chamas brincaram com a sua visão, a fumaça penetrando em seus pulmões. O que antes eram alegres residências queimavam ao seu redor, o calor agredindo violentamente a sua pele.
A sombra apresenta a sua fragrância. Esqueça de escrever. Esqueça o seu contrato. Chegará ao fim, esse labirinto.
Eu não quero… eu não quero —…
Parecia que tudo aquilo se movia até algum lugar estranho do mundo.
Foi aquela a conclusão que a menina tomou quando a sombra da copia exata da morte apareceu em seu by Browse to Save\">campo de visão. Seu corpo, contaminado pela fumaça, sequer conseguia se mexer para examina-la by Browse to Save\">direito.
— Que pena, garotinha — disse a silhueta. Um sentido nada agradável de anestesia tomava conta de seu corpo enquanto a sua consciência lentamente a abandonava — Parece que você vai morrer aqui.
Foi o que eu pensei…
— Você deveria fazer uma decisão, não é? — perguntou a sombra do gato, debochando da menina.
O que foi? Apenas me deixe aqui em paz…
— Sério isso? — perguntou aquela silhueta, confusa. A mente nebulosa da menina estava lentamente… lentamente se desfalecia — Nenhum arrependimento?
Ah… é mesmo…
Pessoas… as pessoas…
…Eu quero mata-las. Eu não aguento mais essas pessoas. Eu quero mata-las.
Essa foi uma by Browse to Save\">vida bem entediante, no final das contas…
— Então, já parou para pensar? — perguntou aquele deus da morte de olhos vermelhos. Ignorando o milagre que era estar viva até aquele momento, a menina riu com puro gozo — Você quer sobreviver, não é?
Então faça um contrato comigo.
———
Em algum lugar desse mundo,
Todas as criaturas
E todos os criadores
Eles desapareceram.
A assassina foi somente uma.
Uma bela e jovem garota,
Seus cabelos brilhavam como os campos de trigo ao entardecer,
Seus sapatos de bico fino deixavam um rastro de sangue para trás.
Aquele era o conto-de-fadas da morte,
A história escrita em sangue pela fada do vilarejo;
Seu nome era Rosemary.
Ela era uma garota possuída por um demônio. Ela culpava sua incapacidade pelo fato de não ser amada.
Ela apenas esperava que um dia gostassem dela. Ela desejava por um milagre que um dia curasse sua incapacidade.
Daquela maneira, ela obteve a habilidade de simplesmente destruir tudo a sua volta. Ela jurou destruir todos que a haviam odiado. Porém, um dia ela encontrou um garoto que era amado.
Nada choca o seu coração de pedra. Alguma coisa deve servir como chave.
A história de sua forma muda conforme a magia da "bruxa".
A "bruxa" devora humanos. As suas almas são oferecidas a um "demônio".
A forma da "bruxa" é proposital. Se qualquer espírito a sua volta for motivo de jejum para o demônio, a o propósito não é cumprido.
A magia da "bruxa" é garantida a pessoa por meio de um contrato com um "demônio".
"Demônios" devoram a alma de humanos, porém não possuem forma física, então não podem matar. "Bruxas" oferecem almas a "demônios", em troca, "demônios" dão a "bruxas" magia. Um humano que faz contrato com um demônio é chamado de "bruxa".
Quando eu matei todos ao meu redor, um demônio apareceu e os levou. O demônio me levou até a floresta e me agradeceu pela refeição.
Então, eu me tornei uma bruxa.
O demônio disse…
"Se você me deixar comer mais pessoas, eu lhe ensinarei como curar a sua incapacidade."
Mesmo que as bruxas mais poderosas com os contratos com os demônios mais poderosos consigam destruir cidades inteiras, a cadeia alimentar desse mundo não termina por ai.
Com o poder do sangue e de amuletos que facilmente funcionam com uma pessoa, ainda existem os seres que herdaram a magia de seus antepassados.
Essas pessoas são denominadas "magos".
Assim como demônios devoram pessoas e as bruxas lhe oferecem a sua refeição, "magos" devoram demônios.
Assim como demônios, porém, eles também devoram a alma de "bruxas".
Magos especializados na caça as bruxas e na caça aos demônios, no lugar de usar seus poderes para curar ou outras coisas do gênero, são chamados de "caça-feitiço".
Caça-feitiços são temidos, porém adorados. Com uma linhagem mágica que remonta a séculos, eles são os mais poderosos magos que existem na atualidade.
O número de almas aumenta o poder do mago e do demônio. Almas poderosas e com grandes capacidades são especialmente bem-vindas e saborosas.
Por isso, o maior banquete daqueles que servem como intermediários entre o mundo físico e o mundo da magia é a alma de um demônio ou de um caça-feitiço.
Agora, boa sorte.
Deixo tudo com você, Erika.
Minha fiel "bruxa".
———
A jovem de cabelos loiros saiu daquela casa, batendo os seus sapatos de bico fino. Seus fios dourados estavam tremulando belamente naquela tarde fresca do fim do verão.
Já cheira a metade, ela percebeu enquanto farejava silenciosamente o ar. Metade verão e metade inverno, acrescentou silenciosamente.
Seu vestido azul e botas de couro pareciam impecáveis como sempre. Sua íris de um tom índigo parecia queimar com vida, como se alimentada de um fogo interno.
O laço ao redor de seu colarinho estava adornado com um broche feito de prata e safiras. Sua pele pálida parecia brilhar de leve ao crepúsculo daquele dia.
Aquela era uma vila bem charmosa no final das contas. Todos viviam felizes, em seus pequenos mundinhos, ignorando os eventos que aconteciam nas terras após as montanhas do sul ou as planície do norte.
Todos viviam felizes.
Ia ser uma pena…
Se alguém…
Destruísse tudo aquilo…
A garota permitiu-se um risinho.
Aquele sorriso transformou em uma gargalhada maligna e insana. A sombra do gato parecia debochar o mundo junto com a menina.
Vamos começar?
Aquele era o principio do jogo de etiqueta de uma Deusa da Morte de olhos vermelhos.
Assim como aquele riso, o eco revelava o vazio que existia dentro da garota que havia dado a sua alma para um demônio.
Fale com o autor