The Valent Girl
1 One-Shot 1 - Jeff The Killer
Notas iniciais
Lá estava ela. A pequena menina corajosa, ainda acordada ás 3:15 da manhã.
Ela sentia algo, tinha a terrível sensação de estar sendo observada. Quando estava prestes a fechar seus olhos pela primeira vez desde que se deitou, viu um vulto preto passando pelo canto de seu olho. Rapidamente os abriu, assustada.
Então ela se levantou, precisava com urgência lavar o rosto, achava que estava tendo alucinações.
O banheiro ficava ao lado de seu quarto, no começo do corredor. Ela foi ao ele e começou a lavar o rosto.
Mas novamente sentiu essa sensação que tanto a perturbava. Então procurava algo que estivesse a observando, mesmo sem saber quem, nem o que encontraria. Ela olhou para o final do corredor, e assustou-se ao ver um homem com vestes pretas, sem cílios nem sobrancelhas. A criatura estranha a olhava com um olhar doentio, como se estivesse em busca de vingança, não piscava. Sua pele era branca como leite e sua boca havia sido cortada em forma de sorriso, eram as coisas mais visíveis em meio á escuridão.
Ela aos poucos foi percebendo que não estava ficando louca, que aquilo era real, não um pesadelo ou um filme de terror fictício. Percebia que toda vez que jogava a água no rosto e olhava novamente, a criatura chegava mais perto, e mais perto. Até que ela desesperou-se e pôs-se a gritar, mas ninguém a escutava, era como se ela e a criatura estivessem dentro de um bolha invisível, onde só se escutava o que acontecia dentro, como se fora dela o que acontecia fosse inaudível.
A imagem branca dos olhos envoltos por uma longa linha preta agora adentrava o banheiro, rindo loucamente, como se fosse um daqueles loucos presos a uma camisa de força em um manicômio. Ele pôs a mão dentro do bolso de suas vestes e tirou uma faca, com aparecia antiga já ensanguentada.
Então a menina que agora gritava em desespero, que tentava fugir mesmo sem ter saída, havia descoberto a triste verdade: sua hora estava chegando. O louco ainda com a faca na mão a olhou a última vez antes de sua morte, antes de perfurar-lhe o coração.
E quando estava prestes a subir aos céus, as últimas palavras que escutara foram: "Shhhhhhhh vá dormir", seguido de uma risada malévola.
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